quinta-feira, 30 de junho de 2016

Municipários decidem encerrar greve em Porto Alegre

Foto Gabinete
Greve justa! Categoria brava, em especial da Educação, que lutou pela reposição da inflação do conjunto dos servidores/as. Seguimos na luta! Sofia Cavedon, vereadora do PT que participou diretamente nas negociações entre e categoria e o governo.

Em Assembleia realizada no Centro de Eventos do Parque Harmonia, servidores/as públicos municipais decidiram retornar ao trabalho.

Da Redação

Após 16 dias de paralisação, os servidores municipais de Porto Alegre decidiram, em assembleia geral realizada no Centro de Eventos do Parque Harmonia, encerrar a greve da categoria. A decisão não foi unânime. Uma parte dos servidores queria prosseguir a paralisação, mas a maioria decidiu encerrar as mobilizações após a Prefeitura aceitar não descontar mais os dias parados, como chegou a ser anunciado.

Foto Guilherme Santos/Sul21 
Conforme ficou acertado na reunião de negociação entre o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e a Prefeitura, a categoria conseguiu a retomada da possibilidade de compensação dos dias parados e o ressarcimento dos dias descontados através de folha suplementar e a manutenção das demais pautas não econômicas. O prefeito José Fortunati deu a garantia que não ocorrerão punições ao movimento grevista e anunciou que, se houver melhoria na receita da Prefeitura, ele antecipará a parcela de janeiro de 2017 para dezembro de 2016.

Na última segunda-feira, Fortunati anunciou que decidiu pagar, a partir do próximo mês, o índice da inflação parcelado em quatro vezes, no período entre maio deste ano e janeiro de 2017 (1,2% retroativos a maio; 2% em outubro; 4,2% em dezembro; e 1,6% em janeiro).

Os municipários devem retornar ao trabalho nesta sexta-feira (1°).

Fonte: Portal Sul21.

Veja também:
Greve das e dos Municipários/as - Sofia propõe regras para a compensação dos dias não trabalhados

Eleições da Atempa transferida para 14 de Julho


Apoiamos a Chapa 2 – Educação sem Mordaça 

Momentos do Sarau da Sofia, #Ocupatudo

Foto Marta Resing
Linda noite de arte e lutas, obrigada a tantos talentos maravilhosos e tantas juventudes corajosas!!!– Sofia Cavedon

Veja momentos do Sarau da Sofia, #Ocupatudo com marchas, poemas e canções, que contou com a participação de Nei Lisboa, Deborah Finocchiaro, Nanda Barreto, Ricardo Silvestrin, Alícia Nelsis e Regina Brunet, do Kizomba.

O encontro, que contou com a presença de Raul Pont, teve o ator circense Luciano Fernandes como mestre de cerimônia e organização de Rozane Dalssaso. O Sarau foi no Boteco Imperial.

 

 
Fotos Marta Resing

Veja o Álbum de Fotos do Sarau acessando aqui.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

"Lei da Mordaça e a Escola Neutra" em debate na Câmara Municipal

Foto Guilherme Almeida/CMPA
Tema foi discutido na presença de docentes e servidores no Plenário Otávio Rocha

No início da sessão ordinária desta tarde (29/6) , na Câmara Municipal de Porto Alegre, o período de Comunicações Temáticas tratou sobre a “Lei da Mordaça e a Escola Neutra x Diretrizes Nacionais da Educação em Direitos Humanos e a Escola Emancipatória”. Iniciativa da vereadora Jussara Cony (PCdoB), o debate foi proposto com o intuito de repudiar as propostas em âmbito municipal, estadual e federal denominadas “Escola sem Partido” e teve o acompanhamento de professores e municipários que lotaram as dependências do Plenário.

Foto Guilherme Almeida/CMPA
Representando a Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a professora Russel Teresinha Dutra da Rosa manifestou-se contrária a tais propostas, que chamou de “escola com mordaça”. “Embora os proponentes apresentem o projeto como apartidário, são participantes de grupos que defendem ideias conservadoras de direita”, declarou. A professora também afirmou que tais propostas não são embasadas em fatos ou pesquisas, mas em opiniões.

Russel também destacou que existem muitas lacunas no sistema educacional do país, que classificou como “um quadro histórico de exclusão e violação de direitos”. “A partir da redemocratização, o cenário de exclusão começou a ser revertido, porém ainda existem diversos problemas, e a suposta doutrinação de esquerda não é um deles, haja vista o avanço de ideias de direita em caráter nacional”. Por fim, a professora defendeu a valorização dos docentes e o respeito aos direitos humanos no ambiente escolar.

Foto Matheus Piccini/CMPA
Falando em nome do Conselho Municipal de Educação, a conselheira Ana Maria Giovanoni Fornos também criticou os projetos denominados “Escola sem partido”. “Os objetivos da educação são fundamentados na cidadania e dignidade do estado democrático de direito para a construção de uma sociedade livre, justa e igualitária”, alegou. Defendendo o diálogo, a transparência e a coerência, ela finalizou salientando a importância do combate à desigualdade e à violência e defendeu a promoção dos direitos humanos . “A formação deve ter um caráter ético, crítico e político, num ponto de vista transformador, que promova o empoderamento”.

Fonte: Portal da CMPA.

CNTE ocupa ministério contra o golpe na educação

Foto CNTE
Para barrar sucateamento do ensino, trabalhadores tomam conta de MEC, alvo de Temer

Desde as primeiras horas desta quarta-feira (29), trabalhadores da educação capitaneados pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e representantes dos movimentos sociais fazem um ‘trancaço’ na sede do MEC (Ministério da Educação).

Neste momento, cerca de 80 pessoas estão dentro do ministério e outras 500 bloqueiam a entrada para alertar o povo brasileiro sobre os ataques do golpista Michel Temer à educação com políticas de arrocho e sucateamento.

O ‘trancaço’ por educação, democracia e defesa de direitos ataca ações que, sob alegação de equilíbrio fiscal, pretende reduzir recursos e ameaçam a política salarial dos servidores públicos com o encerramento a Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério e desvinculam os gastos obrigatórios do Estado com o ensino.

Os manifestantes alertam ainda para o desmonte do Fórum Nacional da Educação e denunciam a anulação pelo governo da portaria que nomeavam representantes para o Conselho Nacional da Educação.

“Estamos aqui para dizer que não aceitaremos nenhum retrocesso na política da educação e que não há margem para negociar o descumprimento das metas do PNE (Plano Nacional de Educação), manipular as políticas inclusivas nas escolas e retirar medidas que permitam à sociedade participar das formulações de políticas educacionais como o conselho”, explicou a secretária de Relações Internacionais da CNTE, Fátima Silva.

Em manifesto que divulga durante o ato, a CNTE aponta que a “a decisão do governo interino e golpista de Michel Temer em desvincular por 20 anos os recursos previstos na Constituição Federal para a educação e a saúde (PEC 241/2016), e de promover arrocho salarial pelo mesmo período de tempo aos servidores públicos da esfera federal (PLP 257/2016)– com impacto brutal sobre a imensa maioria que não integra as carreiras Típicas de Estado e que está longe de ganhar os altos salários da República, devendo o arrocho se estender aos estados na forma do PLP 257/16 –, além de contrariar a falsa promessa desse governo de não comprometer o financiamento das políticas sociais.”

De acordo com a organização, “além de desvincular as receitas orçamentárias da educação e da saúde, flexibilizando o texto constitucional, o governo interino e golpista apoia deliberadamente os projetos de lei nº 4.567/16 (numeração da Câmara Federal para o PLS 131, do senador José Serra, atual ministro de Relações Exteriores) e nº 6.726/13 (do deputado Mendonça Filho, atual ministro da Educação). Esses projetos pretendem enfraquecer e privatizar a Petrobras e romper com o regime de partilha do Pré-sal, entregando as riquezas petrolíferas para o capital internacional e desvinculando os repasses dos Royalties e do Fundo Social para a educação e a saúde.”

Os trabalhadores na educação denunciam também que a “desvinculação orçamentária na Constituição, as mudanças nas leis do petróleo, até então previstas para financiar as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), também visam priorizar o pagamento da dívida pública por meio da contenção de despesas nas áreas sociais.”

Para a CNTE, os desequilíbrios fiscais poderiam ser combatidos com medidas que não onerassem justamente quem mais precisa das políticas públicas.

“Os alegados desequilíbrios fiscais na economia brasileira, em proporções pouco esclarecidas, até o momento, certamente se devem mais às desonerações fiscais, à sonegação e sub cobrança de impostos patrimoniais - em especial sobre as propriedades dos ricos -, além da resistência dos políticos em regulamentar o Imposto sobre Grandes Fortunas e de taxar os lucros e dividendos dos investidores em bolsas de valores, do que propriamente ao resgate da imensa dívida social promovido em parte na última década.”

A confederação e seus sindicatos filiados afirmam também que “lutarão contra a aprovação da PEC 241, pois o congelamento dos investimentos sociais nos próximos 20 anos é inconcebível com a demanda da sociedade por mais e melhores serviços públicos. No caso da educação, a nefasta PEC, ao lado do PLP 257, atinge de morte as metas de inclusão do PNE, a política de valorização salarial do magistério, a perspectiva de implementar o piso e as diretrizes nacionais de carreira para todos os profissionais da educação, além de estimular as parcerias público-privadas por meio de Organizações Sociais para gerência de escolas e redes de ensino.

Fonte: Portal da Frente Brasil Popular

terça-feira, 28 de junho de 2016

Greve das e dos Municipários/as - Sofia propõe regras para a compensação dos dias não trabalhados

Foto Marta Resing
Com o objetivo de contribuir na negociação da categoria municipária de Porto Alegre com o governo municipal, a vereadora Sofia Cavedon (PT) protocolou nesta terça-feira (28), projeto de lei que estabelece regras para a compensação dos dias não trabalhados por decisão do Sindicato representativo da categoria dos servidores e das servidoras municipais.

Conforme a vereadora, a categoria municipária atua em políticas públicas essenciais para a população de Porto Alegre, que devem, necessariamente, ser recuperadas quando prejudicadas por dias de paralisação, resultado de greve decidida por assembleia chamada por seu sindicato representativo.

Os professores e as professoras da rede municipal de ensino, por exemplo diz ela, devem cumprir os duzentos dias letivos e 800 horas anuais, independentemente do número de dias não trabalhados durante eventuais greves. “Portanto, necessariamente, o trabalho não realizado será recuperado e não é justo que os professores não recebam por ele ou tenham prejuízos na sua carreira em decorrência de greves ou paralisações”, salienta Sofia.

Foto Guilherme Almeida/CMPA
A parlamentar ressalta também que a saúde tem sua especificidade e sempre tem demandas represadas que exigem recuperação de carga horária não realizada. “Da mesma forma, é de interesse público que os demais funcionários recuperem o trabalho não realizado em função de paralisação”.

Sofia diz que pelos motivos expostos foi que colocou para a apreciação na Câmara Municipal este mecanismo que preserva o serviço público e o interesse da população diante de situações de impasse entre funcionalismo e governo municipal.

PROJETO DE LEI

Estabelece regras para a compensação 
dos dias não trabalhados por decisão do 
Sindicato representativo da categoria dos 
servidores e das servidoras municipais.

Art. 1º - Os dias não trabalhados em decorrência de decisão tomada em assembleia chamada pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre serão compensados através de calendário a ser construído conjuntamente entre o Sindicato representativo da categoria e o governo municipal, conforme as especificidades de cada Secretaria e órgão, considerada a legislação respectiva de casa área.

Art. 2º - Na hipótese presente no Artigo 1º fica vedado o mero desconto dos vencimentos relativos aos dias não trabalhados.

Art. 3º- Diante do cumprimento da compensação prevista no Artigo 1º desta lei, não serão aplicadas as sanções previstos na legislação funcional.

Art. 4º - Esta lei entra em vigor na data da sua publicação.

Mostra de Artes Cênicas e Música - Lançado o edital para apresentações no Teatro Glênio Peres

Poderão inscrever-se espetáculos de dança, circo, música e teatro

Foto Guilherme Almeida/CMPA
A vereadora Sofia Cavedon (PT) é autora do projeto de resolução que institui a realização da mostra anualmente na Câmara de Porto Alegre.

A Câmara Municipal da capital gaúcha publicou, no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa)  do dia 13 de junho, o edital para a II Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres.

As inscrições de espetáculos serão recebidas até o dia 5 de agosto. Poderão participar da seleção projetos das áreas de dança, circo, música e teatro (adulto e infantil) para apresentações gratuitas (sem cobrança de ingresso) no segundo semestre de 2016. Os selecionados receberão recursos financeiros.

As inscrições, que são gratuitas, devem ser feitas das 9 às 17 horas, de segunda a sexta-feira, na Seção de Memorial da Câmara Municipal de Porto Alegre (Avenida Loureiro da Silva, 255, térreo), mediante a entrega dos projetos e documentos exigidos no edital e seus anexos. Serão aceitas inscrições pelos Correios desde que postadas até o dia 5 de agosto.

Pelo edital, será selecionado, no máximo, um projeto de cada grupo ou artista solo para cada uma das categorias oferecidas no evento. Os projetos inscritos passarão por análise de Comissão de Seleção composta por pessoas com notório conhecimento sobre as categorias da mostra, preferencialmente vinculados a entidades representativas das classes artísticas em questão.

 Critérios e verba

Os projetos inscritos serão analisados com base nos seguintes critérios: viabilidade de execução dentro das normas do edital, qualidade artística e histórico e currículo dos grupos ou artistas solo. Os espetáculos selecionados receberão, cada um, verba de R$ 12 mil (grupo) ou R$ 7.500,00 (artista solo). Os pagamentos serão feitos pela Câmara em parcela única no prazo de até 10 dias úteis após a última apresentação do espetáculo.

Foto Guilherme Almeida/CMPA
O Teatro Glênio Peres fica no 2º piso da Câmara Municipal de Porto Alegre e tem 80 poltronas, espaço para cadeirantes e 10 cadeiras extras, além de estacionamento gratuito. Informações: (51) 3220-4318 (Seção de Memorial).

Acesse a íntegra do Edital.

Saiba mais sobre a Mostra

Fonte: Portal da CMPA

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Perícia técnica do Senado conclui que Dilma não “pedalou”

Foto Divulgação
Uma perícia feita por técnicos do Senado para o processo de impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff concluiu que ela não teve responsabilidade nas supostas “pedaladas fiscais” – um dos argumentos utilizados pelos golpistas para afastá-la da Presidência da República. Os técnicos afirmam no laudo não verem ato “comissivo” de Dilma nos atrasos de repasses – de R$ 3,5 bilhões do Tesouro Nacional ao Banco do Brasil no Plano Safra (crédito subsidiado para agricultores) de 2015. Ou seja, para os peritos, Dilma não teve participação nesse atraso.

“Os técnicos reconheceram que não tem autoria da presidenta na equalização dos juros do Plano Safra, chamada de pedaladas pelos golpistas. Então, elas (pedaladas) têm que sair desse processo”, defendeu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), integrante da comissão do impeachment. O laudo foi divulgado nesta segunda-feira (27).

É golpe – A presidenta Dilma, em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, também comentou o resultado da perícia que mostrou que ela não cometeu crime de responsabilidade, “o que torna o processo de afastamento um golpe”.

“Hoje ficou caracterizado, pela própria perícia feita pelo Senado da República, que os motivos pelos quais eles me acusam não caracterizam crime. No que se refere ao Plano Safra, a minha presença em nenhum ato foi constatada. Portanto, consideraram que eu não participei em nenhum momento do Plano Safra porque isso não é papel do presidente da República. Nós viemos dizendo isso há muito tempo, mas agora a própria perícia do Senado constatou isso”, afirmou.

Decretos – A perícia afirma que houve ato da presidenta Dilma em três decretos de crédito suplementar que são alvos do processo de impeachment. Entretanto, o laudo deixa claro que a presidenta não foi alertada de que os decretos eram incompatíveis com a meta fiscal. Dilma, antes de assinar os decretos, se baseou nos pareceres elaborados por diversos órgãos técnicos do governo – entre eles, a Secretaria de Orçamento Federal (SOF).

A presidenta Dilma também comentou sobre os decretos: “Nós começamos sendo acusados de seis decretos (...) Agora, a própria perícia do Senado diz que não são seis decretos, são três decretos. E nesses três decretos, também não foi constatada nenhuma participação minha dolosa. Ou seja, não há em nenhum momento um alerta ou um parecer técnico ou uma avaliação que diga: 'Presidenta, se você assinar esse decreto, você estará comprometendo a meta fiscal'. Não houve isso", explicou Dilma.

Então, continuou a presidente, “cada dia que passa, fica mais claro que esse é um processo de impeachment sem base legal. E por isso, se caracterizaria como um golpe”, afirmou Dilma.

Agenda – A perícia está nas mãos do secretário-geral da Mesa, Luiz Fernando Bandeira de Melo, e a defesa da presidente e a acusação terão 24 horas para pedir esclarecimentos aos peritos. A junta tem até sexta-feira para responder aos eventuais questionamentos feitos por defesa e acusação. Até a próxima segunda-feira (4), os assistentes periciais das partes poderão entregar um contra-laudo divergindo ou concordando com as conclusões da junta. Na terça-feira (5), a comissão se reúne em audiência pública para debater o laudo.

Leia a íntegra da matéria no Portal do PT na Câmara

sábado, 25 de junho de 2016

#Ocupatudo - Sarau da Sofia com Nei Lisboa na quarta

No dia 29 de junho (quarta-feira), o mandato da vereadora Sofia Cavedon (PT) promove o Sarau #Ocupatudo com marchas, poemas e canções.

O encontro, que terá a participação especial de Nei Lisboa e  Raul Pont, será às 19h, no Boteco Imperial - Rua Santana, 375 (esquina com a Av. Jerônimo de Ornelas).

O Sarau terá também as participações de Deborah Finocchiaro, Nanda Barreto e Ricardo Silvestrin na Roda de poesia, e o depoimento – Lutas da Juventude Contra o Golpe - de Alícia Nelsis e Regina Brunet, do Kizomba.
Arte Marta Resing

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Educadores decidem pela continuidade da greve

Em Assembleia Geral realizada nesta sexta-feira, dia 24, professores e funcionários de escola decidiram pela continuidade da greve da categoria, que nesta sexta-feira, dia 24, completa 40 dias de paralisação.

No início da Assembleia foi comunicada a decisão de cada um dos 42 Núcleos do Sindicato sobre a manutenção ou a suspensão da greve, conforme decidido nas assembleias regionais. Após votação realizada por voto em urna, 730 decidiram pela manutenção da greve e 691 pela suspensão.

Foto Cpers
A última proposta apresentada pelo governo às pautas de reivindicação foi lida na íntegra para que a categoria votasse se aprovava ou não. O documento foi reprovado pelos educadores, pois consideraram que não responde as exigências da categoria.

“Não aceitamos a proposta, pois ela não atende as nossas reivindicações. Agora, a luta continua. A responsabilidade de aumentar e fortalecer a greve é de cada um e de cada uma de nós”, destacou a presidente da CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Após a decisão sobre a manutenção da greve, os educadores aprovaram as propostas de mobilização da categoria, conforme segue abaixo.

Veja as propostas aprovadas no Portal do CPERS.

POA Mais - Debate aponta falência da era dos automóveis e propõe outro modelo de cidade

Terceiro seminário do ciclo de debates POA Mais debateu problemas da mobilidade urbana e possíveis alternativas ao atual modelo. 

Por Marco Weissheimer/Sul21

Foto Guilherme Santos/Sul21 
No final da tarde de quinta-feira (23), Tássia Furtado levou cerca de 15 minutos, de bicicleta, para fazer o percurso entre a rua Bento Figueiredo, no Bom Fim, e a rua Coronel Fernando Machado, no centro de Porto Alegre. Raul Pont gastou quase uma hora para chegar ao mesmo local, de carro, partindo de sua residência, localizada em uma região próxima ao Bom Fim. A diferença de tempo serviu como exemplo, ao mesmo tempo, dos problemas de mobilidade enfrentados diariamente pela população da capital gaúcha e das possíveis soluções para esses problemas.

O tema foi objeto do debate “Alternativas em Mobilidade Urbana e Sustentabilidade”, realizado nesta quinta-feira, no auditório da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras (Fetrafi). O encontro foi o terceiro do ciclo de debates POA Mais, promovido pelas fundações Perseu Abramo e Maurício Grabois, com apoio da Fundação Friedrich Ebert.

Além de Tássia Furtado, fundadora do Vulp Bici Café, idealizadora do Libélula Ações Transformadoras, do Biciponto e do Velopodcast, e do ex-prefeito de Porto Alegre, Raul Pont, o debate teve a participação do equatoriano Juan Manuel Mantilla, fundador da organização Ciudad Feliz (www.ciudadfeliz.org) , e do advogado Mauri Cruz, diretor da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) e Secretário-executivo do Centro de Assessoria Multiprofissional (CAMP).

Juan Manuel Montilla: o modelo de mobilidade baseado em automóveis individuais e em viadutos está falido. 

Foto Guilherme Santos/Sul21 
Vereador do município de Ibarra, no Equador, Juan Manuel Montilla fez um relato de algumas das experiências que vêm sendo implantadas em sua cidade e em outras localidades para buscar alternativas aos problemas de mobilidade, um fenômeno global em um mundo que, em 2050, terá cerca de 70% de sua população vivendo em cidades, segundo as estimativas mais recentes. Montilla citou, em primeiro lugar, o que não está funcionando em nenhum lugar: o modelo de mobilidade baseado em automóveis individuais, em ruas lotadas que levam, nas grandes cidades, à construção de cada vez mais viadutos que acabam não dando conta do problema. As alternativas a esse modelo, assinalou, já existem e podem ser vistas em países como Holanda, Dinamarca, Suécia, Nova Zelândia e outros, que adotaram políticas de humanização dos espaços públicos, investiram em transportes públicos e incentivaram o uso massivo da bicicleta como meio de transporte.

Não por acaso, disse Montilla, esses países lideram o ranking de qualidade de vida no planeta, sem possuir os maiores PIBs da economia mundial. Cidades como Londres, Paris e Nova York, destacou ainda o vereador equatoriano, estão mudando suas políticas de mobilidades para essa direção. A cidade de Paris está pagando um bônus para as pessoas que adotam a bicicleta como meio de transporte. Em Londres, há bicicletas gratuitas para quem quiser usar esse meio de transporte para ir trabalhar. A ideia é tratar os cidadãos que fazem essa opção pela bicicleta como cidadãos de primeira categoria. “Há intervenções simples, que não exigem grandes orçamentos, que podem dar grandes resultados. Temos diversos exemplos disso espalhados pelo mundo”, assinalou Montilla.

Mauri Cruz: Não é mais possível um debate temático sobre mobilidade sem debater antes o modelo de cidade que queremos. 

Foto Guilherme Santos/Sul21 
Mauri Cruz destacou que a natureza dos problemas enfrentados nas cidades hoje exige que os debates sobre suas possíveis soluções não sejam mais temáticos. “Temos que sair dos debates temáticos. Não é mais possível debater os problemas da mobilidade urbana de modo isolado, sem decidir antes que conceito de cidade queremos. As nossas cidades também estão vivendo a crise de transição do modelo de acumulação capitalista e enfrentando novos fenômenos na área de transporte, como está ocorrendo agora em Porto Alegre e em outras cidades brasileiras com o Uber”. Mauri Cruz defendeu a adoção do conceito de bem viver, que vem sendo adotado em países da América Latina como Equador e Bolívia, como um orientador para o debate sobre o modelo de cidade a ser buscado. Uma cidade que, no caso da mobilidade urbana, deve ser pensada não do ponto de vista da lógica do predomínio dos automóveis e do transporte individual, mas sim do transporte coletivo, do uso intensivo de bicicletas e da humanização dos espaços públicos. O diretor da Abong defendeu ainda a necessidade de reinventar o conceito de participação popular como condição para a construção desse novo modelo de cidade.

Tássia Furtado: Muita gente começa a pedalar, não por uma questão de saúde, mas sim por que esse meio de transporte é mais rápido e mais prático.

Foto Guilherme Santos/Sul21 
Tássia Furtado destacou o tempo que levou para chegar ao local do debate, em um horário de grande movimentação de trânsito, como um exemplo de alternativa que já está disponível. Ela citou dados de uma recente pesquisa com usuários de bicicleta, feita em diversas cidades brasileiras, que mostrou, entre outras coisas, que 37% dos entrevistados começaram a pedalar, não por uma questão de saúde, mas sim por que esse meio de transporte era mais rápido e mais prático. “Quem faz esse percurso da Bento Figueiredo até aqui em 15 minutos de carro neste horário?” – questionou. Essa opção não está livre de problemas, reconheceu Tássia Furtado. O principal deles é a educação no trânsito para o convívio com as bicicletas e seus usuários. Além de um trabalho intensivo em torno deste tema, ela defendeu a necessidade de mais infraestrutura para os ciclistas. “Eu cheguei aqui hoje, por exemplo, e não havia um bicicletário na frente do prédio. Ainda bem que me deixaram entrar com a bicicleta. As pessoas, especialmente os comerciantes, precisam se dar conta que uma vaga de carro equivale a cerca de 10 vagas para bicicletas, o que pode ser uma mudança boa inclusive para os seus negócios”.

Raul Pont: Hoje, o predomínio do automóvel dá a ele o domínio das ruas. Para mudar isso, será preciso comprar algumas brigas. 

Foto Guilherme Santos/Sul21 
Ex-prefeito da capital gaúcha, Raul Pont afirmou que os relatos de Juan Manuel Montilla, Mauri Cruz e Tássia Furtado mostraram a necessidade de mudar profundamente o atual modelo de mobilidade, dando primazia aos pedestres, ao transporte coletivo e a alternativas como bicicleta. “Eu saí às 17h50min do meu apartamento em uma região próxima a de onde a Tássia saiu. Levei cerca de uma hora para chegar até aqui. Isso ocorre todos os dias, com milhares de pessoas”. Para que essa mudança de modelo seja possível, destacou Pont, a cidade precisa recuperar seu poder de regulação. “Hoje, o predomínio do automóvel dá a ele o domínio das ruas. Para mudar essa situação, precisamos descentralizar a cidade, ampliar o acesso de serviços e de lazer e proporcionar um acesso mais fácil ao trabalho. Mas, para que tudo isso ocorra, será preciso comprar algumas brigas”.

Para Raul Pont, uma das principais armas para comprar essas brigas é recuperar a capacidade decisória de democracia participativa. “Hoje, ela se tornou um simulacro. Se dermos voz e direito de deliberação aos ciclistas, por exemplo, as coisas vão acontecer. Precisamos devolver à população o poder de decisão sobre o seu cotidiano. Essa prática não é uma coisa velha ou fora de moda. Pelo contrário, penso que é o que tem de mais moderno”.

Fonte: Portal Sul21

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Municipários rejeitam propostas da Prefeitura e decidem manter greve

Foto Ederson Nunes/CMPA
 A vereadora Sofia Cavedon (PT), abordando a greve dos municipários na tribuna da Câmara, afirmou que a categoria cobra do governo municipal sua contradiçãoao fornecer altas gratificações a alguns salários da administração”. “Se o governo tem recursos para os altos salários, por que não corrigir a inflação para os servidores?”, questionou.

Segundo Sofia, a categoria avaliou as propostas apresentadas, que foram rejeitadas pela base de servidores, contra a vontade do comando de greve. “Não é a direção que pleiteia um desgaste politico, mas a base da categoria que não aceita os sinais trocados da administração”, finalizou, fazendo um apelo à retomada das negociações. (Portal da CMPA)

Por Luís Eduardo Gomes/Sul21

Foto Marta Resing
Os servidores municipais de Porto Alegre decidiram nesta quinta-feira (23) rejeitar as três propostas apresentadas na quarta-feira pelo vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), e manter a greve da categoria, iniciada há nove dias.

Em uma assembleia tensa, realizada na Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, grupos favoráveis e contrários à manutenção da paralisação trocaram farpas em diversos momentos, com acusações de que alguns servidores estariam utilizando a greve como palanque eleitoral. Ambos os lados concordavam que as propostas apresentadas pela Prefeitura eram insuficientes, mas a discussão principal girou em torno da capacidade da categoria de aumentar a mobilização para conseguir tirar uma proposta melhor do governo municipal.

Inicialmente, a Prefeitura havia oferecido o pagamento de 9,28%, referente à recomposição da inflação medida pelo IPCA, em quatro parcelas, sendo a última e maior delas em janeiro de 2017. Na quarta-feira, após uma rodada de negociação que envolveu a desocupação da Câmara de Vereadores, o governo apresentou três novas propostas. Em uma delas, manteve o pagamento da primeira parcela em maio, de 1%, e o restante, 8,2%, em dezembro de 2016. As outras duas ofertas mantinham as quatro parcelas e uma delas para o ano que vem, porém alterou os percentuais de pagamento nos meses previstos.

Após uma primeira votação considerada inconclusiva, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) decidiu manter a greve e rejeitar as três propostas apresentadas ontem.

Foto Marta Resing
A greve

Iniciada no dia 14, a greve do municipários teve vários momentos como  a ocupação do plenário da Câmara de Vereadores na última terça-feira. Insatisfeitos com o andamento das negociações, os servidores decidiram fazer a ocupação para pressionar a Prefeitura, que até então mantinha a mesma proposta desde o início, a apresentar avanços.

Na tarde de quarta, após o vice-prefeito Sebastião Melo apresentar três propostas diferentes, a categoria decidiu desocupar a Câmara e levar os cenários para análise da assembleia.

Após a rejeição das propostas, os municipários decidiram marcar uma nova assembleia para a próxima terça-feira (28). Eles também partiram em caminhada para o Paço Municipal.

Leia a íntegra da matéria no Portal Sul21

Transporte público da capital - O ônibus melhorou pra você?

Foto Marta Resing
Em mais uma rodada de entrevistas para saber se o ônibus melhorou após o aumento da passagem, a líder da Bancada do PT, vereadora Sofia Cavedon, esteve hoje nas paradas da avenida Salgado Filho. 

Na enquete, que também está disponível na internet, a Bancada pergunta se, após a última licitação que aumentou o valor das passagens para R$ 3,75, o transporte coletivo melhorou? Qual é o principal problema no transporte coletivo?

Conforme Sofia o usuário e usuária dos coletivos são os que podem responder como estão os ônibus, “por isso que além da enquete online estamos nas ruas ouvindo a população”.

A Enquete também está disponível nos faces e sites dos e da vereadora, do PT-PoA,e pelo link: https://goo.gl/QY9QeA

Foto Marta Resing
Acompanharam a atividade a coordenadora da Bancada do PT, Rozane Dalsasso, e as assessorias da vereadora Sofia Cavedon e do vereador Marcelo Sgarbossa.

Conheça o Projeto de Lei da Bancada do PT.

Veja também:
- Bancada do PT faz enquete na linha T1 - O ônibus melhorou pra você?
- Lançada enquete da Bancada do PT - O ônibus melhorou pra você?

Limite de gastos anunciado por Temer vai destruir a educação e a saúde do Brasil

Foto Arquivo EBC
Por Vagner Freitas, presidente nacional da CUT

Se proposta valesse desde 2006, país teria deixado de investir R$ 500 bilhões nesses dois setores

Com o imponente nome de "Novo Regime Fiscal", o governo interino apresentou mais uma série de propostas que atacam, mais uma vez, os direitos da classe trabalhadora e de toda a sociedade.

O tal regime fiscal é, na verdade, um teto de gastos que vai reduzir drasticamente os investimentos em políticas públicas de Saúde e Educação fundamentais para a grande maioria dos brasileiros.

O interino Temer quer mudar as regras do jogo pelos próximos 20 anos. Se a proposta for aprovada, o crescimento dos gastos públicos terá como teto a variação do índice de inflação oficial, o IPCA-IBGE, até 2037.

Por exemplo, se o governo gastar R$ 100 mil este ano com Educação, no ano que vem ele só poderá gastar os mesmos cem mil reais mais a inflação.

Não sei se isso é genialidade ou perversidade.

O que os futuros Presidentes da República dirão à população quando a arrecadação crescer, o dinheiro em caixa aumentar, como por exemplo, quando o Brasil começar a receber os royalties do petróleo, e mesmo assim eles não investirem em áreas essenciais para o País como educação e saúde porque o índice da inflação foi menor.

O professor João Sicsú, da UFRJ, fez uma simulação de como teriam sido os investimentos em educação e saúde, caso a regra Temer de limite de gastos tivesse sido criada em 2006.

O resultado é assustador!

Vejam:



Em 2015, a Saúde teria recebido R$ 36,9 bilhões a menos, o que inviabilizaria programas como o Mais Médicos, Farmácia Popular e UPAs 24 horas.

Em dez anos, a Saúde teria perdido um total de R$ 178 bilhões.

Na Educação o resultado seria ainda pior, os gastos em 2015 seriam reduzidos em R$ 109 bilhões. Essa redução de gastos impossibilitaria programas como o ProUni, Fies, Pronatec, a criação de Universidades Federais, o piso nacional dos professores. Sem contar que diversas outras iniciativas que beneficiam jovens estudantes jamais teriam saído do papel.

Em dez anos, a Educação perderia R$ 321 bilhões.

Em dez anos, o total de recursos que essas duas áreas perderiam soma R$ 500 bilhões.

Fica claro que o governo interino golpista não se preocupa com Educação e Saúde, e por isso quer limitar os investimentos nessas áreas com essa regra absurda que poderá afetar toda uma geração de brasileiros/as.

Fonte: Portal da Frente Brasil Popular

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Comemoração dos 75 anos do Mestre Olívio Dutra

Uma típica festa de São João: comidinhas, quentão, fogueira, música, etc.

Sábado, 2 de julho, a partir das 18h
No Galpão do IBGE - Av. Augusto de Carvalho, 1225

Saiba mais no link do evento. Clique aqui.

terça-feira, 21 de junho de 2016

O apoio do mandato às comunidades

O mandato da vereadora Sofia Cavedon (PT) tem atuado intensamente em várias comunidades de Porto Alegre. Através de sua Assessoria Comunitária somente este mês esteve em reuniões na Ilha da Pintada, Vila São Judas Tadeu, Loteamento Chácara da Fumaça, Centro Comunitário Jardim Renascença, Grêmio Esportivo Ferrinho e Morro Santa Teresa.

Foto Sandra Ilíbio Braz
Morro Santa Teresa

O mandato da vereadora Sofia Cavedon, através da assessora comunitária Sandra Ilibio Braz, esteve mais uma vez no Morro Santa Teresa participando da caminhada com os órgãos de serviços públicos de Porto Alegre.

Um dia após a caminhada, iniciaram as obras.

Ilha da Pintada - Arquipélago

Em reunião com a comunidade, a vereadora Sofia esteve na segunda-feira (20) na sede da Associação Escola de Samba Afrocultural Unidos do Por do Sol RS – Afrosol – presidida por Beatriz Gonçalves Pereira (Bia), que coordenou o encontro.

Na pauta a construção do Galpão Popular, demandado pelos moradores, para que sejam realizadas atividades como oficinas com as crianças, oficinas de terceira, entre outras. O espaço conhecido como "Galpão Popular Sol das Ilhas", já contou com o apoio da ONG Movimento Perfeito, que ajudou a fazer uma plataforma, erguer um teto e também doaram uma pracinha. As enchentes deste ano levaram tudo, lamenta Beatriz.

Hoje, aos poucos, estão construindo uma nova sede e, ao mesmo tempo, usando o espaço do jeito que está, informa a vereadora que sugeriu que a comunidade procure a central de materiais da Fiergs e se colocou a disposição para a construção de emendas parlamentares no orçamento do município.

Vila São Judas Tadeu - Partenon

Foto Sandra Ilíbio Braz
A vereadora Sofia Cavedon e o ex-deputado Raul Pont estiveram reunidos esta semana com as lideranças comunitárias da Vila São Judas Tadeu, localizada no bairro Partenon.

Necessidade de Posto de Saúde em especial para a Vila São Judas Tadeu, foi uma das demandas apresentadas. Conforme as lideranças o Posto Ceres, que hoje atende a comunidade, tem sérios problemas. “É insalubre, com goteiras, rachaduras, não tem geladeira, ventilador e auto-clave”, afirmam. Eles destacaram a distância que é para chegar ao posto, sendo que na Vila tem uma área que é da Secretaria Estadual de Saúde, o prédio da Prosan. “O prédio está abandonado e fica localizado na avenida Ipiranga com a rua Nelson Duarte Brochado, então encaminhamos um pedido de cedência do local para a instalação do Posto de Saúde”, informaram.

A vereadora encaminhou uma solicitação de agenda com a Secretaria de Administração do Estado e ainda não obteve retorno. Sofia lembra que essa luta não é só da Vila São Judas, que conta com o apoio da Vila Ceres e do Conselho Distrital de Saúde do Partenon.

Funcionários do Hospital Sanatório Partenon também estavam presentes e falaram do PL 44/2016 que tramita na Assembleia Legislativa envolvendo os profissionais da saúde e que não pode ser aprovado.

Foto Sandra Ilíbio Braz
Creche – As lideranças solicitaram ainda o apoio da vereadora Sofia para a realização de uma Quarta Temática da Câmara com o objetivo de apresentarem o projeto da creche sustentável aos e às demais vereadoras/es. A construção da creche foi conquista no Orçamento Participativo (OP) há 8 anos. “Até hoje nada foi construído” afirmam, apesar das, inúmeras reuniões feitas,  “Agora recebemos um ofício da Prefeitura avisando a Associação que o governo não tem verba para fazer a obra”, destacaram.

Habitação – Eles informaram que no dia 11.04.2016 saiu a decisão da justiça dando ganho de causa para a comunidade, ou seja, conquistaram a regularização fundiária e o juiz pede que seja executada. O Estado tem 180 dias para atualizar o cadastro. Os e as representantes da comunidade agradeceram aos que atuaram para que esta conquista você possível, em especial ao Dr. Cristiano, Karla Moroso, Jacques Alfonsin e Julio Alt.

Grêmio Esportivo Ferrinho

A vereadora Sofia Cavedon acompanhou a reunião realizada no Demhab, onde os representantes da entidade, Sr. Helio e Eugenio Barbosa, protocolaram as solicitações de demarcação do lote destinado ao equipamento comunitário Ferrinho - Quadra D - Lote 2, e cópia do Projeto Urbanístico aprovado.

Loteamento Chácara da Fumaça

Apesar da solicitação da vereadora Sofia Cavedon para que fosse implantado o sentido único nos acessos 1,2 e 3 do         Loteamento Chácara da Fumaça, o pedido foi negado pelo governo municipal que manterá o sentido duplo de circulação nessas vias. Conforme ofício da Prefeitura, “eventuais conflitos na mobilidade viária sejam  resolvidos entre os usuários”.

Foto Sandra Ilíbio Braz
Centro Comunitário Jardim Renascença

Sofia também está intervindo junto a Prefeitura para que seja liberado, com urgência, os recursos captado através de doação do Imposto de Renda para a entidade. O valor estimado é de R$ 3.000,00.

Em visita ao Centro Comunitário, a dirigente Jussara Cabeda informou que o Centro está necessitando deste valor para dar segmento aos seus trabalhos e projetos.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Eleições do Sintrajufe/RS – Apoiamos a Chapa 3 – Chega de Zero!

No próximo dia 29 de junho (quarta-feira) ocorre a eleição para a Direção Colegiada e ao Conselho Fiscal do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul (Sintrajufe/RS).

Três chapas disputam eleição. Apoiamos a Chapa 3 – Chega de Zero! Unidade e Democracia pra Avançar! que luta contra o 0% e atua para garantir o reajuste salarial da categoria.

Acesse aqui a página do Facebook da Chapa 3 e dê seu apoio.

Com informações do Portal do Sintrajufe/RS

sábado, 18 de junho de 2016

Temer traz retrocesso inaceitável a benefícios - Por Miguel Rossetto*

Foto Antonio Cruz/Agência Brasil 
Em 2017, por decisão da presidenta Dilma Rousseff, o salário mínimo deve aumentar de R$ 880 para R$ 946. Isto pela previsão de inflação de 7,5% em 2016. Desde 2002, o reajuste foi de quase 80%. A partir daquele ano, o governo federal assegurou sua valorização e o salário mínimo tornou-se a principal referência para a redistribuição de renda e redução das desigualdades do país. A atual lei garante esta valorização até 2019.

Essa valorização real, acima da inflação, tem forte impacto sobre a renda de 48,3 milhões de pessoas que têm seus rendimentos referenciados pelo mínimo, trabalhadores ativos e aposentados. Em 2016, o reajuste deve injetar R$ 57 bilhões na economia.

Ao combinar uma melhor estrutura do emprego com acesso a mais direitos sociais, o Brasil trilhou o caminho recente de grandes transformações. Segundo o Ipea, a inclusão pelo trabalho representou mais de 60% do aumento da renda domiciliar das famílias. E esse crescimento foi maior para os 30% mais pobres. É a partir da renda do trabalho que, em grande medida, definimos uma maior ou menor desigualdade na sociedade. O salário mínimo teve função crucial nesse processo e a diferença na taxa de crescimento das rendas é o que explica a redução da desigualdade do país.

A criação de 19,3 milhões de novos postos formais em 13 anos e a redução da informalidade, com mais carteiras de trabalho assinadas, fortaleceu as bases para uma sociedade mais solidária de acordo com o projeto imaginado pela Constituição Federal de 1988.

Os 22,5 milhões de aposentados, do campo e da cidade que têm suas rendas diretamente afetadas pelo salário mínimo, hoje vivem com mais dignidade. Especialmente no interior do Brasil, vimos um novo padrão de vida, simples e mais digno, no qual a fome e a miséria saem de cena depois de séculos. Essa realidade se deve à opção de manter os benefícios previdenciários vinculados ao salário mínimo, o que representa uma visão de país que não aceita que os aposentados e pensionistas sejam tratados como brasileiros de segunda categoria.

Foi a partir da democracia conquistada que a luta popular escreveu na Constituição de 88 estes direitos fundamentais: salário mínimo digno, garantia de aposentadoria igual ao salário mínimo para o campo e a cidade, garantia de um salário mínimo para os idosos e famílias mais pobres com filhos com deficiência, além de outras leis sociais e trabalhistas.

A violação da democracia com a tentativa de afastar a presidenta eleita Dilma Rousseff tem como objetivo rasgar estes direitos conquistados e promover um enorme arrocho salarial por meio da precarização das relações de trabalho com o fim da CLT em nome de uma "reforma trabalhista", e acabar com a política de valorização do salário mínimo. Como consequência haverá uma reconcentração da renda nacional, com enorme exclusão social e retorno a violência contra uma sociedade mobilizada. Um retrocesso inaceitável para o Brasil.

É preciso seguir denunciando e lutando; ampliar o diálogo com a sociedade brasileira. Esta tentativa de golpe pode e deve ser derrotada. O futuro do nosso país será na democracia ou não o será. Respeitar a democracia é recuperar o mandato popular da presidenta Dilma e retomar uma agenda de desenvolvimento econômico e social para o país.

* Ministro do Trabalho e Previdência Social do Governo Eleito da Presidenta Dilma Rousseff

Publicado no Portal Brasil 247

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Segurança em crise – Salvar vidas e diminuir as situações de risco

Foto Guilherme Almeida/CMPA
Preocupada com a grave crise na segurança pública de Porto Alegre, a vereadora Sofia Cavedon (PT) tem apresentado diversas propostas, que estão sendo aprovadas na Câmara Municipal, com o objetivo de salvar vidas e diminuir as situações de risco que a população enfrenta diariamente.

Sinal Vermelho

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou na Indicação ao governo municipal, de autoria da vereadora Sofia Cavedon, sugerindo que a EPTC não multe os veículos que avançarem o sinal vermelho, em baixa velocidade, no período noturno, enquanto perdurar a crise da segurança pública na capital.

A indicação ao Prefeito, sugerindo que a EPTC não multe os veículos que avançarem o sinal vermelho, em baixa velocidade, no período noturno, enquanto perdurar a crise da segurança pública na capital, foi aprovada na segunda-feira (13/6) pela Câmara Municipal.

Sofia justifica informando que dados da Secretaria de Segurança Pública, em 2015, mostram que ocorreram, em Porto Alegre, 584 homicídios dolosos, 4.206 furtos de veículos e 9.480 roubos de veículos.

“Muitos desses roubos e homicídios certamente ocorreram no período noturno, envolvendo motoristas que pararam no semáforo. Por isso, propomos que a EPTC não multe os veículos que avancem o sinal vermelho, em baixa velocidade, no período noturno. A presente proposta não pode ser confundida com licença para dirigir de forma irresponsável, que coloque em risco a vida dos demais motoristas e pedestres. Esta indicação tem o sentido de preservar a vida, diminuindo a exposição dos motoristas e passageiros a situações de risco”, salienta a parlamentar.

Leia aqui a íntegra da Indicação.

EPTC, Samu e Guarda Municipal no Centro Integrado

Foto Rafaela Valente/SSP
E nesta quinta-feira (16/6), o plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, em votação simbólica, a Indicação 028/16., de autoria da vereadora Sofia Cavedon. A proposta sugere, ao Executivo Municipal, a instalação de células da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e da Guarda Municipal junto ao Centro Integrado de Emergências, da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul.

Na justificativa, a parlamentar salienta que a saída dos órgãos do Município do Centro Integrado, após a realização da Copa do Mundo de 2014, retarda procedimentos que poderiam ser instantâneos, salvando vidas e otimizando os recursos. “Esta demanda é do próprio comando do Centro Integrado e tem sido apresentada por comunidades que se organizam na busca por segurança”, afirma Sofia.

Leia aqui a íntegra da Indicação.

Com informações do Portal da CMPA.

Segurança em eventos particulares - Responsabilidade do organizador

Outra proposta da Vereadora, que tramita desde 2013, é o projeto de lei que define o organizador como responsável pela segurança em eventos particulares. A ideia é que os organizadores dos eventos deverão dispor de agentes de segurança, na quantidade e qualificação estabelecidas pelos órgãos competentes.

Os organizadores poderão utilizar segurança privada ou firmar convênio com a Brigada Militar, este prevendo o ressarcimento das horas extraordinárias do efetivo empregado, bem como do custeio exigido pelo serviço prestado”, destaca a vereadora.

Com essa regulamentação a segurança nas vias públicas não fica prejudicada, aumentando o efetivo da Brigada Militar nas ruas da cidade.

Conheça o projeto de lei.

Conselho Comunitário de Justiça e Segurança (CCJS) de Petrópolis

A vereadora Sofia também integra o Conselho Comunitário de Justiça e Segurança (CCJS) de Petrópolis, bairro onde reside, recentemente constituído para enfrentar a insegurança local.

O Conselho tem se reunido semanalmente e tem em sua proposta estreitar o relacionamento com a Brigada; criar relacionamento com a Polícia Civil; criar ações de fortalecimento dos efetivos dos departamentos de segurança pública; fazer articulação entre as associações de bairros para pressionar o governo, prefeitura e guarda municipal; criar evento para pressão do bairro a cidade; criar panfleto divulgando as ações do grupo, telefones e contatos da brigada; fazer evento na praça da Encol; criar estratégias visuais para o bairro visando alertar para as questões da segurança; realizar palestra com a comunidade e agentes de segurança sobre ações de segurança; e envolver o comércio local nas ações de segurança.

Vitória da Educação: após 5 dias de permanência no CAFF, governo abre negociação

Foto Caco Argemi
Na segunda-feira (20) o Comando de Greve do CPERS se reunirá para avaliar o movimento.

Por Patrícia Araujo/Cpers

A pressão exercida pelo Comando de Greve do CPERS, através da permanência do grupo no CAFF por cinco dias, possibilitou a primeira negociação com o governo Sartori (PMDB), após 34 dias de greve da categoria.

Em reunião realizada com o secretário da Educação, Luís Alcoba, representantes do governo e deputados, logo após os educadores deixarem as instalações do CAFF, o governo assumiu o compromisso de revogar a portaria do Difícil Acesso e não descontar os dias de greve dos professores e funcionários de escola.

Na ocasião, o Comando também exigiu que o governo apresente um calendário para o pagamento do Piso Salarial e dos reajustes de 13,01% (2015) e 11,36% (2016), além de apresentar proposta para repor a defasagem de 69,44%. Até o final da tarde, o governo irá enviar um documento oficializando os compromissos assumidos.

Antes de deixarem o CAFF, o Comando de Greve concedeu uma entrevista coletiva para esclarecer os motivos que levaram à decisão. “Estamos dando um voto de confiança ao governo. Decidimos sair do CAFF porque o governo comprometeu-se em realmente avançar em nossa pauta. Estamos fazendo, mais uma vez, um gesto em busca do diálogo”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

O Comando destaca que o atendimento às pautas de reivindicações da categoria não está completo, por isso os educadores continuarão a luta para que o governo contemple as demandas apresentadas desde o dia 13 de maio.

A greve dos educadores, que hoje completa 34 dias, também continua. “Hoje, finalmente, conseguimos dar início às negociações com o governo. O fim do reenquadramento do Difícil Acesso foi uma grande conquista, pois é a garantia de que educadores não perderão nenhum recurso financeiro, do pouco que já recebem. Nossa greve continua até que a base da nossa categoria sinalize que devemos encerrar”, analisou Helenir.

Fonte: Portal do Cpers