terça-feira, 31 de julho de 2007

Aniversário da Sofia

Audiência Pública sobre Plano Diretor na Câmara! É hora de participar!

Nesta sexta-feira, dia 03, às 19h, no plenário Otávio Rocha, a Câmara de Vereadores realizará Audiência Pública para ouvir os moradores do Centro sobre o Plano Diretor da cidade.

A nossa paisagem e a nossa qualidade de vida está para ser atingida mais uma vez pela perspectiva de construção de edifícios e de projetos da construção civil que não respeitam a manifestação dos moradores e muito menos o nosso patrimônio histórico e natural.

O Governo Municipal não tem escutado a comunidade no caso destes projetos especiais e nem em relação ao Plano como um todo, pois as audiências públicas que realizaram só permitiram que a construção civil se manifestasse.

Pela Câmara, queremos garantir a voz e a soberania da sociedade na definição da sua cidade!

Compareçam e manifestem-se!
As Audiências Públicas para debater o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) serão realizadas em oito regiões da cidade, entre os dias três de agosto e 1º de setembro, em vários locais.

Veja o dia e o local de sua região:
·Região 01 - dia 03 de agosto, às 19h, na Câmara Municipal Porto Alegre, Plenário Otávio Rocha, Av. Loureiro da Silva, 255.
·Região 02 - dia 04 de agosto, às 9h30min, Auditório do ETE/DMAE - Estação de Tratamento de Esgoto, na Av. A. J. Renner, 495.
·Região 04 - dia 17 de agosto, às 19h, Auditório da Faculdade Porto-Alegrense - FAPA. Av. Manoel Elias, 2001;
·Região 06 - dia 18 de agosto, às 9h30min, CECOPAM, na Rua Arroio Grande, 50;
·Região 07 - dia 24 de agosto, às 19h, Centro Cultural Lomba do Pinheiro, na Av. João de Oliveira Remião, 5450, Parada 13.
·Região 08 - dia 25 de agosto, 9h30min, Escola de Samba União da Tinga, Rua Álvaro Difini, 380 - 3º Unidade - Restinga Nova;
·Região 03 - no dia 31 de agosto, às 19h, na sala de teatro do Centro Vida, na Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 2132.
·Região 05 - dia 01 de setembro, às 09h30min, Centro Regional Glória/Cruzeiro/Cristal (ex-CEGEB), na Rua Coronel Neves, 255.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Cônsul do Japão visita EMEF Martim Aranha

O cônsul do Japão em Porto Alegre, Haruyoshi Miura, visitou hoje a Escola Municipal de Ensino Fundamental Martim Aranha, na vila Cruzeiro do Sul/PoA com o objetivo de conhecer a estrutura da instituição para fins de avaliação, pelo consulado, do projeto de ampliação e qualificação da Escola.

A proposta foi apresentada no início do mês ao Consulado por intermédio da Sofia, vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal, juntamente com equipe diretiva, coordenadora pedagógica Maria Salete Roman Ross e a vice-diretora Mara Gasparotto, que hoje apresentaram a escola para o cônsul.

O governo japonês tem investido nas escolas do Rio Grande do Sul através de financiamentos a projetos educativo-culturais e, recentemente, inaugurou no Colégio Municipal de Ensino Médio Emílio Meyer, no bairro Medianeira/PoA, o Bloco Sol Nascente que abrigará oficinas profissionalizantes.

Para Sofia é preciso valorizar muito a parceria do Consulado Japonês, porque responde a iniciativa de escolas que procuram superar as dificuldades materiais e humanas propiciando novas experiências a seus alunos para uma formação integral e abrindo alternativas pra o mundo do trabalho.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Sofia pede concurso para monitores

Preocupada que a situação das escolas infantis de Porto Alegre torne-se mais grave, Sofia (vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal (Cece)), encaminhou hoje ao prefeito da cidade pedido de providência para a realização imediata de concurso público para o cargo de monitor.

Segundo Sofia a cada dia que passa a necessidade destes profissionais nas escolas infantis do município é mais crescente. “O agravante da situação é que o trabalho, que é de responsabilidade dos monitores, está sendo realizado de forma massiva por estagiários”, destacou.

A situação, diz Sofia, está relatada em documento produzido pelas EMEIs e encaminhado ao meu gabinete, onde salienta a fragilidade em que muitas das instituições estão trabalhando com o atual quadro de pessoal que as compõem.

A validade do último concurso realizado para o cargo de monitor expirou em 2005. Sofia pautou o assunto na Cece, que deverá chamar a Smed e as direções das escolas infantis para tratarem do tema, enquanto aguarda o retorno do seu pedido de providência para a realização de concurso para a função.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Creche Marieta Caleffi tem nova mantenedora

A comunidade da Vila São Vicente Mártir, após uma luta de mais de dois anos, terá novamente sua creche funcionando. Conforme notícia publicada no Correio do Povo de hoje, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed), assinou convênio com a Sociedade Beneficente Filhas de Jesus, nova entidade mantenedora da creche, que ficará responsável pela reforma e adequação do espaço físico para o atendimento de 30 a 40 crianças, de zero a seis anos.

Sofia que atuou desde a tribuna, em reuniões e inúmeros telefonemas, apoiando a reorganização da comunidade para a volta do funcionamento da creche, comemora mais esta conquista, especialmente das mães da Vila São Vicente Mártir.

A Creche Marieta Caleffi firmou convênio com a Smed em 2003, através da Associação de Moradores da Vila São Vicente Mártir. A gestão anterior foi notificada, em setembro de 2004, com vistas a suspensão do conveniamento. Paralelamente, mães da comunidade denunciaram à má gestão da entidade. Em função do acúmulo de dívidas da instituição, o repasse dos recursos pela prefeitura foi suspenso em fevereiro de 2005. Desde então, representantes da comunidade, juntamente com Sofia, que é é vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara, vinham discutindo alternativas com a Smed para reabrir a creche.

Fonte: Jornal Correio do Povo – Editoria de Educação

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Agenda da Semana - 26 Julho a 04 de Agosto

Quinta-Feira - 26
20h30min - Jantar da Associação José Martí
Sexta-Feira - 27
19h - Jantar Chapa 2 Previmpa – No Simpa
20h - Posse do Cop no Clube do Comércio
Sábado - 28
9h - Reunião sobre Escola Técnica no CAR Restinga
19h - Baile da Lingüiça na Igreja da Glória
22h - Formatura de Bruna Krawczyk - Sociedade Libanesa
Domingo - 29
Das 13 às 17h - Movimento O Araújo tem dono! - Show-ato contra a privatização do auditório Araújo Vianna - Em frente ao espelho d’água, no Parque da Redenção.
Segunda-Feira - 30
9h - Seminário da Bancada
10h - Visita a EMEF Martim Aranha com o Cônsul do Japão, Sr. Haruyoshi Miura
Terça-Feira - 31
9h - Reunião de Gabinete
14h - Reuniões no Gabinete
Quarta-Feira - 01 - Fim do Recesso Parlamentar
8h - Reunião da Bancada
14h - Sessão Plenária
Quinta-Feira - 02
14h - Sessão Plenária
20h - Aniversário da Sofia no Tablado Andaluz – Av. Osvaldo Aranha, 476 (altos) – Esquina Barros Cassal.
Sexta-Feira - 03
8h30min - Seminário de Comunicação Assessoria Bancada PT/CMPA
19h - Inauguração Espaço Venezuela - Associação José Martí - Rua Gomes Jardim,392
19h30min - Audiência Pública sobre Plano Diretor/Região 1 - Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal
Sábado - 04
9h - Seminário de Políticas Públicas para a Infância - Setorial da Criança e do Adolescente - na Assembléia Legislativa
9h30min - Audiência Pública sobre Plano Diretor/Região 2, Auditório do ETE/DMAE - Estação de Tratamento de Esgoto, na Av. A.J. Renner, 495.
20h - Casamento de Letícia e Leonardo - Igreja São Sebastião

terça-feira, 24 de julho de 2007

CTPS Recuperada

A Delegada Regional do Trabalho (DRT), após desenvolver um longo trabalho, desde 2005, na recuperação das Carteiras de Trabalho e Previdência Social - CTPS está agora disponibilizando aos(as) trabalhadores(as) o acesso ao seu histórico profissional. Para maiores informações acesse o site do Ministério do Trabalho. O horário da DRT de atendimento ao público é das 8h30min às 16h30min (até ás 17h por telefone).

Terapia Comunitária tem encontro em setembro


O IV Congresso Brasileiro e o I Encontro Internacional de Terapia Comunitária será realizado em Porto Alegre de 12 a 15 de setembro. Para informações e inscrições acesse o site do Movimento Integrado de Saúde Comunitária, Misc.
Ou veja o flyer.

As dores do pós-neoliberalismo - Artigo de Boaventura de Souza Santos

Boaventura de Souza Santos é doutor em Sociologia do Direito pela Universidade Yale e professor titular da Universidade de Coimbra.

Cento e oitenta quatro anos depois, o Brasil parece finalmente estar a passar do período da pós-independência para o período pós-colonial. A entrada neste último período dá-se pela constatação, discutida na esfera pública, de que o colonialismo, longe de ter terminado com a independência, continuou sob outras formas mas sempre em coerência com o seu princípio matricial: o racismo como uma forma de hierarquia social não intencional porque assente na desigualdade natural das raças.

A construção dessa vontade política é um processo complexo mas tem a seu favor, não só um punhado de convenções internacionais, como também e, sobretudo, a força política dos movimentos sociais protagonizados pelas vítimas inconformadas da discriminação racial. A viragem descolonial para ser eficaz, tem de ocorrer no Estado e na sociedade, no espaço público e no espaço privado, no trabalho e no lazer, na educação e na saúde. É, pois, um processo civilizatório, tão complexo quanto irreversível.

A modernidade ocidental foi na sua origem, simultaneamente um processo europeu, dotado de mecanismos poderosos como a liberdade, igualdade, secularização, inovação científica, direito internacional e progresso, e um processo extra-europeu, dotado de mecanismos não menos poderosos como o colonialismo, racismo, genocídio, escravatura, destruição cultural, impunidade, não-ética da guerra. Um não existiria sem o outro. Por terem sido concedidas aos descendentes dos colonos europeus e não aos povos originários ou aos para aqui trazidos pela escravatura (com excepção do Haiti), as independências latino americanas legitimaram o novo poder por via dos mecanismos do processo europeu para poderem continuar a exercê-lo por via dos mecanismos do processo extra europeu. Assim se naturalizou um sistema de poder que, sem contradição aparente, afirma a liberdade e a igualdade e pratica a opressão e a desigualdade. Um sistema até hoje em vigor, ou seja, até à entrada no período pós-colonial.

Assentes neste sistema de poder, os ideais republicanos da igualdade constituem uma hipocrisia sistémica. Só quem pertence à raça dominante tem o direito (e a arrogância) de dizer que a raça não existe ou que a identidade étnica é uma invenção. Uma democracia hipócrita não chega sequer a ter o mérito da hipocrisia democratizada. O máximo de consciência possível desta democracia hipócrita é diluir a discriminação racial na discriminação social. Admite que os negros e os indígenas são discriminados porque são pobres para não ter de admitir que eles são pobres porque são negros e indígenas. É, pois, uma democracia de muito baixa intensidade. A sua crise final começa no momento em que as vítimas da discriminação se organizam para lutar contra a ideologia que os declara ausentes e as práticas que os oprimem enquanto presenças desvalorizadas. São lutas por uma democracia de alta intensidade e por um republicanismo robusto. Distinguem-se dos seus antecessores por duas razões. Em primeiro lugar, assentam na luta simultânea pela igualdade e pelo reconhecimento da diferença. Reivindicam o direito de ser iguais quando a diferença os inferioriza e o direito de ser diferentes quando a igualdade os descaracteriza. Em segundo lugar, apostam em soluções institucionais dentro e fora do Estado para que o reconhecimento dos dois princípios seja efectivo. Daí a luta pelos projectos de lei de Cotas e do Estatuto da Igualdade Racial. O alto valor democrático destes projectos de lei reside na ideia de que o reconhecimento da existência do racismo só é legítimo quando visa a eliminação do racismo. É o único antídoto eficaz contra os que têm o poder de desconhecer ou negar o racismo para o continuarem a praticar impunemente.

Estes projectos de lei, se aprovados e aplicados, darão ao Brasil uma nova autoridade moral e um novo protagonismo político no plano internacional. Mas será, no plano interno, que os seus efeitos positivos mais se farão sentir: a construção de uma coesão social sem a enorme sombra do silêncio dos excluídos. Para que tal ocorra, os movimentos sociais não podem confiar demasiado na vontade dos governantes dado que eles são produtos do sistema de poder que naturalizou a discriminação racial. Para que eles sintam a vontade de se descolonizarem é necessário pressioná-los e mostrar-lhes que o seu futuro colonial tem os dias contados. Esta pressão não pode ser obra exclusiva do movimento negro e do movimento indígena. É necessário que o MST, os movimentos de direitos humanos, sindicais, feministas, ecológicos, etc., se juntem à luta no entendimento de que, no momento presente, a luta pelas cotas e pela igualdade racial condensa, de modo privilegiado, as contradições de que nascem todas as outras lutas em que estão envolvidos.

Fonte: Folha de S.Paulo, 11/08/2006

As mulheres e a revolução democrática: feminismo e socialismo

O movimento de mulheres, no Brasil, sempre esteve vinculado com a militância de esquerda e do movimento popular, o que levou a uma grande identidade entre um setor amplo das militantes feministas e a construção do Partido dos Trabalhadores. A compreensão de que não há socialismo sem feminismo, nem feminismo sem socialismo fez com que mulheres do Brasil inteiro participassem ativamente da fundação do PT e da construção de uma intervenção feminista também a partir dele.

Hoje, passados 27 anos, há que se organizar um balanço dessa experiência e atualizar uma plataforma feminista para o PT, à luz do que já acumulamos e também dos novos desafios que se colocam na atual conjuntura no Brasil, na América Latina e internacionalmente.

Nós, mulheres identificadas com a tese Mensagem ao Partido – O PT e a Revolução Democrática, vemos o 3º Congresso do PT como espaço privilegiado para fortalecer a ação feminista no partido, a partir, também, da reflexão que o PT vai fazer acerca de si mesmo e de suas tarefas. A revolução democrática que nosso partido deve liderar tem um elemento feminista fundamental: democracia só é democracia se houver igualdade.

O Brasil que queremos
As mulheres são maioria entre os que recebem salário mínimo no Brasil; são maiorias entre os trabalhadores do setor informal, ou seja, em condições precárias de trabalho e sem direitos trabalhistas assegurados; quando no mercado de trabalho formal, ganham, em média, cerca de 30% menos que os homens; são vítimas de violência doméstica, de violência sexual, de assédio sexual. As mulheres que praticam aborto, especialmente as mais pobres, ainda correm risco de morrer pela clandestinidade da prática, e são consideradas criminosas. O sistema de saúde não oferece atenção integral à saúde da mulher, mas a vê como mera reprodutora. Há muito o que mudar em nosso país para chegarmos ao Brasil que queremos. O PT precisa protagonizar essas mudanças.

O Governo Lula tem dado passos nessa direção. A criação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), com status de Ministério, significou um importante avanço. Essa era uma reivindicação histórica das feministas petistas, que defendiam a existência de estruturas de governo capazes de centralizar, impulsionar e implementar políticas públicas voltadas para as mulheres. E a partir da SPM, outras iniciativas foram tomadas.

Mas há muito mais ainda por fazer. Tanto em âmbito federal, quanto em âmbito estadual e municipal, afinal, em diversas administrações petistas em estados e municípios ainda há uma presença tímida de política para as mulheres. O acúmulo reunido pelas mulheres petistas ainda não se vê refletido em boa parte dessas experiências. O Partido dos Trabalhadores pode e deve fazer muito mais pra combater a desigualdade e a opressão das mulheres.

Uma presença forte do Estado é essencial para combater a desigualdade entre homens e mulheres, garantindo educação de qualidade e creches, lavanderias, cantinas, ou seja, equipamentos sociais que transfiram as responsabilidades tidas como "femininas" para o poder público. São medidas necessárias para enfrentar a divisão sexual do trabalho, que faz com que as mulheres acumulem duplas ou triplas jornadas e permaneçam garantindo a reprodução da vida social sem custo para o sistema capitalista que as oprime.

É preciso, também, enfrentar o debate pela legalização do aborto e fazer a disputa necessária para garantir a autonomia das mulheres sobre seu próprio corpo, sobre sua vida e sua sexualidade. Não podemos aceitar que milhares de mulheres sejam vítimas da hipocrisia do Estado e da Igreja, que as criminalizam por interromperem uma gravidez indesejada, muitas vezes, condenando-as à morte. Nosso partido deve assumir sua resolução política nesse sentido e cumprir papel ativo na legalização do aborto no Brasil.

A revolução democrática somente será plena se incluir a radical democratização do Estado. Isso não se faz sem a decisiva inclusão de setores à margem da vida pública, como as mulheres e os negros e negras. Para isso, na discussão sobre a reforma política sendo encaminhada, há que se organizar uma perspectiva feminista, ou seja, tanto para criar mecanismos de maior participação das mulheres na vida política do Estado brasileiro, quanto para alargar e transformar o exercício do poder.

O socialismo petista
O socialismo democrático do PT incorpora o feminismo como elemento fundamental de transformação da sociedade. A luta feminista é, necessariamente, anticapitalista, porque desafia as estruturas do sistema, que tem séculos de história de opressão das mulheres a partir das diversas dimensões da vida social, política e econômica.

A opressão das mulheres é anterior ao capitalismo, mas foi apropriada por este. Essa forma de opressão está articulada com a dominação de classe e de raça. As mulheres são diretamente responsáveis pela reprodução da força de trabalho na dimensão biológica, mas também, na dimensão social; afinal, conforme a divisão sexual do trabalho, são elas as responsáveis por garantir a manutenção das bases de reprodução da vida social (no trabalho doméstico, no cuidado com os filhos, ou seja, na sustentação cotidiana dos indivíduos). Assim, o sistema organiza o controle sobre a vida e a sexualidade das mulheres, roubando-lhes sua autonomia sobre seu próprio corpo e seu destino. Esse controle se expressa também em situações da vida privada, como na violência doméstica e sexual, na desvalorização do trabalho das mulheres, a existência de uma "dupla moral".

Ao mesmo tempo, a tomada de poder pelos trabalhadores não acarreta automaticamente o fim de todos os elementos de opressão e discriminação existentes na sociedade capitalista. Não dá pra aceitar, portanto, a idéia de que "primeiro, a revolução, depois a igualdade". Tampouco é razoável assumir que a luta das mulheres "divide a classe". O que divide a classe é a existência de preconceitos e subordinação no seio dela.

Nosso socialismo é democrático, republicano, feminista e anti-racista. A luta socialista deve visar ao fim de todas as formas de opressão, inclusive porque estas servem à reprodução do capitalismo. A ampliação da esfera pública implica uma maior presença das mulheres, e essa presença, certamente, é um elemento de transformação da luta e do exercício do poder.

PT: concepção e funcionamento
A esquerda não está livre das contradições trazidas pela desigualdade, muito pelo contrário. E nosso partido também reproduz, internamente, formas de discriminação das mulheres. Há que se fortalecer a Secretaria Nacional de Mulheres do PT, tirá-la do marasmo em que se encontra, para que ela seja referência para as feministas petistas de todo o país, com capacidade de articular e propor política e organizar as mulheres do PT.

Da mesma forma, há que se cobrar dos companheiros do partido, coerência de suas atitudes com o programa e as resoluções partidárias. A esfera privada, o plano cultural é o espaço privilegiado de reprodução e reafirmação de valores burgueses e patriarcais, portanto, palavras, gestos e comportamento devem ser observados para que, de fato, sejamos capazes de construir a igualdade que exaltamos em nossos discursos. Relações sociais e pessoais também devem obedecer a uma ética e uma moral revolucionárias.

Há que se ter, portanto, um balanço de como as relações entre homens e mulheres se dão dentro do PT, à luz da elaboração político-programática feminista, mas também das relações cotidianas de exercício de poder. Uma forte expressão do retrocesso que vivenciamos nos últimos anos foi à tentativa de circunscrever as conquistas obtidas pelas mulheres à política de ação afirmativa, mais notadamente, as cotas para mulheres nas direções partidárias. Houve episódios constrangedores para muitas filiadas, por conta do não reconhecimento delas como dirigentes; pelo descumprimento público de resoluções partidárias acerca da legalização do aborto (inclusive pelo papel ativo que parlamentares petistas assumiram na articulação contrária, ao lado de partidos da direita). Também há o constrangimento decorrente de atos privados de mercantilização do corpo das mulheres, por exemplo, em escândalos recentes que vieram à tona, envolvendo dirigentes, parlamentares e militantes petistas. Essa ainda é uma prática presente entre nós, à desvalorização e subordinação das mulheres a partir de ações de mercantilização do seu corpo e de desrespeito nos espaços privados.

As conquistas e os retrocessos mostram que é o momento de renovar compromissos, concepções ideológicas e práticas militantes. O 3º Congresso do PT é uma oportunidade privilegiada para fazê-lo. Para superar contradições e limites, é preciso ir muito além da afirmação programática, e materializar o projeto socialista e feminista em luta social unificada. Mais que construir alianças há que se ter afinidade política na percepção da realidade, e intervir de forma consciente nas bases da organização social da esquerda, da direção e na construção da agenda política.

Em 1991, no I Congresso do PT, aprovamos as cotas mínimas de participação de mulheres em todos os níveis da direção partidária. Hoje, temos de fazer um balanço dessa experiência. Vemos as cotas como um instrumento tático e provisório de estímulo à superação da desigualdade. Elas devem estar articuladas com outros mecanismos, e inclusive com mudanças no padrão da vida partidária, que permitam que as mulheres estejam presentes nas instâncias e sejam protagonistas da política do PT. Questionar a forma de exercício do poder, a natureza desse poder e seus espaços de construção são importante para re-significar a política e democratizá-la, também no interior do partido. Assim, temos mais chances de encaminhar com sucesso nossa vocação socialista e concretizar a necessária revolução democrática em nosso país.

Se você ainda não conhece nossa tese acesse o site .

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Agenda - III Congresso do PT/RS

Informamos que a vereadora Sofia estará afastada por alguns dias, pois se submeteu a um procedimento cirúrgico e encontra-se em “repouso”. No entanto ela continua na ativa através do telefone e e-mail.

No final de semana Sofia participa do III Congresso do PT, que se realizará no Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa (Praça Marechal Deodoro, 101).
A Abertura do III Congresso do PT/RS será na sexta-feira, 20, às 19h. Nos dias 21 (sábado) e 22 (domingo) serão realizados os debates a partir das 9h.

Pedagogia na Uergs volta em 2008

Mais uma conquista para Porto Alegre. A Pedagogia, com ênfase em Educação Popular, volta a ser ministrada na universidade dos gaúchos no ano que vem. Após cinco anos de luta para a sua retomada o movimento, realizado pelo nosso mandato, do deputado estadual Raul Pont e de importantes conselhos municipais da cidade, conquista mais esta vitória que além de qualificar nossos educadores levará a um melhor atendimento às nossas crianças e adolescentes, especialmente aos que vivem em situação de vulnerabilidade.

Com uma participação atuante, desde o início do curso em 2002, Sofia lembra que serão beneficiadas mais de dez mil crianças que hoje são atendidas nas creches comunitárias da cidade. Ela destaca que a reedição do curso de Pedagogia está sendo formatada pelo Grupo de Trabalho (GT) constituído que definirá os critérios para o ingresso – de que forma será a seleção – a re-adequação das disciplinas, o calendário de implantação e a origem dos recursos (convênio com Smed).

O GT já definiu que o curso deve atender aos educadores populares que atuam na Educação Infantil comunitária incluindo a Rede Municipal de Ensino; os que atuam nos programas de apoio sócio-educativos, como educadores de abrigos e educadores sociais de rua; e os que atuam na Educação de Adultos.

O GT é composto pela Comissão da Uergs, Comissão da Secretaria Municipal de Educação, Associação dos Educadores Populares de Porto Alegre (Aeppa), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cmdca), Conselho Municipal de Educação (Cme), Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fmdca) e os Gabinetes do deputado estadual Raul Pont e da vereadora Sofia Cavedon.

Sofia participa da Comissão de Educação do PT

A vereadora Sofia foi indicada como Representante da Região Sul na Comissão Provisória da Setorial Nacional de Educação do PT (Caed), criada no último encontro da Caed em Brasília. Realizada em julho, a plenária debateu as políticas educacionais implementadas no país.

A Comissão de Educação do PT defende a realização de uma Conferência Nacional de Educação, precedida por conferências estaduais, para que se possa avaliar e articular com a sociedade as definições da LDB, do Plano Nacional de Educação e do PDE.

sábado, 14 de julho de 2007

GT começa a formatar o curso de Pedagogia da Uergs

Em reunião realizada no dia 12, o Grupo de Trabalho (GT) que está formatando a proposta da retomada do curso de Pedagogia com ênfase em Educação Popular na Uergs encaminhou vários itens para a sua reedição.

Com uma participação atuante, desde o início do curso em 2002, a vereadora Sofia acompanhou o encontro que ocorreu na sede da Smed (Secretaria Municipal de Educação). Entre os encaminhamentos estão a adequação ao acesso à universidade – que será discutido com a Reitoria da Uergs em próxima reunião que está pré-agendada para terça-feira, 17, às 10h30min, na sede da Uergs -; e a proposta de ampliação de cursos de extensão, graduação e pós-graduação.

Sofia ressalta que um dos pontos necessários a ser definido é o acesso a universidade, pois o curso deve atender aos educadores populares que atuam na Educação Infantil comunitária, na Rede Municipal de Ensino, na Educação de Adultos e nos programas de apoio sócio-educativos, como educadores de abrigos e educadores sociais de rua. Hoje, disse ela, "com a aprovação do Fundeb, impõe-se ainda mais a oferta de qualificação aos educadores que atuam nessas áreas e esta responsabilidade é do poder público”. Sofia destacou que o curso vinha qualificando-os e que somente na primeira turma 117 educadores se formaram em março deste ano.

O GT é formado pela Comissão da Uergs, Comissão da Secretaria Municipal de Educação (Smed), Associação dos Educadores Populares de Porto Alegre (Aeppa), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cmdca), Conselho Municipal de Educação (Cme), Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fmdca) e os Gabinetes do deputado estadual Raul Pont e da vereadora Sofia Cavedon.

PT debate as políticas de Educação em Encontro do Caed

A vereadora Sofia Cavedon, que tem seu mandato voltado à Educação e é vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal, está participando neste final de semana da Plenária da Comissão Nacional de Educação do PT (Caed) que se realiza em Brasília.

Na abertura do encontro a tônica das intervenções foi os desafios que o Setorial Nacional de Educação do PT terá, como a contribuição para a implantação das propostas do governo federal para o setor, principalmente, no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Hoje (14) a plenária discute a política de educação do governo e a introdução do setorial neste cenário. No domingo (15) está na pauta a organização do Setorial Nacional de Educação do PT.

Durante a abertura foram apresentados os desafios do Setorial. O primeiro deles será “contaminar” o Congresso do PT com um debate produtivo em torno da questão central que é a educação; o segundo seria contribuir para desenvolver uma relação de diálogo com os movimentos sociais, que precisa ser mediada pelo partido e o terceiro envolve a relação com o governo federal na sua política para a educação.

Participaram da abertura o secretário nacional de Movimentos Populares do PT, Renato Simões; Selma Rocha, da Fundação Perseu Abramo; Clélia Brandão, do Conselho Nacional de Educação e o secretário nacional de Cultura do PT, Glauber Rocha, que representou o presidente Ricardo Berzoini.

Chapa Renovação e Luta vence eleições da Atempa

Com 43.88% dos votos a Chapa Renovação e Luta foi eleita para a próxima gestão da Associação dos Trabalhadores em Educação de Porto Alegre (Atempa). A eleição ocorreu no último dia 11 e teve 1.194 votantes. A chapa 1 atingiu os 31.74% e a chapa 3, 24.38% dos votos.

A Chapa 2 é composta por: Flávio Helmann da Silva (CMET e EMEF Marcírio), Maria da Graça Morés (Gestão de Obras), Isabel Letícia Pedroso de Medeiros (EMEI Walter Silber), Martha Christhina Gomes da Rosa (CMET e EMEF Judith), Cristiane dos Reis Pires (EMEI Ponta Grossa), Enita Maristela Cardoso Palma (EMEF Pessoa de Brum), Liane Bernardi Helo (EMEF Morro da Cruz), Gorete Losada (EMEF Mário Quintana), Ronimar Del Pino (Judith e EMEF Monte Cristo).

Consulado do Japão investe em escola

Com um auditório para palestras e formações, de alunos e comunidade, e uma sala para e oficinas de capacitação profissional, o Bloco Sol Nascente foi inaugurado recentemente na escola municipal de ensino médio Emílio Meyer. Construído com recursos do Consulado do Japão, que investiu R$ 170 mil, o espaço servirá para inúmeras atividades de capacitação profissional como cursos de informática, cabeleireiro, maquilagem e costura.

Segundo o cônsul do Japão em Porto Alegre, Haruyoshi Miura, a doação é parte da Assistência a Projetos Comunitários (APC) do consulado, que beneficia atividades sociais em hospitais, escolas e entidades de cunho social. “Empenhamo-nos em conceder a verba, pois são necessárias muitas condições para aprovação dos projetos, e a escola conseguiu reunir todos os objetivos que permitirão o desenvolvimento econômico e educacional das pessoas que a freqüentam”, destacou ele.

Conforme a vereadora Sofia Cavedon, vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal, que prestigiou a inauguração, é preciso valorizar muito a parceria do Consulado Japonês, porque responde a iniciativa de escolas que procuram superar as dificuldades materiais e humanas propiciando novas experiências a seus alunos para uma formação integral e abrindo alternativas pra o mundo do trabalho.

A EMEM Emílio Meyer possui 1,2 mil alunos, e oferece à comunidade a oportunidade de participar de oficinas como de cerâmica, música, informática e biscuit. Aos finais de semana, pessoas de todas as idades, até de outras comunidades, participam do Programa Escola Aberta. “Desenvolvemos um trabalho educativo que dê retorno à sociedade com o objetivo de resgatar a cidadania dos jovens”, destaca a diretora Vera Damore.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Blitz gera debate sobre a violência nas escolas

Alunos do ensino médio se emocionaram e se motivaram para debater a violência, o papel da Brigada Militar e da educação, ao assistir a peça Blitz apresentada no nosso último Sarau (sexta-feira, dia 06), no Depósito de Teatro.

No texto de Bosco Brasil, com direção de Roberto Oliveira, um policial vive uma crise com a esposa ao ser acusado de matar um garoto de 12 anos em uma blitz escolar e as tentativas de provar sua inocência, principalmente à sua mulher Heloísa, atendente da padaria do bairro onde mora. Formam um casal conhecido, considerado e até então respeitado na vizinhança.

Cerca de 80 alunos da EMEM Emílio Meyer debateram o tema coma a participação do Coronel PM Jorge Alfredo Pacheco de Barcellos, que coordena o Departamento de Ensino da Brigada Militar foi muito questionado durante o debate que se estendeu até às 23h. Questões como a preparação e apoio psicológicos dos Policiais Militares e de suas famílias, e as causas da violência e as possíveis soluções foram temas abordados.

O teatro, como uma das alternativas de lazer provocando o pensar em vez alienação da televisão ou dos esportes de massa – que muitas vezes incitam a violência –, tem que ser incentivado” destaca Sofia. Ela ressalta que o mandato comemora o fim do semestre com chave de ouro ao promover um Sarau contendo um ótimo texto, excelentes atores e direção, que abordou um tema tão bem, especialmente por ser um dos maiores dramas vividos pela sociedade de hoje. “Prendendo a atenção e emocionando do início ao fim, jovens, gestores públicos e professores têm que assistirem a peça Blitz”, afirma a vereadora.

Contatos com a produção da peça Blitz através do diretor Roberto Oliveira: 8402.5235 / 8409.5642.
O Sarau Pedagógico é realizado mensalmente pelo mandato da vereadora Sofia Cavedon.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Abertas inscrições para o VivaLeitura

Escolas, bibliotecas e instituições podem participar da segunda edição do Prêmio VivaLeitura que, em 2007, vai distribuir R$ 75 mil aos vencedores. As inscrições estão abertas até 23 de julho. Promoção dos ministérios da Educação e da Cultura e da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), o prêmio é um estímulo ao desenvolvimento do hábito da leitura entre crianças, jovens e adultos. O VivaLeitura tem o patrocínio da Fundação Santillana, da Espanha.

As inscrições, gratuitas, podem ser feitas pela internet na página eletrônica do prêmio ou por carta registrada para Prêmio VivaLeitura, caixa postal 710377, CEP 03410-970 - São Paulo (SP).

Para maiores informações clicle aqui.
Fontes: Ministérios da Educação (MEC)e da Cultura (MinC).

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Agenda Semanal - 10 a 16 de Julho

A Câmara Municipal está de recesso parlamentar
no período de 06 a 31 de julho.
Terça–Feira - 10
8h30min - Visita Instituição Reviver – Morro da Cruz
10h - Participa do Ato em Frente ao Palácio Piratini e após de audiência do Movimeto Popular e a Comunidade Escolar que lutam para manter a área destinada a abrigar o Instituto Estadual Gema Angelina Belia com o Chefe da Casa Civil do Estado.
19h - Reunião com Petrópolis Vive e Smam
19h - Lançamento do livro Curso de Formação em Política Internacional, do Prof. Paulo Vizentini no Solar dos Câmaras - Rua Duque de Caxias, 968

Quarta–Feira - 11
Durante o dia todo Eleições da Atempa
9h - Lançamento da Semana da Luta contra o Câncer de Mama, na Assembléia Legislativa.
10h30min - Reunião no Consulado do Japão com a EMEF Martim Aranha - Pauta - Projeto da Escola.
19h - Plenária de Conselheiros Petistas no OP – Sede PT Municipal – Av. João Pessoa, 785
19h30min - Missa de aniversário do Pd. Jaime – Após Jantar.

Quinta–Feira - 12
10h30min - Reunião na Smed com Grupo de Trabalho que luta pelo retorno da Pedagogia com ênfase em Educação Popular na Uergs. Pauta: Nova formatação para o retorno do curso
18h - Reunião com direção e pais no Instituto de Educação - Pauta: Cercamento do prédio e Educação Patrimonial
19h30min - Participa da terceira edição do Sarau anual do Instituto Estadual Gema Angelina Belia, na sede do colégio - Rua Antônio de Carvalho, 495, Partenon

Sexta–Feira - 13
8h - Viagem a Brasília
12h - Mobilização contra a Impunidade e a Corrupção – OAB/RS, Na Esquina Democrática
19h - Abertura Encontro CAED – Comissão de Assuntos Educacionais do PT – em Brasília

Sábado - 14
9h - Encontro CAED – Comissão de Assuntos Educacionais do PT – em Brasília

Domingo - 15
9h - Encontro CAED – Comissão de Assuntos Educacionais do PT – em Brasília.
19h - Retorno para Porto Alegre

Segunda–feira - 16
9h30min - Visita o Centro de Formação do Menino Jesus
14h - Reunião de Gabinete

sábado, 7 de julho de 2007

Casa Elétrica realizará evento para crianças na Câmara

A vereadora Sofia Cavedon participou da reunião ontem (6) com representantes do Grupo Casa Elétrica de Porto Alegre que solicitaram à presidência da Câmara Municipal, a cedência de espaço para a 1ª Mostra de Produção Cultural para a Criança. A vereadora Maria Celeste, presidenta do Legislativo, disse que a Casa será parceira na realização do evento.

Cláudia Braga, uma das responsáveis pelo projeto, informou que a mostra será dividida em sete áreas culturais: cinema, oficina, literatura, dança, teatro, música e arte visual. Conforme Cláudia, a programação prevê seminários, mesa-redonda, espetáculos e projeção de filmes, entre outros. A mostra será realizada na primeira semana de outubro, Mês da Criança.

Fonte: CMPA - Alessandra Obem (6784)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Frente Parlamentar para Livre Orientação Sexual

A vereadora Sofia participou hoje de reunião com a presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Condim), Silvana Conti, na Câmara Municipal de Porto Alegre.

No encontro com as vereadoras da Casa Legislativa o Condim solicitou a retomada da Frente Parlamentar para Livre Orientação Sexual. Essa Frente foi criada em 2003 na Câmara com o objetivo de viabilizar ações, articuladas com os movimentos sociais, que abordassem o tema.

Também foi encaminhada a presidenta da Casa proposta de programação para marcar o 29 de agosto, Dia Municipal e Nacional da Visibilidade Lésbica. Estão previstas ainda atividades de 28 de agosto a 02 de setembro, como a realização de seminário, sarau cultural e a 1ª Marcha da Visibilidade Lésbica de Porto Alegre.

Vitória! Regularizado o salário dos cooperativados da Meta

Com a intermediação da vereadora Sofia, vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal, que articulou reuniões com as secretarias da Fazenda e Educação do município, os salários da Cooperativa Meta começam a ser depositados conforme o fluxo definido com os órgãos públicos e a gerência da entidade.O primeiro pagamento foi realizado nesta terça-feira, 03.

Desde o ano passado que as funcionárias da Cooperativa Meta, que atende a Rede Municipal de Ensino, lutam para que o folha salarial fosse realizada nos primeiros dias do mês. Os salários eram pagos em parcelas ou com grande atraso prejudicando os trabalhadores. Sofia comemorou a regularização do pagamento dos salários das cozinheiras, auxiliares de cozinha e de serviços gerais. "É uma vitória dos cooperativados da Meta", destacou.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Sarau na Sexta com a peça Blitz

Nesta Sexta-feira,06 realizaremos nosso Sarau Pedagógico do mês, com apresentação da peça Blitz, uma realização do Depósito de Teatro. Após debate enfocará a Educação, a Violência e Gênero.

Veja o flyer e agende-se!

Frente em defesa do Banrisul na Câmara

A vereadora Sofia participou hoje da reunião dos representantes da Comissão da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul que entregou a Presidência da Câmara Municipal a Carta Aberta em Defesa do Banco gaúcho. No encontro, ocorrido nesta segunda-feira (2/7), os vereadores foram convidados a se integrarem em movimentos contra a venda do Banrisul.

O deputado estadual Raul Pont, membro da Frente Parlamentar, relatou o processo de criação do Comitê no Estado e informou a apresentação de dois projetos do Governo Yeda/Feijó na Assembléia Legislativa, que indicam claramente a abertura do processo de venda do Banrisul. Ele lembrou que nas instituições bancárias públicas existem programas de micro-crédito, economia popular solidária, e repasse do Programa de Fortalecimento Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). "São programas sociais que os bancos privados não oferecem", salientou Pont.

Sofia ressalta que o Banrisul está sendo silenciosamente privatizado e lamenta a postura inoperante do prefeito Fogaça, que nada faz como por exemplo, manter a conta salarial dos municipários na banco dos gaúchos.

Paticiparam do ato os deputados Stela Farias (PT) e Raul Carrion (PCdoB), e membros do Comitê Gaúcho em Defesa do Banrisul Público e vereadores.

Creche recebe doação do Projeto Reciclagem de Brinquedos

A Creche Madre Tereza de Jesus, no Morro Santana, recebeu nesta segunda-feira, 02, uma remessa de brinquedos reciclados doados pelo Projeto Reciclagem de Brinquedos, desenvolvido entre a parceira da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ana Íris do Amaral e o Rotary Club de Porto Alegre Leste.

A vereadora Sofia esteve presente no ato que beneficiará 40 crianças. “Tenho acompanhado o trabalho desenvolvido e esse é um projeto exemplar de uma Escola que consegue aliar construção de conhecimento com o mundo da infância e da adolescência e as suas necessidades de brincar e produzir o novo” destaca ela.

A professora Marilice Marques Claus, responsável pelo projeto, informa que está é a sétima entrega realizada a instituições carentes. A Creche, além de atender as crianças, três vezes por semana serve almoço para 110 crianças e mulheres grávidas ou em fase de amamentação da comunidade.

Segundo a professora, a EMEI Ana Íris foi construída há 16 anos com ênfase na educação ambiental. “Há nove anos que trabalhamos com oficinas de artesanato e no ano passado ampliamos as alternativas para os alunos, com vistas não só de lhes oferecer um outro modo de sobrevivência, mas também buscando a conscientização da comunidade de que reciclar reduz danos e impactos ao ambiente”.

A parceria com o Rotary Club ocorreu devido a grande quantidade de brinquedos e jogos infantis danificados, recebidos pela entidade em campanhas para serem doados e a necessidade de contribuir com o desenvolvimento das potencialidades dos alunos da turma de progressão da Escola – com idade entre 12 e 16 anos. Os principais objetivos do projeto são ensinar conteúdos e conceitos variados através da reciclagem de brinquedos de forma prazerosa; desenvolver valores tais como convivência e bom relacionamento em grupo; oferecer alternativas de sobrevivência, desenvolver a criatividade; resgatar a infância; dar novo significado aos brinquedos usados, valorizando-os e preservando-os; reaproveitar o lixo preservando a natureza.

Marilice explica que os lucros com o trabalho serão destinados a compra de materiais para a sua continuidade e realização de passeios das turmas envolvidas. Os brinquedos destinados a doações serão repassados para o Rotary, que fará a distribuição. Para doações de brinquedos em desuso, quebrado, lascado, etc, pode ser realizada na EMEF Ana Íris – Rua Mário Meneguetti, 1000, Morro Santana, ou na Casa da Amizade das Senhoras Rotarianas, na Rua Caçapava, 517, Petrópolis.

Para resgatar a Uergs – Artigo da Sofia

Artigo publicado dia 02 de julho no jornal Correio do Povo.

Se há uma política pública que tem estatura de política de estado e não de governo é a nossa Universidade Estadual. Ou deveria ser. Pois nasceu da luta popular, da demanda e priorização da sociedade civil organizada no processo de Orçamento Participativo Estadual e consolidou-se no debate no Parlamento com o acordo entre todos os Partidos Políticos.

Não é assim, no entanto, que ela tem sido tratada. Desrespeitando a construção coletiva, o governo Rigotto deu um rumo diverso ao construído para a Universidade: questionou e modificou cursos; fechou o ingresso em outros, colocando em extinção, especialmente as Pedagogias; reduziu vagas a cada vestibular; não deu continuidade à adequação dos espaços físicos, bibliotecas, laboratórios; não encaminhou a eleição de Reitor e nem constituiu o quadro permanente de pessoal, chegando ao ápice de, na transição para o governo Ieda/Feijó, nem vestibular de início de ano acontecer!

O movimento de alunos, professores, funcionários e parlamentares, está pautando o novo Reitor e seu governo para exigir um plano de recuperação e consolidação da Uergs autônoma e democrática. No entanto, os passos são lentos, e a concepção meritrocrática, elitista, tecnóloga, de estado mínimo, que fragilizou tanto a Universidade na gestão anterior, parece que é hegemônica também neste governo.

Em Porto Alegre, o curso de Pedagogia da Uergs para Educadores Populares que atuam em creches, extraclasse, alfabetização de adultos, educação social de rua foi uma construção feita a muitas mãos: Associação dos Educadores Populares, Secretaria Municipal de Educação, Conselho da Criança e do Adolescente, Conselho Municipal de Educação e a Uergs. A primeira e única turma, de cento e cinqüenta educadores, já beneficiou uma parte das mais de cinqüenta mil crianças e adolescentes que são atendidas por eles. Nem isso, nem todas as manifestações, protestos, audiências públicas realizadas no período demoveram o governo Rigotto de sua determinação de fechar as pedagogias!

Nesta retomada da luta pela recuperação da Uergs, agora diante do novo governo, os educadores de Porto Alegre realizaram uma grande audiência na Câmara, estiveram em reunião com o prefeito e estão pressionando pela abertura de novas turmas e somando-se ao movimento geral pelo respeito a esta que é das mais preciosas conquista da comunidade gaúcha!