domingo, 28 de setembro de 2014

Com amor revolucionário - Por Sofia Cavedon

Foto Marta Resing
Movidos pela compreensão que a desigualdade é resultado de uma ordem social injusta, produzida por quem sempre usou o estado público para perpetuar privilégios, "trememos de indignação" diante dela e fazemos política!

O esforço cotidiano dos senhores da grande mídia de produzir alienação, de evitar a participação em massa e cidadã nas decisões do país, foi derrotado pela mobilização democrática forjada nas ruas, pelos movimentos sociais, desveladora dos mecanismos de apropriação dos mandatos parlamentares e de fatias do estado brasileiro pelo poder econômico: oito milhões de brasileiros disseram SIM à reforma política através de uma Constituinte Exclusiva e Soberana.

Estamos vivendo um tempo extraordinário, gestando um país de direitos e justiça social! 

Cada brasileiro que acessou um direito, entrou na casa própria, na vaga da Universidade, é apoiado na construção da dignidade pelo bolsa-família, experimenta de alguma maneira a tomada de consciência que a injustiça pode ser derrotada - então está em curso a revolução democrática!

É com o "amor revolucionário" que estamos imersos neste processo, aprendendo e ensinando humanidade e democracia. O mandato de deputada estadual que conquistaremos será instrumento coletivo desta luta. Todo nosso empenho desta última semana rumo à utopia que nos move e nos torna companheiros e companheiras!

Nossa responsabilidade agora é construir uma grande vitória das forças populares e democráticas,com a Dilma, o Tarso e o Olívio, compromissados que estão com o aprofundamento deste processo de mudanças!

Sofia Cavedon

Tarso é ovacionado por 20 mil pessoas no Rubem Berta

Foto Divulgação Tarso 13
O grande comício da vitória da Unidade Popular pelo Rio Grande (PT, PTB, PCdoB, PPL, PTC, PR, PROS) mostrou que mereceu o nome que lhe foi dado. Realizado um dia após a pesquisa do Datafolha, que mostrou Tarso empatado em primeiro lugar com Ana Amélia Lemos (PP), Olívio Dutra ultrapassando Lasier Martins (PDT) e a presidenta Dilma caminhando rumo à vitória ainda no primeiro turno, o ato reuniu 20 mil pessoas segundo a organização do evento.

Tarso foi ovacionado pela população e mesmo após o encerramento da atividade, precisou permanecer no local por mais de meia hora para atender dezenas de pedidos de abraços, agradecimentos, selfies e desejos de boa sorte.

Foto Divulgação Tarso 13
No palco, ele também recebeu carinho – não apenas da militância que gritava seu nome, mas de beneficiários dos programas sociais criados durante seu governo, que subiram ao palco após a exibição de um vídeo no qual contavam as mudanças provocadas pelas políticas públicas da atual gestão. “Irradiamos para o Brasil e para o mundo um modelo de participação e cidadania e hoje podemos contemplar o passado para compreender o futuro que queremos construir”, discursou o candidato à reeleição.

Bem humorado, Tarso imitou o presidente Lula para dizer que a direita não gosta de ver pobres comprando carros e andando de avião, conquistas possíveis a partir dos mandatos do ex-presidente e que tiveram continuidade com Dilma Rousseff, que também busca um segundo mandato. “Vamos dar continuidade ao projeto que vem fazendo uma verdadeira revolução democrática no país”, saudou. 

Tarso reafirmou importantes conquistas do Rio Grande do Sul e do Brasil ao longo dos últimos anos. "Hoje, uma família pobre pode receber o Bolsa Família e pedir ao governo do Estado a complementação do RS Mais Igual. Pode solicitar Microcrédito para abrir um pequeno negócio, ou cursar o Pronatec para se qualificar”, enumerou, lembrando ainda o ProUni, “que tive o prazer de criar como ministro da Educação”.

Dilma Rousseff enviou vídeo de apoio 

Foto Divulgação Tarso 13
Afônica, a presidenta Dilma Rousseff não participou do comício em Porto Alegre e enviou uma mensagem em vídeo aos militantes. “Tarso Genro é a certeza de que a parceria com o governo federal será ampliada ainda mais”, assinalou.

Dilma ainda exaltou seu amor ao Estado, terra de sua filha e neto. "Nestes quatro anos conto com a contribuição do Tarso Genro, um dos governadores mais sérios deste país. Ele resolveu a questão da dívida que estrangulava o Estado e recuperou a capacidade de investimentos. Portanto é chegada a hora de cada um trabalhar pela grande vitória e ajudar a construir um Rio Grande mais justo e solidário para todos", disse.

A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, também marcou presença e enfatizou a criação do Bolsa Família. “Quando criamos o programa, muita gente era contra. Porém, agora muitos dizem que são a favor. Ora, porque será? Porque se você falar que é contra perde voto”, ponderou. 

Abgail e Olívio relembram conquistas democráticas 

A candidata à vice-governadora, Abgail Pereira, garantiu que, após recolocar o Estado no caminho do crescimento, a Unidade Popular Pelo Rio Grande vai aprofundar as mudanças, com mais conquistas para os gaúchos e gaúchas. "Tudo o que fizemos está no rosto de cada pessoa neste Estado. É a marca do ProUni, do RS Mais Igual, do Pronatec, dos 12% investidos na saúde. Somos um governo que olhou para o seu povo e que agora diz: vamos em frente!", exclamou a comunista.

Foto Divulgação Tarso 13
O representante da coligação na disputa ao Senado Federal, Olívio Dutra, também partiu dos avanços conquistados para explicitar seu raciocínio. “Os adversários querem uma democracia com um espaço estreito para o povo. Nós queremos que o Estado brasileiro funcione bem e melhor não para alguns, mas para a maioria do povo”, afirmou.

Suplentes do senador, Patrícia Beck e Carlinhos Vargas, reafirmaram a importância de prosseguir nas conquistas realizadas até o momento. “Vamos mostrar democraticamente que queremos Olívio Dutra para fazer grandes reformas, mas muito mais do que isso, para fazer junto com Dilma as mudanças iniciadas durante o governo Lula”, afirmou o Vargas.

Veja aqui todas as notícias da Unidade Popular pelo Rio Grande.

Fonte: Portal Tarso 13.

sábado, 27 de setembro de 2014

Choques, Pacotes? Isso ficou no passado - Dilma Roussef

A candidata Marina Silva voltou a propor receitas do passado: ela agora fala em 'choque fiscal'.

Choques e pacotes que abalavam a economia e a vida das pessoas nas décadas passadas não têm espaço no Brasil do presente - muito menos do futuro. Estão em um passado do qual não sentimos saudade. Quem, em sã consciência, acha que aquele Brasil dos pacotes e dos choques deve voltar? 

"Nós não achamos", disse Dilma durante uma caminhada com a população de Feira de Santana, na Bahia. "Nós não acreditamos em choque fiscal, isso é uma forma incorreta de tratar a questão fiscal no Brasil. No Brasil precisa de uma política fiscal sistemática robusta."

Quando se propõe um choque fiscal, as pessoas costumam convenientemente deixar de fora questões importante. "Você tem de explicar. Se vai fazer choque fiscal, vai cortar o quê? Vai cortar programa social? Vai cortar o Bolsa Família? Vai cortar subsídio do Minha Casa Minha Vida, como estão dizendo? Vão fazer o quê?", questionou a presidenta.

Dilma também desmistifica a suposta necessidade desta ação, cuja proposta ela classifica de "perigosa e extremamente eleitoreira". "Choque fiscal é o que? É um baita ajuste em que se corta tudo para pagar juros para os bancos? Não é necessário. O Brasil tem uma das menores dívidas líquidas sobre Produto Interno Bruto do mundo."

Fonte: Portal Dilma Presidenta - Mais Mudanças, Mais Futuro

Raul Pont abre o voto: Sofia Cavedon 13400

Leia a declaração de apoio de Raul Pont - Clique na imagem!

Festa Nossas Escolhas comemora a construção dos 13 pontos de compromissos de Sofia Cavedon

Escolhas Coletivas – Sofia Cavedon 13400 - Por Claudia Prates*

Foto Mario Pepo
Quero agradecer a indicação de falar em nome das Escolhas Coletivas, e desta construção coletiva dos 13 pontos de compromisso da Sofia com as temáticas que tem formado esta Colcha de Direitos que construímos aqui. Mas falar destes compromissos é falar do nosso compromisso com o mandato da Sofia. Ela não fará um mandato de quatro anos sozinha, nós portanto estamos aqui, Sofia, assumindo também estes compromissos contigo. Desde antes, agora e daqui pra frente.

Levar a Sofia para a Assembleia é NOSSA ESCOLHA - é gratificante, é fácil fazer a campanha e falar da Sofia, pois é uma figura pública comprometida, combativa, propositiva e sempre presente nas lutas sociais, que faz da política um instrumento de construção de direitos e superação da injustiça e da desigualdade. Falar de Sofia é falar em Reforma do Sistema Político, numa luta por tornar a política um espaço com maior participação das mulheres, jovens e negros, com financiamento público e maior transparência. Falar em Sofia é falar em EDUCAÇÃO - desde a educação infantil, passando pela inovação tecnológica, até chegar na universidade pública para todas e todos. É falar em qualificação de professores e funcionários, é falar em TRANSFORMAÇÃO!

Falar de Sofia nos remete à resistência contra todo tipo de injustiça no campo, na defesa do Meio Ambiente, na luta por uma política estadual de educação ambiental. Pela gestão dos resíduos sólidos, do saneamento e dos recursos hídricos. A resistência na luta por políticas contra os agrotóxicos. Falar de Sofia nos remete à capacidade de união e sua contribuição na auto-organização da sociedade, em torno de temas que podem se cruzar e se completar como a EDUCAÇÃO e a SEGURANÇA PÚBLICA, por exemplo. Seu compromisso pela valorização dos e das trabalhadoras da segurança pública e pela estruturação do Corpo de BombeirosSofia se comprometeu ainda pela melhoria das condições de moradia dos trabalhadores (as) em segurança pública, assim como atenção à sua saúde, qualificação e alteração da lei de ensino da Brigada Militar e dos Bombeiros.

É a capacidade de uma LÍDER de construir, através do seu exemplo, um mundo livre das desigualdades, livre do machismo, livre da homofobia e da lesbofobia, livre do racismo e da opressão; nos lembra valores como tolerância e pluralismo; nos chama para o compromisso com a construção de uma sociedade livre de todas as formas de violência contra as mulheres, contra negros e negras, contra gays e lésbicas, contra os jovens e idosos, contra a tortura, contra o trabalho escravo e a exploração sexual - cada vez mais justa e solidária contra a miséria e o abandono. 

Falar em Sofia é falar na defesa do SUS, e reconhecimento do Mais Médicos para a SAÚDE da população, pois estamos levando atenção à saúde para as populações antes desassistidas nas periferias das grandes cidades, assim como fazer a defesa da ampliação deste importante modelo de gestão em saúde para as emergências do Estado. Por uma gestão democrática para os serviços de saúde do Estado com participação dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Foto Mario Pepo
Sofia, decidiu fazer de sua vida um marco na defesa intransigente da EDUCAÇÃO, na defesa da infância, na defesa do ECA, pelo direito da criança e do adolescente à profissionalização, pelo direito à cultura, pelo seu direito à proteção social, pelos direitos daquelas e daqueles que são negligenciados, excluídos e violentados.

Sofia diz que precisamos mudar a CULTURA que discrimina e exclui. Queremos debater a cultura, incentivar a cultura popular e a diversidade das manifestações culturais, ampliando os espaços e territórios para espetáculos, incentivar a integração cultural latino-América e valorização do patrimônio cultural do Estado.

Com Dilma e Tarso vencemos o desafio da superação da extrema pobreza, condição necessária para garantir o acesso de uma enorme parcela de nossa população às riquezas do nosso Estado e País. E Sofia reafirmou este compromisso com as mulheres, que são maioria nos programas sociais de distribuição de renda.

Falar em Sofia é falar da Juventude, e seu compromisso para a consolidação das políticas públicas para a juventude, por mais igualdade, mais oportunidade e mais participação. É enfrentar uma das maiores chagas de nossa sociedade: a violência contra jovens, – em especial negros e pobres –, das periferias de nossas grandes cidades. 

Por fim não podemos esquecer da luta da Sofia pela democratização dos meios de comunicação, pois democracia se mede pela participação da população na sua comunicação, como dizia Betinho.

Que nada nos defina 
Que nada nos sujeite 
Que a liberdade seja a nossa própria substância 
Simone de Beauvoir 

Muito obrigada,
* Dirigente da Marcha Mundial das Mulheres

Foto Mario Pepo
Veja aqui momentos da Festa Nossas Escolhas - que comemorou a construção dos 13 pontos de diversas temáticas que Sofia Cavedon irá levar para a Assembleia Legislativa do RS.

O encontro foi na Casa de Teatro, em Porto Alegre.

Veja também
Escolhas Coletivas - Compromissos de Sofia Cavedon Deputada Estadual

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dilma passa Marina no 2º turno pela primeira vez e no RS Tarso e Olívio crescem cada vez mais!

A candidata à reeleição para a Presidência, Dilma Rousseff (PT), ampliou sua vantagem sobre a segunda colocada, Marina Silva (PSB), e abriu 13 pontos percentuais de vantagem na pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (26).

Dilma aparece com 40% das intenções de votos, ante 27% de Marina e 18% de Aécio Neves (PSDB). No levantamento anterior, Dilma tinha 37%, Marina 30% e Aécio 17%.

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No RS a Tarso Genro cresce cada vez mais:

Datafolha mostra Tarso Genro e Ana Amélia com 31%

Segundo o instituto, Tarso reverteu a vantagem de Ana Amélia e aparece empatado com a senadora.

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E no Senado Olívio 131 vira e está na frente:

Datafolha mostra Olívio com 31% e Lasier com 29% Os dois primeiros colocados na pesquisa apresentam um empate técnico.

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Resultado do Plebiscito Popular por Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político

Foto Ramiro Furquim/Sul21
Rumo à mais importante das mudanças, pelo protagonismo popular! - Sofia Cavedon 

Após resultado positivo, movimento pela reforma política luta por plebiscito oficial 

Quase 8 milhões de pessoas participaram do processo de consulta sobre Constitutinte Exclusiva 

Após o resultado positivo do Plebiscito Popular por Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, no qual 7,7 milhões de brasileiros votaram em favor da proposta, o movimento deve, agora, encaminhar a escolha da população aos três poderes do Estado do Brasil: Executivo, Legislativo e Judiciário. Em entrevista à Adital, o advogado Ricardo Gebrim, membro da coordenação nacional da campanha pelo Plebiscito, afirma que o próximo passo é pressionar o Congresso Nacional a possibilitar que uma consulta oficial seja realizada no país.

“Nós queremos a aprovação de um plebiscito oficial com a mesma pergunta do popular. Isto somente pode ser aprovado pelo Congresso Nacional, por meio de Decreto Legislativo. Então, vamos exigir da Câmara dos Deputados que discuta e o aprove”, aponta Gebrim. De acordo com ele, a entrega do resultado aos três poderes que estruturam a política brasileira será realizada nos próximos dias 14 e 15 de outubro, em Brasília, capital do país, dirigida à Presidenta da República, Dilma Rousseff; ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski; e ao presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros.

Na mesma ocasião, acontecerá a Plenária Nacional (a 5ª plenária da campanha), que pretende reunir entre 1,5 mil e 2 mil participantes dos comitês de campanha de todo o Brasil para discutirem os próximos passos do movimento. O Plebiscito Popular foi realizado entre os dias 1° e 08 de setembro deste ano, levantando quase 8 milhões de votos em todo o país. Um total de 97,05% dos participantes votaram “sim” à proposta, enquanto 2,57% disseram “não” à Constituinte. Brancos (0,2%) e nulos (0,17%) não chegaram a 0,5%.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 24 de setembro, em entrevista coletiva, que reuniu Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Paulo Rodrigues, um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e Paola Estrada, integrante da Secretaria Operativa Nacional do movimento.

Avaliação da organização

Ainda que o objetivo inicial fosse atingir a marca dos 10 milhões de votantes em todo o país, a organização da consulta popular avalia o Plebiscito como vitorioso, superando as expectativas de participação nos vários estados brasileiros. “É um resultado extraordinário, principalmente por ter sido ignorado pela mídia”, afirmou Vagner Freitas, durante a coletiva.

“O (governador Geraldo) Alckmin [do Estado de São Paulo] come um pastelzinho ou toma um cafezinho e vira notícia na mídia. E sobre o plebiscito, que foi apoiado por vários candidatos a Presidente da República, não saiu nada”, acrescentou Paola, criticando a agenda da mídia hegemônica.

João Paulo Rodrigues ressaltou três conquistas da consulta: a demonstração da sociedade de que quer mudanças no sistema político, a grande mobilização em torno do tema e a geração de incentivo para a continuidade da articulação dos movimentos sociais pela reforma política. Apesar da convocação de um plebiscito ser atribuição do Congresso Nacional, Rodrigues diz acreditar que seja possível.

“Nossa disputa será juntamente com a sociedade. Com as forças organizadas e mobilizadas vamos criar um clima e um debate por um novo processo constituinte e não deixar a questão só com o Congresso”, explicou o dirigente do MST.

Fonte: Portal Sul21.

É hoje - Festa das Escolhas Coletivas

Agende-se e venha curtir a Festa das Escolhas Coletivas 
Sofia Cavedon Deputada Estadual 
Na Casa de Teatro de Porto Alegre.
Arte Mario Pepo

O despreparo de Ana Amélia - Por Raul Pont

Imagem Web
Entrevista comentada - Ana Amélia em ZH (18.09.14)

“Demandas são legítimas, falta capacidade de atender” - O título não poderia ser melhor. Duas páginas de ZH para não dizer absolutamente nada.

ZH: O que lhe move a ser candidata?
Ana Amélia: (AA) Preferia ficar no Senado, mas fui convocada e como sou de Lagoa Vermelha onde tem frio e geada vou enfrentar as adversidades como enfrentamos intempéries.

Raul Pont - O que se pode comentar dessa resposta?

ZH: Como enfrentar de forma estrutural as finanças do Estado?
AA: Estou empenhada em trocar o indexador da dívida, que não está resolvida. Tenho dúvida que seja votada em novembro no Senado.
Tenho dúvidas também sobre o orçamento de 2015.

Raul Pont - O projeto de Lei está no Senado para votação em Plenário. Ela é senadora. Sobre a crise estrutural, silêncio e dúvidas.

ZH: A senhora vê espaço político para a redução do percentual de comprometimento com a dívida?
AA: Pagamos 13% da receita por esse acordo. Por sermos Estado exportador temos um crédito pela desoneração das exportações, a famosa lei Kandir.

Raul Pont - A lei Kandir foi do governo FHC com apoio do PP em Brasília e com o governo Britto que a elogiou, como também foram responsáveis pelo contrato da dívida com a União. As compensações tinham prazo de vigência que já terminou. A senadora não sabe.

ZH: A senhora é uma crítica da atual gestão eleita, quais seriam as medidas para se diferenciar?
AA: Cuidado com a qualidade do gasto.

Raul Pont - Só isso, literalmente, foi a resposta.

ZH: Medidas específicas, candidata?
AA: Vamos reduzir. No gabinete do governador e do vice, na área do desenvolvimento e do Conselho, depois tem a Casa Civil e a Secretaria dos Prefeitos. Dessas, ficarão duas.

Raul Pont - Sem comentários.

Imagem Web
ZH: Caso a senhora implante o piso do magistério, de onde sairiam esses recursos?
AA: Não queremos fazer uma mudança radical, uma nova Revolução Farroupilha. Temos que ter calma e serenidade e ir ajustando. Temos quatro anos para colocar a casa em ordem. É evidente que não dá para aprovar um orçamento com mais de 12% da receita. A economia vai crescer 3%, se São Pedro ajudar na safra. Aí não tem como fechar a conta.

Raul Pont - Bem diferente do discurso eleitoral que cobra de Tarso o pagamento do piso integral. Hoje, nenhum professor recebe menos que o piso e o plano de carreira foi mantido.

ZH: Mas o que vai ser pago e o que não vai ser?
AA: Não tem que fazer terrorismo. Não é o que deixa de pagar, é melhorar o gasto nas áreas desnecessárias.

Raul Pont - Sem comentários. Não diz nada.

ZH: O MP e o Judiciário dizem que o orçamento é curto e precisam mais. A senhora vai tentar fazer com que eles abram mão?
AA: Vamos dizer “a situação é esta, nos ajudem a trabalhar em conjunto para resolver o problema”.
As demandas são legítimas, o problema é a capacidade do Estado de atender a essas demandas. Eu diria já a incapacidade de atendê-las.

Raul Pont - Novamente não diz nada, diferente do discurso eleitoral na TV e no rádio.

ZH: A senhora apoia Aécio, mas seu discurso lembra o de Marina quando fala em “buscar os melhores”. Significa que ainda não tem esboço do seu secretariado?
AA: Temos ideias, mas começar a indicar nomes é uma irresponsabilidade política.

Raul Pont - Evidentemente, será um governo do PP-PSDB, um governo neoliberal

ZH: Aécio já fez, indicando Armínio Fraga para a Fazenda.
AA: Você não pode comparar o RS com o Brasil. O Brasil precisa dar sinais ao mercado internacional. Aqui, precisa de um líder, que conduza um processo de mudança na forma de governo. O Estado perdeu credibilidade pela insegurança jurídica para os investidores nas PPPs, nas concessões.

Raul Pont - A EGR com um terço da receita já investe mais que as concessionárias das estradas pedagiadas. A única PPP que apareceu, para a RS-010, queria R$ 1,6 bilhão em 20 anos e mais 30 anos cobrando pedágio para uma estrada de R$ 800 milhões. Um péssimo negócio para o Estado.

ZH: Como atrair grandes investimentos sem folga no caixa e com queixas dos empresários gaúchos da concentração de benefícios fiscais para grandes empreendimentos?
AA: Aqui, para uma empresa obter licenciamento ambiental são três anos. Em Santa Catarina, são 30 dias. As empresas estão indo embora. Não por conta dos incentivos, mas em busca de desburocratização.

Raul Pont - Nem aqui são três anos, nem Santa Catarina são 30 dias. Projetos são muito diferenciados e de distinta complexidade.

ZH: Como se reduz o prazo mantendo o cuidado ambiental?
AA: Sustentabilidade é fundamental. Isso não vamos mudar uma vírgula. Vocês acham que SC e PR descuidam da preservação? Já pedi apoio ao MP do Estado, que tem atuado na área ambiental.

ZH: A senhora diz que quer menos CC’s, mas os partidos que a apoiam tem expectativa de indicar?
AA: Foi a primeira coisa que fiz, me reuni com SDD, PRB, PSDB e PP. Estou aceitando um desafio gigantesco, o maior da minha vida. Temos de mudar a forma de governar, não só mudar o governo.
Isso não exclui que tenhamos, dentro dos partidos, pessoas maravilhosas que vão estar lá também com esse compromisso.

Raul Pont - Mais uma vez o discurso vago, sem compromisso e sem conhecimento.

Imagem Web
ZH: A senhora exerceu um CC no Senado, mantendo outro emprego, e sustenta que não houve ilegalidade. Como a Sra. vê o episódio do ponto de vista ético, até porque o cargo era no gabinete do seu marido.
AA: O que é legal também é ético. Fiz trabalho correspondente a essa função gratificada. No meu gabinete ocupo 25% dos cargos, a maioria CC’s. Gasto 26% da verba disponível. Como recebo aposentadoria como viúva de um desembargador do Tribunal de Justiça, pedi que o senado somasse esse valor para ficar no teto limite do serviço público. Respondo pelo meu mandato, a lei antinepotismo só veio em 2007.

Raul Pont - Antes ou depois da lei do nepotismo, receber do erário sem trabalhar no órgão pagador é mais que antiético, é crime. Como também é crime sonegar informação patrimonial diante da Justiça Eleitoral, tentando iludir o eleitor.

ZH: A senhora é comparada à ex-governadora Yeda Crusius. O que aproveitaria do governo Yeda em sua gestão?
AA: O que ela fez certo, cuidar das finanças. Ou a situação financeira do Estado, quando ela terminou o governo, era pior do que hoje?

Raul Pont - A situação era pior. Economia estagnada, a mágica do déficit zero apenas escondia, contabilmente, o brutal déficit dos mínimos constitucionais que o Estado não cumpriu nas áreas de educação e saúde. Funcionalismo com reajustes abaixo da inflação, repressão aos movimentos sociais e grossa corrupção no Detran.

ZH: A senhora disse que seria cobrada se não tivesse coragem para aceitar a candidatura. Não será cobrada por eleitores que gostariam que concluísse seu mandato, como prometeu ao assumir?
AA: Só duas pessoas me abordaram dizendo que preferiam que eu ficasse no Senado. Uma delas era do PT.

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Foto Jonatahn Heckler/JC
Não há uma ideia nova, coerente e à altura dos problemas que o Rio Grande enfrenta.

A entrevista revela o desconhecimento e o despreparo para enfrentar os enormes desafios e a herança histórica de uma situação financeira que há décadas vinha se agravando no RS.

O governo Tarso Genro apostou, corretamente, em:

a) voltar a crescer a economia do RS com o papel indutor do Estado através da ação dos bancos públicos, atração de investimentos federais e do setor privado, na garantia de consumo com o “piso regional” e na redistribuição de renda

b) enfrentar a questão da dívida com a União, liderando o movimento pela mudança do indexador e da diminuição dos juros

c) criar o Fundo Previdenciário, para suprir a lacuna histórica no RS da não existência de uma previdência, pois o IPE servia para pagamento das pensões e de organizar um plano de saúde dos funcionários.

d) devolver ao controle público o sistema de pedagiamento para manutenção e ampliação da rede viária do Estado

e) recuperar o “piso regional salarial” que o governo tucano havia liquidado, recolocando-o num patamar de 20% acima do mínimo nacional.

Por essas razões e por todas as demais políticas públicas desenvolvidas é que o povo do RS vai reeleger esse projeto alinhado com as positivas transformações que vive o Brasil.

Raul Pont
Setembro de 2014

Fonte: Gabinete do deputado estadual Raul Pont  | PT/RS

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Bolsa de fomento aos artistas e produtores negros

Funarte concede 45 bolsas de até R$ 150 mil para artistas e produtores negros 

Até 10 de outubro, produtores e artistas negros terão a oportunidade de receber até R$ 150 mil para seu projeto artístico. A iniciativa é da Fundação Nacional das Artes (Funarte) que concederá 45 bolsas que promovam a reflexão, a pesquisa de linguagem e a criação nas áreas de artes visuais, circo, dança, música, teatro, preservação da memória e artes integradas.

Com investimento de R$ 4 milhões, o edital Bolsa Funarte de Fomento aos Artistas e Produtores Negros, divulgado nesta segunda-feira (25/8), visa, por meio dessas bolsas, proporcionar aos produtores e artistas negros oportunidade de acesso a condições e meios de produção artística.

Desse montante, originário do Fundo Nacional de Cultura, R$ 3,750 milhões serão destinados às bolsas. Os demais R$ 250 mil serão utilizados com despesas administrativas do edital. Os prêmios serão divididos em três módulos: para o Módulo A vão ser destinados 15 prêmios de R$ 150 mil; para o Módulo B, 12 prêmios de R$ 80 mil; e para o Módulo C, 18 prêmios de R$ 30 mil.

O edital vai contemplar exposições e mostras (pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia, novas mídias e demais linguagens), oficinas, intervenções urbanas, seminários e eventos similares nas áreas de artes visuais; projetos de produção e circulação de espetáculos, bem como oficinas e seminários, entre outros eventos, nas áreas de circo, dança e música. São incluídos, ainda, produção de material de difusão artística (CDs, DVDs e websites) e produção de livros paradidáticos.

Participe

Podem participar pessoas físicas - artistas e produtores - que se autodeclararem negros no momento da inscrição. Os coletivos – conjunto de artistas sem personalidade jurídica formalizada - também poderão concorrer por meio de pessoas físicas. Os interessados também devem comprovar em seu currículo experiência no desenvolvimento de atividades artísticas que conservam elementos das culturas de matriz africana ou realização de trabalhos com temas ligados à experiência social e política da população negra dentro ou fora do Brasil. Só poderá ser inscrito um projeto por proponente.

Os projetos serão avaliados em três etapas. A primeira é a habilitação, com triagem dos projetos de acordo com as exigências do edital. A segunda é uma avaliação segundo critérios do edital e a última, uma análise documental eliminatória. O resultado será divulgado no portal da Funarte.

A avaliação será realizada por uma comissão de seleção composta por 20 membros, dos quais sete são representantes regionais do Ministério da Cultura e os demais são membros da sociedade civil indicados pela Funarte dentro das linguagens artísticas.

Após a divulgação do resultado, os inabilitados terão dois dias úteis para recorrer. O recurso só poderá ser enviado por meio eletrônico, através do formulário de recursos disponível na página eletrônica da Funarte, para o endereço artistaseprodutoresnegros@funarte.gov.br, com a seguinte identificação no assunto da mensagem: "Recurso Etapa 2".

Acesse aqui o Portal do Ministério da Cultura e baixe o Edital completo.

Cootrario não comparece em audiência chamada pelo Vice-prefeito

Trabalhadoras se mantém mobilizadas

Foto Marta Resing
Em mais um desrespeito as suas próprias funcionárias, a Cootrario, Cooperativa que presta serviços de limpeza e de cozinha nas escolas municipais de Porto Alegre, não compareceu a reunião chamada pelo Governo Municipal e articulada pela vereadora Sofia Cavedon (PT), vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, que se realizou na manhã desta quinta-feira (25/9), na sede da Prefeitura.

Apesar da ausência da Cootrario, e também do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do RS (Sindasseio) que deveria estar representando as funcionárias, as trabalhadoras seguem mobilizadas lutando pelos seus direitos trabalhistas que vem, sistematicamente, sendo desrespeitados pela Cooperativa.

Foto Marta Resing
Sofia informa que na reunião como o vice-prefeito Sebastião Melo e com o procurador geral do Município, João Batista Linck Figueira, o governo municipal se comprometeu de aprofundar a fiscalização do contrato com a Cootrario, e analisará toda a documentação entregue pelas funcionárias, que demonstram a falta do depósito do FGTS, férias, vale-transporte, vale- alimentação e de concessão de férias, entre outros.

Foto Marta Resing
Sofia também solicitou que o Executivo exija da Cootrario uma tabela de férias e que não haja retaliação às funcionárias que estão lutando pelos seus direitos garantidos em lei.

Na próxima semana a Procuradoria Geral do Município (PGM) realizará nova reunião para tratar dos detalhes do processo, aberto durante a reunião desta manhã, e que terá a participação da vereadora Sofia Cavedon e de uma Comissão das Trabalhadoras. A data será informada em breve. 

Veja também: 
- Funcionárias de cooperativa são recebidas na prefeitura
- Descumprimentos trabalhistas nas escolas municipas da capital são denunciados pelas trabalhadoras da Cootrario
- A longa história de luta das cooperativadas/terceirizadas

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Funcionárias de cooperativa são recebidas na prefeitura

Foto Mario Pepo
Articulado pela a vereadora Sofia Cavedon (PT) durante a audiência na Comissão de Educação (CECE) na manhã desta terça-feira (23/9), o vice-prefeito Sebastião Melo recebeu, durante a tarde, cerca de 100 funcionárias da Cooperativa Cootrario, que atua nas escolas municipais de Porto Alegre prestando serviços de cozinha e serviços gerais.

A reunião foi realizada em virtude de reclamações dos trabalhadores em relação a atrasos nos pagamentos, problemas nos depósitos das passagens de ônibus e vale-alimentação, bem como dificuldades na concessão de férias e na regularização do fundo de garantia denunciados na reunião da CECE. Também participaram do encontro o procurador do município Marcelo do Canto e representantes da secretaria municipal da Educação.

Foto Mario Pepo
Segundo o vice-prefeito, haverá uma fiscalização ainda maior em relação ao contrato firmado com a Cootrario. “Todos os contratos da prefeitura recebem toda a atenção do governo, mas nesse caso precisaremos buscar informações mais detalhadas para saber o que está havendo de fato, pois o repasse à cooperativa está sendo feito religiosamente. Não podemos admitir que haja esse tipo de situação”, garantiu Melo.

Foto Mario Pepo
O procurador Marcelo do Canto explicou que, em meados de agosto, o contrato com a Cootrario se encerrou e que levou cerca de 20 dias para ser renovado, devido a uma restrição e duas negativas que a cooperativa precisava apresentar. Por essa razão, a Procuradoria autorizou que fosse depositado parte do salário para os funcionários antes da renovação, a fim de evitar prejuízos na prestação dos serviços. “Ocorreu essa situação pontual, que explica o pagamento dividido em duas partes nesse mês de setembro. Contudo, nos demais meses a cooperativa nos apresentou todos os documentos que comprovam a realização dos depósitos nos dias previstos”, afirmou o procurador.

Do encontro ficou marcada uma nova reunião para esta quinta-feira, 25, às 10h, com a presença dos diretores da Cootrario, além de uma comissão formada pelos trabalhadores. A ideia é que todos os pontos divergentes sejam esclarecidos nesse encontro.

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Descumprimentos trabalhistas nas escolas municipas da capital são denunciados pelas trabalhadoras da Cootrario

Fonte: Portal da PMPA.

Descumprimentos trabalhistas nas escolas municipas da capital são denunciados pelas trabalhadoras da Cootrario

Foto Leonardo Contursi/CMPA
Denúncias envolvendo a Cootrario, cooperativa que presta serviços de limpeza e de cozinha nas escolas municipais, foram apresentadas por funcionários nesta terça-feira (23/9) à Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre. As queixas dos trabalhadores se referem a pagamentos parcelados do vale-alimentação e do vale-transporte. 

Conforme eles, a Cootrario também tem atrasado as férias, reduzido o número de trabalhadores e não está fazendo os depósitos para o FGTS.

Após ouvir os relatos das trabalhadoras, a vereadora Sofia Cavedon (PT), vice-presidente da Comissão e que coordenou a audiência, fez contato com o vice-prefeito Sebastião Melo, que marcou reunião com uma comissão de funcionários para hoje, às 15h30min.

Foto Guilherme Almeida/CMPA
Trabalhadores de várias escolas compareceram à reunião coordenada por Sofia e fizeram relatos da situação. "Por que a Smed pressiona os trabalhadores mas não faz nada contra a Cootrario? Somos cobrados, mas eles (a Cootrario) não", questionou uma das trabalhadores presentes à reunião. Ela confirmou que tudo é sempre pago com atraso e que o vale-transporte e o vale-refeição são depositados diariamente.

Uma funcionária demitida recentemente denunciou que ao encaminhar os papéis da demissão descobriu que desde fevereiro de 2013 a Cootrario não deposita o Fundo de Garantia. "Além disso, seguram a Carteira de Trabalho, o que impede a gente de conseguir o seguro-desemprego ou de procurar um outro emprego."

Outra confirmou que, apesar de ter o desconto todo mês no contracheque para o FGTS, em três anos tem saldo zero na conta do Fundo. Outra trabalhadora denunciou que, no último mês, o salário só foi depositado no oitavo dia útil do mês. "Ligaram para a escola ontem e ameaçaram de demissão por justa causa. Nosso salário é de fome. Trabalho há quatro meses e nem exame de admissão fiz ainda. Ela também confirmou que o vale-refeição, de R$ 12,00, tem sido depositado diariamente.

Em outro relato, uma funcionária disse que há três anos trabalha sem conseguir tirar férias. "A gente liga para a firma e para a Smed e não tem nenhuma informação. Se faltamos ao trabalho, vamos para a rua. Só queremos os nossos direitos."

Conforme uma das funcionárias, que trabalha para a Cootrario há cinco meses, o salário que recebe é de R$ 691,00. "Incluem o adicional por insalubridade no salário, mas na realidade pagam um básico inferior ao salário mínimo, que é de R$ 742,00." Alguns trabalhadores chegaram a abandonar o emprego pela falta de condições, acrescentou ela.

Coragem 

Foto Leonardo Contursi/CMPA
Sofia elogiou a coragem das trabalhadoras em comparecer à reunião para apresentar as denúncias. "Ficamos sabendo inclusive de ameaças da Secretaria Municipal da Educação (Smed) de que seria cortado o ponto de quem viesse na reunião. Ligamos para o vice-prefeito Sebastião Melo e dissemos que isso era inadmissível." A vereadora observou que tem sido somente através da pressão que os trabalhadores terceirizados têm obtido avanços nas relações trabalhistas. "Desde 2011, por exemplo, todos têm carteira assinada."

A vereadora informou que Smed, Cootrario, o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação de Porto Alegre (Sindiasseio) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) foram convidados para a reunião. Lamentou, porém, que nenhum deles compareceu ao encontro. "Há uma posição deliberada de não vir dar explicação sobre o tema." Para evitar o corte do ponto ou alguma punição aos trabalhadores, a Cece forneceu atestado para ser levado pelos funcionários à escola.

Fonte: Portal da CMPA.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sindicato Radialistas RS lamenta desrespeito à categoria

Foto Cristiane Moreira/CMPA
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão do Rio Grande do Sul (Radialistas RS), Antonio Edisson Peres, o Caverna, esteve presente, na tarde desta segunda-feira (22/9), na Tribuna Popular da Câmara da Capital, para ressaltar o Dia do Radialista, comemorado ontem (21/9), e falar sobre os baixos salários e a falta de registro profissional.

Segundo Peres (conhecido como Caverna), a classe patronal não respeita a categoria. “Essa direção vem fazer enfrentamento ao capital, à RBS e à ausência do cumprimento da lei que diz que precisamos de registro para exercer a profissão de radialista”, anunciou.

“A RBS é a empresa dos baixos salários”, criticou o sindicalista. De acordo com ele, o primeiro objetivo é a luta pela campanha salarial. Conforme os dados trazidos pelo orador, 70% dos funcionários da companhia ganham até três salários mínimos. “Como a RBS mantém o monopólio da comunicação no Estado, a empresa acaba puxando os salários para baixo”, explicou.

Falta de registro 

Outro problema citado por Peres diz respeito aos trabalhadores que não possuem registro profissional e trabalham em meios de comunicação. “O exercício ilegal da profissão é crime. Queremos mostrar que não viemos para brincar. Não fomos eleitos para brincar com a classe de radialistas”, afirmou. “Alguns trabalhadores acham que podem entrar pela porta dos fundos.” Conforme Peres, já houve reunião com a Polícia Civil e com o Ministério Público para tentar resolver a questão.

De acordo com ele, será feito pedido à Polícia Federal para que haja abertura de inquéritos contra empresas que acreditam que qualquer um pode ser radialista. “A maioria das empresas comandadas pela RBS permite que qualquer pessoa assuma uma mesa de rádio. No entanto, isso é para profissionais. A categoria precisa ter dignidade, já que a classe patronal não faz por isso”, disse. 

Fonte: Portal da CMPA.

sábado, 20 de setembro de 2014

Agenda de comícios da Unidade Popular pelo Rio Grande com Tarso

22 de Setembro – Segunda 
8h30 - Novo Hamburgo
19h30 – São Leopoldo

24 de Setembro – Quarta
18h - Santa Rosa
19h30 - Ijuí

25 de Setembro – Quinta 
19h - Viamão
20h - Gravataí

27 de Setembro – Sábado
15h - Porto Alegre - Grande Comício da Vitória – Com a presença de Lula e Dilma

28 de Setembro – Domingo 
10h30 - Porto Alegre - Caminhada da vitória – Brique da Redenção 

29 de Setembro – Segunda
19h30min - Santa Maria

02 de Outubro – Quinta 
19h - Canoas

03 de Outubro – Sexta 
17h - Porto Alegre - Caminhada com Tarso - Encontro na Praça Dom Feliciano

Fonte: Portal Tarso 13.

#agiTarso no Brique da Redenção com a Segurança neste Domingo

Traga tua bandeira e faça parte deste #agiTarso com nossos tão estimados Agentes da Segurança!

A desigualdade continua diminuindo no Brasil

Dados corrigidos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostram que o Índice de Gini, que mede o grau de concentração de rendimento, e vai de 0 a 1, caiu de 0,5, em 2011, para 0,496, em 2012, e chegou a 0,495, em 2013.

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E no Rio Grande do Sul 

Salário dos gaúchos subiu 11,4%, segundo o IBGE 

O salário médio dos gaúchos subiu 11,4% na comparação entre 2012 e 2013, o dobro do rendimento no Brasil.É o maior índice dos últimos 13 anos. O rendimento médio da população no Estado alcançou R$ 1.835,00 mensais, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013, divulgada nesta quinta-feira (18/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Confira no #MaisMudançasMaisFuturo - Dilma Presidenta

Visite o Portal Tarso Governador.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Fundação Piratini recebe Troféu Câmara de Porto Alegre

Foto Ederson Nunes/CMPA
A Fundação Cultural Piratini, gestora da TV Educativa (TVE) e da Rádio FM Cultura, recebeu nesta sexta-feira (19/9) o Troféu Câmara Municipal de Porto Alegre, durante solenidade realizada no Plenário Otávio Rocha.

Proposto pela vereadora Sofia Cavedon (PT), o troféu representa a democratização da mídia no Brasil e marca um momento importante da Fundação Piratini “pela sua história emblemática no Estado garantindo a pluralidade, o jornalismo e a cultura”, destacou a vereadora.

Sofia lembrou os tempos difíceis que a TVE passou, “estando à beira de perder seu patrimônio conquistado ao logo de 40 anos de TV e 25 de Rádio Cultura.”. A TVE atinge hoje uma população em torno de 7,5 milhões de telespectadores no Rio Grande do Sul e a Rádio Cultura chega a 70 cidades gaúchas. A vereadora acentuou que as emissoras da Fundação Piratini produzem conteúdos que contribuem para a geração de conhecimento no Estado, "atendendo a públicos heterogêneos, passando por todas as idades".

Foto Ederson Nunes/CMPA
Sofia disse que a homenagem a TVE e Rádio FM Cultura também significa o apoio à democratização da mídia para avançar na construção da democracia brasileira, abrindo espaços para a manifestação dos movimentos sociais.

A parlamentar destacou alguns pontos defendidos pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)* como a a universalização dos serviços essenciais; arquitetura institucional democrática; participação social; fortalecimento do sistema público de comunicação; fortalecimento das rádios e TVs comunitárias; democracia, transparência e pluralidade nas outorgas e proibição de outorgas para políticos ; e promoção da diversidade étnico-racial, de gênero, de orientação sexual, de classes sociais e de crença.

Foto Marta Resing
Vídeo 

Durante a sessão foi exibido um vídeo sobre a atuação das emissoras da Fundação, destacando a sua pluralidade, linha de programação de rádio e TV, envolvimento com a sociedade, debates, entrevistas e as grandes coberturas, com destaque especial para os assuntos que envolvem os países de língua latina. Um volume de informações que, de forma diferenciada, chega aos lares gaúchos todos os dias.

Avanços 

Foto Ederson Nunes/CMPA
O presidente da Fundação Piratini, Pedro Luis Osório, lembrou que até o final do ano terão sido investidos R$ 14 milhões na instituição. Observou que havia falta de servidores, e equipamentos funcionando em situação precária. Comemorou os investimentos feitos em pessoal e na aquisição de equipamentos bem como a melhoria na estrutura.

Somos a segunda maior rede de TV aberta do Rio Grande do Sul”, disse Pedro Osório, justificando o esforço feito para manter esta aproximação com a sociedade, acenando que o próximo passo é abrir as portas para produções independentes no sentido de qualificar a programação e valorizar o universo de idiomas que fazem parte da linguagem da cultura do Rio Grande.

Finalizou agradecendo o aval da Câmara Municipal como sendo “um reconhecimento desta Casa à comunicação pública, que procura estabelecer ligações para a construção de um jornalismo comprometido com as comunidades”.

Foto Ederson Nunes/CMPA
A sessão, presidida pelo vereador Mauro Pinheiro (PT), teve as presenças do presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Batista Filho, da secretária estadual adjunta de Comunicação, Marta Dueñas e da secretária Executiva do Conselho de Desenvolvimento do RS, Ilza do Canto

Fonte: Portal da CMPA.

*Veja aqui a íntegra do documento do FNDC.

Aniversário de Paulo Freire

Paulo Freire, nossa referência!!!
No dia em que Paulo Freire faria 93 anos,
uma história da vida do educador, contada por ele mesmo.

Hoje: Homenagem aos 40 anos da Fundação Cultural Piratini

Por iniciativa da vereadora Sofia Cavedon (PT/PoA) será concedida a Fundação Cultural Piratini - TVE e Rádio FM Cultura - o Troféu Câmara Municipal de Porto Alegre pela passagem dos seus 40 anos de atuação no Rio Grande do Sul.

A Sessão Solene de outorga do Troféu será nesta sexta-feira - 19 de setembro, às 15h, no plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre - Av. Loureiro da Silva, 255 - Centro Histórico.

Arte Mario Pepo
Sofia destaca a homenagem devido a importância histórica da Fundação Cultural Piratini, através da TVE e Rádio FM Cultura por suas ações de difusão da produção local e troca de conteúdo entre diferentes tevês e rádios públicas, que firmam o principal objetivo da instituição: promover uma comunicação democrática e que propicie o acesso à informação, educação e cultura, estimulando a reflexão crítica do seu público.

Saiba mais sobre a Fundação Cultural Piratini - TVE e FM Cultura.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sofia pede prestação de contas na área da Saúde na capital

Foto Divulgação SES
Na tribuna da sessão plenária desta quarta-feira (17/9), comentando os investimentos do governo federal na área de saúde em Porto Alegre, Sofia Cavedon (PT) destacou que foram inaugurados, recentemente, o Hospital da Restinga e a UPA na Zona Norte, que já estão construídos e funcionando.

Também mencionou o começo das obras de ampliação do Hospital de Clínicas e a chegada de novos médicos pelo Programa Mais Médicos, mas observou que ainda recebe muitas reclamações da população quanto ao atendimento de saúde no Município.

Sugeriu que a Câmara agende o comparecimento do secretário municipal Carlos Casartelli à Casa, a fim de prestar contas sobre a gestão da saúde.

Leia aqui a íntegra de sua manifestação.

Cai a máscara do trabalhista Lasier Martins - Por Raul Pont

A filiação de Lasier Martins no PDT ocorreu na última hora do prazo legal para poder disputar as eleições de 2014.

Apesar de nenhuma ligação ideológica e programática com o trabalhismo, filiou-se para disputar uma vaga no Senado depois de décadas como apresentador de programas no Grupo RBS, aproveitando a exposição pública diária nesses veículos. Como prêmio dos bons serviços prestados no Grupo, Lasier ganhou nos últimos anos o reforço dos “Debates do Rio Grande”, onde ancorava o levantamento dos problemas do Estado, identificava-se com as reivindicações, tudo edulcorado pela “neutralidade jornalística” da RBS. Apesar da distância ideológica com o PDT, seu cacife era alto a ponto de condicionar seu ingresso à neutralidade do candidato Vieira em relação à candidatura de Dilma, apesar da decisão nacional favorável do partido à reeleição do projeto no qual participam.

O antipetismo e o conservadorismo de Lasier prevaleceram e, mesmo dividindo o PDT, o presidente Bolzan e o candidato Vieira da Cunha bancaram a candidatura de olho numa possível transferência de votos. Essa não só não ocorreu, mas determinou um afastamento do PDT do governo Tarso, do qual participavam desde o início.

A candidatura de Vieira é um fracasso. Não sai dos 2% nas pesquisas e comprometeu uma unidade histórica que vinha se consolidando entre trabalhistas e petistas, como ocorre no país.

Na ausência de qualquer base que justificasse sua adesão ao PDT, pois sempre se apresentou na defesa do conservadorismo, do autoritarismo, contra Lula, Olívio, Dilma, sempre destilando seu preconceituoso antipetismo, Lasier foi buscar uma identidade com o trabalhismo na figura de seu pai, que, segundo ele, era simpático ao trabalhismo.

Junto com o antipetismo, sua bandeira era o mais oportunista individualismo contra a “política” e os “políticos”, em especial de esquerda, responsáveis pelas mazelas do mundo. O grande defensor das “coisas boas” contra as “coisas ruins” da política.

Agora cai mais uma máscara. Assim como a da moralista Ana Amélia, que foi revelado que enquanto dirigia a sucursal da RBS em Brasília (sempre a RBS!), era funcionária fantasma do gabinete do senador Octávio Cardoso (Arena/PDS), seu marido, e pelo qual recebia um polpudo salário em cargo de confiança, sem trabalhar.

Pois agora ficamos sabendo que não adiantou muito a influência do pai, pois em abril de 1966, Lasier assumia como 2º vice-presidente da direção regional da mocidade da Arena. 

A ditadura militar acabava de fechar os partidos políticos através do Ato Institucional nº2 e quem fazia a opção pela Arena sabia muito bem o que estava fazendo.

Em plena ditadura, com as cassações e a repressão em curso, com a violência da extinção dos partidos, com os sindicatos sendo massacrados, o jovem Lasier, já de princípios bem flexíveis, não vacilou. Encontrou abrigo na mocidade arenista, verdadeiro salvo-conduto para os conservadores meios de comunicação onde trabalhou.

Mesmo numa ditadura, as pessoas podem assumir posições políticas, professá-las, defendê-las. Outra coisa é ter posição e políticas conservadoras e mascará-las durante anos numa neutralidade profissional dissimulada e, de uma hora para outra, reaparecer sob novo invólucro, alegando virtudes e posições que não possui. Nada como um bom debate democrático e transparente.

Raul Pont - Deputado Estadual do PT.

Fonte: Aldeia Gaulesa.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Terceirizadas da Rede Municipal de Ensino da capital: atrasos se tornaram rotina

Com o objetivo de mais uma vez intermediar a crítica situação das terceirizadas da Cootrario, que atuam nos serviços de limpeza e cozinha da Rede Municipal de Ensino da capital, Sofia Cavedon (PT/PoA) está chamando uma audiência na Comissão de Educação para a próxima terça-feira (23/9), às 09 horas, no Plenário Ana Terra (Plenarinho) da Câmara Municipal de Porto Alegre – Av. Loureiro da Silva, 255 – Centro Histórico.

Chamados para a audiência as trabalhadoras e direção de todas as escolas municipais; Secretaria Municipal de Educação (Smed); direção da Cootrario; Sindicato Intermunicipal dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação e Serviços Terceirizados em Asseio e Conservação no RS e Ministério Público do Trabalho.

Denúncias

Atraso no pagamento do vale transporte, do vale alimentação, das férias, o contracheque que não chega e agora a redução de trabalhadoras nas escolas. Esses são os problemas que se tornaram rotina na vida das terceirizadas que atuam nos serviços de limpeza e cozinha da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre.

Sofia Cavedon, vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, iniciou a semana recebendo inúmeras denúncias das trabalhadoras, que já começam a paralisar os serviços nas escolas, pois este mês a Cooperativa Riograndense (Cootrario), responsável pelas funcionárias, passou somente 3 vales transporte para elas irem trabalhar.

A história é longa

Desde 2007 que as trabalhadoras vêm lutando para ter dignidade no serviço, quando procuraram a vereadora Sofia, que vem denunciando as más condições de trabalho impingidas aos trabalhadores da então Cooperativa Meta, que atendia a Rede, e desde 2010, quando assumiu a Cooperativa Riograndense (Cootrario).

Saiba mais sobra a luta das Cooperativadas e Terceirizadas.

Assista o programa onde Sofia Cavedon e Maria do Carmo Bittencourt, da Marcha Mundial das Mulheres, debatem a questão.