sábado, 31 de março de 2007

SOS Educação 2 – Escolas estaduais pedem socorro

Na semana que passou a vereadora Sofia foi chamada quase que diariamente para constatar a situação caótica em que se encontram as escolas estaduais, localizadas em Porto Alegre, e que protestaram devido à falta de professores, funcionários e atraso no repasse financeiro feito pela Secretaria Estadual de Educação.

Escola Estadual Ceará - Na Escola faltam professores para atender às crianças da 1ª e 2ª séries e de geografia para as turmas da 5ª a 8ª série. Também há falta de orientadora educacional; professora para atender na biblioteca, que se encontra fechada; professor para o laboratório de informática (montado com 16 computadores, ligados à internet) e também fechado. A diretora da escola, Leila Iabel lamenta: Queremos entender qual é a prioridade? Onde está a qualidade da educação? Ouvimos dizer que é a sala de aula. Mas a biblioteca não é importante numa escola? O SOE não é importante? E a tão falada inclusão digital, não é importante? E o nosso Ensino Médio? Estamos em pleno processo de vistoria onde se exige uma biblioteca totalmente completa e adequada com um número mínimo de livros, mas a bibliotecária para atender não é importante? Os repasses, que deveriam ser mensais, também estão atrasados dificultando a manutenção da escola.


Escola Estadual Prof. Oscar Pereira – Além da falta de professores, os alunos estão sem a merenda, pois a profissional da área está licenciada e não foi substituída, existe ainda a falta de material pedagógico como giz, papel, toner, etc. O protesto da comunidade escolar da Oscar Pereira ocorreu no pátio do colégio e foi em forma de aula ao ar-livre. “Com a falta de material e de professores optamos por fazer uma aula ao ar-livre, sem absolutamente nada, para mostrar como está o descaso com a educação dos nossos filhos”, explicou Josina Marcolino, vice-presidente do CPM.


Instituto de Educação - E na sexta-feira (30/3), Sofia, juntamente com uma comissão de vereadores, visitou o Instituto de Educação Flores da Cunha e conheceu de perto as más condições do prédio e a falta de segurança do local. Para Sofia não dá para admitir que um colégio tradicional como o IE esteja no caos em que se encontra. Como vice-presidente da Cece, Sofia, irá solicitar a retomada da licitação do ginásio e averiguar este caso com o Estado.
Ela também encaminhará à Comissão de Educação (Cece) da Câmara a realização de uma audiência com as secretarias de Educação do Município e do Estado para dar uma solução ao caso. No IE são inúmeras as demandas para solucionar os problemas da escola, como o ginásio e salas de aulas que estão interditadas pelo estado precário dos espaços. A prioridade hoje é cercar o prédio para evitar os arrombamentos e garantir a segurança dos alunos, professores e funcionários do colégio. A vereadora Maria Celeste (PT), presidenta do Legislativo, também estava presente à visitação.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Sofia na luta pela reativação da Pedagogia em Educação Popular da Uergs

A Comissão de Educação, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre realizou na noite do dia 27 de março(terça-feira) uma reunião extraordinária para tratar da continuidade do curso de graduação em Pedagogia Popular da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs).
No encontro foi formada a Comissão pró-reabertura do curso de Pedagogia Popular, composta pela AEPPA (Associação de Educadores Populares de Porto Alegre), CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente, CME (Conselho Municipal de Educação), Smed (Secretaria Municipal de Educação), Uergs e a Comissão de Educação da Câmara de Vereadores da Capital. Também ficou definido que a Comissão pró-reabertura agendará uma nova reunião com a Reitoria da Universidade e com o Executivo Municipal – que foi parceiro dessa iniciativa em 2002.
A vereadora Sofia Cavedon (PT), que coordenou o encontro, disse que Porto Alegre não aceita o fechamento do curso de Pedagogia da Uergs e que o novo reitor, Carlos Alberto Martins Callegaro, já garantiu que a sua intenção é de discutir e não de fechar. Tamar Gomes de Oliveira, da Associação de Educadores Populares de Porto Alegre, observou que além da manutenção do curso, a entidade luta pela abertura de novos cursos e pela realização de uma pós-graduação com ênfase em educação popular.
A representante do Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente, Haydé Venzon, criticou a declaração do reitor da Uergs, que reclamou dos critérios para a escolha de alunos. Afirmou que a forma de seleção realizada seguiu o princípio da eqüidade, em respeito às diferenças e garantindo o acesso a todos, superando as desigualdades. A irmã Conceição Andrade, do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, observou que o projeto da Uergs foi uma conquista do povo e que, se houver o fechamento, será um prejuízo para todo o estado. Justificou que o curso é direcionado à educação popular, mudando o perfil da educação, que antigamente era de crianças amontoadas, sem um projeto pedagógico.
A presidente do Conselho Municipal de Educação, Rosa Mosna, disse que a entidade é parceira e se solidariza pela manutenção do curso de Pedagogia, que classificou de inovador e de qualidade. A pedagoga recém-formada Janaína da Luz Ferreira, falando pelos seus colegas da turma 150, comparou o curso de Pedagogia com “uma criança que já havia se desenvolvido, foi adotada e hoje está sendo abandonada”. Júlio Bernardes, representando a reitoria da Uergs, disse que a universidade tem políticas compensatórias e de inclusão social, mas que não pode prescindir da qualidade e isso passa pelo padrão mínimo de seleção. Informou que a educação também prevê outras áreas, como a de licenciatura em Ciências.
A Smed colocou-se à disposição para participar de outras discussões atinentes à educação. Eulália Nascimento, do Cpers/Sindicato, lembrou que vários cursos já foram fechados e é preciso uma conscientização da importância de uma universidade pública de qualidade.

SOS educação! - Artigo da Sofia

Publicado em 31/março/07 no jornal Zero Hora.

Tornaram-se cotidianas neste início de ano letivo as manifestações de pais, alunos, professores e funcionários tomando ruas, abraçando as escolas, paralisando aulas. Suas reivindicações? Singelas e básicas: professores para dar aulas, merendeiras para preparar os alimentos, verbas para folhas, troca de lâmpadas, material de limpeza.
O prejuízo já se pode contabilizar: alunos tendo períodos reduzidos quando não estão há um mês sem aulas, mal alimentados com os alimentos prestes a perder a validade nas despensas, os professores desmotivados pois a conturbação é diária: superlotação de turmas e improviso constante de atendimento, bibliotecas fechadas e ausência de apoio dos setores como supervisão e orientação escolar.
Por outro lado, os novos alunos do Ensino Fundamental, tanto de seis anos quanto os de sete anos na primeira série, estão enfrentando toda a sorte de insegurança: ou as mães e pais seguem peregrinando de escola em escola pois não há vagas ou a escola designada exige ônibus pela distância ou ainda está matriculada mas não chegou a professora!
Os funcionários de limpeza e da cozinha simplesmente foram retirados! As novas direções das escolas estaduais eleitas no final do ano passado passaram janeiro e fevereiro limpando e organizando elas próprias, com os parcos recursos, a fim de bem receber os alunos no início do ano!
Acrescente-se a este quadro os assaltos e violência contra as escolas e teremos que reconhecer que a Educação estadual passa pela maior crise já vivida!
E será que tudo pode ser explicado pelo “ajuste” que a anunciada crise do Estado exige? Mesmo que assim fosse, desde primeiro de Janeiro já deveria ter sido construída com cada direção de escola a reorganização necessária para o início do ano letivo। Não dá para aceitar que a secretaria afirme em final de março que o problema é que os professores estão mal lotados! Nem que as previsões não estivessem prontas pelo governo anterior e que uma boa transição não tenha sido feita de um governo para o outro – o que deveria acontecer mesmo se fossem de partidos opostos! É bem verdade que o ex-Secretário da Educação deve muita explicação sobre a herança deixada: sobre os quatro meses de recursos não repassados, sobre a absoluta falta de preparo da rede para o ingresso aos 6 anos, sobre o abandono da estrutura física das escolas e tantas outras omissões. O que estamos assistindo, na verdade, é mais um descaso com a educação! É talvez a necessidade de estabelecer o caos para rebaixar as exigências! Tanto no velho quanto no novo jeito de governar a educação de fato não é prioridade.

terça-feira, 27 de março de 2007

Pedagogia em Educação Popular da Uergs

A vereadora Sofia Cavedon/PT, juntamente com a AEPPA - Associação dos Educadores Populares de Porto Alegre - tem atuado com afinco na tentativa de reativar o curso de Pedagogia em Educação Popular da Uergs, que está em vias de extinção.
Com o objetivo de evitar essa enorme perda que atingirá o trabalho social e educacional que é desenvolvido em Porto Alegre a Comissão de Educação (Cece) realizará dia 27/03, uma grande reunião á noite no plenário Otávio Rocha da Câmara de Vereadores.
Sofia lembrou que em recente reunião com o reitor da Uergs, Carlos Alberto Callegaro, em que o deputado estadual Raul Pont/PT também acompanhou, foi dito pela primeira vez que o curso não irá fechar. No entanto, destaca ela, existe divergência quanto aos critérios de seleção. O curso foi uma conquista das educadoras em 2002, direcionado especialmente para as educadoras populares em atuação nas creches comunitárias da Capital. Esta turma, de cerca de 150 educadoras, formou-se no dia 17 de março.

FUNDEB: novo momento da Educação Infantil - Artigo da Sofia

Publicado em 09/março/07 no jornal Correio do Povo.

A pequenos passos, mas decisivos, a Educação Infantil vem conquistando identidade, qualificação e expansão.
O reconhecimento do atendimento das crianças de zero a seis anos como atendimento de educação foi um primeiro passo. Deu-se com perdas: o fim da LBA - que, mesmo precariamente colocava recursos para construção e algum apoio para a manutenção das creches comunitárias. Mas, a partir da sua consagração na Constituição Federal de 88, e posteriormente na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira de 96, os Governos Municipais que mantinham algum atendimento vinculado à saúde ou à Assistência Social, passaram a ter que organizar o atendimento – agora Educação Infantil – em sua rede de Educação. Mas a Emenda Constitucional que cria o Fundeb em 2004 aplica duro golpe na incipiente Educação Infantil: os Municípios param de expandir, Estados reduzem seus Jardins de Infância – para buscar, através das matrículas de Ensino Fundamental, mais recursos.
Os movimentos sociais, os trabalhadores da educação, os Conselhos de Educação, as Universidades, não recuaram em suas reivindicações que vinham qualificando o trabalho que existia na base do voluntariado, da informalidade e do espaço improvisado.
O FUNDEB é resultado desta mobilização e representa a retomada do crescimento e da qualificação da Educação Infantil. E para isto é imprescindível que as crianças atendidas pelas creches comunitárias sejam consideradas para fins do retorno dos recursos deste novo Fundo! Porque é do conceito de Fundo Único que toda a Educação Básica se qualifique e amplie igualmente. É assim que as creches - que já vêm adequando seus espaços, cujos educadores são trabalhadores com carteira assinada e estão buscando formação até o nível superior; que adotam progressivamente perfil público - precisam estar dentro deste processo assim como estiveram na luta por ele! Só em Porto Alegre serão dez mil crianças beneficiadas!
A Educação Infantil afirma-se como Educação Básica tanto quanto a Fundamental e a Média. E juntas vão buscar maiores percentuais do PIB. E aí, de fato a educação vai contribuir para mudar o Brasil junto com o processo de democratização do Ensino Superior, do crescimento com distribuição de renda e de um processo forte de acesso e desenvolvimento da cultura que nos identifica brasileiros, latino-americanos e profundamente humanos.

Início das aulas com alimentação saudável

A vereadora Sofia realizou uma série de visitas às escolas situadas em Porto Alegre, a fim de divulgar e conversar com a comunidade escolar sobre a Lei 10.167 (pág. 02 do DOPA de 26/Jan/07), de sua autoria, que normatiza a Alimentação Saudável nas Escolas. A nova lei regulamenta regras para cantinas e bares de escolas públicas e particulares comercializarem produtos que garantam uma alimentação mais nutritiva.Sofia destaca que toda comunidade escolar deve estar envolvida, para juntos buscar uma educação alimentar de melhor qualidade para as crianças e adolescentes. Cópia da Lei já foi entregue na Escola Florinda Tubino Sampaio, Colégio Júlio de Castilhos, Colégio Santa Inês, Instituto de Educação, Escolas Estadual Rio Branco e Israelita, Colégio Militar e Escola Adventista.