sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Governos do Estado e Federal fecham escolas e retiram alunos do turno integral

Foto Andielli Silveira/CMPA
Na sessão plenária desta quinta-feira, 22, a vereadora Sofia Cavedon (PT), integrante da Comissão de Educação da Casa Legislativa, falou na tribuna sobre o fechamento da Escola Estadual Alberto Bins em Porto Alegre, pelo Governo Sartori (PMDB), e sobre a retirada de mais de 130 mil gaúchos do programa de tempo integral nas escolas, anunciado pelo governo golpista de Temer (PMDB).

Sobre o fechamento da Escola Alberto Bins

Sofia lamentou o fechamento da Escola Estadual Alberto Bins, na Vila Cruzeiro, e disse ser esta uma anti-política de segurança e combate à criminalidade. "esta escola poderia ser uma alternativa, ampliando atividades culturais para a gurizada da Cruzeiro", afirmou. A vereadora também afirmou ser necessário discutir a questão das drogas como fonte de criminalidade: "pessoas de bem compram drogas e financiam isso". Para Sofia, a intervenção militar na questão da segurança não resolve. "Isso tem a ver com drogas, com o sistema penitenciário, com a hipocrisia da sociedade", destacou.

... não aceitamos o fechamento da Escola Alberto Bins e vou insistir nessa tecla....

... não se fecha uma escola, secretário estadual da Educação, em um lugar onde é extremamente necessária....

Sobre o Mais Educação que o presidente golpista Temer reduziu alegando contingenciamento orçamentário...

... mais de mil escolas do rio Grande do Sul foram retiradas do programa...quase 130 mil alunos perdem o turno integral... 

... isso é criminoso e devemos entrar com uma ação no Ministério Público Federal...

.. o Plano Nacional de Educação é uma Lei e é para ampliar o tempo integral e não reduzir tempo dos alunos... nós vamos brigar aqui com muita força...

Assista o recorte de seu pronunciamento:


Merenda Escolar - Grave e perverso é não alimentar crianças que precisam

Foto Henrique Ferreira Bregão/CMPA
Questionado pela vereadora Sofia Cavedon (PT) sobre o controle da merenda escolar nas escolas públicas municipais, secretário da Educação afirmou que "a obesidade é um  problema grave", dizendo ainda que a possibilidade de o aluno poder pegar mais de um prato de comida "estaria contribuindo para a deseducação alimentar" e que isso seria uma "falta de planejamento da alimentação".

Grave e perversa é a medida adotada pela Smed, pois a merenda escolar pode ser a única fonte de alimentação para as crianças de baixa renda em situação mais agravada de vulnerabilidade social, responde Sofia.

A fala do secretário ocorreu na última segunda-feira (19), por ocasião do seu comparecimento à Câmara Municipal.

Sofia solicita informações à Smed

Após as declarações, Sofia Cavedon encaminhou um Pedido de Informações a Secretaria de Educação sobre a alimentação escolar no município Porto Alegre, solicitando:

- Quais os valores aplicados na alimentação escolar nos anos de 2016 e 2017 e a previsão para 2018?

- Dos valores aplicados, quanto foi repassado em alimentos ou em recursos para as creches comunitárias conveniadas com o município, nos anos de 20016 e 2017 e a previsão para 2018? 

- Cópia da normativa da Smed para as escolas sobre o preparo e distribuição da alimentação aos estudantes.

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Sofia critica a gestão da Smed: Até alimentação está proibida de ser repetida!

Fechamento da Escola Estadual Alberto Bins chega à Câmara Municipal

Por solicitação da comunidade escolar, moradores e lideranças comunitárias da região das Vilas da Grande Cruzeiro, e intermediado pela vereadora Sofia Cavedon (PT) que está apoiando o movimento, a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal solicitou uma agenda com a Secretaria Estadual da Educação para tratar do fechamento da Escola Alberto Bins.

Reunião e Abraço

Sofia informa que a audiência será na terça-feira, 27, às 11h, com a secretária adjunta, Iara Wortmann, na sede da Secretaria. Após, a comunidade fará um abraço a Escola, localizada na Avenida Moab Caldas, 150, bairro Santa Teresa.

Reivindicações

A pauta entrou na Comissão de Educação na última terça-feira, 20, quando a comunidade escolar protocolou documento apresentando reivindicações de melhorias na Educação da Rede Estadual de Ensino Público, especialmente, em Porto Alegre.

Assinado por Conselheiros do OP, pelo Fórum dos Delegados do OP da Região Cruzeiro e pelo Movimento Unidade na Luta na Defesa dos Servidores e dos Serviços Públicos em PoA, o documento ressalta:

Sob a “frágil” argumentação da diminuição de alunos matriculados, em 2017, a Secretaria de Educação do RS, decretou o fechamento de 6 Escolas Estaduais em Porto Alegre. Sendo elas: Alberto Bins – Bairro Santa Teresa; Benjamin Constant – Bairro São João; Osvaldo Aranha – Bairro Vila Ipiranga; Dr. Miguel Tostes – Bairro Ipanema; Marechal Mallet – Bairro Vila Jardim e Plácido de Castro – Bairro Higienópolis. Essa ação irá deixar centenas de crianças e adolescentes sem acesso a Educação.

Estamos denunciando essa ação desde o início de Dezembro de 2017. Solicitações de informações sobre os motivos dos fechamentos e remanejo dos alunos foram negadas pela Secretaria de Educação do RS. Somente há alguns dias atrás, via imprensa, ouve pronunciamentos sobre a questão. 

Não ouve uma “única” reunião da SEC com a comunidade escolar do Alberto Bins. Certamente, nas outras escolas também não deve ter havido.

A SEC não levou em consideração às questões econômicas das famílias e tão poucas as questões de território e de violência urbana.

Quem pagará o transporte para os alunos?

Os alunos do Alberto Bins não poderão estudar em outras escolas por causa da guerra do tráfico, onde quem é de uma comunidade não pode frequentar a outra. Mesmo sendo crianças filhos de pais sem envolvimento com a criminalidade. A lei do crime vale para todos neste caso.
Há muito tempo sonhamos com a implementação de uma Escola Técnica de Ensino Médio na região da Grande Cruzeiro. A Escola Alberto Bins possui espaço físico adequado e localização que a torna a ideal para receber esse pleito na região.

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Mutirão na Escola Alberto Bins abandonada pelo governo Sartori

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

PT Ao Vivo debateu a Intervenção militar: combate à violência ou estado de exceção

Com a participação de Sofia Cavedon, Leonel Radde, Rodrigo Dilélio, André Rosa, Suelen Gonçalves, Juliana de Souza e Frederico de Lemos, a Bancada e Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores realizaram a segunda edição do PT Ao Vivo, nesta quinta-feira, 22, no Viaduto Otávio Rocha, no Centro Histórico da capital.

Na pauta a Segurança e a Democracia. Assista aqui:

A segurança e a esperança - Por Sofia Cavedon

Publicado no Portal Sul21 nesta quinta, 22

O mesmo governador que deve responder por nossa segurança, tem como política educacional o choque de gestão: fechar escolas”.

Foto Ederson Nunes/CMPA
Aconteceu de novo comigo: saio de uma reunião e o carro estava arrombado. Já o encontrei apenas apoiado pelo “macaco”, já levaram o estepe milhares de vezes, o celular, o computador de dentro de casa, os meninos já abordados a mão armada, etc, etc. Depois do choque, a conformidade: ainda bem que estamos vivos, na próxima vou pôr numa garagem, vão-se os anéis… Coloquei um desabafo nas redes e retornaram relatos de outros tantos episódios, de medos, de restrições de horários, de indignação, de desespero, que volto a pensar que temos que levar muito mais fundo e coletivamente o enfrentamento deste que é o maior fracasso da história humana: a garantia da vida.

Alguém dirá: está acordando agora? Já me adianto: não! Já fiz inúmeras reuniões em comunidades sobre o tema, outras tantas visitas, debates e acompanhamento de escolas e espaços públicos atingidos pela violência do entorno; ajudei a construir o conselho comunitário de segurança de Petrópolis, meu bairro, grupo de watts, aproximação com a ação da Brigada Militar; entro nas frentes, fóruns, comitês contra as violências, tomei a iniciativa da constituição da Procuradoria da Mulher na Câmara Municipal… mas tudo é pouco!

A intervenção militar no Rio de Janeiro, que toma conta do debate nesses dias é medida extrema e será inócua se o tema for tratado apenas na dimensão da repressão ostensiva. Aliás, é demonstrativa da ineficácia dessa lógica!

Se pensarmos nas centenas de milhares de pessoas que, por alguma conjunção fizeram do crime a sua forma de sobrevivência – e o quanto recrutam e reproduzem-na desde a infância – e que circulam no cotidiano de nossas vidas na espreita da oportunidade, nos desesperamos!

No entanto, parece tão simples chegar à conclusão que temos que cessar a produção de criminosos, mas o mesmo governador que deve responder por nossa segurança, tem como política educacional o choque de gestão: fechar escolas. Abandona espaços que deveriam ser ampliados em turno e em ofertas culturais, esportivas e de trabalho educativo, em lugares empobrecidos e conflagrados como a Grande Cruzeiro aqui na Capital! O prefeito, que precisa organizar a cidade e apoiar a cidadania para construir alternativas de paz, fechou a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação!

Se todos os que se revoltam com o crime e a violência nos ajudarem na reação a medidas como essas, sairemos do desespero e construiremos a esperança. Esperança é a condição de quem acredita na mudança. Eu acredito!

Vereadora PT Porto Alegre

Passagem de ônibus: conta que não fecha - Por Sofia Cavedon

Foto Luiza Dorneles/CMPA
Artigo publicado na edição impressa desta quinta-feira, 22, no jornal Correio do Povo.

O sistema de transporte coletivo de Porto Alegre não pode continuar a penalizar o usuário, numa lógica de preservação de lucros e exploração do trabalhador rodoviário. O novo pedido de aumento do Sindicato das empresas é exemplar nisso: aplicarão a recomposição salarial de 1,87% e solicitam um reajuste de 12% no preço da passagem. Ah, mas não é este o único custo a ser coberto? Mas se trata de 50% do custo, segundo o próprio Sindicato. Vejamos as demais alegações: redução do número de passageiros. Ora, o sistema infelizmente remunera as empresas por ônibus e quilômetros rodados, equívoco mantido na licitação, por pressão e lobby das mesmas – tanto é verdade isso que a Carris tem repassado recursos às demais empresas nos cálculos da câmara de compensação, mesmo transportando mais passageiros que elas! Isso são dados da direção da Carris apresentados à Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Público de Qualidade no final de 2017.

Então, a redução de passageiros é responsabilidade das próprias empresas que não cumprem todas as viagens contratualizadas, não garantem qualidade, conforto, limpeza e gentileza em seu serviço! E seguem argumentando com o problema da gratuidade, eles que pouco se importam com a conquista dos passageiros pagantes!

Mas, o irônico é quererem colocar no custo da passagem o “suposto” investimento em renovação da frota que foram “obrigados” a fazer na licitação em que concorreram. Ora, primeiro, foram muitas as denúncias de ônibus apenas maquiados com uma pintura nova, são as queixas dos usuários de que estão rodando cada vez mais carros velhos, com problemas, barulhentos e desconfortáveis, sem falar na sujeira que denota falta de esmero no atendimento! Segundo, legalmente não há como assumir uma conta (que só as empresas conhecem) que, se prevista no processo licitatório, estava incluída na tarifa inicial do contrato.

Por fim, para qualquer alteração tarifária deve ser resultado da análise do fluxo de caixa da conta do sistema que continua na mão do Sindicato das empresas privadas, em vez de ser pública – lei da nossa bancada vetada pelo prefeito Marchezan - e da transparência da planilha tarifária.

Não queremos que pague a conta quem não decide sobre ela, e não permitiremos a redução de direitos de estudantes, aposentados e trabalhadores, como o prefeito encaminhou para a Câmara, para o lucro de quem explora a concessão pública de transporte sem corresponder em qualidade e transparência!

Vereadora/PT Porto Alegre.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Escolhas de Marchezan impactam no crescimento da cidade!

A Prefeitura, na sua escolha ano passado, ajudou a diminuir o crescimento de Porto Alegre. A redução da renda do funcionário impacta na cidade. 

Foto Marta Resing
A manifestação é da vereadora Sofia Cavedon (PT), após secretário municipal da Fazenda,ter apresentado a sua versão sobre a situação financeira da Prefeitura em 2017, durante sessão plenária desta quarta-feira (21), na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Sofia Cavedon questionou o fato de a Prefeitura de Porto Alegre manter em sigilo a sua receita, inclusive para o Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul. “Fica muito difícil para a Câmara, que precisa fiscalizar, acreditar pura e simplesmente na sua palavra.” 

Sofia cobrou transparência das finanças do município. Disse que o secretário Busatto não respondeu porque a Prefeitura mantém sigilo, inclusive do TCE, com relação às receitas do município e divulga apenas os dados que julga necessários no Portal Transparência. Para Sofia, caso fique comprovado que o município tinha, em 20 de dezembro de 2017, os recursos necessário para pagar integralmente o 13º dos servidores públicos, o prefeito Nelson Marchezan Junior poderá responder por crime de responsabilidade. Ao dizer que "o caminho escolhido pelo prefeito está empurrando os servidores para a aposentadoria", defendeu a aprovação de projeto substitutivo apresentado pela oposição que estimula os servidores a não abandonarem a carreira. Disse ainda que os servidores são fundamentais para fiscalizar obras, como as da Copa. "Se funcionários não fiscalizarem, teremos muito problemas. A iniciativa privada fez errado em todas estas obras."

Abaixo a íntegra de sua manifestação:

Primeiro, quero questionar de maneira clara que nós, até o início deste ano, temos do Tribunal de Contas a informação de que o senhor, que a Prefeitura de Porto Alegre, o Prefeito Marchezan insistem em manter sigilo sobre a receita da Prefeitura. O Tribunal de Contas não tem acesso aos dados da receita, porque, em tese, é preciso proteger os contribuintes, as fontes, não sei, não sei as explicações totais. Essa foi a fala do coordenador de fiscalização e supervisão do orçamento da Prefeitura de Porto Alegre. A pergunta é a seguinte: se esse foi o motivo da crise e da demissão do Secretário de Transparência, por que isso é sustentado? Quem vem aqui defender a sua visão, a sua versão sobre as finanças só tem como afirmar que “o Secretário Busatto afirma o seguinte”. Ou seja, é a sua palavra, nós não temos a palavra do Tribunal de Contas sobre relação receita/despesa no Município de Porto Alegre. Inclusive, no dia 20 de dezembro, o Tribunal de Contas tinha recém conseguido uma senha para, presencialmente, acompanhar a despesa. Nem era remoto o acompanhamento, tinha que ir lá na Secretaria da Fazenda, sentar num computador da Secretaria da Fazenda, isso o Tribunal de Contas, não esta Câmara! Então, fica muito difícil para esta Câmara, para este Legislativo, que precisa fiscalizar, acreditar, pura e simplesmente, na palavra de V. Excelência, que, com todas as boas intenções, mas com a sua intenção política apresenta os dados. 

Dados que são questionáveis, dados, aliás, que são divergentes dos que a gente consegue acessar nas páginas de transparência da Prefeitura. Inclusive, no parecer preliminar do Tribunal de Contas ano passado, as recomendações finais sobre receita e despesa eram transparência, transparência e transparência, porque alguma coisa está sendo escondida, inclusive, dos órgãos que controlam as finanças do Município. 

Segundo tema: o tema das receitas próprias. Há um crescimento, e isso demonstra, Secretário, a capacidade de quadro próprio da Prefeitura, a qualidade técnica dos funcionários da Prefeitura. E eu quero afirmar aqui, inclusive, o crescimento no DMAE. Quero afirmar aqui e espero que o Município aprenda que precisa contar e valorizar os seus funcionários próprios. O que aconteceu no ano passado foi um combate permanente ao funcionalismo, um assédio ao funcionalismo municipal, uma dispensa dos funcionários municipais, principalmente no primeiro semestre, quando foi colocado nas mãos de empresas privadas o planejamento da Cidade, o diagnóstico da Cidade, os projetos que aqui entraram. Terceirizados, privatizados e dispensados os funcionários, que são os principais colaboradores e que podem trazer alternativas, seja para a redução de custos, seja para incremento da receita, e está provada no incremento próprio da receita. Mas questiono: o PIB do ano passado – está anunciado hoje nos jornais – cresceu 1%, e os anúncios para este ano para o crescimento mundial do PIB é mais de 3,8%. A principal razão do crescimento do PIB é o crescimento do agronegócio e o consumo das famílias, e o que afirmávamos aqui e o estudo que foi apresentado durante o ano passado, é que o impacto na redução de renda dos funcionários municipais impacta negativamente na economia da cidade de Porto Alegre. Eu afirmo, a Prefeitura, na sua escolha no ano passado, ajudou a diminuir o crescimento na cidade de Porto Alegre.

Terceiro, o senhor fala que o problema são as gratificações, e não há nenhum projeto que tenha vindo para esta Casa trabalhar a equalização em gratificações; os projetos são outros, são projetos estão estimulando a aposentadoria dos funcionários. Há dois mil funcionários pedindo aposentadoria em Porto Alegre, aterrorizados pelo Projeto nº 011/17, um projeto que o Governo insiste em votar nesta Casa e tentou votar no final do ano passado. Então, as políticas são, sim, só para piorar, só para desestimular os funcionários, dispensar funcionários e, portanto, piorar a situação.

Sofia fala em Comunicação de Liderança pela oposição: Realmente, é muito perigosa a trajetória que faz o Secretário de Finanças e o Prefeito Marchezan, que continua se queixando da Câmara Municipal

Quero aqui, em nome do PSOL e do PT, seguir no tema da discussão de finanças que aqui aconteceu, e entrar num aspecto fundamental, o da transparência. O Secretário Busatto, ao responder aos nossos questionamentos, não respondeu por que não abre o sigilo das receitas ao Tribunal de Contas – não respondeu! Apenas reafirmou os dados que estão no site Transparência, que são feitos por funcionários públicos, como eu, e acreditem e não desprestigiem. Senhores, o Tribunal de Contas nos informou que a Secretaria da Fazenda mantém sigilo, e por que será que mantém sigilo sobre a receita? Porque está respondendo, sim, à Justiça, que determinou pagar em dia e por vários meses a Prefeitura de Porto Alegre terá que responder e pagar multa pelo parcelamento de salário que praticou. E se aparecerem os números verdadeiros, essas multas serão confirmadas, provavelmente. Mais, a Prefeitura parcelou o 13º salário e não deixou o Tribunal de Contas saber se no dia 20 de dezembro de 2017 havia dinheiro em caixa, sim ou não, para pagar o 13º salário integral. Isso é muito grave, é extremamente grave, porque se ficar comprovado que a Prefeitura descumpre sistematicamente decisão judicial mantida até agora, o Prefeito poderá responder por crime de responsabilidade, e aí o Secretário continua afirmando que toda a transparência que tem é a que está no site da Transparência, e esse site está questionado pelo Tribunal de Contas. Realmente, é muito perigosa a trajetória que faz o Secretário de Finanças e o Prefeito Marchezan, que continua se queixando da Câmara Municipal. E ele falou ontem, ao retomar as obras, que o problema é a Câmara, que não vota, que não resolve, e nós estamos afirmando que o caminho que o Prefeito escolheu para resolver o problema da despesa está empurrando mais e mais funcionários para a aposentadoria e aumentando, portanto, a tal da conta que ele diz que é a pior conta que tem, que é do regime de repartição simples, que é a da aposentadoria. 

O nosso substitutivo, que começa a tramitar, faz exatamente o inverso em relação ao PLCE nº 011/17, é um substitutivo assinado por vários Vereadores da oposição, mais os independentes, que propõe um estímulo para os funcionários não abandonarem a carreira, a continuarem por mais alguns anos, no melhor momento da produtividade, da qualidade, que é o que precisamos. Essas obras da Copa, por exemplo, se os funcionários municipais não fiscalizarem esse novo momento, nós não tivermos condições com funcionários, técnicos, engenheiros, arquitetos, de fiscalizar, nós teremos muitos problemas. Quem vem aqui e faz apologia à iniciativa privada, Ver. Oliboni, tem que vir aqui reconhecer que a iniciativa privada errou, fez errado em todas essas obras, fez errado nas creches comunitárias, nas escolas infantis. A da Restinga parou totalmente, a escola da Zona Norte foi destruída, demolida, porque a empresa privada parou de construir, porque a relação da empresa privada com o Governo é a seguinte: enquanto ela tem lucro, ela faz; quando ela acha que começou a perder, ela para e dá no pé, para a obra. Então, essa apologia de que PPP, que empresa privada é melhor, é um equívoco, é um escândalo, porque está cheio de obra privada parada. 

O CEU, Centro de Artes e Esportes Unificados da Lomba do Pinheiro, que uma empresa privada estava construindo, teve sua obra parada porque a empresa estava discutindo os valores com a Prefeitura, e a Prefeitura, de forma desastrosa e irresponsável, no final, quando a empresa abandonou a obra, abandonou os R$ 2 milhões investidos no CEU da Lomba do Pinheiro, que está lá, depredado, não tem mais uma esquadria, não tem mais um vidro, não tem mais um fio elétrico, não tem mais tudo que foi colocado pela empresa. 

Então, essa relação de apologia é equivocada, e os exemplos dados aqui são exemplos de que nós temos questionamentos, sim. A Fernanda já começou e eu quero incluir: o Auditório Araújo Vianna está bem, mas deixou de ser um auditório popular, ele é caro, é caríssimo. A empresa privada, quando faz bem para si e para o seu lucro, ela faz bem, e mesmo assim quebra. Então, nós queremos um auditório, como o Teatro Glênio Peres, que é público e oferece belas peças e o Presidente Valter disse que vai incrementar e aumentar este ano e eu fico muito contente. Então, enquanto Câmara, nós queremos colaborar. E quero aqui referendar o que disse o Vereador-Presidente. A nossa bancada tem certeza que a bancada do PSOL não se nega a fazer um bom debate desde que a sociedade tenha transparência e possa enxergar, de fato, as consequências da alteração do IPTU, estamos disponíveis a fazer. Para colaborar, nós estamos juntos; para expulsar funcionário, oprimir funcionário, não.

Com informações do Portal da CMPA.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Sofia critica a gestão da Smed: Até alimentação está proibida de ser repetida!

Sofia Cavedon (PT) reiterou as criticas à Secretaria Municipal de Educação, por ocasião da presença do Secretário na sessão plenária desta segunda, 19, na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Sofia lamentou o Marco Regulatório da Educação não ter sido amplamente discutido pela sociedade, considerando uma interlocução necessária. A vereadora também demonstrou preocupação em relação ao modelo de convênios e Parcerias Público Privada, lembrando do histórico de convênios deficitários existentes no setor educacional. Cavedon destacou ainda a importância do protagonismo das comunidades, relatando o problema sobre o calendário e cronograma propostos. “Não permitem que pais e professores avaliem completamente as proposições para o calendário escolar deste ano, que traz uma série de mudanças que não se podem discutir. Quero pedir que não seja como no ano passado, com perdas profundas na qualidade por falta de diálogo”, enfatizou a parlamentar.
Foto Luiza Dorneles/CMPA

Sofia também contestou o anúncios de novas vagas, disse que novo horário não promove efetivamente a maior estada dos alunos com professores, criticando o término do planejamento do trabalho nas escolas. A vereadora também lamentou a possibilidade de privatização do ensino fundamental, o fechamento de escolas, o descumprimento do Plano Municipal de Educação, o esvaziamento do projeto pedagógico, os problemas com a alimentação dos alunos, o atraso das verbas para escolas conveniadas, a ausência da Smed nas escolas, a  falta de atualizações dos profissionais e a inexistência de diálogo, ao criticar o governo municipal e ressaltar que não há como celebrar conquistas no ensino de Porto Alegre.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Mutirão na Escola Alberto Bins abandonada pelo governo Sartori

Foto Sandra Ilíbio Braz
Na manhã deste Sábado, 17, a vereadora Sofia Cavedon e a deputada federal Maria do Rosário participaram, ao lado da comunidade da Grande Cruzeiro, no mutirão #OcupaAlbertoBins contra o fechamento da Escola Estadual de Ensino Fundamental Alberto Bins, uma das tantas que governo Sartori prometeu fechar este ano.

São quase 200 alunos de uma comunidade vulnerável socialmente e que convive com elevados índices de violência, devido às disputas entre o crime organizado e o descaso dos governos estadual e municipal. "Estamos unidas na mobilização e na resistência da comunidade", afirmaram as parlamentares petistas.

Foto Gabinete
Sofia Cavedon informou que esta semana a comunidade já levou uma proposta alternativa ao fechamento para o Ministério Público de Contas do RS, e já foi solicitada uma agenda com o Ministério Público Estadual para também levar a demanda de turno integral na Escola. Conforme a vereadora, pelo estado que está a escola, que ainda tem móveis novos entregues por ocasião da reforma feita no Governo Tarso Genro, o atual gestor terá que responder pelo abandono patrimonial da instituição. "São móveis novos, alguns ainda com plásticos ao redor, que estão se degradando pelo descaso do governo Sartori com a Educação", destaca Sofia.

 Assista aqui:

Veja também: 
Fechamento da Escola Alberto Bins – Proposta para manter Escola aberta é levado ao MP de Contas

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Vitória das Terceirizadas da SMED!

Terceirizadas da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre estão recebendo seu salário HOJE - Sexta-feira, 16!

Isso é uma vitória da mobilização e da coragem das trabalhadoras, da nossa pressão, do nosso diálogo forte com a Smed... Parabéns trabalhadoras! É preciso ter coragem pra exigir dignidade! - Sofia Cavedon

Veja também:

Visita ao Mercado Público de Porto Alegre

Foto Marta Resing
Mercado Público sofre com a gestão desastrosa e privatista de Marchezan! - Sofia Cavedon/PT

Nesta sexta-feira,15, pela manhã, vereadores e vereadoras da Câmara Municipal visitaram o Mercado Público da capital, que há cinco anos aguarda a restauração do segundo andar, que está interditado devido a um incêndio ocorrido em 2013.

Implementação de um Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) permanente, manutenção da rede de esgoto, instalação de uma rede elétrica definitiva, melhorias da acessibilidade, conserto da escada rolante, conclusão da reforma no segundo piso, além de prevenção e combate a assaltos, violência e comércio irregular no entorno do Mercado Público de Porto Alegre. Estas foram as principais reivindicações recebidas pela comitiva parlamentar.

Foto Marta Resing
A vereadora Sofia Cavedon (PT), que participou da visita, encaminhou pedido de informações a prefeitura, no ano passado, pedindo comprovação de que o Mercado seria deficitário. Segundo ela, em documentos assinados pelo próprio Marchezan, ficou comprovado que ele tinha dinheiro suficiente para cobrir segurança, limpeza e manutenção com o que era recolhido pelos permissionários todos os meses.

Fica muito claro a falta de vontade política e o descaso da gestão Marchezan com as soluções para o Mercado Público. Ele não tem como argumentar que é um problema de dinheiro, que é falta de recursos”, afirma ela.

Sofia também criticou a decisão de colocar o Mercado sob administração do Executivo e diz que pretende questionar o atual modelo. “Essa foi uma alteração que ficou claro que foi prejudicial ao Mercado. Quem melhor cuida é quem está interessado, quem está aqui no cotidiano”, afirmando que os permissionários é que já garantem as melhorias necessárias.

Foto Marta Resing
Além de já ter gasto R$ 120 mil em um transformador, a Associação do Comércio do Mercado Público Central (ASCOMEPC) mobilizou R$ 1,5 milhão para conseguir o PPCI, que contempla cisterna, reforma de escadas fixas e alargamento ou troca das escadas rolantes. De acordo com a diretora Adriana Kauer, o pedido para assumir a questão foi feito à Prefeitura em maio do ano passado, mas somente no próximo dia três a permissão deve ser assinada. Atualmente, o Mercado Público se encontra sem PPCI e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi ajuizado pelo Ministério Público.

Este ano esse patrimônio cultural da cidade completa 149 anos.

Segunda-feira (19) é Dia Nacional de Luta contra Reforma da Previdência

O mandato de Sofia Cavedon está na luta em contra a reforma da Previdência, em defesa da Democracia e dos Direitos dos e das Trabalhadoras/es.

O objetivo das atividades do dia 19, que acontecerão no país, é aumentar a pressão sobre os deputados federais, para que eles não votem a favor da proposta do governo ilegítimo de Michel Temer (MDB).

Ato no Aeroporto Salgado Filho

Em Porto Alegre, as manifestações começarão ainda na madrugada. Haverá concentração às 5h, no Monumento do Laçador, seguida de caminhada até o saguão de embarque do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

Ato em frente ao prédio do INSS

Depois, às 7h, terá início uma concentração na Estação Rodoviária, com panfletagem aos usuários de ônibus e do Trensurb. Às 8h30, todos e todas sairão em marcha até o prédio do INSS, na Travessa Mário Cinco Paus, ao lado do Mercado Público, onde será realizado um ato em defesa da Previdência.

Ato na Esquina Democrática

Às 17h também será realizado um Ato em Defesa da Previdência na Esquina Democrática - Centro Histórico de POrto alegre.

#quemvotarnãovolta ##sevotarnãovolta #QueroAposentar

Caravana Lula pelo Brasil no RS - Transferida para Março!

As datas da Caravana do presidente Lula no RS mudou para os dias 19 a 22 de março. 

A mudança ocorreu pois fevereiro ainda é mês de férias nas Universidades gaúchas, destaque no roteiro da Caravana.

Agende-se para os dias 19 a 22 de março: Caravana Lula pelo Brasil no RS.