sexta-feira, 31 de maio de 2013

Corte de árvores - Novo protesto foi realizado nesta sexta

Foto Tarsila Pereira/CP
No final do dia desta sexta-feira (31/5), os lutadores e lutadoras por uma cidade sustentável e de qualidade de vida manifestaram-se novamente em frente a Prefeitura da capital. Esse foi a quinta marcha de protesto realizada contra o corte de árvores no entorno da Usina do Gasômetro e a transformação da avenida Edvaldo Pereira Paiva, a Beira-Rio, em pista de fórmula Indy.

Foto Tarsila Pereira/CP
Com cartazes e faixas, os manifestantes seguiram em caminhada pela avenida Borges de Medeiros, com destino à Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado. Até o momento, foram cortadas 77 árvores. Seis ainda aguardam decisão da Justiça e 32 devem ser preservadas.

Fonte: Portal do Correio do Povo

Veja também: 
- Aos lutadores e lutadoras...
- Manifestantes marcham contra corte de árvores e prisão de ativistas em Porto Alegre

Fim dos pedágios de Farroupilha

Foto Caco Argemi/Palácio Piratini 
"Compromisso cumprido: Tarso realiza o que Olívio tentou!" - Sofia Cavedon 

Buzinaços, foguetórios e discursos de entidades representativas da sociedade da Serra marcaram o ato simbólico de extinção da praça de pedágios de Farroupilha, na ERS-122, nesta sexta-feira (31/5).

Acompanhado de deputados, secretários de Estado e prefeitos da região, o governador Tarso Genro confirmou o encerramento da cobrança de tarifas naquela praça - que pertencia ao polo de Caxias do Sul - e classificou o fim do pedágio como um momento histórico para o Estado.

Foto Pedro Revillion/ Palácio Piratini
Tarso reiterou que o fim do pedágio na ERS-122 é uma conquista do Estado e da recuperação das funções públicas. O chefe do Executivo afirmou que o ato consolida o resgate do direito de ir e vir dos cidadãos da Serra, destacou os reflexos na economia local e garantiu que o Executivo vai manter os serviços prestados aos usuários.

Saiba mais no Portal do Governo do Estado do RS.

Procempa - Auditoria do TCE aponta abusos em plano de saúde da empresa

Foto Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
"A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindppd-RS), Vera Guasso, cobra com razão: os marajás CCs da Procempa comprometem mais de 4 milhões ao ano da empresa." Sofia Cavedon 

Técnicos questionam a inclusão de avós, netos, irmãos e sogros como dependentes 

Ao analisar os gastos com assistência médica e odontológica da Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa) em 2011, o Tribunal de Contas do Estado levantou suspeitas sobre os dependentes e questiona a inclusão nos planos de 119 filhos com mais de 24 anos, além de avós, netos, irmãs, sogras e outros.

Saiba mais no Portal da Zero Hora

Leia também o artigo do economista Paulo Muzell, publicado no Portal Sul21

Estrepolias na Procempa 
Finalmente a chamada “grande imprensa“ local acordou após uma longa letargia. Estava praticamente “alheia” a uma verdadeira “chuva” de denúncias de irregularidades que vêm sistematicamente ocorrendo no governo Fo-Fo (Fogaça-Fortunati) desde 2005.

Continue aqui.

Confesso que Capitu em curta temporada na capital

No mês de aniversário de Machado de Assis, o espetáculo Confesso que Capitu volta aos palcos porto-alegrenses no Teatro do Sesc (Av. Alberto Bins, 665 - Centro) em curta temporada. Será nos dias 07, 08, 14, 15 e 21 de junho, sextas e sábados sempre às 20h. Na data da última apresentação, celebram-se os 174 anos de nascimento do mestre da ficção.

Se o narrador Bento escreve a obra para atar as duas pontas da vida no clássico "Dom Casmurro", a atriz e pesquisadora gaúcha Elisa Lucas utiliza fios no teatro para recontar a história da personagem Capitu e reatar nosso mundo com o de Machado de Assis.

Saiba mais sobre o espetáculo - Confesso que Capitu

Em cartaz no Margs

Exposição "De Humani corporis fabrica" no Margs 
De 06 de Junho a 11 de Agosto, em Porto Alegre 

Exposição que aborda as relações entre arte e medicina oferecendo uma versão ampliada e contemporânea do assunto é a nova mostra do Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Margs (Praça da Alfândega, s/nº, Centro), a partir de de 06 de junho até 11 de agosto, de terças a domingos, das 10h às 19h.

Com entrada franca, a exposição apresenta um significativo volume de obras da coleção do museu, complementadas por obras de outras coleções e de estúdios de artistas, percorrendo um arco histórico entre meados do século 19 até a contemporaneidade.

Saiba mais no Portal do Margs.

Veja também o Mapa Digital da Cultura RS.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sofia visita a Aldeia Charrua

Foto Divulgação Gabinete
Nesta quinta-feira (30/5), Sofia Cavedon, vereadora petista da capital, visitou a Aldeia Charrua, localizada na Estrada São Caetano, Parada 38, da Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre.

Os Charruas que lutaram e são reconhecidos desde 2007 em Porto Alegre/RS, tem a primeira mulher Cacica Geral do Povo Charrua, a Cacica Aquab. Conforme Sofia eles" bravos guerreiros, que a muito custo conquistaram e buscam moradias que respeitem sua cultura". O governo municipal, através do Demhab quer colocar na aldeia, casas em linha, fugindo da tradição dos Charruas.

Conheça a história desse povo: 
Herança que veio do pampa - Por Bruna Linhares & Letícia Garcia

Caso Ford - Enfim a verdade!

A verdade enfim se restabelece! - Sofia Cavedon 

Ford é condenada a ressarcir Estado do Rio Grande do Sul em mais de R$ 160milhões - Por Marco Weissheimer, RS Urgente 

A juíza Lilian Cristiane Siman, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre, condenou a empresa Ford a ressarcir o Rio Grande do Sul em mais de R$ 160 milhões por investimentos realizados pelo Estado para a implantação de uma filial da empresa no município de Guaíba, em 1998.

Na época, a empresa recebeu recursos para o início das obras de instalação da fábrica e depois desistiu do negócio alegando falta de pagamento por parte do governo Olívio Dutra (PT), que assumiu em 1999. A empresa assinou um financiamento com o Banrisul no valor de R$ 210 milhões e acabou indo para a Bahia, depois de ter recebido a primeira parcela do financiamento no valor de R$ 42 milhões. A Ford alegou atraso no pagamento da segunda parcela e “motivos de ordem política” com o governo que assumia o Estado. 

Leia mais no Portal RS Urgente/Marco Weissheimer 

Seminário "Comunicação no Brasil: onde a democracia (ainda) não entra"

Discutir a democratização da comunicação no Brasil é uma tarefa urgente, pois o problema não está no que se diz, mas no que se deixa de dizer, no que é silenciado pelas grandes empresas que dominam a comunicação no Brasil.

Por esse motivo, o DCE PUCRS promove o Seminário "Comunicação no Brasil: onde a democracia (ainda) não entra" nos dias 05 e 06 de junho, às 19h30, no Auditório do Prédio 50 da PUCRS - Av. Ipiranga, 6681.

PROGRAMAÇÃO:

05 de junho (quarta-feira) – 19h30
Por que democratizar a comunicação? 
Ruth Ignácio – Socióloga
Pedrinho Guareschi – Filósofo e Sociólogo

06 de junho (quinta-feira) – 19h30
Alternativas à concentração dos meios: um debate sobre a radiodifusão pública 
Beto Almeida – Telesur
Pedro Osório – Fundação Cultural Piratini e Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec)

Fonte: Facebook DCEPUCRS.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Aos lutadores e lutadoras...


Manifestantes marcham contra corte de árvores e prisão de ativistas em Porto Alegre

Foto Ramiro Furquim/Sul21
Centenas de pessoas saíram às ruas de Porto Alegre no final da tarde desta quarta-feira (29) para protestar contra o corte de árvores promovido pela prefeitura durante esta madrugada e parte da manhã. O ato também foi organizado como resposta do movimento à remoção e prisão de 27 ativistas que estavam acampados ao lado da Câmara Municipal em vigília contra a retirada das árvores.

Foto Ramiro Furquim/Sul21
A marcha desta quarta-feira foi maior que as anteriores e contou com gritos de protesto diferentes dos que vinham sendo entoados pelos manifestantes. Desta vez, os alvos não eram apenas a administração municipal e a Copa do Mundo de 2014. Durante um bom tempo, enquanto o grupo estava concentrado em frente à prefeitura, as críticas foram às forças policiais – à Brigada Militar e à Guarda Municipal – e aos poderes políticos que as comandam: o Paço Municipal e o Palácio Piratini.

Foto PoA em Movimento
No último ato, quatro pessoas haviam levado um imenso pano branco, simbolizando a bandeira da paz. Desta vez, após a prisão dos acampados, eles foram vestidos de vermelho deitaram-se em cima do pano branco. Todos estavam envolvidos com outro tecido vermelho e permaneceram em frente às escadarias da prefeitura.

No protesto desta quarta-feira, os ativistas reviveram um grito que surgiu em outubro de 2012, após a manifestação envolvendo o mascote da Copa do Mundo, um tatu-bola inflável e gigante que havia sido colocado no Largo Glênio Peres: “Tá-tu! Tá-tu! Tá tudo errado!”.

Leia mais no Portal Sul21.

e as árvores do Gasômetro estão caindo uma a uma...

"As árvores foram caindo uma a uma sob comando dos secretários do Fortunati que viaja pelos States - democracia pra quê? Perdemos esta batalha, mas não a guerra contra o autoritarismo e a arrogância!" - Sofia Cavedon
   

Foto  Fabiano do Amaral/CP
Na madruga desta quarta-feira (29), a Prefeitura Municipal de Porto Alegre e a Brigada Militar do estado do Rio Grande do Sul deram início à operação para derrubar as árvores próximas à Usina do Gasômetro e desmontar o acampamento em que manifestantes resistiam à medida. Dezenas de pessoas foram presas e se encontram, neste momento, na 9° Delegacia de Polícia de Porto Alegre. Todos os acessos que levam ao local em que já ocorre o corte de árvores estão fechados pela EPTC e pelo Batalhão de Choque da Brigada Militar. 

Foto Ramiro Furquim/Sul21
Na noite de ontem (29), os manifestantes foram surpreendidos por uma ordem judicial que previa a reintegração de posse do acampamento para reiniciar as obras de duplicação da via – ordem retirada pela própria Prefeitura poucas horas depois. O poder municipal havia alegado que buscaria outra solução para o impasse. No entanto, na madrugada desta quarta-feira, por volta das 3h, a operação teve início na Avenida Beira-Rio e pôs fim à resistência que os acampados mantinham há mais de quarenta dias.

Leia a íntegra da matéria no Portal Sul21.

Veja também:
Sofia critica o desenvolvimento de concreto na Capital

terça-feira, 28 de maio de 2013

Refloresta pede revitalização da EMEI Jardim de Praça Meu Amiguinho e da Praça Florida

Foto Francielle Caetano/CMPA 
"É preciso cobrar da prefeitura a realização de melhorias e a destinação de recursos para revitalizar o entorno da Emei e da praça." - Sofia Cavedon, presidente da Cece

Moradores do Bairro Floresta reivindicam a revitalização da Praça Bartolomeu de Gusmão, conhecida como Praça Florida, situada ao lado da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Jardim de Praça Meu Amiguinho. Durante visita realizada ao local nesta terça-feira (28/5) à tarde, a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal, foi recebida pelo presidente do Grupo Refloresta, Carlos Augusto Alves.

De acordo com Alves, o Refloresta é uma associação que reúne moradores e empreendedores do bairro com o objetivo de buscar a revitalização do bairro. O grupo se reúne quinzenalmente para discutir melhorias. "Faltam condições para que os moradores utilizem a Praça Florida. Queremos buscar soluções para que eles voltem a frequentar este local", disse Alves, apontando o grande acúmulo de lixo como um dos problemas que impedem os moradores de utilizarem a praça. "Ela (a praça) é rota de passagem para a Vila dos Papeleiros. Próximo ao local, na Comendador Coruja, há também um albergue municipal."

Foto Francielle Caetano/CMPA 
Alves, que também é dono de um hostel no Floresta e presidente do Albergues da Juventude do Brasil, disse que a péssima iluminação na Rua São Carlos e o lixo acumulado na praça acaba atraindo os moradores de rua e usuários de drogas. Além disso, o local tornou-se um grande ponto de prostituição à noite. O empresário relatou que, no sábado, a comunidade recebeu a visita do prefeito em exercício, Sebastião Melo, que ouviu as demandas dos moradores e prometeu agilizar os processos para revitalização da praça na prefeitura. "Mas quando consultamos as secretarias municipais para saber informações, sempre recebemos a resposta de que as reivindicações estão em processo de análise", disse o morador.

Eventos 

De acordo com Alves, o Refloresta organizou uma feira de antiguidades na praça, no final de semana, e pediu que a prefeitura formalize o brechó, que ainda funciona informalmente. Eles também solicitaram à prefeitura que a praça abrigue, aos sábados, uma feira livre. O Refloresta ainda pediu à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) que instale uma pista de skate no local e pretende promover eventos culturais no bairro, com o apoio do poder público. "Pretendemos que a revitalização da Praça Florida seja apenas o começo de uma revitalização de todo o bairro. Mas precisamos do apoio do poder público para isso."

Ele também conta que, não raro, turistas chegam ao seu estabelecimento apavorados com as advertências que ouvem da população local sobre falta de segurança no bairro. "As pessoas alertam os turistas para que não permaneçam no bairro", disse Carlos Augusto Alves. "O bairro é reflexo de seus moradores. E se os moradores se retraem, pessoas que não moram no bairro tomam conta do local. Pessoas que não têm para onde ir acabam se instalando na praça."

Melhorias

Foto Francielle Caetano/CMPA 
Presidente da Cece, Sofia Cavedon entende que é preciso cobrar da prefeitura a realização de melhorias e a destinação de recursos para revitalizar o entorno da Escola Jardim de Praça Meu Amiguinho. “A praça precisa de mais iluminação, de esporte e oficinas que funcionem regularmente e atendam crianças, jovens e adultos.” A vereadora sugere que o local seja utilizado pela comunidade para a prática esportiva. Segundo ela, a presença de um professor que crie vínculos com a comunidade ajudaria a revitalizar o local. “Se a comunidade estiver unida, todas as melhorias que a prefeitura realizar serão potencializadas.”

Para Sofia, um dos grandes problemas da Praça Florida é a situação das pessoas em situação de rua que utilizam o local. “O problema dos moradores de rua é um assunto complicado de se tratar. Precisamos de uma intervenção da Assistência Social para nos dar alternativas e encaminhá-los para espaços de convivência”, afirmou. Outra demanda da comunidade, lembra a vereadora, é a realização da Balada Segura no bairro. "A Associação já solicitou ao Governo, mas ainda não foi atendida", destaca.

Fonte: Portal da CMPA.

Artistas de Rua - GT protocola proposta para a flexibilização da Lei na capital

Foto Divulgação Gabinete
"Que beleza de arte: a rua, as praças serão de fato do artista de rua, se depender da construção de legislação das comissões Cece e Cedecondh, dos artistas e de secretarias do governo municipal afins!" - Sofia Cavedon 

O Grupo de Trabalho (G) constituído para construir nova redação a lei 10.376/08, que regula o licenciamento da atividade dos artistas de rua na Capital, concluiu nesta terça-feira (28/5) o texto final da proposta, que será protocolada na Câmara Municipal de Porto Alegre nesta Quarta-feira (05/6), às 14 horas.

Saiba mais:
Grupo de Trabalho irá propor alteração na Lei do Artista de Rua

Sofia critica o desenvolvimento de concreto na Capital

Foto Ederson Nunes/CMPA 
Em seu pronunciamento na segunda-feira (27/5), no Grande Expediente da Câmara de Porto Alegre, Sofia Cavedon criticou a inflexibilidade do governo municipal, que abandonou o GT construído com a Câmara e foi negociar diretamente com os manifestantes. “A obra desrespeita o que foi discutido nessa Casa e o Plano Diretor. Como o município tem tanta garantia de que não pode mexer em nenhum milímetro do projeto?”, questiona.

Leia a íntegra de seu pronunciamento: 

A SRA. SOFIA CAVEDON:  Muito obrigada, Ver.ª Jussara Cony, é uma honra conduzi-la à presidência e ter uma mulher à frente dos trabalhos neste Legislativo. Eu vou tratar de um tema que está agudo na cidade de Porto Alegre, que mobiliza a juventude, que mobiliza ambientalistas, que mobiliza arquitetos, instituições voltadas para o tema do urbanismo.

(Procede-se à apresentação em vídeo.)

A SRA. SOFIA CAVEDON:  Projeto imagens, neste momento, para os Vereadores e as Vereadoras que não têm podido estar nas caminhadas, nas caminhadas do Quantas Copas, do Ocupa Árvores, movimentos que a juventude organizou para discutir o tema das obras na cidade de Porto Alegre e a sua adequação ao nosso meio ambiente. A Av. Edvaldo Pereira Paiva é uma avenida importante, mas ela tem uma relativa. Hoje, se nós pararmos, mesmo no fim da tarde ou de manhã, melhor dizendo, porque, de manhã, seria o grande fluxo para dentro do Centro da cidade de Porto Alegre, vamos ver que as vias que vêm da Zona Sul e seguem para o Centro, que vêm da Zona Sul e dobram na 1ª Perimetral, são vias bastante vazias, não há um fluxo significativo n sentido bairro-Centro, não é ali o acesso ao Centro da cidade de Porto Alegre. Por outro lado, o sentido Centro-bairro é mais utilizado, é, de fato, um sentido de vazão do Centro da cidade para a Zona Sul, mesmo assim, mesmo bastante utilizado, nunca é parado totalmente, ele anda devagarinho, tem dificuldades, sim, porque há uma sinaleira para entrar na Usina do Gasômetro, para atravessar a Av. Edvaldo, nesse ponto e também por conta da estreiteza da continuidade da via, até então, da Av. Edvaldo para a Zona Sul.

O debate que se instalou na Cidade, em fevereiro deste ano, ao sermos todos surpreendidos – esta Casa também, porque esta Casa acolheu na sua Comissão, na Cosmam, Ver. Paulo Brum e Ver.ª Jussara, todos os Vereadores – com o corte de árvores, e, aí sim, fomos nos dar conta das intenções e do desenho da obra que estava em curso.

Quando os jovens protestaram, subiram nas árvores, e a população se escandalizou com o corte de 115 árvores previstas ali para a duplicação da Av. Edvaldo. De lá para cá, houve muitos debates no Ministério Público, nesta Casa, nas ruas e avenidas e em reuniões do Grupo de Trabalho, foram destrinchando as razões para não concordar com aquele Projeto, e não, simplesmente, proteger árvores – isso é importante frisar –, foram se explicitando as razões do Governo Municipal para fazê-lo. No último programa Conversas Cruzadas, foi assustadora, de fato, reveladora, uma das intenções que eu vinha questionando, perguntando: vocês vão jogar mais fluxo para o Centro da Cidade? Por que o alargamento? Por que três pistas voltadas para o Centro da Cidade? E o Carlos, representante da Prefeitura, disse que, de fato, vão orientar o fluxo para entrar na Cidade aqui pela Zona Sul, passando muito pela frente da Usina, e não mais para o túnel, inexplicavelmente, uma vez que o túnel da Rodoviária terá um viaduto passando por cima, não terá mais estrangulamento. Mas não! Vão desviar. Em vez de ir pela 1ª Perimetral e para o túnel, vão desviar o fluxo de carros para cá, para a frente da Usina do Gasômetro. Isso é extremamente grave, pelo menos, por duas grandes razões: uma, porque esse alargamento tem um limite, passando a Praça Brigadeiro Sampaio, não há mais o que alargar, porque, logo em seguida, nós vamos encontrar prédios históricos, o Correio, o Memorial, o MARGS, a Prefeitura Municipal, e já é um gargalo muito grave esse ponto do Centro da cidade de Porto Alegre.

Então, como que a Prefeitura Municipal imagina triplicar o trânsito jogado daqui para o Centro, e não tornar inviável o Centro da Cidade? O Centro Histórico da Cidade, em torno do Mercado Público, entre a Prefeitura velha e a Prefeitura nova? Qual é a inteligência, qual é o cuidado com a nossa Cidade que está imbuído numa proposta como essa? É inexplicável, Ver. Airto Ferronato, Líder do Governo, inexplicável!

Não sei se V. Exas. entenderam! Há, sim, o Governo firmou, afirmou, na televisão, que é para isso, que vão estimular, vão abrir três pistas, e que é para isso. Esse é um problema seriíssimo! Eu perguntava, e nós questionávamos: como assim? Qual é a fluidez que vai se dar jogando esse fluxo todo para o Centro da Cidade, onde milhares de pessoas andam a pé. O cruzamento entre a Prefeitura velha e a nova, nós todos sabemos, as pessoas todas atravessam ali, porque o Centro tem essa característica de muito deslocamento, a pé, as pessoas irem para as lojas, para o serviço, para a Prefeitura Municipal, para os bancos, para o Mercado Público, etc. Então, é inaceitável que esse fluxo seja ampliado aqui pelo gargalo que vai acontecer ali na frente. Mas uma outra dimensão que é inaceitável é que esse fluxo vai aumentar o risco, o perigo do cruzamento, e os transtornos de quem vive, convive e utiliza as praças e a orla nesse ponto entre a Câmara de Vereadores e o Centro da Cidade.

Não é possível desconhecer que milhares de pessoas ocupam esse lugar, com seus familiares, para o chimarrão, para o esporte, para o lazer, e para a juventude que se encontra com skate, com triciclo, com bicicleta, etc. Então, é desrespeitar, tornar mais violento, tornar mais inseguro um lugar que tem outro destino, não é o destino para ser fluxo de ingresso no Centro da cidade de Porto Alegre. Nós questionamos essa obra nesse sentido, mas também qual é, na verdade, a urgência e a necessidade de ela ser feita assim, considerando o tempo da Copa do Mundo? E, antes de entrar nos detalhes que o Ministério Público e o Tribunal de Contas apontaram em relação a essa obra, ainda quero chamar atenção que ela desrespeita profundamente o debate feito nesta Casa e o que está escrito no Plano Diretor, que é a constituição do Parque Usina do Gasômetro e do Corredor Cultural Usina do Gasômetro. Faltou esse aspecto que, inclusive, ensejou as antecipações de tutela do Ministério Público e que unifica o Ministério Público contrário a essa obra. O não respeito à Lei do Plano Diretor.

Mas, pasmem, não bastassem todos esses problemas, a reação da juventude, em fevereiro deste ano, e nós estamos em maio, houve todos esses meses de apelo, de debate, de resistência e uma inflexibilidade do Governo Municipal que, agora, em um desrespeito com esta Casa, abandonou o Grupo de Trabalho instalado com esta Casa, tentou negociação com a juventude e ofereceu salvar até 30 árvores. Pasmem: é possível salvar até 30 árvores. Mas se explica essa improvisação do Executivo pelos vários elementos que nos chegam do Tribunal de Contas e da Caixa Federal, que afirma que ainda não chegou o projeto básico da Av. Edvaldo Pereira Paiva.

Não há, portanto, ainda, nenhum recurso federal desembolsado para a Av. Edvaldo Pereira Paiva. E é muito grave que o Tribunal de Contas aponte, em vários documentos e acompanhamentos – o meu tempo é curto, apesar dos 15 minutos, mas eu vou apontar alguns –, como no caso da segunda etapa da Av. Edvaldo Pereira Paiva, quando foi encontrado sobrepreço em vários itens. (Lê.): “Convém, ainda, enfatizar o entendimento da Auditoria: trata-se de preços unitários (os da Tabela SMOV) real e atualmente praticados pela PMPA em seus ajustes.

Em contrapartida, os preços unitários retirados do SINAPI apresentam diferenças que não são pequenas, toleráveis, mas margens superiores à razoabilidade, conforme demonstra o quadro. A opção pelos preços menores em atenção à economicidade pouparia a Administração (...)”, apenas nos itens investigados, são quatro ou cinco itens listados aqui – lastro de areia, aplicação de meio-fio pré-moldado, preenchimento de valas com saibro, fornecimento e assentamento de tubos de concreto e assentamento de tubos de concreto simples; nesses quatro ou cinco itens –, R$ 434 mil de sobrepreço, que foram identificados na Av. Edvaldo Pereira Paiva. O índice de reajuste adotado, diz o Tribunal de Contas em outro momento, em outra peça, não é compatível com o objeto licitado, tendo em vista que se refere a variações de preços de obras de edificações residenciais, não representando ser adequado e justificado às obras viárias. Portanto, índice não adequado às obras viárias. Em vários momentos, desde 2010, o Tribunal de Contas acompanha os projetos e os prazos das obras, e aponta que há muita fragilidade para licitação, aponta os atrasos, estuda e avalia o convênio que foi feito com o CIERGS, este órgão que está supostamente realizando os projetos das obras, projetos esses que nunca chegaram na Caixa Federal e que até agora não chegaram na Caixa Federal.

E o projeto que estamos discutindo, Ver.ª Fernanda, é um projeto que não vimos, não apareceu, contratado pelo Sport Club Internacional e doado para o Município de Porto Alegre. Não vou dizer o nome da empresa, mas são projetos em curso, em andamento, não apresentados para a Caixa, com muitos questionamentos no processo licitatório, no processo de levantamento de preço, com alterações e aditamentos extremamente sérios, que nos levam a crer e não crer em tamanha inflexibilidade do Governo Municipal, uma vez que está tudo inconcluso, em andamento, sendo feito. Quer dizer, o carro está andando e sendo arrumado no andamento. Como é que o Município está tão convicto que não pode mexer um milímetro nesta obra?

A Sra. Fernanda Melchionna: (V. Exa. permite um aparte? Assentimento da oradora.) Obrigada, Ver.ª Sofia. Quero, muito rapidamente, cumprimentá-la pelo excelente pronunciamento, e dizer que é uma pena que boa parte dos Vereadores não estejam acompanhando a lucidez do seu raciocínio e os dados que traz com relação ao verdadeiro crime ambiental que a Prefeitura está prestes a fazer numa área que é o coração da Cidade, que é muito utilizada pelos moradores e pelos porto-alegrenses em seus momentos de lazer. Além disso, apenas complementando a questão do crime de derrubar 115 árvores, existe um projeto para transformar a Praça Júlio Mesquita em estacionamento. Então, é muito importante a luta dos jovens, e hoje tem uma nova marcha contra o corte de árvores. Acho que seu pronunciamento foi excelente, e gostaria de lhe parabenizar e de chamar a atenção dos outros Vereadores para que lhe ouçam, pois certamente, V. Exa. contribui em muito nesse debate.

A SRA. SOFIA CAVEDON: Obrigada Fernanda. Quero aqui chamar a atenção dos Senhores e dizer que nós não aceitamos o discurso da Prefeitura de que não é possível, de que vai perder recursos, de que não tem como alterar obras. Estamos solicitando audiência com a Caixa Federal para o Movimento e para o grupo de Vereadores que estão apoiando o Movimento, diante da informação da Caixa de que sequer os projetos básicos foram encaminhados e, portanto, a Caixa não está desembolsando ou desembolsará, em curto prazo, nenhum recurso. É possível que a Prefeitura entre em colapso com todas essas obras em andamento. E é possível, sim, que tenha espaço para aditamento e alteração de projetos. Isso é o que esperamos.

Enquanto a Prefeitura não escuta de verdade, estaremos nas ruas, junto com o movimento social, na cidade de Porto Alegre, que quer uma Cidade equilibrada e que preserve os seus maiores valores que são sua gente, sua vontade, sua ambiência e seu meio ambiente. Esses são os maiores valores, e não automóveis em grande velocidade e o desenvolvimento de concreto, que não traz felicidade para ninguém. (Não revisado pelo oradora.)

Corte de árvores - Nenhuma árvore a menos!

Foto Ramiro Furquim/Sul21
Manifestantes realizam novo protesto contra corte de árvores em Porto Alegre (Sul21) 

Centenas de pessoas voltaram às ruas de Porto Alegre na noite desta segunda-feira (27) para protestar contra o corte de árvores que a prefeitura pretende efetuar em função das obras viárias para realização da Copa do Mundo de 2014.

Foto Ramiro Furquim/Sul21
Em fevereiro, 14 tipuanas foram ceifadas na praça Júlio Mesquita para que a ampliação da avenida João Goulart pudesse ser iniciada. As 115 árvores restantes só não foram retiradas porque os manifestantes subiram nelas e evitaram os cortes. Neste meio tempo, uma ação do Ministério Público havia conseguido a suspensão dos cortes, mas uma decisão do Tribunal de Justiça deferida no dia 16 acabou autorizando a operação.

Foto Ramiro Furquim/Sul21
O protesto desta segunda-feira foi o terceiro desde que saiu a decisão do TJ. Assim como os dois atos anteriores, este saiu da praça Montevidéu, em frente à prefeitura, e terminou na área verde ao lado da Câmara Municipal, onde dezenas de manifestantes estão acampados em vigília contra o corte das árvores.

Leia a íntegra da matéria no Portal Sul21.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Alunos da rede estadual terão oficinas de apoio pedagógico em Porto Alegre

Foto Divulgação Gabinete
"MDCA recebe sua casa definitiva depois de décadas produzindo acolhida e aprendizagem de crianças e adolescentes - dia emocionante! Haidê Venzon, uma vida dedicada às crianças e construindo políticas públicas de proteção da infância, representa o grupo de professora aposentadas que tocam o projeto, com Secretário Jose Clovis que assina cedência da sede de tão importante entidade!" - Sofia Cavedon

Secretaria de Educação do RS assina convênio com o MDCA

Alunos do Ensino Fundamental, de turmas do 2º ao 5º anos, com dificuldade de aprendizagem e problemas de socialização que se encontram em situação de vulnerabilidade social poderão participar de oficinas de apoio pedagógico e socioeducativas ministradas por técnicos do Movimento pelos Direitos da Criança e do Adolescente (MDCA).

O atendimento aos alunos faz parte do Termo de Cooperação firmado nesta segunda-feira (27) pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) com o MDCA, por meio do secretário Jose Clovis de Azevedo, e pela presidente do Movimento, Haidê Venzon. O documento prevê a cedência ao Movimento de um imóvel que integra a área do Instituto Estadual Professora Gema Angelina Belia, localizada na Avenida Antônio de Carvalho, 535, na zona leste da Capital para desenvolvimento do Projeto Novos Horizontes. A vigência do Termo de Cooperação é de cinco anos.

O ato foi acompanhado por Sofia Cavedon, presidente da Comissão de Educação da Câmara de Porto Alegre; pelo presidente do Conselho Estadual da Educação, Augusto Deon; pela diretora do Instituto Gema Belia, Claudete Freitas Camargo; membros do MDCA e da Seduc e por Gilmar Rossa, representante do gabinete do deputado estadual Raul Pont.

Leia a íntegra da notícia no Portal da Seduc/RS.

Veja também: 
15 de janeiro de 2013
Área do Instituto Estadual Gema Belia terá uso compartilhado
11 de agosto de 2012
MDCA está ficando sem sede

Carris - Nota de Sofia Cavedon

Transcrevemos abaixo a Nota de Esclarecimento de Sofia Cavedon enviada ao jornalista Antonio Macedo, da Rádio Gaúcha.

Prezado Jornalista:

Tenho pautado meu trabalho de vereadora na defesa dos interesses públicos e dos direitos dos cidadãos. Por isso todas as políticas públicas têm minha atenção, com fiscalização e propostas, em especial as da educação e da cultura, mas também as que influenciam na qualidade de vida na cidade.

Apesar de muitas frentes, procuro dar sistematicidade e dedicação para cada problema ou tema, até a solução. É assim com o transporte público que tem minha atenção maior desde 2011, na presidência da Câmara, quando as queixas de atendimento e qualidade do transporte coletivo estavam persistentes e fizemos o Câmara no Ônibus, pegando ônibus cedo junto com a população, acompanhando, ouvindo e conhecendo seus problemas. O que resultou em relatórios consistentes encaminhados aos órgãos competentes, como o Ministério Público e ao próprio Executivo Municipal.

Em 2012 a Carris já apresentava problemas sérios em sua gestão e finanças que ameaçaram o ganho de produtividade dos funcionários. Os rodoviários, já mobilizados, paralisaram na ocasião.

Daquela paralisação enviamos relatório dos graves problemas como falta de peças de reposição para o conserto dos ônibus, obras iniciadas e abandonadas, excessivo número de CCs, falta de transparência do destino de recursos extras arrecadados como venda da folha de pagamento e, nesta semana que passou, antes da paralisação de sexta-feira, intermediei duas reuniões dos rodoviários com o governo, tentando encaminhar estes temas, agravados por demissões por justa causa e a polêmica do uso de cinto de segurança.

No dia da paralisação meu papel, desde cedo, foi tentar o diálogo e encerrar a mobilização dos trabalhadores a fim de não prejudicar a população – o que conseguimos durante a manhã. Portanto, apesar de respeitar o seu direito de opinião, considero injustas as referências feitas em seu programa sobre a minha atuação, pois o meu mandato é pautado pela dedicação intensa à busca de solução para os problemas da cidade o que faço com muita seriedade e dedicação.

Em nenhum momento me posicionei contra o uso do cinto, o qual acho fundamental como elemento de salvaguarda a segurança dos que conduzem veículos. A questão levantada por mim foi sobre a necessidade de diálogo da Prefeitura frente às reivindicações e ao argumento dos rodoviários de considerar o parecer do Contran que diz expressamente que motoristas e cobradores de ônibus que carregam passageiros de pé são dispensados do uso do cinto.

Aceito discordâncias e contraposições, mas refuto adjetivações que agridem a forma com que desempenho meu mandato.

Meu foco é a cidade de Porto Alegre! É desejo de todos nós e meu dever como vereadora zelar por uma cidade ambientalmente sustentável, saudável, onde todas as pessoas tenham acesso às políticas públicas e condições dignas de vida, podendo viver bem e com alegria.

Atenciosamente
Sofia Cavedon – Vereadora do Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre
27 de maio de 2013.

domingo, 26 de maio de 2013

Corte de árvores: Sejamos muito mais nesta segunda-feira!

Usamos as razões do IAB/RS, para não ser a juventude,
 os do contra, os tranca obra! 

Vamos precisar de todo mundo nesta segunda-feira (27/5). 

Foto Mario Pepo
Beleza de presença na Caminhada de quinta-feira (23/5) da Catia Suman, da Cláuda Cardoso, do Talo Pereira, do Santiago, dos jovens, dos ambientalistas, dos sonhadores!


No Conversas Cruzadas, Sofia Cavedon e Juliana Costa enfrentaram a opinião da prefeitura e dos defensores das obras...

Confira:
  

Veja também:
- Corte de árvores - Nova manifestação de resistência
- Registro da luta

Pelo fim do machismo, Marcha das Vadias reúne milhares em Porto Alegre

Trechos da matéria publicada no Portal do Sul21.

Foto Ramiro Furquim/Sul21
A cada quinze segundos uma mulher é estuprada no Brasil. Exposto em um cartaz, esse índice assombroso guiou as milhares de pessoas que protestaram na tarde deste domingo (26), em Porto Alegre. A frase representa as reivindicações da Marcha das Vadias: o fim do machismo, da violência e do abuso sexual. Mulheres, homens, transexuais, crianças, jovens e idosos expuseram seus peitos, suas pernas, colocaram roupas normalmente associadas ao sexo oposto, pintaram seus corpos e levantaram suas placas para pedir igualdade. A marcha teve início no Parque Farroupilha (Redenção), às 14h.

Foto Ramiro Furquim/Sul21
Alguns dos cartazes que podiam ser vistos expunham as reivindicações:

Assédio sexual não é elogio: exijo respeito com qualquer roupa (ou sem)”,
Tirem seus rosários dos nossos ovários”,
Cantada na rua é assédio, não elogio”,
Se ser livre é ser vadia, somos todas vadias

No meio da multidão, uma grande faixa preta e roxa exibia os dizeres “Não será com algumas mulheres no poder que esqueceremos as milhares escravizadas na cama, no tanque e no fogão”.

Foto Ramiro Furquim/Sul21
Bandeiras LGBTs também podiam ser vistas na manifestação, onde gritos contra a homofobia e a favor da diversidade sexual foram entoados, assim como pelo fim do racismo. “Eu amo homem, amo mulher, tenho direito de amar quem eu quiser” foi uma das frases cantadas pelos manifestantes que expuseram a intersecção entre os movimentos feminista e LGBT. Na Lima e Silva, a marcha fez uma pausa em frente ao bar Pinguim para protestar contra as recentes denúncias de agressão cometidas por pessoas que trabalham no local. “Promoção do dia, compra uma ceva e vem homofobia” era um dos gritos entoados em meio a vaias.

Leia mais no Portal Sul21.

Plenária PED 2013 - Porto Alegre

Nesta terça-feira (28/5), às 19h, na sede municipal - Av. João Pessoa, 785 - Sofia Cavedon participa da Plenária PED 2013, promovida pelo PT Porto Alegre.

O encontro contará com a dinâmica "Ocupar os Espaços - Real & Virtual", com Cíntia Barenho, do Centro de Estudos Ambientais, e Fabio Cunha, do Falos & Stercus.

sábado, 25 de maio de 2013

5ª Conferência Nacional das Cidades - Sofia aprova emendas e moções de apoio

Foto Divulgação Gabinete
Na etapa Porto Alegre da 5ª Conferência Nacional das Cidades que aconteceu neste final de semana (24 e 25/5), em Porto Alegre, Sofia Cavedon, vereadora petista da capital pautou importantes questões para a cidade e comunidades envolvidas.

Emenda destinando os recursos oriundos da venda de índices construtivos para a habitação popular foi apresentada pela vereadora e aprovada pelo plenário. “Em Porto Alegre esses índices são concedidos sem ônus para a especulação imobiliária, e são uma importantíssima fonte de recursos para o Executivo Municipal”, destaca Sofia.

Também foram aprovadas as Moções de Apoio de sua autoria:

- pelo fortalecimento da empresa pública de transportes de Porto Alegre, Carris, “que ela não perca as linhas para o Sistema BRT”, enfatiza Sofia;
- apoio ao projeto do Morro Santa Teresa, construído coletivamente e que tramita na Câmara de Vereadores;
- e de direito a moradia na Vila Bom Jesus.

O encontro abordou as políticas de desenvolvimento urbano, de habitação, regularização fundiária, mobilidade, saneamento, transporte e trânsito. A 5ª Conferência Nacional das Cidades - “Quem muda a cidade somos nós: Reforma Urbana já” - ocorrerá de  20 a 24 de novembro, em Brasília.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Carris: paralisação expõe problemas do transporte público de Porto Alegre

Foto Divulgação Gabinete
Da frota de 371 ônibus da Companhia Carris Porto-Alegrense, maior empresa de transporte de Porto Alegre, apenas seis saíram da garagem na manhã desta sexta-feira (24). A rotina de 150 mil passageiros foi afetada por conta de um protesto dos rodoviários da empresa pública, que denunciaram perseguição interna por meio de demissões por justa causa e uma possível privatização da Carris. Os funcionários foram às ruas a fim de manter o dissídio conquistado em negociação no começo do ano e evitar a venda de 10% das linhas radiais para a iniciativa privada.

Funcionários denunciam que número de CCs na Carris triplicou nos últimos anos

Foto Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
A fiscalização dos serviços da Carris é feita por monitores treinados e remunerados por Função Gratificada. De acordo com Alceu Weber, este é um dos cargos que incham a empresa pública e acabam aumentando os gastos do transporte coletivo. “Existe hoje o triplo de Cargos em Comissão do que oito anos atrás. Eram 16 cargos, hoje são 53. Os vencimentos de alguns chegam a R$ 10 mil. Além das Funções Gratificadas, existem 47 monitores no quadro e 83 cargos na folha. Onde estão? Então fica muito fácil produzir custo e justificar depois o gasto excessivo para ter o aumento tarifário”, argumenta o servidor.

Gestores municipais relacionam dificuldades da Carris com necessidade de reajuste tarifário 

Foto Divulgação Gabinete
A discussão sobre o valor da tarifa está dependendo de decisão judicial, desde o acolhimento da liminar do vereador Pedro Ruas para suspensão do reajuste de 2013, em abril. O tema parece estar preocupando os gestores municipais, pois estava na ponta da língua de todos que estiveram reunidos com os rodoviários nesta sexta-feira. Ao deixar a conversa sobre a paralisação dos servidores, todos utilizaram o mesmo argumento. “Tem que fazer parte desta discussão o valor da tarifa de ônibus. Não existem altas isenções, nem dinheiro público que garanta um trabalho de qualidade”, disse Sebastião Mello.

Leia a íntegra da matéria no Portal Sul21.

Resíduos Sólidos: 4º Fórum Internacional será em Porto Alegre

Visando contribuir com a empresa pública e privada e a sociedade como um todo, o Instituto Venturi Para Estudos Ambientais e a Universidade de Brasília, por meio do LACIS – Laboratório do Ambiente Construído, Inclusão e Sustentabilidade, promoverão, em Porto Alegre, RS, de 22 a 24 de julho, o 4º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos.

Inscrições de trabalhos científicos para o encontro até 31 de maio (sexta-feira). Orientações podem ser solicitadas pelo e-mail: forum@institutoventuri.org.br

Mais informações no site: http://www.4firs.institutoventuri.org.br/ 

Conheça a programação do 4 º FIRS

Corte de árvores - Nova manifestação de resistência

Foto Mario Pepo
A vereadora Sofia Cavedon (PT), em entrevista para o Sul21, afirmou que de fato “juridicamente são difíceis as chances de reviravolta”, ainda que “possa haver um alento” relativo à atuação da promotoria do Ministério Público no caso. Para Sofia, o movimento é “indiscutivelmente legítimo, até porque reuniu, além de estudantes e militantes da área, o apoio de entidades como o Instituto de Arquitetos do Brasil, por exemplo”. Para Sofia Cavedon, “não se trata apenas da remoção das árvores, mas do espaço do Gasômetro que pode servir para lazer, cultura e esporte”.

Foto Divulgação Gabinete
Sociedade organizada, Movimentos Sociais e Ambientais, estudantes e moradores da região, marcharam novamente nesta quinta-feira (23/5) percorrendo as ruas centrais da capital contra o reinício do corte de árvores, promovido para a duplicação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio), no entorno do Gasômetro.

O protesto saiu da frente da Prefeitura de Porto Alegre e foi até o acampamento de resistência, localizado próximo a Câmara de Vereadores.

Registro da luta

Veja também: 
- Razões contra a duplicação da Av. Edvaldo Pereira Paiva
- Mesmo com chuva, lutadores marcham contra o corte de árvores na capital
- Em nova marcha, manifestantes vão às ruas contra o corte de árvores em Porto Alegre

TV Câmara POA terá sinal aberto a partir de segunda-feira

A Câmara Municipal de Porto Alegre começará a transmitir oficialmente a programação da TV Câmara PoA em sinal digital aberto na próxima segunda-feira (27/5), às 20h. A assinatura do convênio de prestação de serviços com a Fundação Piratini (TVE) para a transmissão em sinal digital aberto acontece no Plenário Otávio Rocha, em sessão especial do Legislativo.

A TV Câmara PoA poderá ser sintonizada no canal 61.4.

Programação 

A TV Câmara, cujas transmissões iniciaram em 1997 através do canal 16 da NET, tem o objetivo de divulgar o trabalho político e institucional do Legislativo da Capital gaúcha. A programação da emissora inclui a transmissão na íntegra e ao vivo das Sessões Ordinárias, que ocorrem nas segundas, quartas e quintas-feiras, a partir das 14 horas, das Sessões Solenes, que são realizadas nas tardes ou noites de terças e sexta-feiras, e as reuniões de comissões permanentes, às terças-feiras de manhã e à tarde. A programação inclui ainda telejornal e programas de entrevistas e de debates com participação de vereadores e personalidades da cidade.

Como sintonizar 

Para sintonizar a TV Câmara PoA em sinal digital é preciso ter um televisor com conversor digital e uma antena UHF interna ou externa. Em alguns modelos de TV, ao sintonizar o canal 61 (Canal Legislativo), o próprio aparelho mostrará as opções 61.1 (TV Senado), 61.2 (TV Câmara Federal), 61.3 (TV Assembleia/RS) e 61.4 (TV Câmara Porto Alegre). Em aparelhos que não mostrem automaticamente as opções de canais, o usuário deve consultar o manual do televisor para obter informações de como fazer a sintonia. Além do sinal digital pelo canal 61.4, a TV Câmara pode ser assistida pelo canal 16 da NET. Neste caso, porém, a programação é compartilhada com a TV Assembleia/RS.

Pela internet, a programação pode ser acessada através do site da Câmara Municipal pela TV Câmara Web.

Fonte: Portal da CMPA.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sinpro/RS recebe homenagem por seus 75 anos

Foto Elson Sempé Pedroso/CMPA
O Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) foi homenageado pela Câmara Municipal de Porto Alegre pelo transcurso dos seus 75 anos de fundação. O ato ocorreu por iniciativa da mesa diretora no período de Comunicações da sessão plenária da tarde desta quinta-feira (23/5).

Em nome dos integrantes da Mesa, a vereadora Sofia Cavedon (PT) destacou a importância da data para o ensino gaúcho. Lembrou que o Sinpro foi o primeiro sindicato de professores criado no Estado, em 21 de maio de 1938. Disse ainda ter consciência de que, “apesar de lidar com a instabilidade no emprego e de, por isso, ter mais dificuldade de fazer a luta sindical, tem tido resultados positivos de qualificação do ensino e da valorização dos profissionais, não só em escolas privadas, mas na educação no sentido mais amplo”, afirmou.

A parlamentar lembrou que o conceito “sindicato cidadão”, adotado na década de 90, é exercitado na prática pelo Sinpro. “A presença de representantes do sindicato é constante em vários debates realizados na Comissão de Educação desta casa, assim como em conferências e outras atividades sobre a qualificação do ensino neste país”, salientou.

Foto Elson Sempé Pedroso/CMPA
Representando cerca de 30 mil professores do ensino privado do Rio Grande do Sul, Cássio Filipe Galvão Bessa, integrante do colegiado que comanda a entidade, destacou que o Sinpro/RS, apesar da sua raiz estar fixada na defesa da classe que atua no ensino privado, está integrado às lutas de uma educação pública de qualidade, participando da organização sindical do país, sendo filiado à Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Rio Grande do Sul (Fetee/Sul), à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Bessa citou atividades do Sinpro, como a política de descentralização através da presença das 13 regionais, das ações nas duas sedes em Porto Alegre e de Canoas, o espaço de debate no jornal Extra Classe, da manutenção da Casa do Professor, e dos muitos embates em defesa da segurança, qualidade de vida e condições de trabalho dos seus filiados, como a que luta pela remuneração do trabalho dos educadores fora da sala de aula, em atividades de correções de provas, trabalhos, preparação e planejamento.

Fonte: Portal da Câmara Municipal de Porto Alegre

Corte de Árvores - Hoje tem caminhada às 18h - Juntos somos fortes!


Juntos somos fortes!

Estudantes, Arquitetos, Ambientalistas, Moradores e Movimentos Sociais organizados. 
Junte-se aos que querem uma cidade sustentável!

Nova caminhada nesta quinta-feira (23/5), às 18h, saindo a frente da Prefeitura. 

Razões contra a duplicação da Av. Edvaldo Pereira Paiva 
Por Nazareth Agra Hassen

1. O alegado congestionamento de tráfego não existe. Nem mesmo nas sextas-feiras à tardinha o trânsito para. Apenas se torna mais lento. Nessa ocasião, poderia ser feita a inversão de sentido de pistas (sem custo financeiro, ambiental e social)

2. É um absurdo que nosso dinheiro vá para uma obra desnecessária quando poderia ir para escolas, saúde e segurança.

3. A obra prejudicará a cidade ao criar no mínimo seis pistas separando a comunidade da Usina do Gasômetro, tornado as vias mais perigosas com a alta velocidade de automóveis.

4. Atravessar a pé a avenida será ainda mais penoso e difícil principalmente para todos e em especial para crianças, grávidas, idosos e pessoas com deficiência.

5. Em nenhum lugar do mundo se criam free-ways no seu centro histórico. Ao contrário, criam-se praças onde havia trânsito.

6. A Prefeitura poderia investir nosso dinheiro em transporte público que diminuiria o número de carros individuais no Centro Histórico (é o que fazem as cidades que optaram por se humanizarem ).

7. Essa oposição à obra não é só de ambientalistas. Somos moradores e cidadãos de Porto Alegre, que vivemos a cidade e nos informamos sobre cidades mais humanas.

8. As mais de cem árvores que querem cortar são necessárias para todos, pois são adultas, levaram décadas para chegarem a este ponto, fornecem sombra, mantêm flora adaptada, entre muitos outros benefícios.

9. Se a Prefeitura tem capacidade para plantar mais milhares de árvores, por que não as planta independentemente de compensação?

10. No passado, foi a população que impediu que prefeituras anteriores derrubassem o Mercado Público (em nome do “progresso”) e também a implosão da Usina do Gasômetro para ali passar uma avenida. Então não somos do contra, talvez sejamos pessoas com alguma informação a mais do que as pessoas que se deixam iludir pela mídia.

11. Também no passado a população abraçou o Guaíba não contra a avenida Beira-Rio, e sim para impedir os espigões e postos de gasolina projetados para toda a orla.

12. A cidade fica mais feia quando tomada por grandes avenidas.

13. Mais asfalto = menos permeabilidade = mais alagamentos = mais desconforto térmico.

14. Queremos um desenvolvimento de cidade centrado no ser humano e não no lucro e na máquina.

Fonte: Blog do IAB/RS.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Francisco Louçã: “estamos muito perto da 2ª Grande Depressão” - Por Marco Weissheimer

Situação dos trabalhadores em vários países da Europa é dramática, disse o economista e político português.

Foto Mario Pepo
A crise econômico-financeira iniciada a partir do estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos e do naufrágio do mercado de derivativos que inundou o sistema circulatório monetário do planeta com moedas e títulos tóxicos, sem lastro na vida real, tem um caráter estrutural e está longe do fim. Pelo contrário, dá sinais de agravamento que poderão arrastar a economia mundial para uma segunda grande depressão. O alerta foi feito terça-feira (21) à noite, no Sindicato do Bancários de Porto Alegre, pelo político e economista português Francisco Louçã, em um debate sobre a crise do capitalismo na Europa, promovido pelos mandatos do deputado estadual Raul Pont e da vereadora Sofia Cavedon, do PT.

Durante mais de uma hora e meia, Louçã, que é dirigente do Bloco de Esquerda, de Portugal, falou sobre a realidade dramática vivida hoje pela população de países como Grécia, Portugal e Espanha, com altíssimos níveis de desemprego, corte de salários, diminuição das aposentadorias, desmonte de serviços públicos fundamentais e aumento de impostos. A crise, defendeu Louçã, é estrutura e permanente, ao contrário do que afirma o consenso firmado entre a social-democracia e a direita na Europa. Estamos vivendo hoje, acrescentou, o império de uma economia sombra que implica, por sua vez, a existência de uma política sombra e de uma sociedade sombra.

A economia sombra é dominada por uma finança sombra, não visível e não regulada. Louçã apontou algumas características desse sistema. No auge da crise de 2007-2008, algumas companhias de seguro já tinham mais poder que grandes bancos comerciais, em função do mercado de derivativos. Cinco anos antes do início da crise de 2007-2008, o conjunto do mercado invisível dos derivativos era de 200 trilhões de dólares. Em 2007-2008, pulou para 600 trilhões de dólares. Naquele período, centenas de bancos nos Estados Unidos e na Europa foram à falência. Agora, em maio de 2013, o conjunto desse mercado de títulos derivativos está na casa do um quatrilhão de dólares, o que representa 14 vezes mais de todo o produto criado no planeta Terra, e 65 vezes mais que o valor do maior mercado especulativo do mundo, que é o de Nova York. Ou seja, ilustrou ainda Louçã, cada dólar americano vale hoje 65 vezes menos que o dólar desse mercado sombra.

A banca financeira, tal como a conhecemos hoje, é dominada por um sistema de dívidas que está asfixiando trabalhadores, governos e as sociedades de vários países. Francisco Louçã chama esse sistema de “dívidadura”. Em um livro escrito em conjunto com Mariana Mortágua (A dívidadura – Portugal na crise do euro (Ed. Bertrand), o economista escreve sobre esse sistema de dívidas:

Imagem web
“Portugal pagará em 2012, em juros, mais do que o efeito conjugado de todas as medidas de uma austeridade gravíssima neste ano. Nos dez anos seguintes, o compromisso de amortização da dívida, considerando apenas a hoje existente e nenhum outro empréstimo suplementar ou outra emissão de dívida, é de 134,5 bilhões de euros – o que, em média, ultrapassará em muito o pagamento de 2012, chegando em alguns anos a ser o triplo. Esta dívida é impagável e não pode ser paga (…). Nos tempos em que o capital se afasta da democracia, a política do socialismo é lutar por ela: a democracia responsável é a arma contra a dívidadura”.

Política sombra 

Esse sistema de finanças sombra, alimentado pelo pagamento de uma dívida impagável e injustificável, tem a sua contrapartida política. O que faz falta na Europa hoje, disse Louçã, além de uma esquerda mais forte, é a existência de um centro mais moderado. Temos hoje um centro absolutamente radical implementando as ditas políticas de austeridade. A política da União Europeia hoje está bloqueada por este centro radical e por seus apoiadores na direita e na social-democracia que não admite qualquer negociação. Todos os hospitais de Madri estão para ser privatizados, exemplificou o economista português. “O discurso da privatização da saúde não procura nenhum consenso, nenhum contrato. As instituições políticas europeias deixaram de ter como função amortecer e negociar conflitos. É uma situação dramática”, assinalou Louçã, lembrando uma frase do escritor inglês Charles Dickens em “A história de duas cidades”: “Nós vivemos no melhor dos tempos. Vivemos no pior dos tempos”.

Para Louçã, o tema central da esquerda hoje deve ser a dívida. “Precisamos virar o debate da dívida e falar da maior das dívidas. O alvo que importa é o capital financeiro. O capital que lucrou imensamente na privatização de bens públicos, que transferiu, em 2012, 6,6 milhões de dólares/dia para paraísos fiscais, que lucra com o aumento dos impostos sobre o trabalho e o consumo, ao mesmo tempo em que tem reduzido os impostos sobre os seus próprios lucros. Nunca tivemos um poder tão poderoso como o poder financeiro atual. Diante desse quadro, precisamos de uma esquerda mais internacionalizada e que saiba que o seu principal adversário hoje é o capital financeiro”, defendeu o economista e ex-deputado do Parlamento Europeu.

Mais valia absoluta e segunda depressão 

Foto Mario Pepo
O que estamos vendo hoje na Europa, acrescentou, é a implementação de um processo de extração de mais valia absoluta dos trabalhadores, com corte de salários, aumento de impostos, diminuição de aposentadorias e aumento da jornada de trabalhadores. Ou seja, todos estão sendo convocados a trabalhar mais e a ganhar menos. Isso os que tem trabalho é claro. Os números sobre o desemprego na Europa são estarrecedores.

Segundo dados da agência de estatísticas Eurostat, o índice de desemprego dos 27 países da UE atingiu 9,8% em outubro de 2012, o maior patamar da série histórica, iniciada em 1995. São 23 milhões sem emprego e esse número já aumentou. A maioria (cerca de 16 milhões) está nos 17 países que compõem a zona do euro, cujo índice atingiu 10,3%, o maior desde a criação do euro, em 1999. No final de 2012, a Espanha apresentou o impressionante índice de 22,8%. Superou até a Grécia, que registrou desemprego de 17,7% no terceiro trimestre.

Os problemas sociais e econômicas causados pelos apóstolos da austeridade começam a bater à porta das principais economias europeias, como Itália, França, Inglaterra e mesmo na Alemanha. É um modelo, enfatizou Louçã, que tem o objetivo de drenar dinheiro dos trabalhadores, dos governos e das sociedades para esse sistema financeiro sombra. Daí a implantação de um regime de extração de mais valia absoluta. É um modelo insustentável social, política e economicamente, reafirmou. “Estamos muito perto da segunda grande depressão”, concluiu Louçã, lembrando que a Europa só conseguiu sair da primeira realizando uma das maiores e mais sangrentas guerras que o planeta já viu.

Coluna de Marco Weissheimer publicado no Portal do Sul21.