domingo, 30 de agosto de 2009

América Latina em Debate

Não a Violência e a Corrupção! - Manifestação de Sofia na Tribuna da Câmara

“Repudiamos o assassinato do sem-terra, a violência, que se soma à corrupção no Governo do Estado. Só no Rio Grande do Sul se faz desapropriação com balas de verdade, se trata movimento social como crime.

As professoras que se manifestaram na frente do Palácio, na frente da casa da Yeda, poderiam ter levado o mesmo tiro que um sem-terra levou, porque de costas, o sem-terra se retirando; ele não estava enfrentando, estava de costas e levou tiro do Estado do Rio Grande do Sul, foi assassinado!

Não podemos concordar com isto: um Estado que está corrompido por este Governo, que usa a Polícia para combater um movimento social que quer recuperar o seu Estado, a sua dignidade, o senso republicano no Estado do Rio Grande do Sul.

Registro nosso protesto! Nosso repúdio! Não pode o Estado se comportar como assassino; o Estado é mediador de conflito social! Não vejo um programa da Governadora Yeda para fazer assentamento dos sem-terra, que estão lutando por dignidade. Nosso repúdio! Nosso protesto! E nossa alegria pelo “não” na Consulta Popular sobre o Pontal do Estaleiro. Não, e não, e não à violência! E não à corrupção! E não a quem quer explorar o Guaíba!" (Palmas.)

Sofia Cavedon - Vereadora PT/POA - Porto Alegre, 24 de agosto de 2009.

Fonte: Notas Taquigráficas da CMPA.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ensino Médio passará a ser obrigatório

A universalização do Ensino Médio público para o cidadão brasileiro será obrigatória a partir do ano que vem em todo o país. Projeto nesse sentido foi aprovado por unanimidade, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Como o projeto do senador Cristovam Buarque já foi aprovado pelo Senado, ele será agora encaminhado para a sanção presidencial.

Atualmente, o estado é obrigado a oferecer vagas no Ensino público gratuito para os brasileiros que quiserem frequentar o Ensino Fundamental (EF), que vai da 1ª a 8ª série (ou 1º ao 9º ano). Com a sanção do novo projeto, o Poder Público terá que ofertar vagas também para os três anos seguintes, no Ensino Médio (EM). Os custos para a expansão do Médio gratuito serão de responsabilidade, em princípio, de estados e do Distrito Federal. E a emenda 53, que criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), assegurará mais recursos para a Educação Básica, incluindo Ensino Médio.

Publicado em 27/08 no jornal Correio do Povo/Editoria Ensino.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Municipários fazem Ato Público nesta quinta

Nesta quinta-feira (27/8), o Simpa e a Atempa promovem ato público na Esquina Democrática, a partir das 11h.

Os municipários vão denunciar as péssimas condições de trabalho, a falta de enfrentamento contra a gripe A (N1N1), o achatamento salarial imposto pelo governo Fogaça e a falta de diálogo com os servidores.


Aprovadas alterações no Previmpa

Aprovada nesta quarta-feira (26), com os votos da base aliada na Câmara Municipal , as mudanças propostas pelo Governo Municipal, através do projeto de lei complementar do Executivo n° 007, de 2007, no Departamento de Previdência dos Servidores do Município (Previmpa). A proposta aprovada reduz a participação da categoria no Conselho de Administração e retira da categoria o direito de escolher seus representantes nas diretorias Administrativa-Financeira e da Previdenciária. O projeto contou com 21 votos favoráveis e oito contrários.

O Executivo justificou a proposta como adequação a legislação municipal a mudanças constitucionais ocorridas em 2003 e 2004 e no Código Civil. As alterações tratam de normas gerais sobre proventos de aposentadoria, pensão por morte, incidência de contribuição previdenciária sobre os benefícios recebidos, condição de dependentes em relação aos benefícios previdenciários de crianças e adolescentes composição do conselho de administração do Previmpa e utilização de recursos arrecadados pelo órgão por parte da Prefeitura.

Emendas

Quarenta e duas emendas foram apresentadas ao projeto. Entre as aprovadas destacaram-se:

Gestão do Previmpa: cai a eleição direta, pelos servidores municipais, para os cargos de diretores administrativo-financeiro e previdenciário; os diretores administrativo-financeiro e previdenciário poderão ser exonerados por sugestão do Conselho de Administração, desde que a demissão seja aprovada por 3/4 do total de membros (20, no total) do conselho, ou, a qualquer tempo, a pedido do prefeito acompanhado de justificativa.

Essa emenda estabelece ainda que os dois representantes dos servidores do Legislativo no conselho passam a ser eleitos em chapa formada apenas por funcionários da Câmara Municipal e não mais vinculados a chapas formadas por funcionários do Executivo; e que os recursos recolhidos pelo Previmpa no sistema de capitalização (novo regime) não poderão ser utilizados para cobertura de déficit do sistema de repartição simples (antigo regime).

Mesmo com a aprovação da Emenda 34, por 22 votos favoráveis, 10 contrários e duas abstenções, a oposição conquistou um acordo com as lideranças de situação para que o Executivo envie, em 60 dias, projeto em regime de urgência em que será construído um novo acordo sobre a questão das eleições dos diretores do Previmpa.

Aposentadoria: fica vetada a aposentadoria especial do professor aos especialistas em educação. Terão direito ao benefício somente os professores que desempenharem atividades educativas, de direção de escola e de coordenação e assessoramento pedagógico.

Invalidez: a aposentadoria por invalidez permanente será, a partir de aprovação de emenda da liderança do PTB, proporcional ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de acidente de trabalho, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável. Entre estas doenças estão alienação mental (psicose), neoplasia maligna, pênfego foliáceo, cegueira, entre outras. A avaliação será de uma junta médica de órgão de perícia do município.

Fonte: Assessoria de Imprensa/CMPA

Ouça: Concluída votação da reforma da Previdência Municipal

Camelódromo é um projeto social, afirma Governo

Imediata suspensão das intimações de despejo e restabelecimento do fornecimento de luz elétrica em inúmeras lojas do Centro Popular de Compras (CPC), o popular Camelódromo, foi o resultado da reunião realizada na manhã desta quarta-feira (26), entre o secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães; presidente da Associação Feira Rua da Praia (Asferap), Juliano Fripp e vereadores Sofia Cavedon, Airto Ferronato, Elias Vidal,
Carlos Todeschini e Fernanda Melchionna.

Para a vereadora Sofia Cavedon, que acompanha a situação do CPC desde o início, hoje foi a primeira vez, desde 2007, que o Governo Municipal diz publicamente que o Camelódromo é um projeto social e que assim devem ser tratadas as questões que o envolvem. “Nesta reunião a grande novidade foi à vontade política do Governo, através do secretário Clóvis, de rever o contrato e a Lei com o objetivo de resgatar o seu cunho social, que era a lógica inicial do empreendimento”.

Conforme relato do representante dos camelôs, Juliano Fripp, a Prefeitura não cumpriu suas promessas, jogando-os dentro do CPC sem nenhuma divulgação e preparação. “A circulação é baixíssima, o aluguel é exorbitante, chegando a cerca de R$ 500,00, para quem não está vendendo nada! Muitos de nós estão passando fome e necessidades, além de estarmos agora cheio de dívidas”, desabafou.

A vereadora Sofia salienta que outras demandas, de médio e longo prazo, também foram discutidas no encontro, como a criação de um fundo de emergência da associação dos lojistas junto com a prefeitura; resgate do funcionamento do Comitê Gestor do CPC; e apresentação da prestação de contas de forma pública, tanto das despesas como das receitas. Atualmente a Verdi Construtora apresenta aos hoje pequenos comerciantes (ex-camelôs) apenas os demonstrativos dos gastos, “o que é inadmissível para um empreendimento que é uma parceira público-privada”, destacou.

Uma nova reunião deverá ocorrer esta semana, chamada pelo Governo, onde irá manifestar as propostas do Executivo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Adiada para quarta-feira votação do projeto do Previmpa

A Câmara Municipal de Porto adiou para quarta-feira (26/8) a votação do projeto de lei complementar do Executivo (PLCE 4471/07) que muda a lei que criou o Departamento Municipal de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Porto Alegre (Previmpa) e disciplina o Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Município.

A decisão foi tomada às 18h39min, após a constatação de falta de quórum para a continuidade da sessão desta segunda-feira (24/8), quando foram aprovados dois destaques e a subemenda 1 da emenda 1, que prejudicaram as emendas 1 e 31. Além do projeto, faltam ainda ser apreciadas 40 emendas e cinco subemendas.

domingo, 23 de agosto de 2009

Pontal do Estaleiro: 80% dizem Não!

Porto-alegrenses votaram "não" à construção de residenciais no local

A consulta pública deste domingo sobre a construção ou não de prédios residenciais na área do antigo Estaleiro Só resultou com uma vitória esmagadora do "não": 18.212 votaram para que o projeto tenha apenas áreas comerciais.

A favor das residências, apenas 4.362. A votação ocorreu das 9h às 17h em 330 urnas distribuídas em 89 locais.

Fonte: Site do jornal Zero Hora.

Municipários: Votação do Previmpa nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (24), a partir das 14h, os vereadores da Capital retomam a discussão e votação do projeto de Lei Complementar do Executivo que altera a Previdência dos Servidores Públicos do Município de Porto Alegre (Previmpa) e disciplina o Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Município de Porto Alegre (RPPS).

Na segunda-feira (17/8), o plenário iniciou a discussão, no período de Ordem do Dia da sessão, do projeto de lei complementar do Executivo que altera a Lei Complementar nº 478, de 26 de setembro de 2002. O PLC, que tramita em regime de urgência, também altera a Lei Complementar nº 505, de 28 de maio de 2004. A aprovação do PLC depende do voto favorável da maioria absoluta dos 36 vereadores.

Com a mobilização dos municipários, através de representantes do Simpa e Previmpa, foi

adiada a votação do Projeto para esta segunda-feira (24). Conforme as lideranças "a posição intransigente do governo Fogaça e do Diretor-Geral do Previmpa tem dificultado o avanço nas negociações. Fomos surpreendidos na última segunda-feira (17) quando o governo incluiu emendas ao Projeto que retiram os principios democráticos que nortearam a criação do revimpa, excluindo a participação dos servidores na gestão do órgão", destacaram.

Lugar de municipário, dia 24/08, é na Câmara Municipal defendendo a sua previdência!

sábado, 22 de agosto de 2009

Neste Domingo Vote Não!

Consulta nada republicana
Artigo de Sofia Cavedon.

A consulta que o Governo Municipal realizará dia 23 pode criar um precedente que autoriza a especulação imobiliária predatória na beira do Guaíba, desrespeitando o direito de todos ao acesso a este patrimônio ambiental e cultural e o dever de preservá-lo!

A postura não republicana dos governos autoritários que em tempos passados entregaram partes de nossa ORLA ao uso privado, hoje se repete por um governo que se afirma democrático! Ao invés de recuperar áreas utilizadas indevidamente, abandonadas e deterioradas, como foi feito recentemente pelas Administrações Populares no Lami, Belém Novo e Ipanema - hoje espaços de convivência, lazer, esportes, fruição da bela paisagem que o Guaíba proporciona - o atual governo opta por estimular exploração privada da Orla, permitindo moradias.

Afirmo isto, pois é este o teor do Projeto de Lei aprovado na Câmara pela maioria dos vereadores do governo, contra o voto da oposição e a vontade da população, expressa principalmente através das Associações dos Bairros organizadas no Movimento Porto Alegre Vive, de artistas e ambientalistas e de estudantes. Diante da indignação popular é que se "ameniza" com a consulta para referendar a Lei!

No entanto, travestida de "aparente democracia", a consulta do governo Fogaça induz a população a erro, pois admite a possibilidade de uso privativo, alteração radical da paisagem, atividade e morfologia desta que é Área de Preservação Permanente e de Interesse Cultural.

Embutido no SIM está o aumento significativo do valor da área e do lucro com sua exploração, adquirida pelo empreendedor em leilão público! Mudar a regra agora lesa os demais concorrentes e os próprios funcionários do antigo Estaleiro cujos direitos motivaram o leilão da então "massa falida". Quem se beneficia com este casuísmo?

Não fossem todas estas razões, cumpre perguntar onde está a campanha pública, a divulgação ampla da consulta, com tempos iguais para os diferentes pontos de vista? Como considerar democrática uma consulta quando apenas uma vanguarda tenta esclarecer e mobilizar a população, enquanto o governo se resume a criar factóides políticos?

Dizer NÃO com toda a força da nossa indignação é a resposta que esta consulta merece e a democracia agradece!

Veja aqui onde votar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Gripe A - Trabalhadores em educação decidem suspender atividades

Em assembleia geral cerca de mil trabalhadores em educação decidiram hoje (21/8) suspender as atividades em toda a Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre até o final de agosto, devido à epidemia da gripe A (H1N1).

A votação ocorreu dentro e fora do salão da Igreja Pompeia, porque muitos não conseguiram entrar no espaço. Após várias intervenções, 593 votaram a favor da paralisação, 374 contra, e houve 6 abstenções. O Simpa e a Atempa coordenaram a ansiedade e agitação que se faziam presentes nos educadores.

Segundo a diretora-geral da Atempa, Isabel Medeiros, a atitude do governo – de transferir para os servidores a decisão de parar as atividades – apesar de parecer democrática, “é relativamente descomprometida e omissa”. “Falta parceria desse governo”, denunciou. E elogiou a decisão da categoria. “Essa é a atitude que o nosso papel social como educadores exigia: a de preservar a vida”.


Fonte: Site da Atempa.

Nota Oficial - Repúdio à morte de sem terra pela Brigada Militar do RS

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul recebe com pesar a notícia da morte do trabalhador rural sem terra, Elton Brum da Silva, ocorrida hoje (21/8) pela manhã, em São Gabriel. Ele foi morto com um tiro disparado por policiais da Brigada Militar.

Para a entidade, a morte deste brasileiro é inaceitável e resulta da intransigência do governo do Estado, que encara protestos como crime, ocasionando agressões constantes a quem participa de manifestações, desconsiderando que elas são inerentes à democracia e asseguradas na Constituição Brasileira.

A entidade espera que o fato seja apurado com a maior brevidade e rigor, com a responsabilização dos envolvidos.

Publicado no site do Sindicato dos Jornalistas/RS

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nesta Sexta!

E no Domingo, vote Não na Consulta Popular.

Ciclo sobre inclusão escolar debateu a Assistência Social

Inclusão Escolar e Interface com a Assistência Social foi o tema discutido no 3º Ciclo de Debates promovido pelo Fórum pela Inclusão Escolar na noite desta quarta-feira (19/8), na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Coordenado pela vereadora Sofia Cavedon, da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre, que apóia o evento, a primeira palestrante Zélia Albuquerque, pedagoga em educação especial e psicopedagoga, falou de sua experiência com alunos especiais desenvolvida na Escola Municipal Martin Aranha. Disse que em sua maioria são oriundos de famílias carentes, encaminhados pelos Conselhos Tutelares e com idade cronológica avançada. “Trabalhamos na Sala de Integração e Recursos (SIR), no turno oposto às aulas, de acordo com a necessidade de cada um”, disse Zélia. Ela falou ainda que essas salas são adaptadas com computador e jogos que ajudam a recuperar etapas que não foram oportunizadas às crianças. “Elas conseguem cantar, ter postura adequada para alimentação e trato na higiene pessoal que precisam ser reforçados cotidianamente”, enfatizou a pedagoga, lembrando que os familiares também são conscientizados.

Zélia ressaltou que o Ministério da Educação cobra avaliação, por parte da escola, dos alunos. “Somos cobrados sobre todo nosso trabalho e avaliados”. Também falou de como o nível socioeconômico influencia na recuperação das crianças. “Temos muitas dificuldades porque muitas famílias vivem com recursos do governo, além do alto índice de drogadição”. Falou que a escola orienta ainda sobre planejamento familiar e maternidade precoce. “Quando engravidam, normalmente acontece a evasão escolar e perdemos o controle do aluno”.

Durante a palestra, a pedagoga comentou as dificuldades enfrentadas pelas escolas especiais quando as crianças chegam com diagnóstico médico atestando que não há possibilidade de recuperação. “Precisamos eliminar isso, pois eles necessitam nada mais do que um olhar de confiança e respeito”. Ela comentou sobre o parecer nº 13 do Conselho Nacional de Educação (CNE) que visa o fechamento das escolas especiais. Defendeu que os alunos especiais não têm a mesma capacidade de abstração dos alunos normais. Na sua opinião, vai ser preciso uma reestruturação curricular, além da adequação arquitetônica, como rampas e banheiros.

A segunda palestrante foi Rosane Arostegui de Azevedo, pós-graduada em filosofia clinica, que trabalha na Faders. Ela disse que somente a Constituição de 1988 passou a prever políticas publicas para a assistência social. “Passou a prever que as necessidades dos cidadãos são de responsabilidade do poder público em conjunto com a sociedade civil”. Ressaltou que essas políticas foram construídas após conferências entre vários profissionais ligados a área de assistência social. “Foi com muita luta que chegamos a um consenso”.

Rosane defendeu que a recuperação de uma criança especial precisa passar necessariamente por três etapas. “O primeiro passo é a escola, depois vem a questão da saúde e logo após o trabalho de assistência social.”

Fonte: Assessoria de Imprensa da CMPA

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Previmpa: Projeto do Executivo retira direitos

O Projeto do Previmpa será votado amanhã, 19 de agosto, quarta-feira, a partir das 14h, na Câmara Municipal de Porto Alegre, por determinação da maioria dos vereadores da base do Governo sem acordo da oposição e das lideranças dos municipários, porque as mudanças não são consideradas boas para a categoria e para a democratização do Instituto, segundo informa a vereadora Sofia Cavedon.

O projeto de Lei, que tem origem do Executivo há dois anos, não teve discussão com a categoria e na Câmara só passou pela Comissão de Constituição e Justiça entrando em seguida na Ordem do Dia, destaca a vereadora.

Uma tentativa de suprir esta falta de debate se deu através de um grupo de trabalho coordenado pela Mesa Diretora, porém não há acordo em questões importantes. Além disso, afirma Sofia o Executivo encaminhou mais emendas, que aumentam o controle do governo sobre o Previmpa e diminui o dos municipários, como por exemplo, o fim da eleição pelo Conselho de Administração dos Diretores Administrativo e Previdenciário.

Além de colocar no caixa único os recursos da que sobram da Taxa de Administração do Previmpa, o mesmo querem fazer com os recursos da Compensação do INSS referente aos colegas que incorporaram tempo de serviço de fora.

E surpreenderam com uma emenda que retira direitos dos que estão no cargo de Especialistas em Educação da Aposentadoria aos 25 anos, “algo que estamos lutando para incluir”, destaca a vereadora que tem projeto tramitando na Casa Legislativa sobre o tema. Precisamos preservar um Previmpa forte e autônomo de qualquer Governo, ressalta Sofia.

Inclusão Escolar e a Interface com a Assistência Social

O terceiro encontro do 2º Ciclo de Debates, que este ano aborda o tema Inclusão Escolar e as Interfaces Necessárias, debaterá nesta quarta-feira (19/08), às 19h, a Assistência Social, no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva 255).

O evento contará com as palestrantes Zélia Albuquerque, pedagoga especialista em educação especial e psicopedagoga, Idília Fernandes, doutora em serviço social e Rosane Arostegui, pós-graduada em filosofia clínica.

O Ciclo de Debates é promovido pelo Fórum pela Inclusão Escolar, e conta com o apoio da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa); gabinete da vereadora Sofia Cavedon; e Comissão de Educação (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre.

Gripe A - Cosmam e Cece vistoriam medidas preventivas em escolas

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) e a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal percorreram na manhã desta terça-feira (18/8) cinco escolas, municipais e estaduais, na zona norte da capital, para conferir de perto medidas de combate à gripe A. Proteger os alunos da incidência do novo vírus tem sido a maior preocupação das direções das instituições de ensino. Sabonete líquido e toalhas de papel nos banheiros, vedação dos bebedouros coletivos, dispensadores de álcool gel e manutenção dos ambientes arejados foram as principais medidas adotadas para manter funcionários e estudantes fora do alcance da doença. “As escolas estão de parabéns, pois cumprem rigorosamente com as determinações do Ministério da Saúde para evitar qualquer tipo de transmissão”, elogiou o presidente da Cosmam, vereador Carlos Todeschini (PT).

Conforme a diretora da Escola Municipal Pepita de Leão, Márcia Mathias Duarte, antes do início das aulas, pais, alunos e professores receberam um documento com todas as providências e orientações preventivas. “Procuramos manter toda a rede escolar informada sobre a gripe A e seus efeitos. É importante que o alerta seja sistemático”, afirmou. Entre as orientações formuladas pelo órgão federal, e divulgados pela Secretaria de Saúde de Porto Alegre, constam higienização frequente de mãos com água e sabão ou álcool; cuidado ao tocar olhos, nariz e boca após contato com superfícies; individualização de copos e utensílios previamente limpos; promoção de atividades de recreação em horários alternados para evitar aglomeração e manutenção de ambientes ventilados, inclusive no transporte escolar.
Incentivos
Toda a rede de ensino municipal conta com verbas extras para aplicar as medidas de combate à gripe A. “Os recursos variam de R$ 2 mil a R$ 4 mil dependendo do tamanho da escola”, informou a vereadora Sofia Cavedon (PT) que também acompanhou as visitas. Já a rede estadual está penando pela irresponsabilidade do Governo Yeda, que não enviou recursos para suprir a demanda. “Recebemos denúncias no gabinete de que até pedindo “fiado” as diretoras estão, ou pedindo colaboração dos pais, para a aquisição de álcool em gel, sabonete líquido, etc...” destaca a vereadora.

Segundo explicaram os diretores, cerca de 80% dos alunos compareceram às aulas desde o início do calendário, nesta segunda-feira (17/8). “O fluxo é normal, mas alguns pais ainda estão apreensivos em mandar seus filhos para a escola”, registrou Silvio Capaverde, diretor da Escola Municipal Lauro Rodrigues que atende cerca de 700 estudantes.

Casos
Na Escola Municipal Wenceslau Fontoura, que capacita 1.150 alunos, a diretora Denise Melo, informou que duas crianças foram confirmadas com a gripe A. “Elas estão isoladas e sendo medicadas em casa”, explicou. Recomendações para que outros alunos fiquem de repouso, em caso de suspeita, também têm sido tomadas pela instituição. “Ninguém será prejudicado com provas ou conteúdo escolar se não estiverem presentes em virtude da gripe. A tranqüilidade deve ser mantida acima de tudo”, completou. A Escola Estadual Baltazar de Oliveira Garcia que congrega 2,4 mil alunos e a Escola Estadual Poncho Verde com 520 alunos também foram vistoriadas pela Comissão de Saúde.

Redação: Ester Scotti (reg. prof. 13387)/CMPA
Fotos: Bruno Todeschini/CMPA

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Impeachment de Yeda marca dia de protestos em Porto Alegre

A jornada nacional de lutas reuniu uma multidão na sexta-feira 14, em Porto Alegre. Desde que o dia começou a clarear, os manifestantes começaram a se reunir em diferentes pontos da capital gaúcha. Os servidores públicos, organizados no Fórum dos Servidores Públicos Estaduais, concentraram-se em frente ao Colégio Estadual Júlio de Castilhos, o Julinho, para pedir o imediato afastamento da governadora Yeda Crusius (PSDB).

No último dia 5, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou a governadora Yeda Crusius (PSDB) e outras oito pessoas como réus numa ação civil pública, como resultado da Operação Rodin, que apurou um desvio de R$ 44 milhões do Detran. Para os servidores, a governadora não tem mais legitimidade política para continuar governando o estado.

Por volta de 9 horas, o grupo deixou as imediações do Julinho em direção ao Palácio da Polícia, na esquina formada pelas avenidas Ipiranga e João Pessoa. Nove bonecos em tamanho natural, representando os nove indiciados pelo MPF foram algemados e levados até a porta principal do Palácio.

O MPF denunciou o deputado federal José Otávio Germano, a governadora Yeda Crusius e os deputados estaduais Luiz Fernando Záchia e Frederico Antunes. Também foram indiciados João Luiz Vargas, presidente do Tribunal de Contas do Estado, Delson Martini, ex-presidente da CEEE e ex-secretário de Governo, Rubens Bordini, ex-tesoureiro da campanha da governadora, Carlos Crusius, ex-marido de Yeda, e Walna Vilarins Meneses, assessora da governadora.

Do Palácio da Polícia a manifestação pelo Fora Yeda – Impeachment Já seguiu em direção a outro palácio, o Piratini. Antes de chegar ao centro da cidade, a passeata dos servidores ganhou a adesão de estudantes da UFRGS. Na Praça da Matriz, servidores e estudantes juntarem-se aos trabalhadores de outras categorias, organizados pelas centrais sindicais.
O afastamento de Yeda foi pedido através de faixas e também durante as falas dos manifestantes.

Fonte: João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato

Pesquisa: Dilma e Serra empatam no RS. Tarso lidera disputa estadual.

by Marco Aurélio Weissheimer.

A revista Voto encomendou pesquisa ao Instituto Vox Populi com o objetivo de saber em quem a população gaúcha pretende votar nas eleições de 2010 para presidente da República, governador do Estado e senadores. Foram ouvidas 1.000 pessoas entre os dias 1° e 6 de agosto. De todos os cenários à presidência, chama a atenção, destaca a revista, o empate técnico entre Dilma Rousseff (PT), com 26%, e José Serra (PSDB), com 25%. Sem a presença de Ciro Gomes (PSB), Dilma e Serra ficam com o mesmo percentual: 29%.

Já a pesquisa espontânea para o governo do Rio Grande do Sul aponta Tarso Genro (PT) com 11%, mais que o dobro do segundo colocado, José Fogaça (PMDB), que tem 5%. Na pesquisa induzida, Tarso obtém 39%, contra 29% de Fogaça. Sem Beto Albuquerque (PSB), o candidato petista cresce para 42% e Fogaça chega a 30%. Quando o candidato do PMDB é o ex-governador Germano Rigotto a vantagem de Tarso é ainda maior: 46% a 20%. O PSOL está protestando contra a não inclusão de Pedro Ruas na pesquisa.

O levantamento também fez uma avaliação do governo estadual (ver quadro acima). Entre ruim e péssimo, o governo Yeda Crusius chega a 56% de reprovação. Somando-se a esse número, o regular negativo, esse índice vai a 70%. Além disso, 56% dos entrevistados responderam que não votam em Yeda de jeito nenhum.

Fonte: RS Urgente

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ato público pelo impeachment de Yeda nesta Sexta-feira

Integrando as atividades da Jornada Nacional Unificada de Lutas, as Centrais Sindicais e a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) convocam a sociedade para um grande Ato Público nesta sexta-feira, 14, às 11h, em frente ao Palácio Piratini. A concentração será a partir das 10h30min.

O ato reforça a necessidade das investigações que serão realizadas com a CPI da Corrupção, na Assembleia Legislativa.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Fechamento das Escolas Especiais foi pauta da Cece

A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece), da Câmara Municipal de Porto Alegre, debateu nesta terça-feira (11/08) do parecer nº 13/09, construído e aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que institui diretrizes operacionais para a educação especial. De acordo com o documento, a decisão acarretaria com o fechamento das escolas especiais do Município em função da falta de verba para sua manutenção. Decide ainda que todas as crianças devem ser matriculadas nas escolas regulares.

A vereadora Sofia Cavedon (PT) questionou como será feita a avaliação das crianças necessitadas nas escolas regulares. “Sabemos que a avaliação é feita através do desempenho padrão”. Falou da experiência positiva desenvolvida na Câmara, que emprega estagiários deficientes. A vereadora sugeriu ainda que a Câmara faça uma manifestação em relação ao tema, através de Moção de Solidariedade ao Fórum pela Inclusão Escolar e a realização de uma aula pública, envolvendo alunos e a cidade, visando mostrar o trabalho educativo dessas escolas.

Segundo a coordenadora de Educação Especial da Smed, Viviane Loss, existem hoje três mil alunos com necessidades especiais matriculados na rede municipal. “Essas escolas requerem um trabalho intenso e muita aprendizagem. São também um espaço de inclusão”, defendeu a professora informando que Porto Alegre é referência em termos de educação para portadores de deficiência. “54% das crianças necessitadas estão na rede municipal”. Ela comunicou que a Smed é totalmente contra o parecer do CNE.

Para a professora Dinéia Pires, da Escola Especial Tristão Sucupira Viana, a sociedade precisa estar preparada para receber as crianças portadoras de necessidades especiais nas escolas regulares. “Caso prevaleça a decisão do Conselho, todo sistema precisa ser revisto”. Jorge Brasil, da Casa de Apoio ao Deficiente relatou a experiência de ter um filho deficiente matriculado em escola especial. “Ele é cadeirante e tem deficiência múltipla. Me sinto privilegiado em saber que ele recebe tratamento especial”.

Participaram do encontro, coordenado pelo presidente da Cece vereador DJ Cassiá (PTB), os vereadores Haroldo de Souza (PMDB), vereador Tarciso Flecha Negra (PDT).

Fonte: Assessoria de Imprensa da CMPA
Foto: Lívia Stumpf / Assessoria de Imprensa da CMPA

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Projeto de Sofia regulamenta o Estudo de Impacto de Vizinhança

Os vereadores de Porto Alegre começaram a analisar, no período de Discussão Preliminar de Pauta da sessão de segunda-feira (3/8), o projeto de lei da vereadora Sofia Cavedon (PT) que regulamenta a aplicação do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) na Capital. Sofia lembra que o EIV é um instrumento de suporte à decisão administrativa no exame e na aprovação de projetos e empreendimentos e de monitoramento da aplicação das normas gerais do regime urbanístico previstas no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA).

Na Exposição de Motivos anexada ao projeto, Sofia afirma que, por não regulamentar o EIV, determinado pelo Estatuto das Cidades, Porto Alegre tem vivido conflitos constantes entre a aplicação do previsto no PDDUA, a intenção dos empreendedores e os direitos e as expectativas da vizinhança. "Muitas vezes, os próprios órgãos municipais se manifestam impedidos de mediar esses interesses pela ausência da regulamentação do EIV", diz.

Conforme o Estatuto, enfatiza Sofia, O EIV deve ser executado de forma a contemplar os efeitos positivos e negativos do empreendimento ou a atividade levando em consideração a qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades. "É, portanto, o instrumento que pode fornecer uma visão integral do empreendimento, superando os pareceres fragmentados das diferentes secretarias, que acabam por desresponsabilizar o Poder Executivo das consequências resultantes da aprovação dos empreendimentos", declara.

O projeto terá de passar pela Discussão Preliminar de Pauta por mais uma sessão, que será nesta quinta-feira (06). Após será enviado às comissões permanentes, antes de voltar ao plenário para votação.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ministério Público Federal pede afastamento e bloqueio de bens de Yeda Crusius

Publicado no Blog do Marco Weissheimer

Aug 5th, 2009 - by Marco Aurélio Weissheimer.

O Ministério Público Federal protocolou hoje, junto a 3ª Vara Federal de Santa Maria, uma ação civil de improbidade administrativa contra a governadora Yeda Crusius (PSDB) e mais oito pessoas: Carlos Crusius (marido da governadora), deputado federal José Otávio Germano (PP), deputados estaduais Luiz Fernando Zachia (PMDB) e Frederico Antunes (PP), presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas, Walna Villarins Meneses (assessora da governadora), Delson Martini (ex-secretário geral do governo estadual), Rubens Bordini (vice-presidente do Banrisul e ex-tesoureiro da campanha de Yeda).

Pesam sobre eles acusações de enriquecimento ilícito, dano ao erário e infração de princípios administrativos, crimes relacionados à fraude que desviou cerca de R$ 44 milhões do Detran gaúcho.

Entre outras coisas, a ação pede o afastamento dos denunciados que ocupam cargos públicos enquanto perdurar o processo, o bloqueio de bens dos mesmos, e a quebra de sigilo envolvendo as provas pertinentes ao processo. A ação civil de improbidade administrativa prevê as seguintes sanções: perda dos bens adquiridos ilicitamente, ressarcimento do prejuízo aos cofres públicos, perda do cargo ou função pública, suspensão dos direitos políticos por um período de 8 a 10 anos, pagamento de multa civil e proibição de contratação com o setor público.

Os procuradores que participaram da coletiva não apresentaram maiores detalhes sobre as acusações, destacando que isso só poderá ocorrer após a manifestação da Justiça Federal. Segundo o MP Federal, as acusações referem-se a uma segunda etapa das investigações em torno da fraude no Detran, com novos elementos relativos à destinação de dinheiro público para partidos e pressões exercidas por governos.

O caso está nas mãos da juíza Simone Barbisan Fortes, de Santa Maria, que notificará os denunciados para que apresentem sua defesa preliminar. A juíza decidirá também sobre o pedido de quebra de sigilo em torno das provas relativas ao processo. A ação do MP Federal tem mais de 30 volumes, com 1.200 páginas e 20 mil ligações telefônicas analisadas.

O MP Federal também confirmou que encaminhou uma representação à Procuradoria Geral da República, relativa à casa que a governadora Yeda Crusius comprou logo após o segundo turno da campanha eleitoral de 2006. Além desta, há outras representações na PGR sobre o mesmo tema.

Fonte: Marco Weissheimer

Educação Especial - MEC devolve Parecer 013/2009 ao CNE

Educação Especial – Vitória da sociedade

Para a vereadora Sofia Cavedon (PT), o anúncio do MEC de devolução ao Conselho Nacional de Educação (CNE) da proposta de Normatização da Educação Especial é vitória da sociedade mais uma vez mobilizada em defesa da construção dos vários espaços e políticas de inclusão das pessoas com deficiência, e entre elas as Escolas Especiais! “Em Porto Alegre estamos comemorando, pois, organizados num Fórum de Inclusão Escolar, pais, alunos e educadores vêm aprofundando o debate e de forma propositiva colocando em diálogo as redes públicas e privadas que oferecem este atendimento. Já no segundo ano de Ciclos de Debates, está discutindo as interfaces necessárias para o sucesso desta inclusão: a saúde, o trabalho, a assistência social com enorme participação de pais e educadores, principalmente”, destaca Sofia.

Em Julho, surpreendidos pela proposta do CNE, que resumia a Educação Especial à matrícula obrigatória dos alunos com deficiência em classes comuns do ensino regular com atendimento especializado em outro turno, começaram a mobilizar-se. Procuraram o gabinete da Vereadora Sofia Cavedon e da Deputada Maria do Rosário para apoio junto ao MEC pela não homologação do Parecer 013/2009. Sofia entrou em contato ainda em julho com o secretário executivo do MEC, José Henrique Paim, que afirmou que o MEC devolveria ao Conselho a proposta, para reavaliação.

Sofia afirma que a Norma não só desrespeita o processo de construção e conquistas dos Estados e Municípios, como contraria ao previsto na LDB e na Lei que normatiza o Fundeb. Um manifesto de contrariedade organizado pelo Fórum foi encaminhado ao MEC, às Câmaras Legislativas, aos Conselhos de Educação das três esferas e uma forte mobilização estava sendo preparada para este semestre, enfatiza a vereadora.

A deputada Maria do Rosário, outros deputados federais e senadores, que já haviam se manifestado em tribuna e para o Governo Federal, estiveram em reunião com o Ministro da Educação esta semana e souberam da decisão de devolução realizada no mesmo dia do encontro.

“Esta devolução ao CNE foi fundamental, pois estamos cansados de nos mobilizar para defender o que já construímos! Queremos seguir na construção de avanços como a retirada dos obstáculos físicos e culturais, superação da lógica da normalização e do rendimento escolar agrupando as crianças, que só exclui que é diferente; da implementação da ação articulada da saúde, da assistência social, da geração de emprego e renda com a educação e tantas outras que deveriam ser as prioridades dos nossos representantes e não tentar acabar com as escolas especiais, o que só devolveria mais crianças e adolescentes á reclusão de seus lares“, afirma Sofia.

Reproduzimos aqui trechos da matéria publicada no site Terra – Por Marcelo Oliveira

O ministro da Educação, Fernando Haddad, decidiu devolver à Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação o parecer 13/2009, que propunha critérios para definição do Atendimento Educacional Especializado (AEE) para crianças com deficiência na rede pública de ensino e em instituições como as Associações dos Pais e Amigos do Excepcional (APAE's). Entre outras medidas, o parecer previa que, para ter acesso ao AEE, a criança deve estar matriculada no ensino básico regular.

Segundo o ministério, o parecer possui discrepâncias em relação a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e com o decreto 6.571, que dispõe sobre o Atendimento Educacional Especializado.
O debate em torno do parecer colocou em rota de colisão organizações da sociedade civil que defendem a educação inclusiva, pela qual crianças com deficiência devem freqüentar a rede normal de ensino, e as APAE's, que defendem o ensino especializado e levam a melhor na discussão, por enquanto.

A decisão de Haddad foi confirmada pelo ministério após reunião na manhã desta terça-feira, 4, com deputados federais e um senador ligados às APAE's, os quais pediram que o parecer não fosse homologado imediatamente.

Entre outras medidas, o parecer previa que os alunos com deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas habilidades (superdotação) devem obrigatoriamente ser matriculados em escolas regulares para ter acesso ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), seja na rede pública ou nas APAE's e outras entidades do gênero.

Assinado pela conselheira Clélia Brandão Alvarenga Craveiro, o parecer previa ainda que o ensino especializado deve ser complementar ao regular e propunha que o AEE deva ser oferecido preferencialmente na rede regular de ensino, em horário alternativo ao turno em que a criança com deficiência curse o ensino básico regular, como uma espécie de reforço escolar.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Informe – Gripe A e a Rede Municipal de Ensino

Por iniciativa da vereadora Sofia Cavedon (PT), a Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal de Porto Alegre abordou nesta terça-feira (04) a disseminação da gripe A (H1N1) nas instituições de ensino de Porto Alegre. Sofia solicitou a inclusão na pauta da reunião ordinária da Comissão frente a inúmeras manifestações da comunidade escolar da Capital que se encontra apreensiva com a situação.

Como medida de prevenção contra a disseminação da gripe A (H1N1) nas instituições de ensino da Capital, a Cosmam encaminhou no início da tarde, documento solicitando ao Executivo Municipal a paralisação temporária das aulas nas escolas que atendem crianças de 0 a 5 anos.

No encontro, além das medidas da área da saúde, foi tratada especialmente a questão do funcionamento das Escolas Infantis Municipais, que se encontravam presentes em grande número, acompanhadas pelo SIMPA e pela ATEMPA - entidades representativas dos funcionários municipais.

Na Comissão de Educação (Cece), em reunião realizada às 14h de hoje (04), a vereadora Sofia propôs a realização de uma reunião conjunta da Cosmam e Cece, próximo ao dia 17 de agosto – data marcada para o retorno das aulas – para que seja feita uma avaliação da situação. A data ainda será definida.

Abaixo transcrevemos parte da carta encaminhada a Smed:

A reivindicação trazida pelas escolas é de ter a mesma orientação do restante da Rede Municipal, ou seja, de interromper as atividades em função do:
- alto índice de adoecimento detectado nas crianças, a maioria por gripe comum;
- o alto grau de contágio causado pelas características da faixa etária de 0 a 6 anos e o tempo de permanência nas escolas o dia inteiro;
- a dificuldade de convencimento dos pais a partir da triagem feita pela direção, no caso da criança com sintomas, para que a leve para casa;
- o adoecimento de muitos funcionários e conseqüentes biometrias, bem como insegurança e apreensão por parte dos mesmos;

Foram ouvidas as afirmações de técnicos como o Dr Jair do Hospital de Clínicas e o Dr Nicolau Ludwig, coordenador da Rede Básica de Saúde, de que o pico da infestação ainda não chegou; de que a previsão - pela experiência de outros países – é de aumentar a incidência nas crianças de zero a dois anos; de que estamos com uma epidemia e as medidas preventivas e de tratamento devem aumentar e mobilizar toda a cidade e secretarias.

Neste sentido, a Comissão tirou majoritariamente a posição de indicar a suspensão das atividades das EMEIS, buscando junto com a FASC formas de dar um suporte às famílias mais vulneráveis, através de entregas de cestas básica e mesmo o preparo de alimentação nas escolas para as crianças não deixarem de recebê-la. Certos de sua sensibilidade aguardamos um retorno para tranquilizarmos as comunidades escolares e contribuirmos para o melhor enfrentamento desta crise que assusta a todos.

Assina: Vereador Carlos Todeschini - Presidente da Cosmam

Cosmam pedirá suspensão das aulas na educação infantil

Por iniciativa da vereadora Sofia Cavedon (PT), a Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal de Porto Alegre abordou nesta terça-feira (04) a disseminação da gripe A (H1N1) nas instituições de ensino de Porto Alegre. Sofia solicitou a inclusão na pauta da reunião ordinária da Comissão frente a inúmeras manifestações da comunidade escolar da Capital que se encontra apreensiva com a situação.

Como medida de prevenção contra a disseminação da gripe A (H1N1) nas instituições de ensino da Capital, a Cosmam decidiu que solicitará ao Executivo Municipal a paralisação temporária das aulas nas escolas que atendem crianças de 0 a 5 anos. De acordo com o presidente da comissão, vereador Carlos Todeschini (PT), a medida é uma forma de preservar a vida dos alunos, dos profissionais de educação e das próprias famílias. “Aulas de todas os outros níveis de ensino já foram suspensas até o dia 17 de agosto, não podemos deixar que as crianças pequenas fiquem suscetíveis à contaminação”, argumentou.

Para impedir transtorno no funcionamento das famílias, a Cosmam pedirá também que as escolas fiquem determinadas a manter os refeitórios abertos e estruturar plantões de professores para que atendam às crianças em condições sociais mais vulneráveis.

Conforme dados levantados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), existem hoje cerca de 365 casos de gripe A sendo investigados pelas instituições de saúde da capital. Deste número, 61 já foram confirmados como sendo causados pelo vírus H1N1; 27 receberam diagnóstico de gripe ocasionada pelo vírus Influenza Sazonal (gripe comum) e 35 já foram descartados. “Ainda está sob avaliação cerca de 240 casos suspeitos de terem contraído a doença só em Porto Alegre”, informou a responsável pela Vigilância Sanitária da Prefeitura, Maria de Fátima de Bem ao alertar que a Secretaria tem capacitado a rede municipal de saúde para prevenir, diagnosticar e tratar os casos da nova gripe.

Caos
Uma das maiores preocupações citadas pelas entidades de saúde presentes na reunião, refere-se à falta de médicos e enfermeiros na rede de saúde. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindisaúde), João Menezes, o Município, o Estado e a União precisam requerer que a Ulbra abra imediatamente os dois hospitais da universidade - fechados no início do ano -, para oferecer atendimento exclusivo a pacientes com suspeita ou portadores do vírus. "É necessário que alguns locais sejam convertidos em espaços exclusivos para tratamento da doença. Isso vai prevenir a proliferação do vírus", explicou. Os Hospitais Independência e Luterano, administrados pela Ulbra foram fechados devido à dívida da instituição com o governo federal.

Segundo Maria Letícia Garcia, presidente do Conselho Municipal de Saúde, o estado dos postos de saúde de Porto Alegre também é caótico. Conforme listou, só na zona norte, são quase seis unidades básicas sem médicos plantonistas ou pediatras. “A população fica insegura com a falta de preparo e de respaldo da prefeitura para atender aos casos da doença”, criticou. Diante da gravidade da situação, os vereadores Mauro Zacher (PDT) e Sofia Cavedon (PT) sugeriram que a Cosmam solicite da prefeitura a contratação emergencial de médicos novos para trabalhar no combate à gripe A.

Fonte: Ester Scotti (reg. prof. 13387)/Assessoria de Imprensa da CMPA

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sofia apóia a luta do Fórum pela Inclusão Escolar

A vereadora Sofia Cavedon (PT) recebeu na tarde desta segunda-feira (03) o Fórum pela Inclusão Escolar, que vem realizando, em nível nacional, um movimento pela não homologação pelo MEC, do Parecer nº 13/09 do Conselho Nacional de Educação, que aborda o projeto de resolução que institui diretrizes operacionais para a educação.

Sofia, que apóia o movimento, solicitará ao MEC que não homologue o parecer do CNE devolvendo o debate à sociedade, que já vem ocorrendo no país. A vereadora informa que no encontro foram definidos alguns movimentos como: marcar reunião com o Ministro da Educação para a próxima semana; promover o Encontro de Alunos na capital gaúcha; participação do movimento na audiência pública que será realizada em Brasília pela deputada federal Maria do Rosário, presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados; organizar um Encontro Nacional em Porto Alegre e preparação do movimento para participação da Conae – etapa estadual.

Veja aqui a Moção de Repúdio ao Parecer assinada pelo Fórum pela Inclusão Escolar.

domingo, 2 de agosto de 2009

Gripe A: município adia retorno às aulas em Porto Alegre

Publicado no site da Zero Hora On line.

A medida já foi adotada pelo Estado e por escolas particulares

O reinício das aulas foi adiado na rede municipal de ensino de Porto Alegre.

A prefeitura de Porto Alegre voltou atrás e resolveu adiar as aulas da rede municipal de ensino para o dia 17 de agosto, como as escolas estaduais e privadas. A medida foi adotada para evitar a disseminação da gripe A entre os estudantes. A decisão foi tomada pelo prefeito José Fogaça, que esteve reunido ontem com a secretária de Educação, Cleci Jurach. O anúncio oficial aos diretores das escolas ocorreu em uma nova reunião na manhã deste domingo. A situação em cada rede:

REDE ESTADUAL - O retorno dos 1,2 milhão de alunos das 2,6 mil escolas estaduais, inicialmente programado para o dia 3, foi prorrogado para o dia 17

REDES MUNICIPAIS - Pelo menos 37 municípios já confirmaram que vão prolongar o recesso escolar em sua rede para combater a gripe A. Segundo levantamento divulgado ontem pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), outros 17 municípios ainda estudam se vão ou não aderir à prorrogação e 55 municípios decidiram manter o calendário regular – a maioria dos 496 municípios ainda não respondeu ao questionário.

- Os municípios que aderiram: Alto Alegre, Barros Cassal, Cachoeira do Sul, Campos Borges, Colinas, Coronel Pilar, Cruz Alta, Dom Pedrito, Ernestina, Espumoso, Estância Velha, Esteio, Estrela, Farroupilha, Fontoura Xavier, Gramado Xavier, Gravataí Ibirapuitã, Itapuca, Manoel Viana, Mata, Mormaço, Paraí, Pinhal da Serra, Saldanha Marinho, Santa Bárbara do Sul, Santa Maria, Santa Vitória do Palmar, São Borja, São José do Herval, São José do Norte, São Vendelino, Serafina Corrêa, Soledade, Tio Hugo, Uruguaiana, Vacaria

REDE PARTICULAR - O Sindicato do Ensino Privado (Sinepe/RS) decidiu recomendar a prorrogação do recesso escolar nas escolas particulares do Rio Grande do Sul para 17 de agosto, mas a decisão final sobre a data de volta às aulas será tomada por cada um dos estabelecimentos. Instituições como o Colégio Anchieta e Israelita, da Capital, aderiram à recomendação

UNIVERSIDADES - A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Pontifícia Universidade Católica anunciaram ontem que o retorno das aulas será adiado para o dia 17. A Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões também prorrogou as aulas, para o dia 10 de agosto

Fonte: Zero Hora On line