segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Violência nas Escolas foi tema de audiência na Lomba do Pinheiro

Foto Equipe Sofia Cavedon
Integrando a da Frente Parlamentar Contra a Violência nas Escolas, a vereadora Sofia Cavedon (PT) participou na noite de sexta-feira (28/8) da reunião regional realizada na na EMEF Saint' Hilaire, Lomba do Pinheiro.

Sofia ficou chocada com as denúncias de assédio moral da SMED também nessa área. “Isso é comum, as diretoras compactuam, somos, inclusive colocadas em situações que não temos o que fazer a não ser sair da Escola... e nos prejudicar, ficar doentes, e as assessorias com posturas debochadas. A SMED participa de tudo e não é somente na Lomba, é na Zona Sul e outros...”, revelam.

A Frente Parlamentar, presidida pelo vereador Prof. Alex Fraga (PSOL), está promovendo um período de encontros regionais na cidade para debater a violência nas escolas, sendo que o primeiro ocorreu no dia 14/08, na Zona Norte.

A Lomba do Pinheiro concentra um alto número de casos de violência. Em 2014, duas vice-diretoras da EMEF Heitor Villa Lobos foram agredidas e ameaçadas de morte pela mãe de uma aluna. Foi também no ano passado que uma professora de Espanhol da EMEF São Pedro levou um soco de uma mãe de aluna.

Veja também:
Sofia participa de reunião da Frente Parlamentar contra a Violência nas Escolas

sábado, 29 de agosto de 2015

Inscrições abertas - Seminário Internacional A Escola Cidadã no Século 21 será lançado na terça

O lançamento do Seminário Internacional: A Escola Cidadã no Século 21, integrando as celebrações dos 20 anos de Escola Cidadã, será no dia 1º de Setembro (Terça-feira), às 11h, na Sala Adel Carvalho da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255), com o Colóquio com o Prof. Dr. Silvio Rocha, secretário municipal de educação de alvorada e um dos construtores da Escola Cidadã.

Inscrições – gratuitas e limitadas - até dia 25 de Setembro, ou enquanto tiver vaga.

Seminário
Arte Mario Pepo
Nos dias 02 e 03 de outubro (Sexta-feira e Sábado) Porto Alegre sediará o Seminário Internacional: A Escola Cidadã no Século 21 que debaterá a Educação como direito, Qual o currículo para o século 21 e as Dimensões que desafiam a educação contemporânea: ciência, trabalho, cultura, tecnologia e o espaço escolar.

Com a participação de nomes como Bernd Fichtner, Andréia Fetzner, Márcio Pochmann, Nalu Farenzena, Maria Teresa Esteban, Maria Benites, Regina Scherer e Jose Clovis de Azevedo, o encontro é promovido pelo mandato da vereadora Sofia Cavedon (PT/PoA), autora do projeto de Lei que trata do tema, que está sendo elaborado de forma interativa, e que tramita na Câmara de Porto Alegre.

O projeto cria as condições mínimas de qualidade de infraestrutura, conforto ambiental, sustentabilidade e segurança, para projetos arquitetônicos de construção de escola nova e readequação das escolas públicas em Porto Alegre.

Conforme Sofia a proposta A Escola Cidadã no Século 21 tem sua ênfase situada no espaço escolar, em interferir concretamente na construção e na readequação das escolas, porém, sua sustentação está ancorada na sua história, nos princípios pedagógicos, na concepção de sociedade, de sujeito e de educação que procuram reafirmar e aprofundar.

O Seminário Internacional será no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255 – Centro Histórico - Porto Alegre – RS) e terá Certificado.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo email: escolacidadanoseculo21@gmail.com
 com nome completo e instituição, até dia 25 de Setembro, ou enquanto tiver vagas, que são limitadas.

Mais informações pelo fone (51)3220.4263

Programação

02/10 – Sexta-feira

18h30 – Abertura
19hMesa 1 Educação como direito 
Economista Márcio Pochmann – Presidente da Fundação Perseu Abramo
Profª Drª Nalu Farenzena – Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS
Profª e Vereadora Sofia Cavedon

03/10 – Sábado

8h30h às 12h - Mesa 2Qual o currículo para o século 21?
Profª Drª Andréia Fetzner – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/ UNIRIO
Prof Dr Bernd Fichtner – Universidade de Siegen – Alemanha
Profª Drª Maria Teresa Esteban – Universidade Federal Fluminense/ UFF

13h30 às 17hMesa 3Dimensões que desafiam a educação contemporânea: ciência, trabalho, cultura, tecnologia e o espaço escolar
Profª  Drª Maria Benites – Universidade de Siegen – Alemanha
Prof  Dr Jose Clovis de Azevedo – Centro Universitário Metodista/ IPA
Profª Drª Regina Scherer – Professora da Rede Municipal e ex-Presidente do CME/POA

Conheça o projeto de lei acessando aqui.

Veja também:
IAB/RS elogia projeto A Escola Cidadã no Século 21, de iniciativa de Sofia

Demitidos da Carris: Sofia aguarda retorno do governo para esta semana

Foto Marta Resing
A vereadora Sofia Cavedon (PT) e a Comissão de Funcionários da Carris aguardam para esta semana o retorno do governo municipal referente a reversão da demissão dos cinco trabalhadores da empresa, solicitada ao vice-prefeito Sebastião Melo, em reunião realizada no dia 20 de agosto, na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Conforme Sofia, no encontro o vice-prefeito foi solícito, se comprometendo em retornar para a Comissão dos Funcionários e vereadores e vereadoras presentes, até o final do mês.

A situação

Foto Samuel Maciel/CP
A Carris demitiu por justa causa no dia 06 de agosto cinco funcionários que participaram do bloqueio na garagem da companhia pública de ônibus de Porto Alegre no dia 03 de agosto (segunda-feira). O bloqueio foi feito em protesto contra a falta de segurança no trabalho, devido a uma sequência de assaltos aos coletivos na cidade e à paralisação da Brigada Militar e da Polícia Civil naquele dia — motivada pelo primeiro parcelamento dos salários dos servidores estaduais.

Os trabalhadores denunciam perseguição política e garantem que não podem ser demitidos ou afastados, por terem estabilidade sindical. O Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre também confirmou apoio jurídico aos funcionários da Carris, já que a entidade apoiou a paralisação da segunda-feira. Devido ao anúncio antecipado de aquartelamento dos policiais militares, ofícios já haviam sido encaminhados às empresas de ônibus e à EPTC para alertar que os motoristas e cobradores poderiam não colocar ônibus nas ruas se fosse verificada a restrição do policiamento ostensivo.

Sofia apoia os Artistas de Rua pela liberdade de manifestação!

Foto Divulgação Sofia Cavedon
No fim do dia desta sexta-feira (28/8) a vereadora Sofia Cavedon (PT), integrante da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Porto Alegre, participou de mais uma ação em defesa da arte de rua na capital.

O Cortejo dos Artistas de Rua contou com manifestação no Largo Glênio Peres e na frente da Prefeitura Municipal, contra o decreto que limita as apresentações em espaços públicos abertos e pela liberdade de manifestação dos artistas de rua! #Vai Ter Arte Na Rua Sim! 

Foto Divulgação Sofia Cavedon
Conheça aqui a trajetória do mandato de Sofia na luta dos artistas de rua

Leia a matéria publicada no Portal Sul21 que acompanhou a ManiFestAção

Artistas da Capital respondem com arte e bom humor a decreto que limita apresentações de rua

Por Jaqueline Silveira com a colaboração de Débora FogliattoPortal Sul21

Foi da forma que mais sabem se expressar que os artistas de rua da Capital responderam, na noite de sexta-feira (28), à proposta do decreto da prefeitura que limita a atividade ao ar livre. Diferentes segmentos da arte, como teatro, circo, capoeira, dança, tomaram o Largo Glênio Peres em protesto às regras estabelecidas no documento. Ao mesmo tempo, eles proporcionaram alegria e animação atraindo o público para a manifestação. Blocos de Carnaval também se juntaram ao ato. Depois, todos seguiram até o Largo Zumbi dos Palmares com música, dança, expressão teatral e mímica ao longo do trajeto.

Foto Guilherme Santos/Sul21
O Largo Glênio Peres foi tomado por diversos segmentos de arte, como capoeira, dança, teatro, circo, numa demonstração de união da classe contra a proposta de decreto da prefeitura

O decreto que regulamenta a lei 11.586 de 2014 prevê, entre outras regras, que os artistas deverão comunicar as apresentações à prefeitura com 10 dias de antecedência, o distanciamento de 100 metros um do outro, a proibição de comercializar sua arte e também do uso instrumentos de percussão. Hoje, de acordo com a legislação em vigor, não há necessidade de autorização prévia do Executivo para a realização das atividades. “Não aceitamos uma regulamentação que anula a lei”, reclamou a produtora cultural Inês Huber. A motivação, segundo a prefeitura, para regulamentar a atividade seriam as inúmeras reclamações recebidas devido ao barulho e também ao prolongamento das apresentações em um único lugar. Hoje, os palcos mais usados em Porto Alegre para a arte ao ar livre são o Brique da Redenção, o próprio Glênio Peres e a Rua dos Andradas.

Nas rodas que fechavam para as apresentações, os artistas aproveitavam para mandar um recado ao governo de José Fortunati. “Os picos dessa cidade são para a nossa curtição, andamos livre na rua, não queremos repressão”, entoavam eles, enquanto tocavam e dançavam, sempre acompanhados por diversos instrumentos. “Há muito tempo não tinha uma união tão grande dos artistas”, observou a estudante de Arte Dramática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Danielle Rosa, opinião compartilhada por muitos outros colegas de profissão que se concentraram no Glênio Peres.

Artistas com diferentes instrumentos se apresentaram juntos

Foto Guilherme Santos/Sul21
“A gente vê como um ato muito importante, a ideia é mobilizar. E o importante é que os grupos novos vieram”, comentou o atuador Roberto Corbo, integrante do “Ói Nóis Aqui Traveiz”, grupo de teatro mais antigo de Porto Alegre, em atividade há 37 anos. Ele disse que limitações a esse tipo de arte sempre existiram, entretanto as regras previstas no decreto irão prejudicar ainda mais as apresentações ao ar livre. Uma das consequências, conforme o artista, será a impossibilidade da reflexão do público sobre os espetáculos, um dos objetivos da arte de rua. “O acesso é imprescindível, o artista de rua sem a rua não é artista de rua. A gente não vai parar de fazer arte”, avisou Corbo.

“Nem em 64 existia isso. É um absurdo! O governo não tem o direito de tirar o direito deles de se expressarem. Não conseguir nos calar”, protestou Rafaela Fischer, do coletivo de teatro Levanta Favela, referindo-se ao período da ditadura militar. “É fundamental uma resistência dos artistas de rua. “É um grande desrespeito com a gente, artistas, nunca me senti tão ameaçada. Faço teatro há anos”, completou a estudante Danielle, que integra o coletivo Defesa Pública da Alegre.

Do coletivo Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela, Allan Martins se apresentou com as mãos amarradas. “Simboliza a limitação do artista de rua”, explicou ele, sobre o gesto simbólico. Ele argumentou, ainda, que a arte de rua é importante, pois oportuniza o acesso de toda população, independentemente de condições financeira.  “E não discrimina gênero, raça”, emendou Martins.

Foto Divulgação Sofia Cavedon
Representantes dos inúmeros coletivos que participaram da manifestação, Allan Martins se apresentou com as mãos amarradas simbolizando as limitações da regulamentação

Calendário de reuniões

Presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Rio Grande do Sul, Fábio Cunha acompanhou a manifestação e classificou o ato como “um momento histórico para o pessoal de rua”. Ele defendeu que o movimento também tenha repercussão na Assembleia Legislativa com objetivo de incluir na pauta de assuntos da Casa a elaboração de uma lei em nível estadual sobre o tema, já que existem muitos municípios onde a arte de rua é proibida. O presidente ressaltou que já está tratando do problema com a prefeitura na busca de alternativas quanto à regulamentação. “A gente acredita que não precisa de um decreto, talvez só algumas modificações da lei. A gente quer discutir a lei e não que seja imposta a minuta. Não somos marginais, não somos baderneiros, somos artistas”, argumentou o representante sindical da classe. Na próxima semana, segundo Cunha, deverá ser definido com a Secretaria de Cultura um calendário de reuniões com diferentes entidades, como a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), e a Secretaria de Indústria e Comércio, sobre a questão.

Para o sindicato que representa a classe, a união dos artistas na noite de sexta-feira foi um momento histórico

Foto Divulgação Sofia Cavedon
Diante da repercussão negativa da regulamentação proposta pelo governo, o vice-prefeito Sebastião Melo procurou amenizar a situação e admitiu mudanças no texto. Conforme ele, todos os pontos estabelecidos na proposta de decreto serão negociados e não impostos, como reclama a categoria. “Tem pessoas que utilizam a lei para fazer coisas que não são arte de rua, e tem havido reclamação de barulho em relação a isso. Mas vamos chegar a um bom termo, (os artistas) são muito bem-vindos para embelezar a cidade, dá uma vida enorme para a cidade. Isso está preservado, tanto que nós sancionamos a lei”, disse Mello, ao Sul21, ao comentar o impasse.

Com bom humor e uma pitada de ironia, antes das apresentações no Largo Glênio Peres, os coletivos foram até a frente da prefeitura e depositaram simbolicamente “um despacho para abrir caminho” na porta do prédio, que segundo eles, foi feito pelo bloco “O Exu — Destranca Rua”.

Fonte: Portal Sul21.

Veja também:
Encontro discute regulamentação de manifestações culturais de rua

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

IAB/RS elogia projeto A Escola Cidadã no Século 21, de iniciativa de Sofia

Arte Marta Resing
A construção coletiva do projeto de lei desencadeado este ano pela vereadora Sofia Cavedon (PT), intitulado A Escola Cidadã no Século 21, continua recebendo importantes sugestões e colaborações de entidades ligadas à área.

Em sua proposta a parlamentar estabelece condições mínimas de qualidade de infraestrutura, conforto ambiental, sustentabilidade e segurança para as escolas públicas e estabelecimentos de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio no município de Porto Alegre.

O último encontro que debateu o projeto foi com um grupo de arquitetos do Instituto de Arquitetos do Brasil/RS (IAB/RS), ente eles o 1º vice-presidente, arquiteto Rafael Pavan dos Passos, e o  2º vice-presidente, arquiteto Ednezer Flores, que elogiou a proposta da Vereadora. “Compartilhamos da mesma visão de que a escola deve ser um espaço com qualidade de infraestrutura, tem que  dialogar com as diferentes realidades, se  preocupar com o seu entorno e o projeto pedagógico e passar pelo controle social da comunidade escolar, tanto na fase de elaboração do projeto, quanto antes de sua licitação”, destacaram os representantes do Instituto.

Conforme Sofia, o grupo sugeriu que o projeto de escola deve atender o conceito de integração, com diagnósticos realizados periodicamente (anuais) sobre a situação de infraestrutura das escolas, para que os problemas não se acumulem.

Para os arquitetos o PL deve contemplar a dinâmica dos Planos Municipais de Educação e os movimentos educacionais,  sendo estabelecido uma tipologia padrão no programa de necessidades da obra/projeto, “porém não na definição do projeto específico de cada escola para que seja respeitada a peculiaridade de cada realidade”, salienta a vereadora.

Os representantes do IAB gaúcho também passaram subsídios para qualificar o PL, como a Lei de reuso da água (municipal); a Lei 17302/2011 (das calçadas); o Código Sanitário do Estado de 1977 (habilitabilidade do espaço) e o RDC nº 50/2002 da ANVISA (conforto higrotérmico).

Outras entidades

Foto ‎Lupe Menezes
Sofia Cavedon já apresentou e colheu sugestões ao projeto Escola Cidadã no Século 21 para entidades como os Conselhos Municipal e Estadual de Educação e algumas direções de escolas como a realizada recentemente na Escola Estadual de Ensino Fundamental Ayrton Senna. Agenda está sendo construída para alcançar o maior número possível de contribuições da comunidade escolar.

Seminário Internacional

Arte Mario Pepo
Para concluir o debate sobre o projeto de lei, a vereadora Sofia promove nos dias 02 e 03 de outubro, o Seminário Internacional A Escola Cidadã no Século 21, que será realizado na Câmara Municipal de Porto Alegre.

As inscrições, gratuitas, já estão abertas e as vagas são limitadas. Com certificado.

Saiba mais...

Conheça o projeto de lei acessando aqui.

Conheça o processo de construção do PL.

Escolas estaduais estarão em GREVE!

Arte Cpers Sindicato 
Cpers Sindicato - Atenção Educadores:

 Entre os dias 31 de agosto e 03 de setembro, as escolas estaduais estarão em GREVE!

 Entenda as razões:

- PAGAMENTO PARCELADO do salário pela SEGUNDA VEZ neste ano;
- Não há garantia de QUANDO nem QUANTO será depositado o restante do valor dos nossos salários;
- Estão em tramitação na Assembleia Legislativa diversos Projetos de Lei que atacam frontalmente os direitos dos trabalhadores. Entre eles, um se destaca: o PLC 206/2015, que implica em CONGELAMENTO DOS SALÁRIOS, impedindo o pagamento do Piso do Magistério, o que inviabiliza qualquer reajuste salarial;
- Desvalorização do ensino público gaúcho;
- Desrespeito com os educadores, os servidores públicos e toda a sociedade gaúcha.

Nossa luta não é “só” por salário – é por respeito e dignidade pelos educadores e pela comunidade gaúcha. Cpers Sindicato

Fonte: Portal do Cpers/Sindicato

Veja também:
Remédio de Sartori sucateia serviços públicos e agrava o câncer, dizem servidores - Por Marco Weissheimer

Sofia participa do III Fineduca

Foto Divulgação Sofia Cavedon
Nesta quinta e sexta-feira (27 e 28/8) a vereadora Sofia Cavedon (PT), integrante da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Porto alegre, participou do III Encontro da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação - Fineduca, que se realiza no
Centro de Eventos Faurgs, em Gramado/RS.

Com o tema central "Políticas Públicas de Financiamento da Educação: desafios e perspectivas nos planos educacionais", Sofia disse em sua intervenção no debate que “os recursos do governo federal vem aumentando, porém a iniciativa privada abocanha boa parte”, critica a vereadora.

Fineduca

A Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação, Fineduca, é uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos ou econômicos, que tem como objetivo contribuir para que os poderes públicos garantam a realização do direito à educação pública, gratuita, laica, democrática e de qualidade para todos, mediante um financiamento adequado, com a garantia de fiscalização e controle social.

Com informações do Portal da Fineduca.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

EPA comemora 20 anos com futuro incerto

Foto Marta Resing
A vereadora Sofia Cavedon (PT) é uma das incansáveis lutadoras para que a Escola Porto Alegre (EPA) não feche. Veja aqui o histórico de lutas do seu mandato

Escola municipal voltada para pessoas em situação de rua, com 192 matriculados, corre o risco de fechar na Capital

Por Isabella Sander/JC

De acordo com a diretora Jaqueline Junker, cerca de 90% dos alunos moram nas ruas

Quem conversa com algum dos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Porto Alegre (EPA) tem uma certeza: a instituição, que completou 20 anos nesta quinta-feira com uma grande festa e atende prioritariamente pessoas em situação de rua, é insubstituível para eles. "A gurizada na rua não quer te ajudar, e sim te convidar para fazer coisa errada. Então, tem que tirar esse povo da rua, que está se perdendo nas drogas, e trazer para a escola. O meu vício é a escola", afirma Bruno Ribeiro, de 28 anos.

O vício de Ribeiro, contudo, possui futuro incerto. Há cerca de um ano, a escola, na rua Washington Luiz, no Centro, recebeu a notícia de que a prefeitura da Capital pretendia fechar as portas da instituição e transferir os estudantes para outros lugares.

Desde o anúncio, um movimento encabeçado pela comunidade escolar luta para manter as atividades em funcionamento. Após processo da Defensoria Pública da União, a 2ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central concedeu liminar proibindo o fechamento. A prefeitura recorreu em fevereiro e, até o momento, não houve nova decisão da Justiça.

Foto Marco Quintana/JC
Com metodologia diferenciada, a EPA oferece Educação para Jovens e Adultos (EJA). As turmas são de, no máximo, 15 alunos, a fim de personalizar o ensino. O local conta com refeitório e espaço para tomar banho. Além disso, oferece cursos profissionalizantes de cerâmica e reciclagem de papel.

Ribeiro estuda na EPA há dois anos e cursa hoje disciplinas do terceiro e do quarto ano do Ensino Fundamental. Lá, descobriu uma nova paixão: o grafite. "É o modo que tenho de expressar meus sentimentos e não precisar chorar, brigar com ninguém. Muita gente que poderia estar na rua vendendo drogas hoje está aqui, cantando, colocando os sentimentos para fora: a saudade da família, do irmão, do pai que abandonou por briga, essas coisas", relata. O jovem passou um ano e meio morando na rua, mas hoje é casado e tem um filho de quatro anos.

Fagner de Oliveira Vieira, de 36 anos, chegou de Santa Maria há um ano, fugindo de traficantes do município. Em Porto Alegre, foi acolhido pela EPA e hoje cursa o primeiro ano do Ensino Fundamental. Atualmente, possui uma residência temporária, pois está trabalhando como caseiro em piquetes no parque Harmonia. "Eu durmo lá e, de manhã, venho para a escola. Estou aprendendo a ler e escrever, e, morando há 20 anos na rua, nunca tinha tocado em uma caneta ou um lápis", revela.

Vieira tem muito medo de que a EPA feche. "Não há outro colégio como este. Eu era traficante e larguei o tráfico de mão para ir à escola. Se eu sair daqui, tenho medo de cair no tráfico de novo, e não quero isso. Quero estudar e ser gente na vida, mostrar para as minhas duas filhas que fui longe. Em vez de estar com uma arma na cintura, quero estar com um caderno embaixo do braço", ressalta.

Foto Elisamar Rodrigues
Paulo Roberto da Silva, de 39 anos, também é aluno do primeiro ano do Ensino Fundamental e está sendo alfabetizado. Morador de rua, ele é contra o fechamento da instituição, pois se adaptou à metodologia e se sentiu bem-recebido pelos professores e pelos colegas. "Eles querem fechar, mas não vamos deixar. Como é que vão tirar esse espaço da gente, se a gente precisa dele? Não tem como, né?", questiona.

Miriam Silva da Silva, de 33 anos, faz questão de ir todos os dias para a EPA para cursar disciplinas do quinto e do sexto ano do Ensino Fundamental. "Quando eu tinha idade para estudar, tive que trabalhar. Agora, estou na rua e tive a oportunidade de voltar para a escola. Como a EPA funciona de dia, posso vir e sair cedo, para conseguir chegar aos albergues às 19h, quando eles abrem", observa.

Para Miriam, nenhuma escola deveria ser fechada. "A escola é muito importante para nós, e nos tira da rua. Aqui, podemos alimentar o sonho de criar um mundo melhor para a gente. Tenho medo de dormir na rua, dos estupros, por isso quero uma vida melhor. Se a sociedade já é difícil para as mulheres, imagina para as que estão na rua e sem dinheiro... Os homens pensam que somos prostitutas, e eu não gosto de ser tratada assim."

Encontro discute regulamentação de manifestações culturais de rua

Assista a manifestação da vereadora Sofia Cavedon (PT), presente no encontro e uma das principais articuladoras da Lei do Artista de Rua - 11.586/14.



Mais de 300 pessoas lotaram o Teatro Renascença na audiência pública para discutir as mudanças e a regulamentação da Lei do Artista de Rua - 11.586/14 - de Porto Alegre, realiza nesta quarta-feira (26), no Teatro Renascença.

Foto Alexandre Böer
Foram mais de 42 coletivos, além de entidades como Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos de Diversões do Rio Grande do Sul (Sated/RS), Associação de Músicos da Cidade Baixa e Associação dos Expositores do Brique da Redenção que compareceram ao evento.

Conforme a Secretaria Municipal da Cultura (SMC) esse foi o primeiro encontro para discussão e elaboração do texto da minuta do decreto de lei que regulamenta as manifestações culturais de artistas de rua em espaços públicos abertos.

Participaram da reunião os gestores municipais responsáveis pelo tema e o setor dos artistas de rua. Posteriormente, em datas a serem definidas, serão convocados mais dois encontros com os demais interessados.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Sofia palestra na conferência Municipal de Políticas para as Mulheres em Torres

Foto Cláudia Prates
A vereadora Sofia Cavedon (PT), procuradora da Mulher da Câmara Municipal de Porto Alegre, palestrou na manhã desta quarta-feira (26), na 2ª Conferência Intermunicipal e IV Conferência Municipal de Políticas para Mulheres de Torres.

Sofia abordou o tema "Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres", alertando que o atual modelo de financiamento privado das campanhas levanta mais barreiras para a participação das mulheres na política. A parlamentar também destacou que a realização de encontros, como o de Torres, avança nos conhecimentos e a solidariedade e fortalecem a luta pela libertação das mulheres!

Foto Cláudia Prates
A II Conferência Intermunicipal e a IV Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres foi promovida pela Prefeitura de Torres, por meio da Diretoria de Políticas para as Mulheres, e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

No final do encontro ocorreu a abertura do Centro de Referência da Mulher Pricila Selau, com a presença da prefeita Nílvia Pinto Pereira. A partir desta quinta-feira (27), o CRM estará de portas abertas para atender as mulheres da comarca de Torres. O Centro fica na Av. do Riacho, 650, no antigo Campo do Torrense.

A Conferência também contou com as palestras de Claudia Prates, da Marcha Mundial das Mulheres/RS, que discorreu sobre a contribuição dos conselhos dos direitos da mulher, dos movimentos feministas e de mulheres, para a efetivação da igualdade de direitos e de oportunidades para as mulheres em sua diversidade e especificações. "Avanços e Desafios". E Ariane Leitão, ex-secretária estadual de Políticas para as Mulheres que falou sobre estruturas institucionais e políticas públicas desenvolvidas para as mulheres em âmbito municipal, estadual e federal.

Com informações do Portal da DPM e da página da Verª Professora Lu Fippian (PT).

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Salas ociosas deveriam ser ocupadas com a Educação Infantil

Integrante da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto alegre, a vereadora Sofia Cavedon (PT) acompanhou na tarde desta terça-feira (25/8), a visita a Escola Estadual Cândido Portinari, localizada no Bairro Menino Deus.

Com problemas de interdição no refeitório, desde o dia 15 de junho deste ano, a escola também esta com salas ociosas que poderiam abrigar duas turmas de educação infantil, diz a vereadora Sofia. Para ela, a prefeitura devia buscar outras alternativas para atender a demanda da educação infantil em vez de propor fechar a Escola Porto Alegre (EPA). “O governo municipal deveria conveniar com o Estado e aproveitar os espaços não utilizados nas instituições estaduais, a exemplo da Cândido Portinari”, destaca a vereadora.

Foto Josiele Silva/CMPA
Sofia lembra que o município terá que dar conta de mais oito mil vagas nessa área até o ano que vem. A Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE) é universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência do Plano, salienta a parlamentar.

Refeitório interditado

Foto Josiele Silva/CMPA
A Cece visitou a escola Cândido Portinari que desde o dia 15 de junho deste ano está com seu refeitório interditado. A diretora da escola, Nalvia Guzzo Fripp, destacou que a Vigilância Sanitária está com novas normas para os refeitórios. "Sabemos que devemos nos adequar a estas normas, mas é necessário que a prefeitura repasse a verba que está prometida desde 2012 para as obras", disse.

Nilza afirmou que já repassou as demandas para a Secretaria Municipal da Educação (Smed) e que agora espera que algo seja feito por parte do poder público. A diretora pediu que a Câmara intervenha a favor do caso e que, se possível, faça a intermediação entre governo e escola para que as obras no refeitório comecem o quanto antes possível. "As crianças estão tendo de trazer suas refeições de casa, pois não estamos podendo oferecer a elas o que é de direito", concluiu.

Com informações do Portal da CMPA.

Sofia participa de ato em defesa das fundações ameaçadas de extinção por Sartori

Foto Alina Souza/CP
O fim de semana começou com atos em defesa das fundações estaduais ameaçadas de extinção pelo governo Sartori (PMDB).

Nas manifestações foram incluídos abraços simbólicos no Jardim Botânico e no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul e palmas em frente às sedes da Fundação de Esportes do Rio Grande do Sul (Fundergs) e da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps).

No  Parque Zoológico

Foto Equipe sofia Cavedon
A vereadora Sofia Cavedon (PT), que tem participado ativamente na defesa das fundações estaduais ameaçadas de fechar pelo governo do PMDB, acompanhou as centenas de pessoas que deram um abraço simbólico no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, na região Metropolitana, na manhã de domingo (23). Os servidores e as pessoas da comunidade querem sensibilizar o governo do Estado, que encaminhou projeto para a Assembleia Legislativa para extinguir fundações, incluindo a Zoobotânica, responsável pelo parque.

Queremos reverter esta decisão”, afirmou o representante dos funcionários, Jair Giovani de Castro. Conforme ele, a proposta é muito ampla e, por isso, não existe previsão do que vá acontecer com o espaço, nem com o quadro de pessoal.

Leia mais no Portal do jornal Correio do Povo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Sofia participa de palestra sobre os direitos das pessoas com autismo

Foto Divulgação Sofia Cavedon
Prestigiando a XVIII Semana Municipal da Pessoa com Deficiência de Porto Alegre a vereadora Sofia Cavedon (PT) participou da palestra "Os direitos das pessoas com autismo", com a professora universitária Vivian Missaglia, integrante do Comitê Científico do Autismo & Vida, realizada nesta segunda-feira (24).

Durante a programação da Semana, a Associação Autismo e Vida promoveu encontro de formação para pais, educadores e área da saúde. “Sempre muito a aprender”, observa a vereadora.
Foto Fernanda Ferreira

A XVIII Semana Municipal da Pessoa com Deficiência ocorreu de 21 a 28 de agosto e foi
realizada em conjunto pela prefeitura, Governo do Estado, Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Comdepa) e entidades da sociedade civil.

Com informações da página do Comdepa e do Portal Instituto Autismo & Vida.

Roda de Chimarão pelo restauro da Casa da Estrela

Foto Jornal Mais Petropolis
No sábado (22/8) Sofia Cavedon, vereadora do PT da capital, participou da Roda de Chimarrão em frente a Casa da Estrela, em Petrópolis, juntamente com a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Proteja Petrópolis e moradores vizinhos da Casa, que lutam pela restauração desse patrimônio histórico cultural de Porto Alegre.

Está em andamento, por iniciativa de Sofia, as negociações com o governo municipal para que a Casa da Estrela seja a futura sede da Agapan.

Foto Jornal Mais Petropolis
A parlamentar atua desde 2008 na luta pela preservação do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis do município e desde 2011, após a sede da Agapan ser destruída (Saiba mais), está envolvida na busca de um local para a instalação permanente da entidade ambientalista, que há mais de 40 anos atua no Estado.

Veja também:
- Sofia, Entidades, Moradores e Governo visitam a Casa da Estrela
- Casa da Estrela poderá ser a nova sede da Agapan

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Entidades defendem unidade e volta às ruas contra ofensiva conservadora

Foto Marta Resing
A vereadora Sofia Cavedon (PT) participou nesta quinta-feira (20) em Porto alegre, das manifestações em Defesa da Democracia e dos Direitos, promovido pelos Movimentos Sindical e Social em todo o Brasil. "A Democracia é o nosso maior patrimônio", destaca a parlamentar.

Ato em defesa da democracia e dos direitos sociais reuniu representantes de partidos, centrais sindicais, procuradores e juízes do trabalho, movimentos sociais e entidades religiosas.

Por Marco Weissheimer e Jaqueline Silveira/Sul21

Nenhum direito a menos, defesa da democracia e dos preceitos da Constituição de 1988, contra as articulações pró-golpe ou impeachment da presidenta Dilma Rousseff: essa é a agenda mínima consolidada pelo Movimento em Defesa da Democracia e dos Direitos Sociais, lançado oficialmente nesta quinta-feira (20), no salão da Igreja Pompeia, em Porto Alegre.

Foto Guilherme Santos/Sul21
O ato de lançamento reuniu dirigentes de quatro centrais sindicais, representantes do Ministério Público do Trabalho, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, da Confederação Nacional das Associações de Moradores e da União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outras entidades. Ao final do ato foi lançada a Carta de Porto Alegre em defesa dos direitos sociais e da democracia.

Os representantes das centrais sindicais presentes no ato defenderam a importância da unidade em torno da bandeira da defesa da democracia como condição indispensável para enfrentar a ofensiva conservadora no país. Para Guiomar Vidor, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB-RS), há uma grande ameaça pairando sobre a democracia e sobre direitos individuais e coletivos no país, que não deve ser desprezada. “A carta que estamos lançando hoje é uma defesa dos pilares institucionais da Constituição de 88. Não aceitaremos qualquer tipo de retrocesso. Estamos dispostos a construir saídas para a crise política e econômica, mas elas têm que se dar dentro das normas constitucionais”, disse Vidor.

Foto Marta Resing
Ao final do ato realizado na Igreja Pompeia, foi lançada a Carta de Porto Alegre em defesa dos direitos sociais e da democracia.

“Os direitos dos trabalhadores viraram moeda de troca”

Na mesma linha, Norton Jubelli, secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT-RS), assinalou que a ainda jovem democracia brasileira está sob ameaça. “Devemos ficar de prontidão e preparados para voltar às ruas e enfrentar essa ameaça. Isso exige, entre outras coisas, que façamos uma autocrítica sobre os erros que cometemos e que permitiram o avanço dessa agenda conservadora sobre os nossos direitos”. Oniro Camilo, da Nova Central Sindical, criticou o perfil conservador do Congresso Nacional e a agenda que passou a implementar. “Esse Congresso que está aí não representa os interesses da classe trabalhadora e da sociedade civil organizada. Os direitos dos trabalhadores viraram moeda de troca neste Congresso dominado por um pequeno grupo de grandes empresas. Precisamos organizar uma reação em nível nacional em defesa da democracia e dos direitos sociais”, propôs Camilo.

O apelo pela unidade e pela retomada da ofensiva nas ruas também marcou a fala do presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo. “Querem estragar a democracia no Brasil. O capital ganha dinheiro em qualquer regime. Para o capital, a democracia não é um valor como é para nós. Por isso, não querem acabar o financiamento empresarial das campanhas. É uma forma do capital subordinar a política. Hoje, mais de 60% do Congresso Nacional é composto por empresários do campo e da cidade”, disse Nespolo. O dirigente da CUT também criticou o caráter seletivo das investigações sobre a corrupção no país. “Cadê o juiz da Zelotes, cadê o juiz do caso HSBC? Que combate à corrupção é este? A Polícia Federal e o Ministério Público decidiram investigar a corrupção só pela metade?” – questionou.

Foto Guilherme Santos/Sul21
Manifestantes defenderam a renúncia do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. 

“Não podemos deixar que a direita tome as ruas”

Aldo Arantes, secretário da Comissão Especial de Mobilização para a Reforma Política da OAB Federal, lembrou a campanha da legalidade liderada por Leonel Brizola, em 1961, para garantir a posse de João Goulart como um exemplo para inspirar a luta política do presente contra a ofensiva conservadora no país. “É hora de resistir. Precisamos entrar em ação, não podemos ficar parados. A sociedade brasileira está sendo manipulada pelos grandes meios de comunicação. Os gaúchos têm que lembrar  sua tradição de resistência, como a que foi expressa na Campanha da Legalidade. Não podemos deixar que a direita tome as ruas”, convocou. Para Arantes, que esteve ao lado de Brizola na Campanha da Legalidade, a ofensiva dirigida hoje contra a presidenta Dilma Rousseff e contra o ex-presidente Lula é mais pelos acertos destes governos do que por seus erros. “Esse projeto mexeu com os interesses dos poderosos. Não foi a corrupção que derrubou Getúlio, mas sim o projeto de soberania nacional que ele representava. Com Jango foi a mesma coisa e no primeiro mandato de Lula também. Estamos vendo hoje um novo modelo de golpe político sendo implementado mundo afora, sempre que os interesses dos Estados Unidos são contrariados. Equivocam-se aqueles que não enxergam isso. Neste momento, a defesa do mandato da presidenta Dilma é central na política”, defendeu Arantes.

Em sua intervenção, a ministra Maria Helena Mallmann, do Tribunal Superior do Trabalho, criticou o projeto que pretende aprofundar as terceirizações, defendeu o fortalecimento das instituições democráticas e as conquistas agrupadas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mallmann também criticou as tentativas de destituição da presidenta da República. “A Dilma jamais renunciaria e muito menos cometeria suicídio, pois ela ama a vida. Não é o momento de divisões, mas sim de unidade e de resgate da solidariedade”.

Luís Antônio Camargo de Melo, Procurador-Geral do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul, foi mais um a criticar a ofensiva contra direitos sociais e trabalhistas atualmente em curso. “Foi realizada uma grande desoneração fiscal no Brasil, sem contrapartidas em defesa do emprego. Além disso, temos hoje um Ministério do Trabalho e do Emprego esvaziado e sucateado, sem poder cumprir com as suas funções. O projeto das terceirizações, caso seja aprovado, pode fazer ruir todo o sistema de proteção do trabalho construído no Brasil ao longo das últimas décadas. Diante disso, não há outro caminho senão a organização, a mobilização e o enfrentamento”, defendeu.

Foto Marta Resing
Após o ato na Igreja Pompeia, caminhada seguiu até à Esquina Democrática. 

“Unidade para enfrentar ódio e intolerância”

Representando o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Edson Costa condenou a tentativa de desestabilização política do governo Dilma e a ofensiva conservadora contra direitos sociais e individuais. “Devemos lembrar que, para cada direito conquistado no Brasil, muito sangue e suor foram derramados. A democracia e os direitos que conquistamos são valores inegociáveis da sociedade brasileira”. Costa criticou a aprovação em segundo turno da redução da maioridade penal, o projeto das terceirizações e o enquadramento como organizações terroristas que paira sobre sindicatos, movimentos sociais e pessoas individualmente. “Somos chamados a recuperar o espaço que a nós é de direito, as ruas e as praças. Fomos nós que abandonamos as ruas. Se não nos unirmos, seremos devorados pelo leão da elite conservadora brasileira”, advertiu.

O vice-presidente da UNE, Giovani Culau, definiu os atos realizados neste dia 20 de agosto em várias cidades do país como um contraponto aos atos contra a presidenta Dilma no último domingo, mas, sobretudo, como um contraponto ao projeto de país que seus articuladores representam. “É um dia de unidade para nos reorganizarmos para enfrentar o ódio e a intolerância”. “Unidade” também foi a palavra central na fala do representante da Assembleia Legislativa gaúcha, deputado Adão Villaverde (PT). “A questão democrática não é tática para nós, mas estratégica. Ela é um valor fundante. A luta democrática permite compor um amplo leque de alianças. Eles precisam quebrar a ordem democrática para implementar as suas políticas e o nosso desafio é impedir que isso ocorra”.

Ato na Esquina Democrática

Foto Marta Resing
O Movimento pela Democracia e os Direitos Sociais na Capital encerrou com um ato na Esquina Democrática. Intercalados por gritos de “Não vai ter golpe, vai ter luta”, “Reforma política já” e “Fora Cunha”, sindicalistas e políticos fizeram manifestações a favor do governo Dilma e contra o projeto de terceirizações. Também fizeram críticas ao governo José Ivo Sartori (PMDB).

Representante do PCdoB, Abigail Pereira reiterou apoio à presidente Dilma e criticou o financiamento privado de campanha. “Os que dizem que são contra a corrupção, são os mesmos que votaram no Congresso Nacional à favor do financiamento das empresas”, afirmou ela. Já a diretora colegiada do Semapi, Mara Feltes, centrou parte de sua manifestação em críticas ao governo do Estado. “O Sartori do PMDB está atacando os servidores, a segurança e a saúde”, acusou ela. Mara criticou, ainda, a proposta de extinção das Fundações Zoobotânica (FZB), de Produção e Pesquisa em Saúde (FPPS) e de Esporte e Lazer (Fundergs). “São fundações que fazem um serviço relevante”, defendeu a representante do Semapi.

Já Deoclécio Lorenzi, do Movimento Nacional da Luta pela Moradia, pediu para os trabalhadores ficarem atentos ao projeto de terceirizações que tramita no Senado. “As terceirizações continuam correndo nas veias da direita brasileira”, alertou o líder comunitário.

Foto Marta Resing
O ex-deputado estadual Raul Pont (PT) encerrou os pronunciamentos. Ele criticou a atual política econômica do governo federal e conclamou seu partido para promover mudanças. “Não vamos deixar de lutar, o nosso partido estará junto para remontarmos a política econômica, que não é a nossa, não é a que elegemos em outubro”, ressaltou o petista. Pont também criticou o presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDB), denunciado na tarde desta quinta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento na Operação Lava Jato. “Nós vamos aceitar condutas como a de Eduardo Cunha”, avisou.

Matéria publicada no Portal Sul21.

Veja aqui o álbum de fotos da Manifestação.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Aprovada Moção de Apoio a fundações sob risco de extinção do governo Sartori

Foto Agapan
O Plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou nesta quarta-feira (19/8) Moção de Apoio à Fundação Zoobotânica do RS (FZB), à Fundação de Esporte e Lazer (Fundergs) e à Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps) pelas suas manutenções como instituições públicas, enquanto prestadoras de relevantes serviços à sociedade gaúcha.

"Estas fundações são importantes para o desenvolvimento do nosso Estado e acreditamos que não devam ser extintas. Acreditamos que o trabalho em relação a pesquisas em saúde e meio ambiente e projetos de esporte e lazer devem sim ser ampliados", justificam os vereadores.

Foto Caroline Ferraz/Sul21
A moção é assinada pelos vereadores Alex Fraga (PSOL), Fernanda Melchionna (PSOL), Airto Ferronato (PSB), João Bosco Vaz (PDT), Mônica Leal (PP), Adeli Sell (PT), Cássio Trogildo (PTB), Sofia Cavedon (PT), Mário Manfro (PSDB) e Alberto Kopittke (PT).

Fonte: Portal da CMPA.

Veja também:
Sofia participa de atos em defesa da Fundação Zoobotânica do RS

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Liberdade da arte de rua em debate em Porto Alegre

Foto Ederson Nunes/CMPA
O governo quer proibir, por exemplo, o uso de tambores, mas os tambores fazem parte da nossa cultura. Podemos citar aqui os costumes da população indígena e até mesmo o trabalho de alguns grandes nomes da percussão, como o Zé da Terreira, o Giba Giba”, reflete Sofia Cavedon.

Prefeitura propõe regulamentação das manifestações artísticas em espaços públicos abertos

Um importante debate retorna à pauta em Porto Alegre: a liberdade da arte de rua. Depois de diversos movimentos de um grupo de dez vereadores que originaram a Lei 11.586 em 2014, possibilitando aos artistas de rua o direito de se apresentarem em espaços públicos da Capital, o assunto volta ao centro da cena em função de uma proposta de regulamentação vinda da Prefeitura.

Arte Mario Pepo
Na última semana, o governo local anunciou uma minuta com 24 artigos buscando regrar as manifestações culturais desses profissionais em espaços abertos. Dentre os outros itens, o documento proíbe que os artistas vendam quaisquer produtos sem alvará para comércio ambulante e também veda o uso de instrumentos de percussão e de amplificadores de som no quadrilátero do Centro Histórico (que envolve a área entre a avenida Salgado Filho e as ruas Voluntários da Pátria, Dr. Flores e Marechal Floriano), em parques urbanos e praças da cidade.

A medida, de acordo com o vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), busca preservar os artistas e evitar excessos. “A lei é ótima. Eu acompanhei tudo de perto e sei o quanto ela era necessária. Só que algumas pessoas estão se apropriando indevidamente dela, fazendo tudo de qualquer maneira, trocando os conceitos de arte e comércio. E nós, que estamos do lado dos verdadeiros artistas de rua, não podemos permitir isso”, disse. Ele também ressaltou que as manifestações culturais não podem interferir no cuidado com a cidade ou prejudicar as regras para uma boa convivência.

Foto Ederson Nunes/CMPA

Com base nisso, o texto da minuta já foi apresentado às vereadoras Fernanda Melchionna (PSOL) e Sofia Cavedon (PT), que participaram da elaboração da Lei, e também analisado pela Comissão de Educação, Cultura, Esportes e Juventude (Cece) da Câmara Municipal em uma sessão nesta terça-feira. Na ocasião, a proposta de regulamentação da Prefeitura foi vista como um contraponto à lei por, em alguns momentos, ir contra a liberdade de expressão artística.

Lei de 2014 garante que artistas de rua se apresentem em espaços públicos ao ar livre

O governo quer proibir, por exemplo, o uso de tambores, mas os tambores fazem parte da nossa cultura. Podemos citar aqui os costumes da população indígena e até mesmo o trabalho de alguns grandes nomes da percussão, como o Zé da Terreira, o Giba Giba”, reflete Sofia Cavedon, afirmando ainda que a venda dos trabalhos autorais não pode ser simplesmente banida. Segundo ela, as questões que envolvem o barulho recaem em códigos já estabelecidos por especialistas há muito tempo sobre a poluição sonora e seus limites, por isso não se pode simplesmente redefini-los agora.

Para Sofia, o próximo passo, defendido na reunião da Comissão, é que uma possível regulamentação seja feita com base no diálogo com os artistas de rua e leve em conta as suas demandas. O vice-prefeito informou que já foi aprovada a criação de um grupo de trabalho que agregue todas as partes envolvidas e chegue a um consenso sobre as medidas necessárias, mas sempre tendo em vista não permitir distorções da lei. “Nós vamos ouvir, conversar e juntos chegar a um acordo. O que eu posso garantir é que não haverá retrocesso”, concluiu.

Fonte: Portal do Correio do Povo.

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-  Cece avalia regulamentação de apresentações culturais na rua
Lei do Artista de Rua será regulamentada
- Artistas de rua criticam minuta de decreto da Prefeitura que regulamenta atividade

Em assembleia, professores do Estado aprovam greve por três dias

Foto Divulgação Sofia Cavedon
Sentir a categoria firme e unida é confortador diante de tantos ataques aos direitos básicos dos trabalhadores!Sofia Cavedon, vereadora do PT de Porto Alegre que esteve presente no encontro.

Cpers fala em "greve de alerta" e não descarta novas mobilizações

Em assembleia, professores do Estado aprovam greve por três dias

Foto Divulgação Sofia Cavedon
Os professores estaduais aprovaram, na manhã desta terça-feira, greve por três dias no Rio Grande do Sul. A paralisação foi confirmada em assembleia da categoria realizada no ginásio Gigantinho, em Porto Alegre. Após o evento, a categoria saiu em caminhada até o Largo Glênio Peres, no Centro da Capital, onde ocorre assembleia unificada de diversos sindicatos do Estado.

— A nossa força será parar e voltar em conjunto com todo o serviço público. Os servidores públicos do Rio Grande do Sul agora são um só — declarou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.

A oposição da entidade defendia greve por tempo indeterminado, mas a maioria dos professores aprovou paralisação somente até a sexta-feira. Segundo o sindicato, essa é uma “greve de alerta”, e não estão descartadas novas mobilizações caso ocorram novos parcelamentos de salários.

Foto André Ávila/CP
De acordo com o Corpo de Bombeiros, mais de 5 mil pessoas estiveram no Gigantinho para a assembleia dos professores.

Fonte: Portal do Diário Gaúcho.

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Mais três categorias decidem por greve de três dias - Fiscais agropecuários anunciaram que vão paralisar na Expointer