terça-feira, 21 de março de 2017

Lançamento do Fórum em Defesa da SME lotou plenário da Câmara Municipal

Foto Maia Rubim/Sul21
Lançamento, nesta terça-feira (21), do Fórum em Defesa da SME (Secretaria Municipal do Esporte) lotou o plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre. Constituído para lutar contra a extinção da Secretaria, o Fórum contou com inúmeras manifestações abordando a importância da SME nas Políticas Públicas de Esporte, Recreação e Lazer, e o resultado na vida das pessoas, comunidades e nas relações institucionais.

Foto Marta Resing
A SME teve a sua extinção autorizada em janeiro, em uma sessão extraordinária da Casa Legislativa, quando o prefeito Marchezan Jr. encaminhou o projeto da reforma administrativa de que acaba com várias secretarias e departamentos.

A vereadora Sofia Cavedon, coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Direito Social ao Esporte, ao Lazer e à Recreação recentemente lançada, critica o processo “passaram-se três meses e nenhum diálogo foi aberto pelo Executivo para debater com a população sobre a extinção e como ficarão as políticas de esporte e lazer na cidade”.

Foto Marta Resing
O encontro teve depoimentos de alunos, professores, usuários, lideranças comunitárias, representantes de cursos de Educação Física, do Conselho Regional de Educação Física, além de exposição e apresentação de vídeo sobre as memórias e histórias da SME.

À tarde ocorreu a mesa redonda com professores da UFRGS que falaram sobre a produção de conhecimentos na SME: Referências na formação e intervenção em Esporte, Lazer e Recreação.  Entre as intervenções feitas, a vereadora Sofia destaca a previsão legal, que está na Lei Orgânica do Município e é bem específica considerando a SME na mesma importância que as Secretarias de Educação e Cultura, além de ressaltar o Esporte em várias outras secretarias como a da Saúde. "Acredito na força da cidadania para reverter à extinção da SME”, diz Sofia.

A vereadora informa que no encontro de hoje mais vereadores apoiaram o movimento: Rodrigo Maroni (PR), Mauro Zacher (PDT), Dr. Thiago (DEM), Comandante Nádia (PMDB), Cassiá Carpes (PP) e Tarciso Flecha Negra (PSD).

Foto Marta Resing
Agenda de Ações em Defesa da SME

26/3 - 15h - Afoxé em Defesa da SME - No Monumento do Expedicionário
01/4 - 9h - Aula aberta e caminhada em Defesa da SME - No Monumento do Expedicionário
09/4 - 11h - Aula aberta e caminhada em Defesa da SME - No Monumento do Expedicionário
17/4 - 17h - Abraço ao Ginásio Tesourinha

Leia também: 
- Professores, servidores e comunidade se unem em defesa de Secretaria de Esportes - Portal Sul21
- Frente em Defesa da SME foi lançada nesta terça-feira
- Abaixo-assinado online -  Manifesta teu apoio à SME
- Manifesto pela Manutenção dos Serviços da SME

Votação do Veto ao Projeto de Lei das Cooperativadas será nesta quinta-feira

Foto Carolina Andriola/CMPA 
Cooperativadas/os - Veto à licença-maternidade de 180 dias, 13º salário e 30 dias de férias em votação nesta quinta-feira 

Nesta quinta-feira - 23 de março - será votado o veto do Executivo ao Projeto de Lei de iniciativa da vereadora Sofia Cavedon (PT), que obriga as cooperativas a manterem fundo para assegurar os direitos das e dos trabalhadores que prestam serviço para o município. A votação será a partir das 15 horas, no Plenário da Câmara Municipal.
Foto Marta Resing

Há exatos 10 anos, desde 2007, a vereadora Sofia luta para que cooperativadas/terceirizadas que atuam nos órgãos da Prefeitura tenham seus diretos trabalhistas respeitados. Desta vez a parlamentar busca derrubar o veto do prefeito ao projeto de lei aprovado na Câmara no final do ano passado, que garante o direito à licença-maternidade de 180 dias, sem prejuízo de nenhum direito, 13º salário e 30 dias de férias.

“Infelizmente o Prefeito vetou o projeto e insiste na postura que permite exploração de mão de obra em serviços tão pesados como capina, varreção, coleta de lixo. E pode retomar esta condição para as trabalhadoras da cozinha e limpeza de escolas, se alguma cooperativa ganhar a licitação desse serviço (hoje a Rede Municipal de Ensino é atendida por terceirizadas)”, destaca a parlamentar.

Foto Arquivo
A Vereadora irá tentar mais uma vez derrubar o veto no Legislativo Municipal, já que a maioria dos/as vereadores/as aprovou a iniciativa em 2016. Ela lembra ainda que o funcionalismo público municipal já tem garantido esse direto. “Nada mais justo do que equiparar os direitos para os e as trabalhadoras cooperativadas, pois também prestam serviços para a Prefeitura”, diz Sofia.

Clique na palavra destacada e conheça a longa luta de Sofia, e das terceirizadas e cooperativadas, para terem um mínimo de garantia nos seus direitos trabalhistas...

segunda-feira, 20 de março de 2017

2º Seminário Nacional de Educação e Gênero – Inscrições abertas


Estão abertas as inscrições para o 2º Seminário Nacional de Educação e Gênero, promovido pela Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Porto Alegre, que ocorrerá no dia 31 de março- sexta-feira.

A Procuradora, vereadora Sofia Cavedon (PT), destaca que esta segunda edição abordará a temática “Mulheres e Meninas: Reflexões e Práticas Educativas Emancipatórias”.

O Seminário, que tem certificação, será no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre – Av. Loureiro da Silva, 255 – Centro Histórico.


Programação 

31/03 – Sexta- Feira

8h - Acolhimento e Inscrição nas Mesas Temáticas
8h30min - Abertura: Vereadora e Procuradora Especial da Mulher Sofia Cavedon, vereadoras Fernanda Melchionna, Mônica Leal, Comandante Nádia e Vera Dayse, presidenta Conselho Municipal da Mulher PoA.
9h - Conferência: Mulheres e Resistência – Na Luta por Uma Educação Libertária
Palestrantes: Myriam Aldana Vargas Santin e Marina Ganzarolli 
10h às 13h - Mesas Temáticas: Práticas Educativas Emancipatórias das Mulheres e Meninas:
Mediadoras: Maria da Graça Gomes Paiva - Camila Tomazzoni Marcarini - Vanessa Gil
13h– Intervalo para almoço
13h30min- Momento Cultural
14h às 18h30min: Conferências: Desconstruindo Mitos e Estereótipos
Painel 01 - Palestrantes: Clara Glock e Deise Benedito
Painel 02 - Palestrantes: Cibele Cheron e Rita de Cássia Machado

sábado, 18 de março de 2017

Jussara Prá recebe o título de Cidadã Emérita

Foto Josiele Silva/CMPA
Jussara recebe o diploma, ao lado de Vera Dayse e Sofia Cavedon

A Câmara Municipal de Porto Alegre concedeu o Título de Cidadã Emérita à professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Jussara Reis Prá, no final da tarde desta sexta-feira (17/3), no Plenário Otávio Rocha. Formada em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em 1978, cinco anos depois Jussara apresentou a dissertação de Mestrado em Ciências Políticas na Ufrgs e obteve o título de Doutora em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) em 1992. A homenagem contou com a presença de familiares, colegas de trabalho, orientandos e amigos da professora, bem como da presidente do Conselho Municipal da Mulher (Condim), Vera Dayse Barcellos.

Foto Marta REsing
Sofia Cavedon (PT), proponente da homenagem, relatou os motivos que levaram Jussara a receber o título, falando sobre os reflexos importantes que a educação produz na sociedade, principalmente na luta pela igualdade. "As mulheres estão puxando a resistência deste país, e a Jussara é um símbolo de libertação feminina através da educação." A vereadora citou os embates enfrentados na luta pela educação de gênero nos âmbitos municipal, estadual e nacional. Destacou também, o engajamento da homenageada na luta feminista e a sua presença no Seminário de Educação e Gênero realizado pela Procuradoria da Mulher, no qual se discutiu um currículo que seria capaz de ajudar a romper o sexismo nas escolas. "Precisamos de Jussaras fazendo a nova formação, um novo conhecimento que supere essa discriminação brutal de gêneros. Precisamos de mulheres entrando no trabalho e nos espaços de poder".

Professora dedica seus estudos à luta pela igualdade de gênero

Foto Josiele Silva/CMPA
“Vocês são todos os que eu gostaria de ver nesse momento. Essa homenagem é fantástica, não tenho palavras para agradecer”, destacou a nova Cidadã Emérita de Porto Alegre. Jussara Prá, nascida em 1950, contou que sempre quis estudar algo que fizesse sentido para poder fazer a diferença. Por isso, ela dedica seus estudos à luta feminina contra a violência machista, pelos direitos sexuais e reprodutivos e pela igualdade no trabalho. “A questão da mulher parece dura e difícil de mudar, mas foi com a nossa luta que conseguimos transformar algumas coisas”.

A professora relembrou que, há algum tempo, disseram-lhe que ela era uma “acadêmica confiável”, que consegue conversar dentro e fora da academia sem banalizar o conhecimento nem tornar a aula uma panfletagem. “Hoje é inquestionável a importância do debate acadêmico sobre os assuntos femininos porque ainda precisamos avançar muito no entendimento dos direitos das mulheres”. Como exemplo, ela citou que as trabalhadoras da Islândia, considerado o país mais feminista e com maior igualdade de gênero, fizeram uma greve em 2006 que iniciava às 14 horas e 38 minutos. “Era a partir desse horário que elas começavam a trabalhar de graça, pois recebiam 17% menos que os homens”, contou ao reiterar que “mesmo na Islândia, a igualdade salarial só deve chegar em 2068”.
Foto Josiele Silva/CMPA

Violência contra a mulher

Segundo a pesquisadora, o Brasil é o campeão mundial em violência contra a mulher, feminicídio e mortalidade materna. “Ainda temos muito o que avançar. Já conquistamos os direitos do ponto de vista formal, garantido nas leis, mas falta fazer com que eles ocorram na prática, passando de uma noção abstrata de igualdade para chegar numa noção concreta de direitos.” Por fim, Jussara comentou sobre a morte da amiga e socióloga Lícia Peres dizendo que ela deixará saudades. “Ela estará sempre no nosso coração. Salve, Lícia!”

Fonte: Portal da CMPA.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Conferência de Dilma Rousseff - Mulheres e a Democracia nesta Quinta-feira em Porto Alegre

"Nós vamos lutar contra o retrocesso, vamos resistir e lutar pela democracia que nós construímos. Para nós, mulheres, democracia  é o lado certo da história".  Dilma Rousseff 

A vereadora Sofia Cavedon (PT), Procuradora Especial da Mulher da Câmara Municipal de Porto Alegre, convida para a Conferência de Dilma Rousseff - Mulheres e a Democracia - que ocorrerá nesta quinta-feira - 30 de Março, dentro da programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher.

O encontro será às19h, no Plenário Otávio Rocha Câmara Municipal de PoA - Av. Loureiro da Silva, 255 - Centro Histórico

Após a conferência da primeira mulher eleita para a Presidência da República do Brasil, haverá a manifestação de Entidades da Luta pelos Direitos das Mulheres.

Informações: 51.3220.4263

Lançamento do Fórum em Defesa da SME na terça-feira

Foto Marta Resing
A vereadora Sofia Cavedon (PT), coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Direito Social ao Esporte, ao Lazer e à Recreação da Câmara Municipal de Porto Alegre convida para a próxima terça-feira - 21 de março - às 9h, para o lançamento do Fórum em Defesa da SME, que ocorrerá no Plenário Otávio Rocha da Casa Legislativa da capital - Av. Loureiro da Silva, 255 - Centro Histórico.

Programação:

Manhã: 09 às 11 horas
Mesa 01: Políticas públicas e sociais de esporte, recreação e lazer:  a importância da manutenção da SME-PoA

Ementa: Apresentação de "diferentes vozes" e perspectivas sobre a importância da SME-POA nas Políticas Públicas de Esporte, Recreação e Lazer, com enfoque sobre a vida das pessoas nas suas comunidades e também as relações institucionais.

Convidados:
- 01 Membro Servidor-Professor da SME (Hamilton e Tyna)
- 01 Membro Usuários/Comunidade/Liderança
- 01 Membro do Poder Legislativo-Frente Parlamentar (Sofia)
- 01 Membro das IES (Relações Institucionais - ADIESEF-RS) - Dinho
- 01 Membro da Imprensa - ver Juremir, André Machado, Nando Gross, Daniel Oliveira
- 01 Membro do CBCE-RS (Vera Diehl)
Mediadoras: Laura/Cíntia

No final da mesa, a Profa. Eneida Feix faz uma rápida explanação e chamada para que todos visitem a exposição sobre as Memórias e Histórias do Setor Público de Esporte, Recreação e Lazer de Porto Alegre.

Manhã: 11 às 12 horas

Exposição 01: Memórias e Histórias do Setor Público de Esporte, Recreação e Lazer de Porto Alegre

Ementa: Exposição que coloca em destaque memórias e narrativas históricas que valorizam a importância da Secretaria/Setor Público de Esporte, Recreação e Lazer no Município de Porto Alegre.
Coordenadora: Eneida Feix e CEME/ESEFID/UFRGS

Obs: A Exposição estaria presente durante todo o dia.

Tarde: 14 às 16 horas

Mesa 02: A produção de conhecimentos na SME-PoA: referências de intervenção
Ementa: Trata-sede uma mesa dedicada a apresentação de trabalhos acadêmico-científicos que foram realizados na ou sobre a SME-POA, pontuando, em cada um deles, a relevância da Secretaria/Setor para a população e também para a produção de conhecimentos. Fariam parte os orientadores dos trabalhos de mestrado e doutorado.

Convidados:
Marco Paulo Stigger (Orientador de 6 dissertações/teses sobre a SME e autor de 1)
Vicente Molina Neto (Orientador de 2 dissertações/teses sobre a SME)
Alberto Reinaldo Reppold Filho (Orientador de 2 dissertações/teses sobre a SME)
Silvana Vilodre Goellner (Orientadora de 2 dissertações/teses sobre a SME)
Janice Zarpellon Mazo (Orientadora de 2 dissertações/teses sobre a SME)

No final da mesa, @ coordenador@ faz uma rápida explanação e chamada para que todos visitem a exposição sobre os Programas e Projetos da SME-POA relatados pelos professores e alunos.

Tarde: 16 às 17 horas

Exposição 02: Os Programas e projetos da SME-PoA e sua importância a vida das pessoas e das comunidades

Ementa: Exposição de programas e projetos que são desenvolvidos pelos professores da SME-POA, apresentados pelos próprios professores, juntamente com usuários, relatando o trabalho e a importância dele para a vida daqueles que vivenciam as atividades no mais diferentes equipamentos públicos.

Coordenação: a definir.

Tarde: 17 às 18 horas
Carta de Porto Alegre de Esporte, Recreação e Lazer em Defesa da Secretaria e das Políticas Públicas e Sociais

Leia também:
Frente em Defesa da SME foi lançada nesta terça-feira
- Abaixo-assinado online -  Manifesta teu apoio à SME
Leia o Manifesto pela Manutenção dos Serviços da SME

Lícia Peres, socióloga, feminista e ativista da Anistia, morre aos 77 anos

A vereadora Sofia Cavedon (PT), Procuradora da Mulher da Câmara Municipal de Porto Alegre, lamenta o falecimento da socióloga e feminista Lícia Peres, ocorrido nesta quinta-feira (16). "É uma grande perda para a luta dos direitos das mulheres".

Da Redação/Sul21

Foto Ramiro Furquim/Sul21
Lícia Peres, socióloga e líder do Comitê Feminino pela Anistia, no Rio Grande do Sul, faleceu nesta quinta-feira (16), em Porto Alegre. Aos 77 anos, Lícia tratava um câncer e deixa um filho, Lorenzo.

Em seu blog pessoal, Lícia se definia como “socióloga, feminista, fundadora do PDT, mãe do Lorenzo, cinéfila, amante da literatura, da música e das artes”. Natural de Salvador, na Bahia, veio morar no Rio Grande do Sul depois de casar com o jornalista e político gaúcho Glênio Peres, em 1964. E se dizia “porto-alegrense de coração”. Em 1992, recebeu o título de cidadã da capital gaúcha.

Para os amigos, Lícia sempre foi uma mulher de “posições firmes”. “O que eu lembro dela é a figura de uma mulher com consistência política muito firme, sempre com posições progressistas, companheira inseparável do Glênio Peres, foi um dos quadros mais qualificados do PDT”, lembra Carlos Bastos, companheiro de partido. “Era uma pessoa com personalidade especial”.

Ela chegou a se lançar como candidata duas vezes. A primeira, como vice-prefeita da chapa de Vieira da Cunha à prefeitura de Porto Alegre, em 2004. Depois, como candidata do PDT ao Senado, em 2010. Bastos diz que lembra melhor da campanha de 2004, quando viu a amiga “palmilhar” toda a Porto Alegre e “levantar a militância trabalhista” que estava afastada do partido.

Lícia dedicou toda sua vida à defesa de posições trabalhistas e dos direitos das mulheres. No ano passado, chegou a publicar dois artigos no Sul21 sobre o feminismo. Em deles, falava sobre o filme “As sufragistas” e o direito ao voto, em outro comentava o movimento das estudantes do Colégio La Salle que protestaram pelo direito de usar shortinhos na escola.

Mas um de seus papéis mais pontuais na História recente do Brasil foi como ativista e liderança dos movimentos pela Anistia. Lícia ajudou a criar o Comitê Feminino pela Anistia no Rio Grande do Sul, o segundo do país. Ela defendia que o movimento pela anistia era, antes de tudo, “feminino e feminista”. As mulheres começaram a trazer a palavra para o debate, três anos antes de que o Comitê pela Anistia fosse criado.

Em Porto Alegre, quando surgiu o convite da advogada Therezinha Zerbini para a expansão do Movimento Feminino pela Anistia, criado em São Paulo, Lícia trabalhou junto com uma de suas amigas mais próximas para criar o braço gaúcho: Dilma Rousseff. Dilma, que na época estava casada com Carlos Araújo, havia sido companheira de Therezinha como presa política. A primeira presidente do Movimento no RS foi Lícia.

“Pela primeira vez se criava um movimento de mulheres para enfrentar a ditadura militar. Nosso lema era ‘Lugar de brasileiro é no Brasil’. Passamos a nos reunir nas casas de conhecidos, em lugares cedidos, nunca tivermos sede própria. Praticamente metade das 12 mil assinaturas do abaixo-assinado pedindo a anistia entregue ao general Golbery do Couto e Silva foi recolhida no Rio Grande do Sul. E não foi fácil. Uma das signatárias do documento, a professora Enid Backes, foi demitida da escola onde lecionava, por se recusar a retirar seu nome do abaixo-assinado”, lembrou ela em 2014, em entrevista ao Sul21.

Anos depois, Lícia avaliava que a “anistia obtida não foi a ideal, mas sim a possível”. Ela era contra a revisão da lei e não aceitava quem dizia que havia sido mal negociada. Seguia militando por direitos trabalhistas. Foi contrária ao impeachment de Dilma e a favor da Operação Lava Jato “na sua ação moralizadora de combate à corrupção, separando as estações”. Sempre uma defensora dos direitos das mulheres de serem o que quisessem. Ainda um quadro do PDT.

Fonte: Portal Sul21.

Filme sobre Matilde Cechin será lançado na Câmara nesta quarta

Atividade integra programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher, que já contou com os lançamentos dos vídeos sobre Enid Backes e Dercy Furtado.

Foto Carolina Andriola/CMPA
Nesta quarta-feira (22/3), às 17h, no Teatro Glênio Peres da Câmara Municipal de Porto Alegre, ocorrerá o lançamento do filme curta-metragem "Matilde Cechin", do Projeto Cinematrográfico Memorial das Mulheres RS. O ato integra a programação de atividades da Procuradoria Especial da Mulher do Legislativo,, coordenada pela vereadora Sofia Cavedon (PT), no decorrer do mês de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A entrada é gratuita.

O Projeto Cinematográfico Memorial das Mulheres do RS, coordenado por Naia Oliveira,
 consiste em apresentar a história de mulheres que tiveram participação destacada nas conquistas dos direitos e valorização das mulheres. Entre as personagens do projeto estão, além de Matilde Cechin, já foram lançados na Câmara os vídeos sobre Enid Backes e Dercy Furtado.

Matilde Cechin é uma pessoa de atitude cidadã e a sua especialidade é a educação, tendo sido pioneira na catequese libertadora. É uma verdadeira educadora, porque possui o mais magnífico dom da educação, que é a humildade. Trabalhou na organização dos galpões de reciclagem em Porto Alegre e em várias outras cidades e foi uma das organizadoras da Rede Mística Feminina do Meio Popular.

Sobre Dercy e Enid

Foto Gabinete
Dercy Furtado trabalhou na roça até os 12 anos, também foi operária do Laboratório Geyer. Fez curso técnico ligado ao trabalho, onde conheceu o marido, Jorge Alberto Furtado, seu professor. Foi vereadora em Porto Alegre e deputada estadual. Defendeu as bandeiras do planejamento familiar, dos direitos das donas-de-casa e da regulamentação do trabalho das empregadas domésticas.

Foto Gabinete
Enid Backes é socióloga, foi militante do movimento estudantil, do movimento feminino pela anistia e de movimentos populares. Atuou também na luta sindical, como dirigente da associação gaúcha dos sociólogos. Participou da fundação da primeira coordenadoria da mulher no Rio Grande do Sul.  Sua trajetória também está marcada pela atuação junto ao Partido dos Trabalhadores, pois foi uma das suas fundadoras, bem como da Central Única dos Trabalhadores e incentivadora do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra.  Enid sempre se destacou como feminista, trabalhou em 1988 na Prefeitura Municipal de Porto Alegre como assessora especial de Políticas Públicas para a Mulher, em 1999 na Secretaria da Saúde do Estado em programas da saúde de idosos e mulheres.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Leonardo Boff apoia luta de professores e diz que Marchezan foi autoritário e antidemocrático

Foto Guilherme Santos/Sul21
Leonardo Boff abriu terceira assembleia dos educadores de Porto Alegre e fez um chamado para que professores resistam ao desmonte da educação pública. 

Marco Weissheimer/Sul21

O escritor e teólogo Leonardo Boff defendeu, no final da tarde desta quinta-feira (16), a mobilização dos professores da rede municipal de ensino de Porto Alegre e criticou a postura do prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB), que quer mudar a rotina de trabalho e de organização nas escolas. “Estou aqui para apoiar a luta de vocês em defesa de um projeto que nasceu na base e não pode ser abandonado. O mais triste é que o prefeito foi autoritário e antidemocrático. Esses temas têm que ser discutidos com os professores e com as comunidades antes de qualquer mudança”, disse Boff, que abriu a terceira assembleia da educação municipal, no Centro de Eventos Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, organizada pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e pela Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa).

Leonardo Boff foi aplaudido de pé e ovacionado pelas professoras e professores que praticamente lotaram a Casa do Gaúcho. Acompanhado da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), Boff fez uma saudação ao público e conclamou todos a uma luta de resistência e, se for preciso, de desobediência civil.

Foto Guilherme Santos/Sul21
“Os laços de proximidade que os professores criam com os alunos desde quando os acompanham no café da manhã serão destruídos pela proposta apresentada. A resistência é um valor ético. Pena que no Brasil não temos a tradição da desobediência civil que é algo sagrado nos Estados Unidos. Ao não consultar o povo, um governo perde a autoridade. Ele é representante de vocês todos, não é o dono do projeto. Por isso, é preciso resistir. E, junto com a resistência, vem a resiliência, que é a capacidade de aprender e dar a volta por cima”, afirmou.

Professores e professoras ovacionaram discurso de Leonardo Boff no Centro de Eventos da Casa do Gaúcho.

Boff aconselhou ainda os professores a não ficarem sozinhos. “Tragam gente das comunidades para essas lutas. É fundamental manter a unidade e a resistência para obrigar o prefeito a dialogar e debater a situação da educação com os professores e a comunidade. Lembro o governo de Olívio Dutra, quando tivemos um rico processo de participação e de diálogo com os professores. Há toda uma tradição aqui que não deve ser perdida. Mantenham-se fortes, resistam e, se for necessário, pratiquem a desobediência civil. Aquilo que é verdadeiro tem força em si mesmo”.

Fonte: Portal Sul21

Assembleia

Foto Simpa
Quase 1.500  trabalhadores/as em educação da Rede Municipal de Porto Alegre lotaram a plenária, no Centro de Eventos do Parque Harmonia. Depois de discutir em grupos organizados por regiões da cidade, foi deliberada por unanimidade a manutenção da rotina escolar elaborada em 2016 para o ano 2017. A luta pela revogação do Decreto nº 19.685, de 21 de fevereiro de 2017 continua.

Outras Deliberações

– Realização de assembleias dos conselhos escolares para construção conjunta de uma agenda de mobilização;
– Luta pela realização de Congresso Constituinte da Educação;
Assembleia da Educação, na próxima quinta-feira (23), no início da tarde;
– Realizar Plenária da EJA, no dia 24;

Junto com a Associação dos Trabalhadores em Educação Municipal de Porto Alegre (Atempa) e o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), as comunidades escolares serão convidadas e mobilizadas para participar, no dia 22, às 18h45min, na Câmara de Vereadores, na reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, que deverá contar com a presença do secretário municipal de Educação. Pouco antes desse horário, às 15h, também haverá representação escolar na reunião da Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Câmara.

 Fonte: Portal do Simpa

Professora Jussara Prá receberá o título de Cidadã Emérita de Porto Alegre

Foto Tonico Alvares/CMPA
Por proposição da vereadora Sofia Cavedon (PT), será homenageada nesta sexta-feira - 17 de março com o título de Cidadã Emérita de Porto Alegre, a professora Doutora em Educação, Jussara Reis Prá, líder do grupo de pesquisa “Gênero, Feminismo, Cultura Política e Políticas Públicas” e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), também coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Mulher e Gênero (Niem/Ufrgs), integrante do Coletivo Feminino Plural e representante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) no Comitê de Gênero da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM).

O evento ocorrerá às 17h no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre - Av. Loureiro da Silva, 255 - Centro Histórico.

Jussara Reis Prá nasceu em Porto Alegre e formou-se em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em 1978, cinco anos depois apresentou a dissertação de Mestrado em Ciências Políticas na Ufrgs e obteve o título de Doutora em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) em 1992. Desde então, dedicou a carreira acadêmica a estudar as áreas de metodologia de pesquisa, métodos quantitativos, políticas públicas, estudos feministas e de gênero. As suas linhas de pesquisa atuam na “Produção cultural e lógica de gênero: o impacto do feminismo nas atitudes e no comportamento político de homens e mulheres” e na “Cidadania, Gênero e Cultura Política na América Latina”, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Ufrgs.

Jussara ainda possui inúmeros trabalhos científicos publicados, entre livros, artigos e pôsteres, e orientou trabalhos acadêmicos de graduação, dissertações de mestrado e teses de doutorado.

De acordo com Cavedon, “em sua carreira acadêmica e atuação como cidadã, Jussara Prá construiu um sólido compromisso com as questões de gênero e do feminismo, contribuindo de forma teórica e prática para a defesa dos direitos da mulher”.

Com informações do Portal da CMPA.

quarta-feira, 15 de março de 2017

“Aposentadoria fica, Temer sai”, protestam mais de 18 mil pessoas em Porto Alegre contra a reforma da Previdência

Foto Equipe
A vereadora Sofia Cavedon participou de várias atividades realizadas nesta quarta-feira - dia de mobilização nacional contra a reforma da Previdência, entre elas a Aula Pública do Simpa e a Caminhada que reuniu milhares contra o fim da aposentadoria.

Um grande ato na Esquina Democrática, seguido de uma caminhada até o Largo Zumbi dos Palmares, no centro de Porto Alegre, encerrou no início da noite desta quarta-feira (15) o Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da Previdência. Mais de 18 mil pessoas tomaram as ruas, exibindo faixas, bandeiras e apitos, e gritando palavras de ordem como “Aposentadoria fica, Temer sai”.

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, ressaltou a grande mobilização que ocorreu no Rio Grande do Sul e no Brasil. “De norte a sul, demos o nosso recado”, destacou .

Foto Guilherme Santos/Sul21
“Hoje foi um duro dia de combate e a classe trabalhadora, de forma unitária, conseguiu tirar o tema da reforma da Previdência da clandestinidade. Tivemos no dia de hoje greves em 12 categorias, nos setores público e privado, dezenas de paralisações em Porto Alegre e no interior, além de dezenas de passeatas. Neste momento, estão ocorrendo outros 23 atos nas principais cidades gaúchas”. No entanto, ressaltou, essa mobilização ainda não é suficiente para travar a máquina do golpe. Por isso, construir a greve geral é muito importante, mas isso só será possível com muita unidade”, frisou Claudir.

“E hoje eles perderam a campanha de mídia”, afirmou ao destacar a liminar concedida pela juíza Marciane Bonzanini, da 1ª Vara da Justiça Federal de Porto Alegre, que determinou que o governo Temer retire imediatamente do ar as propagandas, veiculadas em qualquer tipo de mídia, sobre a reforma da Previdência.

Para Claudir, as manifestações desta quarta-feira deram um grande passo rumo à construção da greve geral. “Vamos parar o Brasil porque estão ameaçando tirar o nosso futuro”.

“Derrotar as reformas da Previdência e trabalhista”

Foto Guilherme Santos/Sul21
Ao longo do ato, dirigentes de várias entidades sindicais se revezaram no carro de som para enfatizar as lutas de suas categorias. Foi também destacado que as manifestações marcam uma nova etapa na resistência popular contra os ataques do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB).

A presidente do CPERS/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, lembrou que hoje marca o começo da greve por tempo indeterminado da categoria, conforme foi aprovado em assembleia geral no último dia 8. “As propagandas do governo golpista sobre a reforma da Previdência são enganosas, um verdadeiro desrespeito à inteligência das pessoas”, disse a professora.

Helenir lembrou também a capa da revista Exame, de janeiro, que trouxe o vocalista da banda Rolling Stones. A chamada destacava que o trabalhador terá que estar na ativa até a velhice. “Por isso, não é a grande mídia que deve nos orientar”, aconselhou.

O coordenador-geral do Simpa, Jonas Reis, salientou as bandeiras de luta dos municipários contra o prefeito Nelson Marchezan Júnior. “A nossa categoria fez uma paralisação massiva hoje. Mas temos consciência de que essa luta é coletiva e a reforma da Previdência é mais uma etapa do golpe”.

Para o presidente do SindBancários, Everton Gimenes, mais uma vez a categoria bancária mostrou que está do lado da classe trabalhadora. Ele citou as diversas atividades realizadas, como as paralisações das agências no centro da Capital. “Já temos uma tradição de luta neste país e vamos estar juntos para derrotar as reformas previdenciária e trabalhista”.

Além disso, os bancários e os servidores públicos enfrentam os ataque dos governos Sartori e Temer. “Deixamos aqui o nosso recado: tirem as mãos dos nossos direitos e do Banrisul. Ele é nosso e vocês do PMDB não irão privatizá-lo”, avisou.

Unidade e mobilização

Foto Guilherme Santos/Sul21
Representando a Frente Brasil Popular, Tais Beck lembrou a jornada do dia 8 de março e que as mulheres são as mais atingidas pela reforma da Previdência. “O Brasil não sofreu um impeachment, foi um golpe em todos nós e, principalmente, na juventude que vai trabalhar a vida toda e não vai se aposentar”, disse.

Segundo Tais, o atual projeto é pautado na exclusão. “Por isso, estamos nas ruas contra o golpe, com muita unidade. Caso contrário, não teremos um país nos próximos anos”, acredita. “Com unidade e mobilização, vamos vencer esse período”, finalizou.

“O povo precisa estar nas ruas, porque só assim vamos construir um projeto de Nação diferente do que está colocado”, apontou a representante da Frente Povo sem Medo.

A caminhada desceu a Avenida Borges de Medeiros e foi até o Largo Zumbi dos Palmares, ganhando o apoio da população. Vários apartamentos piscaram as luzes em sinal de sintonia com a luta contra as reformas do governo Temer.

Fonte: Portal da CUT/RS

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População ocupou capitais e interior em todo o país em repúdio a propostas do Executivo, que seguem em discussão na Câmara, onde governo tem maioria. Líderes veem divisor de águas no debate

Foto Portal CUT
Redação RBA 

Em São Paulo, estimativas falaram em até 300 mil pessoas no início da noite na Avenida Paulista

São Paulo – Desta vez não havia helicópteros sobrevoando a Avenida Paulista, em São Paulo, diferentemente de movimentos pró-impeachment que contaram com extenso apoio midiático e mesmo logístico por parte de autoridades. Mas isso não impediu que a área fosse tomada por uma multidão, que no final do dia ecoava os protestos realizados durante toda esta quarta-feira (15) pelo país, contra as reformas da Previdência e trabalhista, e em repúdio ao governo Temer. Alheio às manifestações, o presidente chegou a dizer, durante evento em Brasília, que a sociedade, "pouco a pouco, vai entendendo" a necessidade de reformas.

Reformas que representam retrocesso e perda de direitos, afirmaram, durante o dia, representantes de centrais sindicais, movimentos populares e diversas entidades. O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, por exemplo, disse durante debate que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, da Previdência, representa uma das maiores reformas de exclusão social desde a Constituição de 1988. Para ele, o dia nacional de paralisações abriu espaço para o debate público e maior percepção da população sobre a ameaça a seus direitos. Em São Paulo, algumas estimativas falaram em até 300 mil pessoas no início da noite na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, seriam pelo menos 100 mil na Candelária. Manifestações foram realizadas em todas as regiões, somando aproximadamente 300 mil, segundo balanços parciais dos organizadores.

O movimento de hoje foi "um marco", na definição do coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. "Até aqui, nas últimas manifestações e dias de luta, estavam vindo às ruas apenas os movimentos organizados. Hoje tivemos um salto de qualidade. Muita gente que não está necessariamente mobilizada veio às ruas. Começou a cair a ficha sobre o tamanho do ataque das reformas trabalhista e da Previdência. É o início de um novo momento."

Avaliação semelhante fez o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP) e da Frente Brasil Popular, Raimundo Bonfim. "Está caindo a ficha da população. No momento do impeachment a coisa era mais politizada, mais difícil de debater e de dialogar com a população. Nesse momento, é uma questão concreta, a população está fazendo as contas. Não é uma coisa que depende de filiação partidária, o prejuízo vai ser de todos os trabalhadores."

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o recado foi dado. "Não vamos aceitar as reformas da Previdência e trabalhista. É bom que deputados e senadores saibam que quem votar a favor será cobrado. Vamos visitar as casas deles, vamos denunciar insistentemente. Não vão acabar com os direitos dos trabalhadores."

Foto Paulo Pinto/AGPT
"O governo Temer vai ter de recuar com esse desmonte da aposentadoria, senão ele não vai ter sossego, porque se o Congresso não derrotar o povo derrota", disse em Brasília o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Veras dos Santos, que deverá ser eleito presidente da entidade na próxima sexta-feira (17).

Na capital federal, logo cedo, integrantes de vários movimentos ocuparam a sede do Ministério da Fazenda. À tarde, a manifestação tomou conta da Esplanada dos Ministérios, com pelo menos 10 mil pessoas.

A maior parte das capitais e muitas cidades do interior tiveram passeatas, protestos e atos contra as reformas de Temer. Diversas categorias profissionais, como bancários, metalúrgicos, químicos, eletricitários, trabalhadores nos Correios, servidores públicos, químicos, entre outras, fizeram paralisações. Em São Paulo, os ônibus urbanos só circularam depois das 8h. Os metroviários também aderiram ao protesto, e os trens circularam apenas parcialmente. Professores da rede estadual, em assembleia na Praça da República, aprovaram greve a partir do dia 28.

Enquanto isso, as reformas seguem em discussão no Congresso. Nesta quinta, estão marcadas novas reuniões das comissões especiais da Câmara que analisam a PEC 287 e o Projeto de Lei 6.787, de reforma trabalhista. Parte dos movimentos, como a CUT, defendem a rejeição integral das propostas. Uma parcela acha possível apresentar emendas. Hoje, em rede social, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) afirmou que o governo Temer não tem legitimidade para propor reformas. "Derrubaram Dilma para impor uma reforma da Previdência que escraviza os brasileiros. Vamos apresentar emendas ao projeto original. Vamos fazer o possível para impedir que essa reforma seja aprovada."

De acordo com o deputado Bohn Gass (PT-RS), a estratégia é "minar a proposta de todos os lados". Foram apresentadas 146 emendas à PEC 287. Com representação minoritária no Congresso, as centrais sindicais e movimentos populares sabem que só permanecendo na rua é que haverá chance de barrar as "reformas" de Temer e aliados.

Fonte: Portal da Rede Brasil Atual - RBA

Em Lisboa - Dilma se solidariza com 'milhões que lutam contra a reforma da Previdência'

"No Brasil, uma pessoa passa em média sete anos desempregada ou em trabalhos precários. Isso quer dizer que aos 49 anos deve-se acrescentar mais sete", diz ex-presidenta

por Redação RBA

"Se os homens enfrentam sete anos de trabalho interrompidos, imaginem a mulher", questionou

Foto Divulgação
A ex-presidenta Dilma Rousseff se solidarizou hoje (15) com os "milhões que foram às ruas contra a reforma da Previdência" durante sua fala em uma conferência sobre neoliberalismo e democracia, realizada em Lisboa. Antes de iniciar sua fala, Dilma alertou os espectadores que as mulheres serão as mais prejudicadas pelas mudanças propostas pelo presidente Michel Temer e foi aplaudida pelo público.

Com a reforma da Previdência, será preciso ter 65 anos de idade para se aposentar, tanto para homens quanto para mulheres, mais 25 anos de recolhimento. Porém, para receber 100% no benefício serão necessários, na prática, 49 anos de recolhimento. Hoje não há idade mínima para a aposentadoria por tempo de contribuição, mas são necessários 35 anos de recolhimento para homens e 30 para mulheres. Já para se aposentar por idade, hoje é necessário ter pelo menos 15 anos de recolhimento e 65 anos de idade para os homens e 60 para as mulheres.

"Estudos mostram que no Brasil, em média, uma pessoa ao longo da sua vida da trabalho passa sete anos desempregado ou em trabalhos precários, sem recolher", afirmou Dilma. "Isso quer dizer que aos 49 anos deve-se acrescentar mais sete,  que dá um total de 56 anos – 65 menos 56 dá 9 anos, significa que é a idade que a pessoa teria que começar a trabalhar no Brasil, o que é um absurdo e um crime contra aquilo que pode significar uma transformação para o Brasil, que é garantir aos jovens e às crianças a única coisa necessária para que o país se transforme em uma nação desenvolvida: a educação."

Dilma Rousseff é ovacionada em evento em Lisboa; vídeo!

As vagas para a conferência de Dilma Rousseff, intitulada "Neoliberalismo, desigualdade, democracia sob ataque" esgotaram-se em 20 minutos. Como os 450 lugares do teatro Trindade, na capital portuguesa, não foram suficientes, a organização do evento instalou um telão no lobby do teatro com transmissão simultânea para que os demais interessados pudessem acompanhar sua fala, que durou cerca de uma hora. 

"As mulheres serão as mais prejudicadas. Se os homens enfrentam esse problema de sete anos de trabalho interrompidos, imaginem a mulher em um país onde a divisão sexual do trabalho ainda extremamente cruel com as mulheres. Então milhões de pessoas foram às ruas hoje se solidarizar com todos eles", concluiu.

Fonte: Portal da Rede Brasil Atual/RBA

Simpa faz aula pública sobre a reforma da Previdência

Foto Guilherme Santos/Sul21
Aula pública de municipários ocorreu dentro da programação do dia de mobilização e destacou a importância de união da sociedade contra a reforma da Previdência

Giovana Fleck/Sul21

Na tarde do quarta-feira (15), Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra a Proposta de Emenda Constitucional 287, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) realizou uma aula pública junto com outra entidades sindicais sobre os impactos da reforma da Previdência. Centenas de pessoas se reuniram no Paço Municipal para ouvir as palestras de mais de 10 representantes das frentes de luta presentes.

Foto Guilherme Santos/Sul21
“Esse evento foi pensado como proposta coletiva para promover a defesa da população”, afirmou Jonas Reis, um dos diretores gerais do Simpa. Segundo ele, o objetivo das palestras é explicar o significado e a extensão do “retrocesso da reforma da Gestão Temer” para a classe trabalhadora. Jonas explica que igualar o tempo de contribuição entre homens e mulheres, acabar com a aposentadoria especial e não levar em consideração o contexto dos trabalhadores rurais “joga na vala comum os direitos à aposentadoria”.

“Promover a reforma é desconhecer a dura realidade de quem trabalha e as diferenças de contextos”, declarou a também palestrante Carmen Padilha. Assim como outras pessoas que discursaram, Carmen reforçou a necessidade de união entre os participantes e a sociedade civil como um todo. “Só aprofundando a unidade que existe entre nós é que impediremos que a reforma passe”. “Vem pra luta”, gritavam os espectadores para pessoas que passavam contornando a aula pública.

Presente no ato com a diretoria da escola onde trabalha, Roseli da Silva Cézar mostrava indignação com o fato de muitos não pararem para acompanhar a manifestação. “Deveria ter muito mais pessoas aqui. Tinha o triplo só no Carnaval de rua. Não é um direito só meu ou dos que estão presentes que eles estão revogando, é de todos nós”, declarou.

Os pronunciamentos seguiram formato curto, com menos de 10 minutos de duração, com destaque para a importância da luta para as gerações futuras. “Estão condenando a juventude inteira a não se aposentar”, afirmou o representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no ato, Amarildo Cenci. “Temos que educar a população para que possamos enfrentar com argumentos as barbaridades dessa reforma”, complementou.

Após o encerramento da aula, os manifestantes seguiram em marcha para a Esquina Democrática onde, às 17h, se iniciou um ato que deu continuidade ao dia de mobilizações.

Fonte: Portal do Sul21.

Ato do CPERS marca Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da Previdência

Por Greici Oliveira/CPERS

Foto Guilherme Santos/Sul21
Na tarde desta quarta-feira, dia 15, professores e funcionários de escola realizaram o segundo Ato Público Estadual da Greve em frente ao Palácio Piratini e Assembleia Legislativa. A mobilização faz parte da agenda de ações que o CPERS irá realizar durante a Greve Nacional da Educação. A greve chamada pela Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação – CNTE, já contabiliza adesão de mais de um milhão de professores e outros profissionais pelo país.

A Reforma da Previdência, a qual define idade mínima de 65 anos para aposentadoria e exige 49 anos de contribuição de homens e mulheres para a aposentadoria integral,o que acaba com a aposentadoria, por isso é a principal pauta dos educadores e demais trabalhadores,

Educadores pressionam deputados durante a mobilização

Foto Cpers
Os educadores foram divididos em grupos para visitar os 55 gabinetes dos deputados estaduais, com o objetivo de pressioná-los para evitar não somente a aprovação das PECs da maldades que estão na Assembleia, mas também a reforma da Previdência.

Durante as visitas professores e funcionários de escola entregaram uma carta com a posição do CPERS referente as PECs do Pacote de Maldades do governo Sartori e a reforma da Previdência, e também solicitaram que os parlamentares gravassem um vídeo expondo sua posição quanto à PEC 287.

Na volta da atividade cada grupo expôs as suas visitas, declarando a posição dos deputados encontrados em seus gabinetes.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer declarou que cada vídeo com o posicionamento dos deputados serão colocados no site e nas redes sociais do Sindicato, mostrando quem é contra, a favor ou se negou em gravar. “Agora em época de eleições nós teremos o voto na ponta da língua de quem ficou contra os trabalhadores”, finalizou.

Os educadores partiram em caminhada até a Esquina Democrática para participarem do Ato – Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da Previdência, juntamente com centrais sindicais, movimentos sociais e sindicatos.

Fonte: Portal do CPERS

Hoje - 15 de março: Dia Nacional de Paralisação contra o fim da aposentadoria

Entidades aderem a paralisação nacional já anunciada de trabalhadores na educação. Proposta do governo "representa, na prática, o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros", afirmam

As centrais sindicais, juntamente com a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, realizam hoje - 15 de março - o Dia Nacional de Protestos e Paralisações contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de reforma da Previdência. Os trabalhadores na educação já haviam aprovado, em congresso da CNTE (confederação nacional do setor), uma paralisação nessa data.

A proposta do presidente ilegítimo, Michel Temer, feita sem discussão com a sociedade civil pretende igualar a idade mínima de 65 anos entre homens e mulheres e 49 anos de contribuição ininterruptas.

Em Porto Alegre ocorrerá o Ato na Esquina Democrática (Rua dos Andradas), às 18h.

terça-feira, 14 de março de 2017

Qual a proposta pedagógica apresentada na sua proposta, Sr. Secretário?

Foto Ederson Nunes/CMPA
O questionamento é da vereadora Sofia Cavedon (PT), na reunião da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (CECE) da Câmara Municipal de Porto Alegre, que teve a presença nesta terça-feira (14) do Secretário Municipal de Educação.

Conforme Sofia, o Secretário falou uma hora, mas não apresentou nenhuma proposta pedagógica. "O modelo que ele apresenta nós já conhecemos e é um desastre", afirma a parlamentar.

Segundo a vereadora a proposta da nova gestão da Smed reduz o tempo de reunião e de planejamento do/a professor/a, foge das estratégias e metas do Plano Municipal de Educação e, destaca Sofia, "quer ampliar o número de horas/aula, passando de 15h para 17h no regime de 20h, substituindo a necessidade de nomeação de professores para a Rede. É um falso discurso do Secretário quando diz que mira o/a aluno/a, pois na realidade a proposta que apresenta diminui a carga horária das disciplinas de português e matemática que hoje são de 50min, para 45min".

Sofia também lembrou o Secretário que o tempo de pesquisa necessária para os/as educadores/as é fundamental para garantir a qualidade do ensino, assim como se faz nas universidades, que tem tempo designado para a sua qualificação e, consequentemente dos/as aluno/as.

Com relação ao Plano Municipal de Educação - resultado de Conferência, e aprovado pela Câmara e pelo Conselho Municipal de Educação (CME) - Lei 11.858/2015 - Sofia mostrou ao Secretário que ele está descumprindo ou indo contra muitas das metas ali aprovadas! "Só lembrando algumas: Meta 4 Inclusão, Meta 6 ampliar tempo integral, Meta 7 construir de forma participativa um sistema de avaliação escolar, Meta 19 efetivar condições para efetivar a gestão democrática, entre outras.

Frente em Defesa da SME foi lançada nesta terça-feira

Foto Marta Resing
Com o auditório lotado foi instalada na manhã desta terça-feira (14/3) na Câmara Municipal de Porto Alegre, a Frente Parlamentar em Defesa do Direito Social ao Esporte, ao Lazer e à Recreação, que com a presença de vereadores, representantes institucionais e de comunidades, professores, alunos de educação física e cidadãos. Eles defendem a manutenção da Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME).

Proponente e coordenadora da Frente, a vereadora Sofia Cavedon (PT) iniciou os trabalhos Proponente e coordenadora da Frente, a vereadora Sofia Cavedon (PT) iniciou os trabalhos ressaltando a necessidade de uma estrutura garantidora da política pública, com orçamento, planejamento e gestão próprios.

Foto Marta Resing
Sofia destacou que 25 vereadores assinaram o pedido de estabelecimento da Frente. A vereadora agradeceu ao público que lotou as galerias do Plenário Otávio Rocha, mas lamentou a ausência dos representantes do Executivo municipal convidados para o debate. Contrária à reforma administrativa que prevê a extinção da SME, Sofia apresentou um vídeo com as atividades de esporte, lazer e recreação desenvolvidas pela secretaria em praças, parques e centros comunitários.

Cláudio Gutierrez, representante da Associação dos Dirigentes das Escolas de Educação Física do Estado, falou sobre o direito social ao esporte e ao lazer, destacou a importância de proteger as práticas de humanização em prol das relações sociais e as oportunidades que a SME oferece à qualificação dos profissionais de educação física. Ele reiterou o apoio da entidade à mobilização pela manutenção da secretaria.

A professora municipal Eneida Feix apresentou a história da recreação pública de Porto Alegre. O servidor Gilmar Tondin disse que "saúde é o complexo de bem estar físico, mental e social", salientando que as atividades desenvolvidas pela SME promovem a saúde dos cidadãos. Ele informou que o orçamento da SME representa apenas 0,37% do Orçamento Municipal, tendo uma estrutura formada por 83 professores concursados, 95 estagiários e seis cargos comissionados, para atender toda a cidade.

Foto Marta Resing
Também se manifestaram contrários à extinção da SME a presidente do Conselho Regional de Educação Física, Carmem Masson; a representante da Associação dos Trabalhadores da Educação de Porto Alegre, Márcia Louzada; os representantes das faculdades de educação física Ricardo Petersen (Ufrgs), João Francisco (IPA) e Cristiano Neves (Ulbra Canoas) e os representantes da Sogipa, do Colégio Brasileiro de Ciência do Esporte, do Centro de Desenvolvimento de Pesquisas e Políticas Públicas do Esporte, de comunidades e de instituições que participam dos diferentes projetos que envolvem a SME.

Antes de encerrar a reunião, Sofia Cavedon convidou os presentes a participarem do lançamento do Fórum em Defesa da SME, que ocorrerá no dia 21 de março, na Câmara Municipal.

A vereadora sugeriu uma nova reunião da Frente Parlamentar, com as presenças do prefeito Nelson Marchezan Júnior e da secretária municipal de Desenvolvimento Social, Maria de Fátima Záchia Paludo, "para que sejam esclarecidas as causas e os encaminhamentos da proposta da nova estrutura da SME". Ela destacou a necessidade de ações antes do final de abril de 2017, prazo previsto para apresentação das novas estruturas das secretarias, de acordo com a reforma administrativa.

Abaixo-assinado

Um abaixo-assinado online foi criado como forma de manifestar apoio à SME. O documento, que pretende reunir 2 mil assinaturas, já reuniu 1.622. No texto, os organizadores da campanha lembram que a recreação pública de Porto Alegre começou em 1926, sendo uma das primeiras na América Latina. Eles também salientam que a SMe já é a secretaria com menor orçamento dentro da prefeitura e que ainda assim consegue atender “crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos em ações educativas de esporte, recreação, lazer e promoção à saúde”.

O abaixo-assinado deve ser entregue ao prefeito Marchezan em breve.

Leia o Manifesto pela Manutenção dos Serviços da SME.

Fontes: Portal da CMPA e Sul21

sexta-feira, 10 de março de 2017

Instalação da Frente Parlamentar em Defesa do Direito Social ao Esporte, ao Lazer e à Recreação será na Terça-feira

Em Defesa da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Recreação

Na Terça feira - 14 de Março – Às 9h – ocorrerá a instalação da Frente Parlamentar em Defesa do Direito Social ao Esporte, ao Lazer e à Recreação. O evento será no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255 - Centro Histórico).

Autora da iniciativa, a vereadora Sofia Cavedon (PT) será a coordenadora da Frente, que atuará, em especial, pela manutenção da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Recreação da Capital.

Conforme Sofia os objetivos da Frente Parlamentar serão apresentados e será constituída a sua Comissão Coordenadora. “Também teremos a manifestação do Fórum em Defesa da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Recreação e a apresentação de vídeo das atividades e organização da SME”, destaca a vereadora.

Sofia salienta a necessidade de uma estrutura garantidora da política pública, com orçamento, planejamento e gestão próprios. “Está evidenciada essa necessidade nas inúmeras atividades como a oferta de piscinas comunitárias, aulas de yoga, grupos de dança, torneios de xadrez, rústicas, passeios ciclísticos, campeonatos de futebol, campeonato de basquete, beach tênis, entre as mais de 30 práticas desportivas e de lazer que são desenvolvidas nas 18 unidades recreativas: sete Centros Comunitários, nove Parques e praças e dois Ginásios Municipais, além de espaços públicos como orla e avenidas, com 83 professores e 95 estagiários”.

Na instalação ocorrerão depoimentos e serão colhidas propostas para o funcionamento da Frente.

Serão convidados para compor a Frente Parlamentar, além dos e das vereadoras, entidades, conselhos, universidades, comunidades /usuários, professores e profissionais da área.

Leia abaixo o Manifesto pela Manutenção dos Serviços da SME


Vereadoras do PT visitam Largo 08 de Março

Foto Marta Resing
A Bancada de Vereadoras do PT esteve na manhã desta sexta-feira (10) visitando o Largo 08 de Março, localizado na confluência entre a Av. Getúlio Vargas e a Av. Érico Veríssimo, que aguarda há muito tempo o monumento – obra artística – em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Esteve no local as vereadoras do PT, Sofia Cavedon, líder da Bancada, Laura Sito e Margarete Moraes; o diretor Cultural do IAB/RS, Vinícius Vieira, a diretora da Associação dos Escultores do RS (AEERGS), Adriana Xaplin, e a ex-vereadora Maristela Maffei, autora da Lei 9.858/2005, que institui o monumento.

Conforme Sofia Cavedon, que também é a Procuradora da Mulher no Legislativo Municipal, a proposta é que a obra artística seja feita no Largo. “Aprovamos para o orçamento deste ano uma emenda popular, proposta pelo IAB/RS, para a realização de um Concurso Público de artes visuais e construção de uma obra de arte em consonância com a Lei 9858/05. Queremos efetivar a ideia”.

Para isso, informa a vereadora, serão solicitadas agendas com o secretário municipal da Cultura e com a Comissão Técnica Permanente de Avaliação de Projetos de Obras de Arte, Monumentos e Marcos Comemorativos da Prefeitura (Comarp).

Calendário do Mês de lutas das Mulheres da Procuradoria da Mulher da CMPA

Foto Marta Resing
A Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Porto Alegre, coordenada pela vereadora Sofia Cavedon (PT), iniciou o mês de Março com intensas atividades relacionadas ao Dia Internacional de Lutas da Mulher – 08 de Março.

Nesta quarta-feira - 15 de março, ocorrerá às 14h, na sessão plenária, a Quarta Temática - Mulheres e o Trabalho;

Às 17h, ocorrerá o lançamento do vídeo do Projeto Memorial da Mulher do RS, sobre Derci Furtado. A apresentação será no Teatro Glênio Peres e após terá debate.

Fecharemos o mês com um grande Seminário Nacional, sua segunda edição, que tratará sobre Educação e Gênero”, destaca a Procuradora, informando que as inscrições já podem ser feitas pelo site da Câmara Municipal de Porto Alegre.

No dia 1º, a Câmara Municipal recebeu três mulheres engajadas na luta por reconhecimento de direitos iguais - ex-vereadora e ex-deputada Dercy Furtado; a jornalista Télia Negrão, representando a socióloga Enid Backes; e a professora Matilde Cechin, personagens dos vídeos que serão lançados, do Projeto Memorial da Mulher do RS, coordenado por Naia Oliveira.

Na quarta-feira – 08 de Março – as Vereadoras da Casa destacaram personagens mulheres que representam a luta por igualdade de direitos e pela vida das mulheres. E no final do dia ocorreu o  lançamento do primeiro vídeo do Projeto Memorial da Mulher do RS, sobre Enid Backes.

Além da vereadora Sofia compõem a Procuradoria da Mulher as vereadoras Fernanda Melchionna (PSOL), Comandante Nádia (PMDB) e Monica Leal (PP).

Calendário mês da Mulher na Câmara de Porto Alegre

15/03 
14h - Quarta Temática - Mulheres e o Trabalho;
17h – Lançamento do curta Derci Furtado do Projeto Memorial das Mulheres RS com debate - Teatro Glênio Peres.

17/03
17h - Sessão Solene Entrega Título de Cidadã de Porto Alegre à Jussara Prá, professora e pesquisadora feminista (UFRGS);

22/03  
14h - Quarta Temática sobre Violência Contra Mulher e exposição Patrulha Maria da Penha;
17h - Lançamento do curta Matilde Cechin do Projeto Memorial das Mulheres RS com debate;  Teatro Glênio Peres.

29/03
14h - Quarta Temática sobre Mulheres e Saúde;

31/03 
8h30min - 2º Seminário Nacional sobre Educação e Gênero, no Plenário Otávio Rocha - Inscreva-se aqui!