sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sofia participa do Dia Nacional de Paralisação contra a terceirização

Foto Divulgação Sofia Cavedon
Apoiando a luta contra a terceirização a vereadora Sofia Cavedon (PT) participou nesta sexta-feira (29/5) das manifestações e caminhada do Dia Nacional de Paralisação, promovido pelas Centrais Sindicais e Movimentos Sociais.

Trabalhadores se juntam em marcha contra a terceirização

Por Débora Fogliatto//Sul21

Trabalhadores, sindicalistas e estudantes marcharam no centro de Porto Alegre na manhã e início da tarde desta sexta-feira (29), em aderência ao Dia Nacional de Paralisação. Os protestos aconteceram contra o Projeto de Lei (PL) 4330, que regulamenta as terceirizações e, em Porto Alegre, também houve reivindicações relativas aos cortes promovidos pelo governo estadual. Após mobilizações específicas de cada categoria, os trabalhadores se encontraram na avenida Alberto Bins e marcharam até o Palácio Piratini.

Foto Caroline Ferraz/Sul21
As mobilizações das diversas categorias começaram pela manhã. Na garagem da Carris, desde as 4h, rodoviários impediram a saída de ônibus até as 8h30. Alguns sindicatos bloquearam a Avenida Ipiranga, na altura da Erico Verissimo, enquanto os metalúrgicos foram pela avenida Farrapos, estudantes da UFRGS bloquearam o Túnel da Conceição e professores se concentraram em frente à sede do Cpers/Sindicato.

O Centro de Porto Alegre estava mais vazio do que o normal durante a manhã, com alguns bancos fechados e lojas com movimento abaixo do habitual. Alguns colégios estaduais também não funcionaram, assim como os municipais, com parte dos professores em greve há dez dias. Os trabalhadores da Trensurb também paralisaram as atividades e servidores da saúde se mobilizaram em frente ao Hospital de Clínicas, sem interromper o trânsito.

Protesto lotou a frente do Palácio Piratini 

Foto Caroline Ferraz/Sul21
Por volta das 11h, diversos sindicatos, trabalhadores e estudantes vindo das marchas de suas categorias se encontraram na avenida Alberto Bins, em frente à Fecomércio. De lá, encontraram os municipários no Paço Municipal, onde protestam desde o início de sua greve. “O prefeito está tentando nos intimidar com cortes de salários, mas continuamos aqui. E em toda Grande Porto Alegre tem municipários lutando”, afirmou a direção do Simpa.

Foto Caroline Ferraz/Sul21
A mobilização desta sexta foi organizada pelas centrais sindicais CUT, CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), CSP/Conlutas, Intesindical e Nova Central Sindical, mas contou com aderência de diversas categorias e movimentos, como o o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC e da UFRGS, Sindicato dos Servidores Públicos, Sindibancários, Sindicaixa, Movimento Liberal Sindical, Movimento dos Trabalhadores Desempregados, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Via Campesina, trabalhadores dos Correios, Levante Popular da Juventude, Marcha Mundial das Mulheres e militantes de partidos como PSOL, PSTU, PCB e PT.

Centenas de manifestantes marcharam pela avenida Borges de Medeiros 

Estamos enfrentando o Congresso mais conservador da história da República, que quer aprovar a PL 4330, a redução da maioridade penal e institucionalizar o que tem de pior na democracia, que é o financiamento empresarial de campanha”, disse o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Os trabalhadores seguravam cartazes com dizeres como “Ocupar as ruas contra os ajustes de Dilma, Sartori, Fortunai”, “Que os trabalhadores governem”, “Em defesa da democracia”. Aprovados em concursos da segurança em Porto Alegre e Pelotas reivindicavam nomeações e grupos também protestavam contra as medidas provisórias 664 e 665, chamadas de “ajustes de Levy” (Joaquim Levy, ministro da Fazenda).

Foto Caroline Ferraz/Sul21
Queremos dar um recado para o Sartori de que não aceitamos parcelamento de salário. Não aceitamos nenhum direito a menos, ousem mexer nos nossos direitos e nós vamos para o Estado”, declarou Helenir Aguiar, presidente do Cpers.  Já o vice-presidente da CTB e membro da Fetraf (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul), Sérgio Miranda, afirmou que os trabalhadores querem “reforma política de verdade, não essa que está no Congresso”.

PL 4330

O Projeto aprovado na Câmara em abril regulamenta os contratos de terceirizações no mercado de trabalho. A proposta permite, por exemplo, a terceirização de atividades fins, que hoje é proibida, como a entrega de cartas, atualmente feitas pelos trabalhadores concursados da empresa estatal de Correios. Atualmente, a terceirização é permitida somente em atividades de suporte, como limpeza, segurança e conservação, segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST). A proposta agora tramita no Senado.

MPs 664 e 665

No final de 2014, as Medidas Provisórias 664 e 665 foram promulgadas pela presidente Dilma Rousseff, determinando novas regras para acesso a benefícios previdenciários como Abono Salarial, Seguro Desemprego e Auxílio Doença. Trabalhadores e centrais sindicais argumentam que as medidas retiram direitos e culpam especialmente o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pelas mudanças.

Leia a íntegra da matéria no Portal Sul21.

Sofia indica contratação direta e imediata de terceirizados/as

Foto Vicente Carcuchinski/CMPA
Indicação para contratação direta e imediata pelo Município dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas que atuam nas escolas da rede municipal de ensino, até uma solução mais permanente que respeite os direitos trabalhistas, protocolada pela vereadora Sofia Cavedon (PT) em abril deste ano, está para ser votada na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Foto Marta Resing
A vereadora também informa que foi comunicada pelo vice-prefeito que a cooperativa que Cootravipa foi desclassificada por não apresentar as certidões negativas e que em urgência está sendo contratado por mais um mês a atual empresa que atende a Rede Municipal de Ensino da capital.

Conforme a vereadora, que desde 2007 luta com as ex-cooperativadas hoje terceirizadas, a Indicação ao Prefeito para a contratação direta e imediata é uma alternativa até que uma solução permanente seja efetivada.

Veja aqui a Indicação.

Veja também o histórico de lutas das cooperativadas e terceirizadas.

Municipários da capital decidem permanecer em greve

Categoria considerou insatisfatória a nova proposta da prefeitura

Foto Marta Resing
Acompanhando as negociações entre a categoria municipária e o governo municipal, a vereadora Sofia Cavedon (PT) participou pela manhã desta quinta-feira (27) da reunião com o vice-prefeito e à tarde na assembleia geral dos servidores. Conforme a parlamentar, “a categoria municipária está unida e forte. É preciso avançar, Prefeito!

 Deliberações

Na assembleia da categoria ficou deliberado que a reunião de negociação, marcada para esta sexta (29), deve avançar na construção de diretrizes do PL que corrige o efeito cascata, para ser avaliada em assembleia geral e o reajuste deve ser integral sem perdas do parcelamento.

Foto Guilherme Santos/Sul21
A categoria exige que as diretrizes do Projeto do efeito cascata sejam apresentadas ainda durante a greve; que não haja retaliações pelos dias paralisados e a criação de um conselho gestor paritário para acompanhar a questão do plano de saúde e a reposição salarial da inflação sem parcelamento.

Agenda de Mobilização

Sexta-feira – 29 de maio
- 9h - Concentração dos municipários em frente ao prédio da Prefeitura, na Avenida Siqueira Campos.
- 13h - Municipários integram as manifestações junto com as centrais sindicais no Dia Nacional de Manifestações e Paralisações Contra Terceirização, Medidas Provisórias 664 e 665 e o Ajuste Fiscal - em defesa dos direitos e da democracia.
- 15h30min - Reunião da Comissão de Negociação dos Municipários com o governo.

02 de Junho – Terça-feira
- 08h30min, Nova assembleia geral no Centro de Eventos do Parque Harmonia.

Municipários da Educação
- 15h - Plenária na segunda-feira  - 01 de junho, no Simpa

Com informações dos Portais da Atempa e do Simpa.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Entidades pedem que Pátria Educadora siga metas do Plano Nacional de Educação

Foto Divulgação Sofia Cavedon
A vereadora Sofia Cavedon (PT) participou na manhã desta quinta-feira (28) do debate com o ministro Miguel Rossetto, sobre eixos estratégicos do PPA 2016-2019, realizado na Assembleia Legislativa do RS.

Por Marco Weissheimer/Sul21

Temos uma rica experiência de três períodos de planejamento participativo nos últimos doze anos”, destacou o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria Geral da Presidência, na abertura do Fórum Dialoga Brasil Sul.

A Secretaria Geral da Presidência da República e o Ministério do Planejamento estão promovendo, em todas as regiões do País, uma série de encontros com representantes de governos locais, de movimentos sociais, de sindicatos e da sociedade civil para receber propostas a serem incluídas no Plano Plurianual 2016-2019.

Foto Caroline Ferraz/Sul21 
O Fórum Regional Dialoga Brasil Sul lotou nesta quinta-feira (28) o auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para debater os eixos estratégicos do PPA 2016-2019 e recolher propostas da sociedade para os próximos quatro anos. “Temos uma rica experiência de três períodos de planejamento participativo nos últimos doze anos”, destacou o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria Geral da Presidência, ao abrir a etapa Sul do Dialoga Brasil, que reuniu representantes de entidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Miguel Rossetto fez uma rápida retrospectiva dos três últimos planos plurianuais do governo federal e dos desafios que cercam a elaboração do 4º PPA. O principal eixo estratégico do 1º PPA (2004-2007) foi a inclusão social. Foi um período marcado, entre outras coisas, pela redução do desemprego e pela valorização do salário mínimo. Já o 2º PPA (2008-2011) priorizou investimentos em infraestrutura, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que ajudaram o país a enfrentar os efeitos da crise financeira internacional de 2008. O 3º PPA (2012-2015) teve como eixo estratégico central a redução da pobreza extrema. O Brasil Sem Miséria foi o carro-chefe deste processo, juntamente com outros programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Mais Médicos.

Representantes de 25 entidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná apresentaram sugestões para ser incorporadas às diretrizes e programas temáticos propostos pelo governo federal. 

Brasil, Pátria Educadora

Os três eixos estratégicos do PPA 2016-2019 partem do lema “Brasil, Pátria Educadora”, definido pela presidenta Dilma Rousseff como a prioridade de seu segundo governo: 1. Acesso universal à educação de qualidade para garantir e ampliar as capacidades da população; 2. Inclusão social para além da renda, com melhor distribuição das oportunidades de acesso a bens e serviços públicos com foco na qualidade; 3. Ampliação da produtividade e da competitividade da economia, com fundamentos macroeconômicos sólidos e ênfase nos investimentos públicos e privados, especialmente em infraestrutura. Até o dia 11 de junho, o Fórum Dialoga Brasil percorrerá seis capitais brasileiras para debater esses eixos com a sociedade e recolher propostas para a implementação de políticas.

Segundo Rossetto, os principais desafios do PPA 2016-2019 são consolidar as conquistas sociais dos últimos anos, ampliar o acesso à educação e a qualidade da mesma, e recuperar a infraestrutura do país para possibilitar novos investimentos. O programa Mais Médicos, informou, deverá ser ampliado com a criação do programa Mais Especialidades, destinado a aumentar o número de consultas em especialidades médicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O programa Bolsa Família, além da realização da busca ativa de potenciais beneficiários entre a população mais desassistida, passará a priorizar também a qualificação profissional dos beneficiários. Outra novidade será o Plano Nacional de Redução de Homicídios, que pretende reduzir as taxas de violência, especialmente entre os jovens da periferia.

Um grupo de movimentos sociais e populares divulgou uma carta ao governo federal e ao conjunto da sociedade defendendo a realização de cinco reformas estruturais. 

Movimentos sociais defendem reformas estruturais

Foto Caroline Ferraz/Sul21 
Um grupo de movimentos sociais e populares divulgaram uma carta ao governo federal e ao conjunto da sociedade defendendo a realização de cinco reformas estruturais como condição para superar o que entendem ser um impasse estrutural na sociedade brasileira: “se vamos avançar com desenvolvimento e distribuição de renda ou se retrocederemos nas conquistas sociais da classe trabalhadora, acumuladas ao longo dos últimos anos, desde que interrompemos a agenda neoliberal que assolava o país”. As cinco reformas são: Urbana, Agrária, Política, Tributária e dos Meios de Comunicação. Além disso, a carta adverte para o que chama de “brutal ataque às conquistas e direitos da classe trabalhadora, em várias medidas hoje em curso no Congresso Nacional, como o PL 4330, as MPs 664 e 665, o risco de diminuição da maioridade penal, as propostas regressivas em relação ao caráter laico do Estado e a contrarreforma política que pretende constitucionalizar o financiamento empresarial de campanhas eleitorais”, entre outras.

Representantes de 25 entidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná apresentaram sugestões para ser incorporadas às diretrizes e programas temáticos propostos pelo governo federal. Entre elas, estão a ampliação de ações de inclusão econômica e social para populares, negros, indígenas, povos e comunidades tradicionais, população de rua e catadores de material reciclável; combate ao racismo com erradicação da criminalização da juventude; ampliação da educação em tempo integral; combate à violência contra a mulher; fortalecimento da agricultura familiar, da agroecologia e do cooperativismo; investimento em fontes de energia limpas e renováveis; e qualificação do transporte coletivo especialmente nas regiões metropolitanas.

O Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Rio Grande do Sul, Cristiano Tatsch, apontou o empobrecimento das regiões de fronteira como um dos principais problemas a ser enfrentados no Estado. “O Rio Grande do Sul está empobrecendo em todo o arco de fronteira, que vai do Sul ao Oeste do Estado. Há uma grande migração destas regiões para o Sul e o Leste, criando uma série de pressões e desequilíbrios, especialmente na Região Metropolitana de Porto Alegre.

PT propõe CMF para financiar a Saúde

A deputada estadual Miriam Marroni apresentou, em nome da bancada do PT um documento com um conjunto de sugestões para o PPA 2016-2019. Uma das propostas é a instituição da Contribuição sobre a Movimentação Financeira (CMF), com alíquota de 0,36% e isenção para faixas de remuneração mais baixas, destinada à área da Saúde. Segundo a proposta, os recursos deverão ser integralmente destinados à Saúde, com repartição entre os entes federados, sendo 40% para a União, 30% para os Estados e 30% para os municípios. Para a área da infraestrutura, o documento defende a continuidade das obras rodoviárias do PAC, a construção da segunda ponte do Guaíba e a ampliação do aeroporto Salgado Filho.

A definição das diretrizes do “Brasil, Pátria Educadora” também foi tema de debate no auditório Dante Barone. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e outras entidades manifestaram preocupação com a possibilidade deste guarda-chuva de programas seguir a lógica da meritocracia e dos bônus de recompensa por competitividade ao invés do fortalecimento da educação pública. Para a CNTE, o centro do debate deve ser o cumprimento das 20 metas do Plano Nacional de Educação e a priorização da educação pública.

Na mesma linha, o documento apresentado pelos movimentos sociais e entidades populares defende que o Pátria Educadora deve “promover a qualidade e ampliar o acesso à educação pública enquanto instrumento essencial ao desenvolvimento do país, garantindo a cidadania e o acesso de todas as crianças à educação infantil, fortalecendo o PNE e ampliando as capacidades da educação”.

Fonte: Portal Sul21

Veja também: 
Plenária do Mandato aprova documentos para o 5º Congresso Nacional do PT

Nesta Sexta-feira, Dia Nacional de Mobilização dos Trabalhadores e Trabalhadoras!

Todos e todas lá! Em Porto Alegre, concentração geral 12h, em frente à Fecomércio.

Plenária do Mandato aprova documentos para o 5º Congresso Nacional do PT

Foto Ricardo de Castro Campos
A plenária livre para contribuições ao 5º Congresso Nacional do PT, promovida pelo mandato da vereadora Sofia Cavedon, após amplo debate com a participação de Raul Pont, aprovou os seguintes documentos, já encaminhados para a Comissão de Organização do Encontro, que se realiza nos dias 11 e 12 de junho.

Moção da Setorial de Educação do PT/RS

Os educadores e educadoras, militantes do Partido dos Trabalhadores, manifestam a sua inconformidade pelo conteúdo do documento Pátria Educadora, elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, da Presidência da República.

O documento ignora as decisões da CONAE, secundariza o Plano Nacional de Educação, desconsidera todo o acúmulo das lutas do campo democrático popular, nas escolas, na academia, nos sindicatos e em nossas experiências de governo. O texto desvaloriza as universidades, faz referências pejorativas aos professores e se contrapõe à concepção de uma educação democrática, libertadora e de qualidade social.

Em oposição à nossa história o texto Pátria Educadora assume o projeto empresarial para Educação. Propõe uma educação totalmente submetida aos interesses do mercado, seletiva classificatória, elitista e excludente. Traz para a Educação os princípios do gerencialismo com a aplicação do sistema de controle e responsabilização, com ações fiscalizadoras a intervencionistas e um sistema de premiação e castigo, inclusive como critérios para distribuição de recursos públicos.

Afirmamos que o projeto Pátria Educadora tem que representar a síntese da prática e da teoria acumulada pelos nossas administrações, pela academia, sindicatos e escolas. O Partido dos Trabalhadores não pode abrir mão das concepções que sustentam a necessidade de uma Educação Democrática, Pública, Gratuita, Inclusiva e de Qualidade Social.

Da Coordenação da Setorial de Educação do PT/RS

Manifesto das Mulheres

Nós mulheres organizadas no Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, queremos reafirmar que não aceitaremos nenhum retrocesso das nossas conquistas. Fomos protagonistas de todas as lutas por emancipação no PT e nos movimentos sociais e queremos, neste 5º Congresso do PT avançar nas políticas de igualdade para as mulheres, na despatriarcalização do Estado e na construção de uma perspectiva feminista que, nesse momento, se concretiza nas propostas de reforma política.

No Brasil, nos últimos anos, tivemos uma forte reação patriarcal às nossas conquistas, com uma ofensiva conservadora, que ampliou seu peso na política e nos parlamentos, de modo geral. Isto tem ganhado mais ênfase do conservadorismo, principalmente nos temas referentes ao controle do corpo e da sexualidade das mulheres, com o reforço ideológico de padrões comportamentais e valores.

Fruto desse aumento do conservadorismo há o incremento da criminalização das mulheres que abortam, assim como o aumento da insegurança e dos riscos para suas vidas e saúde. Junto com o tema do respeito à diversidade sexual, a questão do aborto exige medidas de proteção às mulheres e garantia de sua autonomia e direito à autodeterminação.

Por isto tudo, precisamos:

- Avançar na construção de uma outra sociedade buscando a superação da divisão sexual do trabalho doméstico;
- Avançar no combate a todas formas de violência contra as mulheres e na responsabilização dos homens, principalmente dentro do PT, quando forem protagonistas de violência, assédio moral ou sexual, contra as mulheres;
- No reconhecimento da autonomia do corpo e da vida das mulheres e nossa sexualidade, enfrentando todas as lutas pela legalização do aborto, contra a lesbofobia e as práticas machistas na sexualidade.
- Avançar na igualdade de participação das mulheres nos espaços de decisão e poder como base fundamental para a construção feminista de um Estado Solidário e Emancipador.
- Avançar nas conquistas como forma de reverter as desigualdades socioeconômicas, com destaque à desigualdade racial;
- Avançar numa nova cultura política dentro do nosso partido, resgatando os princípios do Estatuto do PT;
- Avançar na defesa de uma identidade programática, autossustentável;
- Avançar no debate sobre os financiamentos privados, investindo todos os nossos esforços para resgatar nossa organização baseada na militância voluntária, e a nossa defesa intransigente da manutenção das políticas de paridade de gênero, transição geracional, e diversidade étnica adotadas pelo PT;
- Principalmente avançar na apuração de todas as formas de corrupção, e não tolerando qualquer forma de atuação que não esteja calcada na ética.

Por fim, precisamos assumir um acordo ético dentro do PT, com lideranças e movimentos para a construção de uma nova direção, formada legitimamente, que seja a cara da sua militância, num processo de amplo debate, que envolva formação política e eleições baseadas em programas e valorização intransigente do PT, aos moldes do que já vivemos no início do Partido dos Trabalhadores.

Queremos mudar o mundo para mudar a vida das mulheres. Mas antes, queremos mudar o PT, para mudar a vida de todos e todas no partido.

Leia também a tese ao 5º Congresso do PT que apresenta a opinião de companheiras e companheiros da Mensagem ao Partido: Mudar mais: Por um novo ciclo de mudanças democráticas no país.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Reforma política - A lista dos deputados que aprovaram a doação empresarial de campanha

Novo texto, bancado por Cunha, coloca na Constituição o direito das empresas de financiarem campanhas políticas
 
Um dia depois de impor uma dura derrota ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e rejeitar o financiamento empresarial de campanha, o plenário da Casa aprovou na noite desta quarta-feira 27 uma emenda que autoriza as doações de empresas aos partidos políticos e não aos candidatos.

A votação ocorreu graças a uma manobra de Cunha, que foi apoiada por diversos partidos, incluindo o PMDB e o PSDB. Apenas quatro legendas (PT, PDT, PCdoB e PPS) recomendaram voto contra o texto, que acabou aprovado com 330 votos a favor e 141 contrários.

Confira aqui como votaram os deputados e deputadas.

65 anos em Defesa da Cultura - Aniversário do Clube de Cultura

Foto Divulgação Sofia Cavedon
Nesta terça-feira (27/5) a vereadora Sofia Cavedon (PT) prestigiou as comemorações dos 65 anos de existência do Clube de Cultura da capital.

Na passagem dos 61 anos, em 2011, a vereadora Sofia, então presidente da Câmara Municipal, realizou na sede o “Sarau da Resistência”, em comemoração aos 50 anos da Campanha da Legalidade. Na ocasião Sofia Cavedon entregou ao Clube de Cultura, o “Troféu Câmara Municipal de Porto Alegre”.

Um espaço aberto à cultura popular

Conforme define o presidente do Clube, Hans Baumann, o Clube de Cultura é um espaço aberto à cultura popular: arte, música, literatura e todas as manifestações culturais e políticas que estimulem o pensamento crítico e resista à mera transposição cultural.

Foto Divulgação Sofia Cavedon
 Além da história e da tradição, tem um espaço privilegiado e a convicção da defesa da cultura. A sede do clube fica na Rua Ramiro Barcelos, 1853, bairro Bom Fim, na capital. Desde que foi inaugurada, em 1958, permanece ativa. A sede do Clube possui um auditório, uma sala de conferências, um restaurante/bar e uma sala de exposições. Recentemente, o Clube de Cultura foi tombado como patrimônio material da cidade de Porto Alegre.

O Clube foi fundado em 30 de maio de 1950, com o objetivo de criar um espaço para atividades artístico-culturais que não encontravam acolhida nos lugares consagrados da cidade de Porto Alegre. Durantes os anos 50, 60, e 70 o Clube foi um importante espaço de manifestações artísticas, culturais e políticas na cidade, um espaço de resistência cultural e pensamento crítico.

Após passar por um período difícil durante e depois da ditadura militar, ameaçado pela invasão da cultura enlatada que marca a transição do século passado para o tempo presente, o Clube de Cultura resiste como um espaço democrático aberto à cultura popular em Porto Alegre.

Veja também:
Sarau da Resistência comemora 50 anos da Campanha da Legalidade

terça-feira, 26 de maio de 2015

Etapa Livre 5º Congresso do PT - Fórum Político Sofia Cavedon nesta quarta-feira

Arte Marta Resing
O PT realiza o seu 5º Congresso Nacional nos dias 11 a 13 de junho onde será debatido e deliberado a atualização do projeto partidário, os desafios dos novos tempos, a situação nacional e internacional, as perspectivas de avanço do projeto político e a renovação do modelo de organização do PT, além da aprovação de um plano de ação partidária para os próximos anos.

Nossa contribuição será discutida na Etapa Livre que realizaremos na quarta-feira (27), às 19h, na sede do Em Tempo (Rua João Guimarães, 337, Santa Cecília - Porto Alegre).

Contamos com a tua participação!

Leia também a tese ao 5º Congresso do PT que apresenta a opinião de companheiras e companheiros da Mensagem ao Partido: Mudar mais: Por um novo ciclo de mudanças democráticas no país.

Veja o calendário para o 5º Congresso do PT:

- Plenária Livre de Comunicação 5º Congresso - O PT e a mídia - 28 de Maio - 19h - Sala Maurício Cardoso (4º Andar) Assembleia Legislativa do RS

TV Câmara Entrevista debate a criação do Museu das Águas

Foto Marta Resing
O programa TV Câmara Entrevista desta terça-feira (26/5) à noite recebe a vereadora Sofia Cavedon (PT) e o vice-coordenador da Comissão Pró Museu das Águas, Luis Antonio Grassi, para falar sobre a construção do Museu das Águas de Porto Alegre.

O programa vai ao ar às 21 horas, pelos canais 16 da NET e 61.4 da TV Digital.

A iniciativa pretende promover o conhecimento e a valorização da água como um bem fundamental e um direito básico. A ideia de criação do Museu teve origem no ano de 2004, no II Fórum Internacional das Águas, realizado pela Associação Rio Grandense de Imprensa (ARI), e teve sua proposta divulgada em 2010, através de palestras e do contato direto com entidades representativas da cidade.

No programa, os convidados enfatizam a importância do projeto e solicitam celeridade por parte do Executivo na definição do local a ser destinado para a construção do museu. Em 22 de março de 2012 foi assinado um protocolo de intenções, entre organismos públicos e associações civis, criando a Comissão Pró-Musa. Na oportunidade, o prefeito José Fortunati se comprometeu a destinar um local, na orla do Guaíba, para a construção do Museu, e o Instituto dos Arquitetos do Brasil no RS (IAB-RS) se colocou à disposição para promover o projeto arquitetônico tão logo o local fosse designado.

A edição inédita do TV Câmara Entrevista levado ao ar nesta terça-feira à noite será reprisado na quinta-feira, às 20 horas, no sábado, às 13h30min, e no domingo, às 10h30min.

Fonte: Portal da CMPA.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Mulheres na política - Evento na AL reuniu as principais lideranças femininas do Estado

Foto Divulgação Sofia Cavedon
A vereadora Sofia Cavedon (PT) participou nesta segunda-feira (25/5) do lançamento no Estado da campanha “Mais Mulheres na Política”, que também apresentou a Procuradoria para Mulheres da AL-RS. Sofia é autora do projeto de resolução aprovado na Câmara Municipal de Porto Alegre que cria  a Procuradoria Especial da Mulher na Casa Legislativa. “Estamos na luta por mais mulheres na política, uma das tarefas da Procuradoria que criamos na capital. É para alterar a vida das mulheres que fazemos política”, afirma a parlamentar.

Por Luís Eduardo Gomes/Sul21

A Comissão de Cidadania dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Al-RS) reuniu-se nesta segunda-feira (25) no Teatro Dante Barone para a apresentação da Procuradoria para Mulheres da AL-RS e o lançamento no Estado da campanha “Mais Mulheres na Política”, que visa promover uma maior inserção feminina no cenário político nacional.

Um dos principais temas discutidos no evento foi a reforma política e a aprovação do chamado “distritão”, mudança eleitoral que passaria a priorizar os candidatos mais votados independente do atual sistema de coeficiente eleitoral partidário.

Foto Juliana Mutti/Agência ALRS
O evento contou com a presença de centenas de mulheres envolvidas com política e movimentos sociais na plateia e foi dividido em dois momentos: no primeiro, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), falou sobre a experiência da criação da Procuradoria no Senado e da criação da Procuradoria na AL; no segundo, comandado pela deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), foi dedicado a falas de deputadas estaduais do Rio Grande do Sul e representantes dos movimentos sociais gaúchos sobre a atual situação das mulheres na política brasileira.

Vanessa Grazziotin, uma das principais lideranças da campanha “Mais Mulheres na Política”, afirmou que a aprovação do “distritão” representaria um retrocesso para as candidaturas femininas. “Como ele encarece ainda mais a campanha, ele vai alijar ainda mais as mulheres, os negros, os pobres, aquelas camadas mais desprovidas da sociedade”, disse ao Sul21 após o evento. Diante do estado da discussão da reforma política na Câmara, dividida entre a aprovação do “distritão” ou do fim das coligações, Grazziotin afirma que só “resta o caminho” da reserva de 30% das cadeiras do Parlamento de acordo com o gênero.

Em seu pronunciamento no evento, a senadora lembrou que o Brasil ocupa uma das piores posições no ranking mundial de equidade de gênero no Parlamento, atrás de todos os países da América Latina e à frente apenas da ilha caribenha de São Cristóvão, Belize e Haiti no continente americano. “Na Arábia Saudita, onde as mulheres andam de burca, a participação feminina é maior”, disse. Ela afirmou ainda que, na Argentina, uma mudança na legislação eleitoral permitiu que a representação feminina no Parlamento local saltasse de 13% para 37%.

Procuradoria da Mulher

A senadora Grazziotin afirmou que a criação da Procuradoria é uma forma de reconhecimento “do próprio poder de colocar a sua estrutura a serviço de uma parcela que, apesar de ser a maioria da sociedade, ainda é discriminada, e fortemente discriminada”. Ela ainda salientou que, a partir do lançamento dessa Procuradoria, será possível coordenar as políticas para mulheres das Câmaras de Vereadores do Estado.

Foto Divulgação MMM/RS
Críticas ao governo Sartori 

Em diversas oportunidades, representantes dos partidos e dos movimentos sociais criticaram a decisão do governo Sartori de acabar com a Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Veja matéria completa no Portal do Sul/21

Veja também:
Procuradoria da Mulher na Câmara da Capital é realidade

domingo, 24 de maio de 2015

Todos pelo Cais: Mobilização + Conexão + Cultura pelo Cais na Sepúlveda

‪#‎ocupaOcais‬ A cidade quer e volta seu Porto, sua Orla!

Foto Divulgação Sofia Cavedon
A vereadora Sofia Cavedon (PT) participou na noite deste sábado (23/5) do evento de mobilização na luta Conexão Cais Mauá – Estelita, promovido pelo grupo que, a exemplo de mobilizações passadas como a que evitou que o Parcão virasse um lote de 40 prédios nos anos 50 e a que evitou a derrubada do Mercado Público nos anos 70, está lutando para que não se desfigure uma área de imensa importância histórica da nossa cidade. Seguramente a mais importante. Porto Alegre só existe por causa do porto que, aliás, dá nome a cidade.

O Movimento, composto por várias entidades, afirma: não queremos que aquela área continue abandonada e degradada. Queremos sim progresso e desenvolvimento, geração de empregos, tudo isso. Mas não aceitamos shopping e torres naquela área da cidade, conforme proposta atual para o Cais.

Queremos e precisamos envolver a população nessa discussão. Agora queremos dar mais um passo, vamos fazer um chamado para a criação da Fundação Cais Mauá e desta forma, marcar presença em qualquer movimento de revitalização do Cais, presente ou futuro.

Foto Divulgação Sofia Cavedon
Para isso vamos convocar todas as entidades que até agora sinalizaram seu apoio. Chegou a hora de dar as mãos e consolidar essa luta que é de todos, portoalegrenses, gaúchos e brasileiros.  A luta é a mesma, portanto vamos dar as mãos!

E seguimos recolhendo assinaturas para o abaixo assinado, que já superou metade da nossa meta, com mais de 5000 assinaturas. Rumo a 10 mil!

Queremos um Cais Aberto, queremos um Cais Mauá de todos!
 
Apoio: Minha Porto Alegre, IAB/RS, SENGE/RS, DEFENDER/Defesa Civil do Patrimônio Histórico, AGAPAN, Poa em Movimento, StudioClio, Rádio Elétrica, Estúdio Gorila, Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul – NEJ/RS, Defesa Pública da Alegria, Ocupa Cais Mauá, Porto Alegre ATIVA, Associação Comunitária do Centro Histórico de Porto Alegre, Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho, Editora Libretos, Bar Ocidente, Mobicidade, Lappus, Chega de Demolir Porto Alegre e Fast Food Cultural.

sábado, 23 de maio de 2015

Situação de rua terá Frente Parlamentar

Arte Marta Resing
Proposta da pela vereadora Sofia Cavedon (PT), a Frente Parlamentar da Situação de Rua, terá sua primeira reunião, preparatória para a instalação, nesta quarta-feira (27/5), às 10h, no plenário Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255, Centro Histórico).

instalação da Frente Parlamentar será na próxima quarta-feira - 03 de junho - às 10h, também no Plenário Ana Terra da Casa Legislativa.

Conforme Sofia a Frente irá avaliar a execução do Plano Municipal de Enfrentamento à Situação de Rua, que estabeleceu em 2011 políticas para esta grave e crescente situação na capital.

O Plano prevê ações de assistência, saúde e educação. Queremos ver o que foi realizado, por que não há resultado positivo, o que precisa ser alterado, comenta a parlamentar.

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Relatório da Rede Lilás é apresentado na Capital

Somente no ano passado, mais de 25 mil mulheres registraram que sofreram agressões no RS

A vereadora Sofia Cavedon (PT) participou nesta sexta-feira (22), no Palácio do Ministério Público, do lançamento do Relatório Lilás 2014, que contou com a presença da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, e do ministro de Direitos Humanos, Pepe Vargas.

O Relatório é um documento permanente do Parlamento gaúcho. Foi organizado pela Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher e publicado pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. O livro tem 168 páginas e traz como tema principal a discussão sobre as políticas públicas de gênero nos últimos quatro anos no Rio Grande do Sul, seus avanços e desafios. A publicação serve de fonte para reflexão e implementação de políticas públicas de enfrentamento à violência.

O documento mostra estatísticas do Observatório da violência contra as mulheres da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Analisando a relação das vítimas com os assassinos, verifica-se que quase 70% dos crimes, sete em cada dez feminicídios, foram praticados por homens com relação próxima da vítima, normalmente maridos, companheiros, namorados ou ex. Observando as estatísticas se vê que o ciclo da relação é rompido pela mulher após anos de sofrimento. Os dados ainda mostram que metade das mulheres mortas possuíam filhos com os autores dos crimes, que muitas vezes são praticados de forma cruel na frente das crianças.

Nos últimos três anos, 6.585 mulheres em situação de violência doméstica e familiar foram atendidas pela Rede Lilás no RS. Com as políticas de Estado, atendimento às vítimas e campanhas, houve redução total de 25% nos crimes contra mulheres e meninas (101 em 2012 para 75 em 2014), e os estupros reduziram quase 19% (1.374 em 2012 para 1.051 em 2014).

O Coordenador do Movimento Nacional de Homens Parlamentares e Frente Parlamentar pelo Fim da Violência contra as Mulheres, da Assembleia Legislativa, o deputado Edegar Pretto (PT) lembra que a origem do machismo está na desigualdade e menosprezo da vida das mulheres. O parlamentar salienta que os dados e reflexões do Relatório Lilás reforçam a importância de políticas públicas que mantenham e ampliem mecanismos de segurança e integridade das mulheres.

Fonte: Portal da AL/RS.

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Greve dos municipários continua na Capital

Foto Silvia Fernandes/Simpa
Mantida a greve dos funcionários municipais. Apostamos que avance as negociações! - Sofia Cavedon

Em assembleia geral, na tarde de hoje (22/5), mais de 3.000 municipários de Porto Alegre decidiram manter a greve. conforme a nota do Simpa, na reunião com o vice-prefeito, realizada no final da manhã, não houve avanço na pauta salarial.

O PL que corrige o efeito cascata com abono foi retirado da Câmara, mas, somente em uma possível reunião prevista para segunda-feira será discutida uma nova proposta de legislação.

Foto Divulgação Sofia Cavedon
Municipários lutam para que mudança no cálculo da remuneração ocorra sem perdas salariais, nem agora, nem no futuro da carreira.

A greve começou com intensa mobilização em frente à Prefeitura, onde os servidores grevistas cumpriram o acordo de liberar as portas do prédio.

Agenda de Mobilização
23/5 – 10h – Reunião do Comando de Mobilização
25/5 (segunda-feira) – 8h30min – concentração em frente à Prefeitura
26/5 (terça-feira) – 14h – Assembleia Geral dos Municipários, no Centro de Eventos do Parque Harmonia.


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Artigo publicado na edição impressa do Jornal do Comércio do dia 21/5
- Municipários exigem diálogo, transparência e equidade - Por Sofia Cavedon - Artigo publicado no Portal Sul21 no dia 21 de maio

Vila Gaúcha traça novas metas de luta

Foto Sandra Ilíbio Braz
A vereadora Sofia Cavedon (PT) visitou nesta sexta-feira (22/5) a comunidade da Vila Gaúcha, no Morro Santa Teresa, que após intensa luta conquistou a regularização da energia elétrica na localidade.
Foto Sandra Ilíbio Braz

Conforme a vereadora “isso nos anima a seguir lutando com a comunidade para que o esgoto seja canalizado, o lixo bem retirado, assim como educação ambiental e acessos conservados são metas da nova etapa”.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Municipários exigem diálogo e equidade - Por Sofia Cavedon*

Artigo publicado na edição impressa do Jornal do Comércio desta quinta-feira (21/5)

Foto Marta Resing
Os municipários estão em greve por opções da prefeitura que os desrespeitam e não deixam alternativa. É ela que precisa fazer gestos e avançar na negociação para superar este impasse que só prejudica a cidade! Primeiro gesto, simples, objetivo e sem custos para a prefeitura: retirar da Câmara o projeto de lei que altera o Plano de Cargos e Salários do funcionalismo.

Não há acordo da categoria com ele. Ela não aceita que a alternativa para o questionamento do Ministério Público do suposto efeito cascata na sua aplicação, seja o estabelecimento de parcela autônoma e de redução nos ganhos nas próximas etapas da carreira.

A reivindicação dos municipários é modesta: nenhum centavo a menos. No entanto, desde o ano passado a categoria vive a angústia ou de perder em torno de 30% de seus rendimentos na simples aplicação do entendimento do MP sobre a questão ou de ver a maioria da Câmara, alinhada com a prefeitura, votar um plano que lhe prejudica. Ao invés disso, de construir com a categoria uma solução dialogada, a prefeitura provoca mais indignação ampliando o incentivo em metas e correspondentes ganhos salariais para fiscais e exatores da Secretaria da Fazenda. Um gasto que chega em R$ 17 milhões/ano já em 2017 com pouco mais de uma centena de funcionários. A argumentação? Aumento certo da arrecadação municipal!

Foto Atempa
O conjunto dos municipários, que no ano passado precisou fazer greve para conquistar a recuperação da inflação; que aguarda há dois anos a publicação das promoções do plano em vigência; que convive com milhares de terceirizados ganhando o salário-mínimo, trabalhando horas a mais, sem estabilidade, recebendo atrasado e parcelado; lutou, se mobilizou contrariamente e sentiu-se violentamente agredido por esta medida. Para culminar, a proposta da prefeitura para a data-base é parcelar em um ano a reposição da inflação. Daí, a greve se tornou a única alternativa!

Tenho certeza que diálogo, transparência e política para todos e não para poucos privilegiados podem resolver esta questão.

*Vereadora (PT) de Porto Alegre

Fonte: Portal do Jornal do Comércio.

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Municipários exigem diálogo, transparência e equidade - Por Sofia Cavedon - Artigo publicado no Portal Sul21 no dia 21 de maio

Greve dos Municipários da capital continua nesta quinta

Municipários exigem diálogo, transparência e equidade - Por Sofia Cavedon*

Artigo publicado no Portal Sul21 no dia 21 de maio

Foto Ederson Nunes/CMPA
Este artigo tem o objetivo de apelar ao Senhor Prefeito e ao Vice-prefeito – que é tão artífice quanto o titular, da política desastrosa de relação com o conjunto dos municipários – para que revejam suas posições e evitem uma paralisação por tempo indeterminado da categoria.

Primeiro gesto, simples, objetivo e sem custos para a prefeitura: retirem da Câmara o projeto de Lei que altera o Plano de Cargos e Salários do funcionalismo. Não há acordo da categoria com ele. Ela não aceita com razão que a alternativa para o questionamento do Ministério Público do suposto efeito cascata na sua aplicação, seja o estabelecimento de parcela autônoma e de redução nos ganhos nas próximas etapas da carreira.

A reivindicação dos municipários é modesta: nenhum centavo a menos. Ou seja, construa senhor Prefeito, uma proposta consensuada com a categoria onde nem a Prefeitura gaste mais, nem a categoria tenha perdas! Será pedir demais? No entanto, desde o ano passado a categoria vive a angústia ou de perder em torno de 30% de seus rendimentos na simples aplicação do entendimento do MP sobre a questão ou de ver a maioria da Câmara, alinhada com a Prefeitura, votar um plano que lhe prejudica. E ainda mais: foi apresentada à Prefeitura e à Câmara, em audiência pública, alternativa por parte dos municipários e não há gesto da Prefeitura no caminho do entendimento!

Ao invés disso, – e daí o segundo gesto necessário, a coerência que se impõe – a Prefeitura apresentou, tentou votar no ano passado, recuou diante da enorme mobilização da categoria, e o fez agora, uma Lei ampliando o incentivo em metas e correspondentes ganhos salariais para fiscais e exatores da Secretaria da Fazenda. Um gasto que chega a 17 milhões/ano já em 2017 com pouco mais de uma centena de funcionários. A argumentação? Aumento certo da arrecadação municipal!
Foto Simpa

O conjunto dos municipários que no ano passado precisou fazer greve para conquistar a recuperação da inflação; que aguarda há dois anos a publicação das promoções cuja concorrência já foi realizada como determina o plano em vigência; que convive com milhares de terceirizados e terceirizadas ganhando o salário mínimo, trabalhando horas a mais, sem estabilidade, recebendo atrasado e parcelado; lutou, se mobilizou contrariamente e sentiu-se violentamente agredida por esta medida que aprofunda a diferença entre os colegas e supervaloriza algumas funções em detrimento da maioria!
Além do que esta votação se dá no início da campanha salarial onde a proposta da Prefeitura é parcelar em um ano a reposição da inflação do ano anterior. Daí o segundo gesto necessário: se a Prefeitura tem tanta convicção que com aquela medida aumenta a arrecadação, avance na mesa de negociações na recomposição salarial do conjunto dos municipários!

Com o conjunto de problemas que já lidam, senhor Prefeito e Vice-prefeito, da gestão temerária da Carris às obras inacabadas, paralisadas, sendo refeitas inexplicavelmente atordoando a vida da cidade e prejudicando a saúde financeira da Prefeitura; da ineficiência ambiental e econômica da coleta de lixo à fragilização do DMAE, órgão que historicamente mais investia e até emprestava recursos à centralizada – tudo o que a cidade não precisa é de greve dos serviços municipais!

Tenho certeza que diálogo, transparência e política para todos e não para poucos privilegiados podem resolver esta questão.

Mas é preciso que a Prefeitura faça esses gestos e encontrará colaboração e reciprocidade na categoria.

*Sofia Cavedon é Vereadora do PT de Porto Alegre.

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Municipários exigem diálogo e equidade - Por Sofia Cavedon - Artigo publicado na edição impressa do Jornal do Comércio do dia 21 de maio.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Greve dos Municipários da capital continua nesta quinta

Foto Atempa
A categoria municipária de Porto Alegre entrou em greve nesta quarta-feira (20/5) após rejeitar a proposta de reajuste da prefeitura, de atualizar a inflação, de 8,17%, em parcelas até maio de 2016. Os municipários exigem um aumento salarial de 20% (8,17% de inflação, 9,44% de reposições atrasadas e cerca de 2% de ganho real).

Eles também exigem o fim do Efeito Cascata, com o envio de um projeto à Câmara para barrar a emenda constitucional que questiona as gratificações. “A Prefeitura fez um projeto corrigindo isso com o abono, mas não é o que queremos”, afirma a direção do Sindicato dos Municipários (Simpa).

Foto Alexandre Miguel
Segundo a vereadora Sofia Cavedon (PT), que apoia o movimento, a greve não é uma intransigência, uma irresponsabilidade por parte da categoria. "Lamentavelmente, ela é resultado de opções políticas que não valorizam o conjunto dos municipários. Municipários da capital, modestamente, sobre o tema do efeito cascata, não quer perder nenhum centavo; a categoria não quer ganhar nenhum centavo a mais, apenas não quer perder nenhum centavo! E não é possível que nesse impasse o governo municipal não entenda que um gesto político fundamental é retirar esse projeto do abono e dialogar com a categoria; não acredito que o Executivo entenda que é tão importante poupar recursos no futuro, a médio e longo prazo, em cima da carreira dos municipários, em cima de um problema criado pelo Ministério Público, jogando a categoria numa greve e prejudicando a cidade de Porto Alegre. Este é o primeiro apelo: Sr. Prefeito, sinalize, retire o projeto e dialogue".

Foto Atempa
Primeiro dia de greve com 95% de adesão da SMED

Conforme a Atempa a rede municipal de ensino amanheceu com 95% das escolas fechadas. Serviços de saúde, coleta de lixo, guarda municipal água e esgoto também foram interrompidos.

A luta dos municipários continua nesta quinta-feira (21), a partir das 7h em frente ao centro administrativo. Na sexta-feira (22), Assembleia Geral às 14h, no Centro de Eventos do Parque Harmonia.

Com informações dos Portais da Atempa, Sul21 e Correio do Povo.

Debate: A mudança necessária: por uma política econômica pós-neoliberal

O debate da política econômica é fundamental, urgente e incontornável.

Sofia Cavedon, da DS e delegada no encontro nacional do PT convida para o debate A mudança necessária: por uma política econômica pós-neoliberal que será transmitido ao vivo pelo twitter https://twitter.com/DS_PT - nesta quinta-feira (21/5), às 14h30min.

O 5º Congresso do PT, que se realizará de 11 a 13 de junho de 2015, é o momento central para o partido se posicionar de forma clara e inequívoca por uma política econômica pós-neoliberal. A ausência deste posicionamento facilitou a política econômica em curso, que está em contradição com as concepções e práticas construídas em 12 anos de luta por uma alternativa ao neoliberalismo.

Com as presenças de: Arno Augustin, ex-Secretário do Tesouro Nacional; Juarez Guimarães (UFMG); André Singer (USP); Marilane Teixeira (Unicamp); e Eduardo Fagnani (Plataforma Política Social e Unicamp).

Acesse o evento no Facebook.
Fonte: Portal da Democracia Socialista.

terça-feira, 19 de maio de 2015

PT na Rua toda sexta-feira

Convidamos a militância para todas as sextas-feiras, do meio dia às 14h, no Largo Glênio Peres, a participar das atividades da Bancada e do Diretório Municipal do PT de Porto Alegre.

Estaremos colhendo assinaturas pela Reforma Política.

Participe e ajude a mobilizar. Todas e todos lá.

#PTnaRua #ReformaPolitica

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Aprovada: Procuradoria da Mulher na Câmara da Capital é realidade

Foto Leonardo Contursi/CMPA
O projeto de resolução que cria na Câmara Municipal de Porto Alegre a Procuradoria Especial da Mulher, de iniciativa da vereadora Sofia Cavedon (PT) foi aprovado por unanimidade, na sessão plenária desta segunda-feira (18/5) da Casa Legislativa da capital.

A instalação Procuradoria da Mulher na Câmara será marcada para breve.

Arte Marta Resing
Sofia lembra que o órgão já existe em várias Câmaras Municipais do país, em especial, nas capitais. “Nossa ideia é que as Câmaras gaúchas somem forças junto à luta nacional contra a violência sofrida diariamente pela mulher e pela implementação de instrumentos capazes de servir de apoio e de enfrentamento a essa violência e na luta do movimento de empoderamento das mulheres, como a Reforma + Mulheres na Política”.

Foto Leonardo Contursi/CMPA
A Procuradoria da Mulher da Câmara terá como missão zelar, fiscalizar, controlar e incentivar os direitos da mulher, criando mecanismos de empoderamento, especialmente, em situações de desigualdade de gênero.

O órgão irá cooperar com organismos municipais, estaduais, nacionais e internacionais, públicos e privados, voltados a implementação de políticas públicas para as mulheres, além de promover cursos, pesquisas, seminários e palestras sobre a violência e discriminação contra a mulher.
Discutirá também o papel da mulher na política, uma vez que há déficit de representação delas no meio político, destaca Sofia.

Campanha Nacional Reforma + Mulheres na Política

Na próxima segunda-feira, 25 de maio, será lançada no RS a campanha da ONU Mais Mulheres na Política, que está sendo divulgada no Brasil, com a presença da titular da Procuradoria Especial da Mulher do Senado, senadora Vanessa Gazziotin (PCdoB), da deputada federal Maria do Rosário (PT) e da senadora Ana Amélia Lemos (PP), que estão à frente da campanha.

Também haverá a apresentação da Procuradoria da Mulher na AL/RS, aprovada recentemente.

Acesse aqui o projeto de Sofia Cavedon.

Câmara homenageia os 100 anos do Instituto Murialdo

Foto Vicente Carcuchinski/CMPA 
Por iniciativa da vereadora Sofia Cavedon (PT), a Câmara Municipal de Porto Alegre homenageou, na tarde desta segunda-feira (18/5), durante o período de Comunicações, a passagem dos 100 anos do Instituto Leonardo Murialdo (ILM) no Brasil.

Sofia destacou a coincidência de a homenagem ocorrer na mesma data em que se comemora o Dia de São Murialdo. Fez um histórico da congregação no mundo e no Brasil, lembrando que tudo começou com o nascimento de Leonardo Murialdo em Turim (Itália), em 26 de outubro de 1828. Ele estudou teologia, foi ordenado padre e, em 1873, fundou a Congregação de São José, também conhecida por Josefinos de Murialdo.

Foto Vicente Carcuchinski/CMPA 
No Brasil os Josefinos de Murialdo chegaram em 5 de janeiro de 1915, procedentes da Itália, aportando na Estação de Quinta, em Rio Grande, depois Jaguarão, mais tarde em Pelotas e, por fim, em Ana Rech, em Caxias do Sul. Sofia lembrou que, na Serra Gaúcha, a instituição se encontrou com as raízes da cultura italiana e consolidou seu trabalho para a abertura de outras importantes frentes no Estado e no país.

Foto Tonico Alvares/CMPA
Por fim, a vereadora ressaltou a forte atuação do Instituto no campo educacional, de saúde e assistencial. "Localizado no bairro São José (Morro da Cruz) a instituição nunca cessou sua missão na cidade. Hoje possui inúmeros programas sociais e educativos como Escola Infantil, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, Cidade Escola, Programa Jovem Aprendiz, Grupo de Convivência da Melhor Idade, Programa de apoio à Família, Colégio Murialdo (escola de ensino fundamental e médio) Santuário São José/Paróquia Menino Jesus de Praça entre outras tantas ações e projetos, com cerca de 2.300 atendimentos diários", destacou Sofia.

Gratidão e ternura

Padre Evair Michels agradeceu a homenagem e fez um breve relato da história do Murialdo no Brasil e em Porto Alegre. "Hoje estamos em nove estados, nos quais os josefinos se dedicam a crianças e jovens nas mais diversas obras sociais. Neste centenário, olhamos com gratidão a Deus e renovamos a paixão pelos preferidos de Murialdo: os pobres e os abandonados." Para Michels, ainda há muito a se fazer por eles, pois os jovens precisam de educadores que os amem, de leigos engajados e autoridades políticas que executem ações em favor deles.

Foto Tonico Alvares/CMPA
Padre Antonio Lauri disse que o mundo precisa recuperar a ternura perdida. "Deus ama nas pessoas que amam. Em relação às crianças e jovens que cuidamos, queremos continuar fiéis a este amor de Deus. Assim atuamos nos colégios e obras sociais." Pediu aos vereadores também que a busca de políticas públicas deve ser o foco da ação parlamentar, com acesso para todos, não somente visando ao homem econômico, mas o social, o moral e o ético. "Assim que iremos construir uma sociedade nova."

Participaram da mesa, além do presidente do Legislativo da Capital, Mauro Pinheiro (PT), o padre Antônio Lauri de Souza, provincial dos Josefinos do Murialdo; o padre Evair Michels, diretor do Colégio Murialdo; e os representantes do Conselho de Cidadãos Honorários de Porto Alegre, Salim Sessim Paulo e Francisco Roberto de Oliveira.

Com informações do Portal da CMPA.